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Já ouviram falar da iniciativa “Fast Track Cities”. São“cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH”.

Esta iniciativa, lançada pela Declaração de Paris em 2014, no dia mundial da luta contra a SIDA, é uma rede de parceria mundial de cidades com quatro entidades principais: Associação Internacional de Prestadores de Cuidados no Âmbito da SIDA (IAPAC), Programa Conjunto das Nações Unidas para o VIH/SIDA (ONUSIDA), Programa específico das Nações Unidas para a Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (UN-HABITAT) e a cidade de Paris, entre outros parceiros técnicos locais, nacionais e internacionais, responsáveis pela sua execução.

Em 29 de maio de 2017, Lisboa, Porto e Cascais assinaram a Declaração de Paris através dos Presidentes das respetivas Câmaras Municipais. No passado dia 10 de outubro, mais Sete municípios portugueses – Almada, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra e Portimão – assinaram na Assembleia da República, a Declaração de Paris, juntando-se à iniciativa internacional Fast Track Cities

Portugal passa a contar com 10 municípios aderentes, tornando-se o primeiro «Fast Track Country».


Ao assinarem a declaração, estas cidades comprometem-se a atingir as metas 90-90-90 até 2020, segundo as quais 90% das pessoas que vivem com VIH sejam conhecedoras do seu diagnóstico, 90% dos diagnosticados estejam em tratamento antirretrovírico e 90% das pessoas em tratamento apresentem, sustentadamente, carga vírica suprimida.

As cidades envolvidas terão ainda como objetivos, remover as barreiras de acesso aos serviços de prevenção, seguimento e tratamento das pessoas infetadas por VIH, para eliminar o estigma e a discriminação em complementaridade com os organismos governamentais, a sociedade civil, a academia e as pessoas infetadas e afetadas por VIH.

 

Dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por HIV nas farmácias portuguesas

A dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por VIH nas nossas farmácias já começou. Primeiro em Cascais, mas rapidamente alargada a todo o país: Lisboa, Porto, Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra.

A execução destes testes na farmácia não requer prescrição médica e a confidencialidade e privacidade dos doentes devem ser sempre salvaguardadas. A importância da execução destes testes num espaço de tão fácil acesso é a possibilidade de ter o diagnóstico precoce da infeção, o que se revela o primeiro passo para o sucesso do tratamento. A decisão de fazer o teste é muitas vezes adiada por medo, vergonha e estigmas, que podem ser atenuados pela confidencialidade que se impõe quando se dispensa este teste nas farmácias.

Em todo o circuito, se o utente não se quiser identificar não se identifica, portanto pode fazer o teste sem ser necessário nunca dar os seus dados pessoais. Só se for reativo, aquando do contacto com a linha SNS 24 para marcar a consulta (hospitalar) aí é que tem de se identificar.

Um teste reativo não significa necessariamente um teste positivo e, portanto, há que explicar muito bem ao utente o que está aqui em causa e depois, naturalmente, orientá-lo através da linha SNS 24 para a instituição hospitalar onde se vai confirmar ou não o diagnóstico e depois fazer o seguimento.

As farmácias envolvidas já tiveram formação, pois não só a execução do teste é importante, mas também o aconselhamento pré e pós teste, pois trata-se de um assunto que tem que ser tratado de uma maneira rigorosa e uniforme em todo o país.



O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou ainda o compromisso do Governo de, até ao final do ano, passar a disponibilizar testes que podem ser vendidos nas farmácias e feitos em casa. 

A proposta legislativa que avança com a possibilidade dos testes em casa já foi aprovada em Conselho de Ministros e promulgada pelo Presidente da República.

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publicado às 09:52

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

por dicasdefarmaceutica, em 13.10.18

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Assinala-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Já escrevi várias vezes sobre a importância destes Cuidados, mas não poderia deixar passar este dia sem falar das iniciativas e dos objetivos propostos para esta “História”que vai sendo escrita por tanta gente e por tantas entidades.

