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Prevenir e tratar as doenças de Inverno

por dicasdefarmaceutica, em 11.12.18

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Chegou o frio e com ele as temíveis gripes. Como prevenir? A vacinação é a melhor e quase a única forma de prevenir a gripe e felizmente, já muita gente foi vacinada desde Outubro.

Contudo, existem algumas medidas básicas para prevenir esta doença de Inverno. Vou mencionar algumas delas:

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão;
  • Reduzir o contacto próximo com pessoas com gripe;
  • Evitar espaços fechados e com muitas pessoas;
  • Evitar mudanças bruscas de temperatura;
  • Usar várias camadas de roupa e proteger as extremidades do corpo (usar gorro, luvas e cachecol);
  • Manter a temperatura da casa entre os 18ºC e os 21ºC e vedar as fendas das portas e janelas.
  • Beber bebidas e alimentos quentes.

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Muito importante também é ter sempre em casa um “Kit Farmácia Inverno” preparado para qualquer contratempo:

  • Termómetro (o que gostar mais, digital ou de infravermelhos, desde que o utilize segundo as instruções do referido aparelho);
  • Antipirético (para baixar a febre, por exemplo paracetamol);
  • Anti-histamínico (particularmente importante para as pessoas com tendência para alergias nesta época do ano ou que tenham frequentemente o nariz a pingar);
  • Antigripal (são muitos os existente no mercado, “atacando” os primeiros sintomas de gripe ou até de uma simples constipação. Atenção aos princípios activos destes antigripais, pois podem não ser os indicados para o seu caso!);
  • Descongestionante nasal (pode ser um simples soro fisiológico, uma água do mar ou algo mais forte para uma descongestão mais eficaz. Pode escolher em spray ou em gotas);
  • Analgésico (para as dores, sobretudo de cabeça, por exemplo, o paracetamol);
  • Pastilhas para a garganta (à base de eucalipto, limão, com ou sem anti-inflamatório, são muitas as escolhas...);
  • Anti-inflamatório (quando as dores de garganta não passam, um ibuprofeno, por exemplo, tomado durante três dias de acordo com as indicações, pode ser o suficiente para evitar o agravamento da doença);
  • Mucolíticos e expectorantes (para facilitar a libertação de secreções, são os chamados xaropes para a tosse com expectoração);
  • Antitússicos (utilizados apenas em casos pontuais, quando se trata de uma tosse seca e irritadiça);
  • Hidratantes (mãos, lábios e corpo, fundamentais para evitar frieiras e lábios gretados, tão comuns nesta época do ano).

Não esquecer nunca que todos os medicamentos devem ser tomados de acordo com as indicações do médico ou do farmacêutico!

 

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publicado às 08:29

Campanha “O Meu Dia Seguinte”

por dicasdefarmaceutica, em 30.11.18

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Antes de falar desta campanha, convém recordar mais uma vez alguns pontos sobre a pílula do dia seguinte:

- Solicite a contracepção de emergência numa farmácia e aconselhe-se sempre com o farmacêutico sobre as tomas, as contra-indicações, os efeitos secundários e a mais aconselhável para o seu caso.

- Tome a pílula do dia seguinte assim que possível após uma relação sexual não protegida ou falha do método contraceptivo utilizado.

- A toma desta pílula não protege contra uma gravidez resultante de relações sexuais futuras nem contra doenças sexualmente transmissíveis.

- A PÍLULA DO DIA SEGUINTE É UM MÉTODO ANTICONCEPCIONAL DE EMERGÊNCIA.

 

A campanha “O Meu Dia Seguinte” é a primeira campanha da marca ellaOne dirigida ao consumidor desde que se tornou disponível sem receita médica em farmácia, em 2015. Destina-se, essencialmente, a mulheres entre os 18 e 25 anos que atualmente não desejam engravidar, mas que em caso de falha do seu método contraceptivo ou ausência do mesmo, não recorrem à contracepção de emergência devido a falsas perceções negativas e equívocos sobre este método.

A campanha “O Meu Dia Seguinte” estará ativa exclusivamente nas plataformas digitais, canal por excelência para chegar aos mais jovens, público que está a iniciar a sua atividade sexual e que, na grande maioria das vezes, apesar de ter um acesso privilegiado à informação, tem um elevado desconhecimento/desinformação no que toca à pílula do dia seguinte.

Em todas as versões do vídeo destinadas aos diversos formatos digitais (youtube, facebook, instagram) é reforçada a mensagem de que a pílula do dia seguinte ajuda a prevenir uma gravidez não planeada perante uma falha na contraceção.

