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Vamos fazer de conta que não tivémos esta conversa...

por dicasdefarmaceutica, em 15.03.15

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No post de ontem (VER AQUI), falei do medo de tomar a pílula Yasmin e fiz referência às notícias, que falaram dos farmacêuticos como os "maus da fita" e que vendem o que lhes apetece sem receita médica.

 

Para quem não viu, a reportagem que mais abordou este assunto foi a da TVI. Entrou em várias farmácias pedindo a pílula Yasmin ao balcão e em todas elas o pedido foi atendido sem questionarem sobre a prescrição médica da mesma. Apesar de ter achado a reportagem de um sensionalismo incrível contra as farmácias, fiquei chocada com a última colega abordada que, após ter perguntado à utente se tinha sido a médica a aconselhar a toma da referida pílula, rematou o atendimento com a frase : "Vou vender-lhe a Yasmin. Vamos fazer de contas que não tivémos esta conversa".

 

E agora digo eu: "E assim vamos de farmacêuticos"... sabemos que não é correto, mas todos nós, farmacêuticos, já vendemos alguns medicamentos sujeitos a receita médica, sem que esta nos fosse apresentada, como por exemplo:

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A questão é que, na reportagem, parecia ser uma cliente desconhecida, a quem houve a preocupação de mostrar serviço, fazendo perguntas e depois veio o pior, como quem diz, "não posso, mas não me interessa, vendo-lhe na mesma e ninguém vai saber."

 

O que é isto? Vender algo sem receita, não é isto. Se tem a preocupação de fazer perguntas e está correto, tem que atuar em conformidade.

 

Em Portugal, o mercado de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) foi liberalizado em 2005, com a autorização da venda destes medicamentos fora das farmácias e o estabelecimento de um regime de preços livre.

Desde essa data, muitos do medicamentos sujeitos a receita médica, passaram para medicamentos não sujeitos a receita médica. O que mudou? O perfil de segurança desses medicamentos? Claro que não... Agora, até se fala que muitos deles poderão vir a ser vendidos em bombas de gasolina, quiosques ou cafés.

 

Colegas farmacêuticos, é no atendimento que está a diferença: sujeito ou não sujeito a receita médica, o aconselhamento com profissionalismo é fundamental.

 

E, já agora, um conselho: se puderem, sem prescrição médica, dêem preferência aos MNSRM.

publicado às 22:16

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