 

No âmbito do Mês dos Cuidados Paliativos, que se comemora em Outubro, a APCP (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) irá lançar uma campanha com o mote "Vamos continuar a escrever esta história" que versa sobre a desmistificação dos cuidados paliativos e dos cuidados paliativos pediátricos como cuidados de fim de vida.

“A campanha "Vamos continuar a escrever esta história" pretende elucidar sobre o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento, promovendo a melhor qualidade de vida possível para a pessoa e criança doente e sua família, e ainda reconhecer a importância dos cuidadores no processo de doença crónica, complexa e limitante. É errado pensarmos que estes cuidados só deverão ser aplicados na fase terminal de um doente. Os cuidados paliativos devem ser parte integrante no processo de cura e tratamento de uma doença, desde o seu diagnóstico.

Estes cuidados asseguram, para além do cuidado em saúde, estabilidade familiar, social e espiritual. Quando admitimos a necessidade de cuidados paliativos não estamos a desistir da pessoa nem do processo de cura, mas estamos a minimizar o sofrimento, a vários níveis, provocados pela doença”, explica Dr. Duarte Soares, Presidente da APCP.

 

A propósito desta Campanha serão realizadas várias iniciativas, entre as quais o IX Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, a realizar entre 25 e 27 de Outubro na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto; um peditório público a decorrer nas Farmácias Holon (de 15 de outubro a 30 de novembro); e a venda de uma mascote, o porta-chaves Palis, por 5 euros, em vários pontos do país, nomeadamente em 124 Farmácias Holon e no Centro Comercial Dolce Vita, em Lisboa, no Espaço Solidário, entre os dias 4 e 7 de outubro, e ainda via online através do site institucional da APCP (ver AQUI).

 

As ações propostas para esta Campanha estão de acordo com o lema internacional “BECAUSE I MATTER”, ou seja, têm como principal objetivo colocar a pessoa doente no centro do cuidado.  O valor angariado com o peditório público e com a venda da mascote tem como finalidade a realização de outras ações de sensibilização, de âmbito nacional, e de formações dirigidas a profissionais de saúde”, conclui o Presidente da APCP.

 

Dados sobre os cuidados paliativos em Portugal: 

Em Portugal, por ano, cerca de 89 mil pessoas necessitam de cuidados paliativos;
Cerca de 50% das pessoas referenciadas acabam por morrer sem terem acesso aos respetivos cuidados;
O nosso país continua a ter apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por cada 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a existência de uma por cada 100 mil habitantes;
Existem em Portugal pelo menos 6.000 crianças e jovens com necessidades paliativas e os centros de referenciação encontram-se essencialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto;
Os cuidados paliativos pediátricos e as áreas de referenciação existentes são ainda insuficientes face à necessidade.
 
Aliviar o sofrimento numa fase de dor intensa e permanente é dos maiores desafios da medicina. Vamos continuar a escrever esta História para nos próximos anos não escrever aqui que 50% das pessoas necessitadas deste cuidados acabam por morrer sem terem acesso aos mesmos. Como é que isto é possível em pleno século XXI?
Os Cuidados Paliativos são um Direito Humano e um Dever do Sistema Nacional de Saúde!

 

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publicado às 19:49

A Vacinação contra a Gripe vai começar a 15 de Outubro

por dicasdefarmaceutica, em 12.10.18

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A gripe é uma doença benigna na grande maioria dos casos, porém, por ser altamente contagiosa, ela é capaz de infetar milhões de pessoas em relativamente pouco tempo. Por isso, a vacinação contra o vírus Influenza tornou-se uma importante medida de saúde pública nos últimos anos. 

A vacinação é a melhor e quase a única forma de prevenir a gripe, daí a sua importância, sobretudo para alguns grupos de maior risco.

 

Em Portugal, a vacinação vai começar a 15 de Outubro e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai disponibilizar 1,4 milhões de doses de vacinas.