Deixo-vos com um dos vídeos desta campanha:

 

 

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publicado às 16:26

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Foi ontem aprovada a inclusão de mais três vacinas no Plano Nacional de Vacinação: Meningite B, Rotavírus e Vírus do Papiloma Humano (HPV) para rapazes.

Meningite B

O meningococo B é o mais predominante em Portugal; mais de 70% das meningites no nosso país são provocadas pelo meningococo B. Transmitida por secreções respiratórias, a bactéria atinge crianças com menos de cinco anos, com um pico aos seis meses, levando à morte 5% a 14% delas e deixando 11% a 19% com sequelas, como danos neurológicos, perda de audição ou amputações. Há também risco de infeção entre os adolescentes. Apesar dos encargos (cerca de 300€ no total das doses), a grande maioria dos pais tem seguido as indicações dos pediatras e temos muitas crianças já vacinadas. Agora, vamos poder vacinar todos, os que podem e os que não podem pagar.

Rotavírus

O Rotavírus é a causa mais comum de diarreia grave com desidratação em crianças pequenas, entre os três e os quinze meses de idade. Trata-se de um dos vírus causador da tão conhecida gastroenterite. Muitos médicos questionam a importância desta vacina no Plano Nacional de Vacinação.

HPV para rapazes

A vacina contra o HPV foi incluída no Plano Nacional de Vacinação em outubro de 2008, mas apenas para raparigas, pois este vírus é responsável por 90% dos cancros do colo do útero. Ontem esta imunização foi também alargada a rapazes, pois o Vírus do Papiloma Humano pode ser transmitido através de qualquer contacto sexual/genital ou oral, não escolhendo idade e não sendo um problema exclusivamente feminino.  

 

Convém salientar que esta introdução das vacinas no Plano Nacional de Vacinação foi feita pela Assembleia da República, sem o aval da comissão técnica que trata deste assunto e da Direção Geral da Saúde. Apesar de tudo e de ser uma boa notícia,  algo vai mal quando “quem manda não ouve quem sabe.”

 

 

 

 

 

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publicado às 19:09

Dia Europeu do Antibiótico

por dicasdefarmaceutica, em 19.11.18

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Já partilhei esta imagem na página do Facebook, mas não posso deixar passar este mês sem voltar ao assunto dos antibióticos e do seu uso, ou melhor, do seu mau uso.
 
Ontem assinalou-se o Dia Europeu do Antibiótico e os dados mais recentes não são nada animadores. Confirma-se que o número de doentes infectados pot bactérias resistentes continua a aumentar na União Europeia.
A resistência aos antibióticos constitui uma grave ameaça para a saúde pública e fala-se até que, em 2050, pode vir a matar mais do que o cancro. 
 
Manter os antibióticos eficazes para as gerações futuras é um dever de todos nós. Só o seu uso prudente pode ajudar a impedir o desenvolvimento destas bactérias resistentes. Somos todos responsáveis: médicos, farmacêuticos, enfermeiros, outros profissionais de saúde, veterinários, agricultores e decisores políticos. Só em conjunto conseguiremos combater esta ameça à nossa saúde.
 
 
Regras a seguir sobre a toma de antibióticos:
 

1. Não tomar antibióticos por iniciativa própria.

2. Seguir exclusivamente a recomendação do médico.

3. Tomar o antibiótico ao longo do tempo prescrito e respeitando os horários e dosagens.

4. Entregar na farmácia as eventuais sobras.

5. Nunca partilhar os antibióticos prescritos em seu nome com familiares ou amigos.

Já que estamos a falar de antibióticos e o frio, constipações e gripes começaram a chegar, não se esqueçam que a maioria desta doenças se Inverno não se curam com antibióticos!

Se tiverem algumas dúvidas, consultem AQUI o meu post com o título: “Antibióticos: verdadeiro ou falso?”

Aqui fica mais um cartaz do SNS que tem este assunto sempre como prioritário nos seus conselhos à população:

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publicado às 09:35

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Foram muitas as notícias relativas ao medicamento Metamizol, mais conhecido por Nolotil, na sequência da morte de 10 britânicos que compraram este medicamento em Espanha.

O Metamizol é um medicamento utilizado para o tratamento da dor aguda e intensa e na febre alta que não responde a outras terapêuticas antipiréticas. Em Portugal é utilizado há cerca de 40 anos.

Na sequência das referidas mortes está uma reação adversa do metamizol denominada agranulocitose que, apesar de ser muito grave, é muito rara.