Este ano, a vacinação vai começar cerca de duas semanas depois do que tem sido habitual, para garantir uma melhor e maior proteção durante o período da epidemia de gripe, que em Portugal tem início habitualmente na segunda quinzena de dezembro, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS). Já são muitos os que perguntam na farmácia se as vacinas já chegaram. Está quase...

 

No SNS, a vacina vai continuar gratuita a partir dos 65 anos, para residentes ou internados em instituições, para os bombeiros e para pessoas com algumas doenças específicas. Nestes casos, a vacina não necessita de receita médica e dispensa também pagamento de taxa moderadora.

 

Além dos 1,4 milhões de doses adquiridas para o Serviço Nacional de Saúde, haverá também vacinas dispensadas nas farmácias através de prescrição médica, com uma comparticipação de 37%.

As receitas médicas específicas para a vacina da gripe passadas desde o dia 1 de julho terão validade até final do mês de dezembro.

 

Recomenda-se que a vacina seja feita até ao final do ano.

 

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publicado às 09:12

“Sabe que tipo de Coração é o seu?”

por dicasdefarmaceutica, em 29.09.18

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Este é o mote da campanha da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) para assinalar o Dia Mundial do Coração, que se celebra hoje. A campanha convida os portugueses a medir o seu risco para a doença cardiovascular, a primeira causa de morte em Portugal. Pode consultar AQUI o site da SPC e fazer o teste “Sabe que tipo de coração é o seu?” Vá lá fazer...são só dois minutos.

 

Este inquérito já foi feito a mais de 1000 pessoas e concluiu que os portugueses com idades entre os 35 e os 70 anos admitem ter pelo menos três fatores de risco. Ao todo, 53% dos portugueses admitem sofrer de stress e de antecedentes familiares, 48% admitem fumar ou já ter fumado, 47% afirmam que são sedentários e 43% que têm excesso de peso. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que o estilo de vida “comanda” a saúde do nosso coração.

 

Por isso mesmo, a adopção de um estilo de vida saudável é o primeiro passo para prevenir as doenças cardiovasculares. Está mais que provado que uma alimentação desequilibrada, a falta de exercício físico e o tabaco são os principais fatores de risco associados a estas doenças.

 

Enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doenças das válvulas, arritmias e fibrilação auricular são alguns exemplos de doenças cardiovasculares, causadas, em grande medida, por um estilo de vida errado.

 

Por tudo isto, comece já hoje e aproveite o fim-de-semana:

- Faça uma boa caminhada ao ar livre, com a família ou amigos!

- Alimente-se de forma saudável! Sabe o que quero dizer, nada de “atafulhar o bandulho”...

- Hoje é um bom dia para começar: deixe de fumar!

- Divita-se e bom fim-de-semana!

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publicado às 09:50

População idosa portuguesa é pouco saudável

por dicasdefarmaceutica, em 21.09.18

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Segundo um estudo europeu, apenas 9% da população idosa em Portugal apresenta boa saúde, comparativamente a 58% dos idosos na Áustria e 51% na Suíça.

Estes são os resultados preliminares do DO-HEALTH, o maior estudo europeu sobre envelhecimento e saúde. A percentagem de pessoas com mais de 70 anos consideradas saudáveis é de 51% na Suíça, 58% na Áustria, 38% na Alemanha e 37% em França. Por oposição, apenas 9% dos homens e mulheres, nesta faixa etária, em Portugal, apresentam uma boa saúde. Os números foram divulgados no princípio deste ano pela Universidade de Coimbra.

 

Só vale pena ter muita idade se formos saudáveis. De que nos serve vivermos muitos anos se a imagem que aparece dos idosos em Portugal é quase sempre a que vemos em cima, acamados ou nos ditos “lares”, muitos deles sem condições mínimas para uma vida feliz?

 

O que se passa em Portugal para os números serem tão diferentes do resto da Europa? Não é um único fator a provocar esta desgraça. São uma conjunto de fatores, de ordem genética, social e ambiental que têm que ser alterados para envelhecermos com qualidade. Os idosos europeus preocupam-se cada vez mais com a alimentação e com o estilo de vida, tentando manter-se ativos o maior período de tempo possível.

Em Portugal, parece que só agora é que estamos a começar a ter preocupações com esta parte da vida, tão importante para cada um em particular, mas também para a sociedade. Está a ser feito um grande esforço para mudar mentalidades e, como diz o ditado, “mais vale tarde do que nunca”!

 

Por vezes, até comemos bem e achamos que ingerimos todos os nutrientes necessários, mas só através de determinadas análises, é que conseguimos avaliar a falta de determinados nutrientes, tão importantes para manter uma vida saudável. É por isso que outra estratégia que parece ter um impacto positivo na saúde é o consumo de determinados suplementos alimentares.

 

Por exemplo,um  grupo de cientistas suecos, coordenado pelo cardiologista Urban Alehagen, da Universidade de Linköping, publicou o primeiro estudo que mostra que um suplemento diário de selénio (SelenoPrecise) e coenzima Q10 (BioActivo Q10 Forte 100 mg), administrado a um grupo de homens e mulheres saudáveis, melhorou a qualidade de vida em vários aspectos. Este estudo, denominado KiSel-10, foi publicado no International Journal of Cardiology, tendo sido notícia em todo o mundo.

No estudo KiSel-10 “participaram 443 homens e mulheres na faixa etária 70-88 anos. Os intervenientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um grupo recebeu diariamente suplementos de Q10 (200 mg) e selénio orgânico (200 microgramas), o outro grupo recebeu placebo. O estudo teve uma duração de cinco anos. Verificou-se que o grupo que recebeu os suplementos activos apresentou um menor risco de morte em mais de 50%, em comparação com o grupo placebo. Além disso, os doentes do grupo de tratamento apresentaram o músculo cardíaco significativamente mais forte. As amostras de sangue revelaram níveis inferiores de uma hormona denominada NT - proBNP, a qual é produzida pelo músculo cardíaco quando entra em esforço. Além disso, os cientistas puderam ver, através de ultrassonografia, que os corações trabalhavam com muito menos esforço.”

 

Outro exemplo de um suplemento que poderá ser benéfico para determinadas pessoas, é a vitamina D. A luz solar é a melhor fonte de vitamina D e está provado que muitos de nós não recebe esta vitamina, sobretudo durante o Inverno. De acordo com vários estudos, os indivíduos com baixos níveis de vitamina D no sangue são duas vezes mais propensos a sofrer de ataque cardíaco ou trombose coronária, em comparação com quem apresenta níveis elevados da vitamina D.

 

É importante salientar que os suplementos não são para toda a gente e nem todos necessitam dos mesmos suplementos e nas mesmas quantidades. Convém estar informado, fazer análises e conversar com o médico sobre estes assuntos, até porque alguns suplementos não se podem tomar com determinados medicamentos. Fale sempre com o seu médico e aconselhe-se com o seu farmacêutico!

 

Em resumo, para os idosos portugueses, aqui ficam algumas recomendações:

- Alimente-se de forma saudável!

- Faça exercício físico!

- Mantenha-se ativo!

- Veja se necessita de algum suplemento alimentar!

- Durma bem e o número de horas suficiente!

- Divirta-se e mantenha contacto com os seus amigos!

- Seja Feliz!

 

 

 

Alguns dos suplementos:

BioActivo Q10 Forte 100mg

BioActivo Selénio + Zinco

 

 

 

 

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publicado às 08:54

Vamos falar de Dermatite Atópica

por dicasdefarmaceutica, em 17.09.18
 

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“A dermatite atópica (DA), ou eczema atópico, é uma doença crónica, imunomediada e atualmente incurável, determinada por fatores genéticos e ambientais, com um impacto muito relevante na qualidade de vida dos doentes. Estima-se que afete entre 10 a 20% das crianças e entre 1 a 3% dos adultos em todo o mundo.”

 

A semana passada falou-se muito desta doença porque celebrou-se o Dia Internacional da Dermatite Atópica. No âmbito desta celebração, nasce a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP).

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A dermatite atópica é uma doença que evolui por ciclos, com alguns períodos sem sintomas que alternam com outros de maior intensidade, também conhecidos por períodos de crise ou fase aguda. Mesmo nos períodos de acalmia, os tratamentos e os cuidados com a pele nunca podem ser descuidados. Controlar todos estes períodos é fundamental para a qualidade de vida. Nos períodos de crise, o tratamento deve ser rápido e nos períodos de acalmia, a pele deve ser devidamente cuidada, mediante o uso de produtos emolientes, para reconstruir a pele e para diminuir a secura da mesma, além de outras medidas, muitas delas dependentes de cada pessoa.

 

As terapêuticas mais utilizadas tratam apenas os sintomas e não a doença em si, restaurando a barreira da pele, minimizando o agravamento da doença, reduzindo o seu grau e duração e diminuindo o surgimento de crises.

 

Trata-se de uma afeção benigna, não contagiosa, que na maioria dos casos, surge nos primeiros anos de vida, mas que pode surgir em qualquer idade.

Não é tarefa fácil ter que enfrentar esta doença, pois o incómodo que causa pode afetar grandemente o dia-a-dia e a auto estima do doente. Por se tratar de uma doença benigna, nunca deve ser menosprezada.

A qualidade de vida destas pessoas deve ser cuidada, preferencialmente com a ajuda de dermatologistas, desde os primeiros anos ou desde que aparecem os primeiros sinais da doença.

 

Não sofra sozinho! Fale da doença ao seu médico, siga os seus conselhos e peça ajuda ao seu farmacêutico para que a sua pele esteja cuidada durante todo o ano! Agora também já tem uma Associação (ADERMAP) com a qual pode partilhar as suas dúvidas a sua experiência.

 

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publicado às 18:48

Mortes por cancro chegarão aos 9,6 milhões em 2018

por dicasdefarmaceutica, em 13.09.18

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Estas são as previsões avançadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano.

A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Cancro (IARC) disse que as previsões apontam para 18,1 milhões de novos casos de cancro em 2018. O IARC disse que este aumento de números de casos de cancro se deve a vários fatores, como o desenvolvimento social e económico e a populações maiores e mais velhas.

 

Segundo o mesmo relatório, o cancro do pulmão é a principal causa de mortes por cancro em todo o mundo. Assim como o cancro da mama, o cancro do pulmão também está entre as maiores causas de casos novos da doença.

O cancro colorretal é o terceiro tipo mais diagnosticado, seguido pelo cancro da próstata e pelo cancro do estômago.

 

Estes números assustam, mas se pensarmos bem, acaba por ser uma consequência de vivermos mais tempo: quanto mais vivemos, maior é o risco de contrair doenças.

Segundo este relatório, um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres, devem ter cancro ao longo da vida, ou seja, um em cada oito homens e uma em cada onze mulheres, vão morrer vítimas de cancro.

 

Só políticas eficientes de prevenção e deteção precoce de casos de cancro, podem controlar esta doença em todo o mundo.

Um grande exemplo de como as campanhas de prevenção podem funcionar, é a redução de casos de cancro do pulmão em homens do norte da Europa e da América do Norte, que apostaram num grande número de campanhas anti-tabaco. 

Também a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) tem vindo a fazer reduzir o número de casos de cancros do colo do útero na maioria das regiões, com exceção da África subsaariana.

 

Apostar na prevenção, através de uma alimentação equilibrada, de exercício físico, de um sono eficaz, de não fumar e de uma vacinação feita de acordo com as indicações, é o meio certo para atingir o objetivo de combate a esta doença presente em quase todas as famílias. 

O diagnóstico precoce da doença, feito sobretudo através de rastreios a toda a população na altura e idade certas, é outro meio de combater a doença. Está provado que quanto mais precoce for detetada a doença, maior é o sucesso da terapêutica instituída.

 

Os avanços no diagnóstico e no tratamento do cancro são promissores, mas o cancro está longe de ser erradicado. Vamos fazendo a nossa parte, tentando controlar os fatores externos e não faltando aos rastreios que temos ao alcance. O resto, vamos acompanhando e confiando nos desenvolvimentos da ciência...

 

 

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publicado às 17:24

Diabetes: números e novidades

por dicasdefarmaceutica, em 06.09.18

 

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Nunca é demais falar de Diabetes. Sabem porquê? Porque continua a ser uma das doenças mais preocupantes deste século. Apesar das novidades e da grande evolução em prol da qualidade de vida dos doentes, o combate a esta doença continua a ser um dos principais desafios da próxima década.

Vou começar este post por responder a alguns leitores que não sabem porque é que já se vê tanta gente na rua com uns “autocolantes redondinhos” nos braços. Em resumo, trata-se de uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes. Com estes dispositivos, sem picadas e sem dor, o doente pode ver como vai a sua diabetes ao longo do dia. Quem quiser saber mais sobre este produto pode ver AQUI o post que fiz quando este dispositivo começou a ser comparticipado pelo SNS.

 

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Agora, vamos aos números:

Em Portugal, por dia, são diagnosticados com diabetes cerca de 200 novos casos e 500 doentes são internados nos hospitais portugueses. A prevalência estimada da diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) é de 13,3%, isto é, mais de um milhão de portugueses. A este número somam-se mais de dois milhões de pessoas com pré-diabetes. Estima-se ainda que, cerca de 44% das pessoas com diabetes esteja por diagnosticar, segundo os dados da Direção Geral de Saúde (DGS).

Em média, a diabetes mata entre dez a doze portugueses por dia, revela o último relatório nacional da DGS, divulgado no âmbito do Dia Mundial da Diabetes. Em 2040, a estimativa é que a doença afete um em cada dez adultos, em todo o mundo, cerca de 642 milhões.

Com vista ao reforço da prevenção e controlo da diabetes em Portugal durante os próximos cinco anos, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) estabeleceu, em maio de 2018, um compromisso de cooperação com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e as Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e do Algarve.  A cooperação entre a APDP, a ACSS e as ARS iniciar-se-á em janeiro de 2019, estendendo-se a 31 de dezembro de 2023, permitindo aos utentes com patologia de diabetes, identificados em cada ARS, que usufruam da oferta atual de prestação de cuidados de saúde disponibilizada pela APDP, nomeadamente consultas, tratamentos e exames.”

 

Todas as medidas de prevenção são essenciais para combater este flagelo, um verdadeiro problema de saúde, que atinge cada vez pessoas mais jovens, devido sobretudo a estilos de vida incorretos, que levam à obesidade (alimentação desadequada e falta de exercício físico).

Muito importante também é a chamada prevenção terciária, que tem como objetivo o tratamento das complicações da doença, nomeadamente, a retinopatia diabética, o pé diabético e a insuficiência renal, além de outras.

 

Só um trabalho em conjunto, feito por doentes, associações, profissionais de saúde e governo, poderá mudar os números que referi acima. Também muito importante é a formação dos mais novos, dada na escola e aos educadores. Ainda hoje li um artigo que referia que 49% dos portugueses apresentam níveis limitados de literacia em saúde. Muita coisa tem que mudar.

Espero poder estar aqui a escrever em 2023 os números referentes ao sucesso do programa que vai ter o seu início em janeiro de 2019.

Vamos todos trabalhar no combate à Diabetes!

 

 

 

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publicado às 15:48

Desfrutar o calor com saúde

por dicasdefarmaceutica, em 17.08.18

 

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Já saiu mais uma revista Inominável e com ela mais um artigo “Dicas de Farmacêutica”. Como vêm aí mais dias quentes, vejam as recomendações para desfrutarem esses dias com saúde. Acedam AQUI à revista digital e deliciem-se com os artigos publicados nesta edição.

 

A cada Verão, têm-se vindo a registar temperaturas mais elevadas e as estações do ano deixaram de existir com as características que aprendemos na escola. As folhas do Outono às vezes caem no Inverno; o frio do Inverno vem cada vez mais tarde, mas também cada vez mais rigoroso; a Primavera deixou quase de existir; o Verão vem quando lhe apetece, com ondas de calor que não são nada benéficas para a nossa saúde.

O corpo humano dispõe de vários mecanismos para regular a temperatura (termorregulação), mas quando está sujeito a um calor muito intenso, pode perder a capacidade de fazer esta regulação e a temperatura corporal pode aumentar muito, o que acontece sobretudo em pessoas mais frágeis, como idosos, doentes crónicos, grávidas, bebés e crianças.

 

PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE QUE SURGEM COM O CALOR EXEGERADO:

 

Golpe de calor ou Insolação - Acontece quando o corpo atinge rapidamente uma temperatura muito elevada e os principais sintomas são: febre alta, pele vermelha, seca e sem suor, pulso rápido, dor de cabeça, confusão, tonturas, náuseas e perda de consciência.

Desidratação - Acontece quando o corpo perde uma quantidade de água e sais minerais superior à sua ingestão e os principais sintomas são: fraqueza, tonturas, cansaço, boca seca, sede excessiva, diminuição do volume da urina ou ausência de lágrimas.

Esgotamento - Não é imediato e pode desenvolver-se alguns dias após a exposição ao calor extremo. Os principais sintomas são: transpiração exagerada, palidez, cãibras musculares, cansaço, fraqueza, dor de cabeça, náuseas e vómitos, pele fria e húmida e respiração rápida e superficial.

Quando algum destes problemas surge, é fundamental permanecer à sombra, arrefecer o corpo e ingerir líquidos, preferencialmente água. Muitas vezes, estas situações requerem ajuda médica imediata.

 

Como acontece com a grande maioria dos problemas de  saúde, o melhor é mesmo prevenir e saber o que fazer quando o calor “aperta”.

 

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 COM O CALOR, DEVE ADOTAR AS SEGUINTES MEDIDAS DE PREVENÇÃO:

 

- Beber líquidos com frequência, mesmo sem sede, evitando o álcool, a cafeína e bebidas gaseificadas.

- Evitar esforços físicos (desportos) e atividades ao ar livre nas horas de maior calor.

- Refrescar o corpo sempre que necessário.

- Permanecer em locais frescos nas horas mais quentes do dia, quando a radiação solar é mais intensa.

- Usar roupas leves e frescas, que cubram a maior parte do corpo. Utilizar chapéu e óculos de sol.

- Viajar nas horas de menor calor.

- Utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos de praia ou piscina. Evitar a exposição direta ao sol entre as 11h e as 17h.

- Ter especial atenção às pessoas mais vulneráveis: idosos, grávidas, doentes crónicos, bebés e crianças.

 

MEDICAMENTOS E CALOR

 

Quando está muito calor, alguns medicamentos podem agravar os perigos decorrentes de uma exposição prolongada ou intensa ao calor. As pessoas que tomam medicamentos devem ter alguns cuidados extra e algumas vezes necessita de ajustes na dosagem, como acontece, por exemplo, em caso de desidratação.

 

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Como tal, necessitam de vigilância acrescida:

- Medicamentos destinados ao tratamento da doença cardíaca.

- Medicamentos para a tensão, que podem agravar uma hipotensão.

- Diuréticos, que podem aumentar a desidratação. 

- Medicamentos que atuam a nível neurológico, pois podem interferir com o 'termostato' central do organismo e provocar aumento da temperatura. 

- Antiepiléticos 

- Medicamentos para tratamento de enxaqueca, que podem diminuir a transpiração

- Alguns antibióticos (particularmente sulfamidas) e anti-inflamatórios, que podem alterar o funcionamento normal dos rins

- Alguns medicamentos antidepressivos, antialérgicos, para a doença de Parkinson e para a incontinência urinária, que podem alterar a transpiração.

 

Durante uma onda de calor, é importante nunca interromper o tratamento sem indicação médica e nunca tomar medicamentos sem a indicação do médico ou farmacêutico, mesmo aqueles que não são sujeitos a receita médica. Se se sentir mal, deve ir a uma consulta para fazer o ajuste das doses, caso se justifique.

 

Também é importante salientar que durante os dias de muito calor, deve haver algum cuidado com o transporte dos medicamentos:

- Medicamentos habitualmente conservados no frigorífico (entre 2 a 8ºC) deverão ser transportados em sacos isotérmicos refrigerados (por ex. com acumuladores de frio), mas evitando sempre a sua congelação.

- Todos os outros medicamentos deverão ser transportados preferencialmente em sacos isotérmicos. Mesmo utilizando sacos isotérmicos, os medicamentos não devem ser expostos durante longos períodos de tempo a temperaturas elevadas, como aquelas que se atingem nas malas ou interior dos carros estacionados ao sol.

 

Tenha estes cuidados e desfrute o calor com saúde!

 

 

 


 

 

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publicado às 09:38

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Os maus comportamentos humanos são responsáveis pelo aumento do cancro de pele, que mata anualmente 250 portugueses”. Foram estas as palavras do presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), Dr. Osvaldo Correia. Acrescentou ainda que “só a adoção de medidas preventivas poderá evitar o aumento significativo de cancros de pele que se verifica em Portugal e na Europa, em resultado de comportamentos negligentes na relação com o sol”.

 

O Sol não brilha apenas na praia, ele segue-nos para todos os lugares. Quando falamos dos danos causados pelo Sol, pensamos logo na praia mas, na realidade, o Sol não brilha apenas à beira mar. Na praia, no desporto, no passeio ou no trabalho, quando estamos ao ar livre, os cuidados em relação à exposição solar, devem ser redobrados:

- Sempre que possível, escolher o início e o final do dia para a execução das tarefas ao ar livre.

- Usar sempre chapéu (preferencialmente de abas largas), óculos escuros com proteção contra UVA e UVB e vestuário adequado que proteja o pescoço, decote, braços e pernas. O uso de um chapéu que cubra adequadamente as orelhas, o nariz e os lábios é muito importante, pois estas zonas estão na origem de muitos cancros de pele.

- Na pele exposta, utilizar sempre protetor solar, de índice de proteção elevado (SPF superior ou igual a 30), não esquecendo a sua constante renovação (de 2 em 2 horas).

 

Neste sentido, durante este verão, a Associação Portuguesa de Cancro Curâneo promove uma campanha de alerta em relação aos cuidados a ter com o sol em férias e no trabalho, que vai percorrer o país de norte a sul, do litoral ao interior, junto de praias marítimas e fluviais, bem como locais de trabalho ao ar livre, nomeadamente da construção civil e da agricultura.

Durante esta ação, a Mota-Engil Engenharia e Construção e a Fundação Manuel António da Mota, conscientes dos perigos do excesso de exposição solar, promoveram, em parceria com esta Associação, a campanha “Acrescento + Proteção à minha Segurança”, iniciativa iniciada em 2017.

É importante que outras empresas sigam este exemplo, dando condições aos trabalhadores para se protegeram do sol, não só fornecendo vestuário adequado, mas também protetores solares e, ainda mais importante, formação, no sentido de consciencializar para os danos causados pelo sol, em qualquer lugar.

Nesta campanha, desportistas e trabalhadores ao ar livre, são o alvo.

 

Um hábito importante e que é uma excelente ferramenta na prevenção, é consultar o site do Istituto Português do Mar e da Atmosfera não só para ver se estão temperaturas elevadas, mas também para verificar o nível previsto de ultravioleta (UV).

 

Não se esqueçam que trazer roupa leve a cobrir o corpo não faz calor! No deserto, só os turistas andam de calções e t-shirts e, mesmo na praia, quem passa o dia a trabalhar e percebe do assunto, cobre-se todo. 

  

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Ainda este ano estive no Vietnam e as vendedoras de praia só mostram os olhinhos. Elas é que sabem...

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publicado às 11:41

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