O Infarmed esclareceu que em “Portugal foram notificados ao sistema de farmacologia, entre 2008 e 2018, um total de 11 casos de agranulocitose potencialmente associados à utilização de metamizol, com uma frequência de um a dois casos por ano (o que se encontra dentro da frequência expectável de uma reação rara)”.

O Infarmed diz ainda que “estes medicamentos não devem ser utilizados em doentes com reações hematológicas prévias ao metamizol, em tratamento com imunossupressores ou outros medicamentos que possam causar agranulocitose. Deve ser tida particular atenção à prescrição destes medicamentos em doentes idosos”.

Quem utiliza este medicamento por indicação médica não deve entrar em pânico. O metamizol mantém uma relação benefício-risco positiva, desde que seja utilizado para o fim a que se destina e durante o tempo aconselhado pelo médico ou farmacêutico (normalmente, não deve exceder os 7 dias).

Já agora, só mais uma informação: em Portugal, com este princípio ativo, temos o genérico (Metamizol Cinfa), o Nolotil e o Dolocalma.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 12:05

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Começou há 10 anos a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) e Portugal é um exemplo internacional, com 750 mil jovens raparigas vacinadas, o que corresponde a 86% da população alvo para a vacina.

A vacina contra o HPV foi incluída no Plano Nacional de Vacinação em outubro de 2008.

 

Cerca de 90% dos cancros do colo do útero podem ser prevenidos pela vacinação, mas este tipo de cancro continua a ser o segundo tipo de cancro mais comum em mulheres entre os 15 e os 44 anos. É muito importante continuar a prevenir, ou seja, a vacinar.

 

O Presidente da República, por altura da comemoração destes 10 anos, falou do desafio de alargar a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano aos rapazes. Muito bem!

O HPV pode ser transmitido através de qualquer contacto sexual/genital ou oral, não escolhendo idade e não sendo um problema exclusivamente feminino. Os rapazes também estão expostos ao vírus.  Este foi já o alerta de várias campanhas, nomeadamente a do início deste ano da Liga Portuguesa contra o Cancro.

 

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Tenho que acabar este apontamento com mais uma notícia que muito nos orgulha: a Ordem dos Farmacêuticos foi uma das entidades agraciadas pelo Ministério da Saúde com um louvor público pelo “trabalho meritório na vacinação contra infeções pelo vírus do papiloma humano (HPV)”. Como referiu a nossa bastonário, Ana Paula Martins, este reconhecimento é dirigido a todos os farmacêuticos que na comunidade sensibilizam e apelam à vacinação, seja a vacina do HPV, a da gripe e outras, incluídas ou não no Plano Nacional de Vacinação.

 

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publicado às 12:18

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Seguindo o assunto do post da semana passada relativo à Diabetes (ver AQUI), vou fazer hoje um pequeno apontamento sobre um suplemento muito na moda e com cada vez mais adeptos. Trata-se dos suplementos à base de crómio

 

As funções biológicas do crómio estão intimamente relacionadas com as funções da insulina (hormona produzida pelo nosso organismo que regula os níveis de açúcar no sangue). O crómio não substitui a insulina nem estimula o organismo a produzir maiores quantidades, mas potencia a sua ação fazendo com que atue de forma mais efetiva. 

 

Várias investigações referenciam a capacidade do crómio para regular as concentrações de açúcar no sangue, ajudando a promover o controlo da diabetese a diminuir o risco de doenças crónicas em pessoas com excesso de peso.

A atestar os benefícios do crómio, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), refere que “o crómio contribui para a manutenção de níveis normais de glicose no sangue.”

 

Quando recorrer aos suplementos de Crómio?

- Como complemento da terapêutica da Diabetes

- Na situação pré-diabética, como complemento de uma alimentação adequada

- Para reduzir o apetite por alimentos ricos em açúcar;

- Para ajudar na combustão de gorduras e, consequentemente, na perda de peso.

 

Muitas pessoas chegam ao balcão da farmácia e dizem que vão desistir de tomar crómio, pois não vêem resultados. Isto acontece porque a maioria das pessoas não toma levedura de crómio orgânico. Esta é segura e com resultados após 2 a 3 semanas de toma.
O suplemento não é caro e pode ajudar muito a reduzir a ingestão de alimentos com açúcar e a estabilizar a glicemia.

Uma das vantagens de manter os níveis de açúcar no sangue estáveis, com a ajuda de levedura de crómio orgânico é que, a partir do momento que se começa a tomar este suplemento, é muito mais fácil evitar as vontades súbitas de lanches  mal elaborados entre as refeições e consequentemente, reduzir o consumo de açúcares.

 

Estes suplementos vão ajudar no controlo de açúcar do sangue e na melhoria do metabolismo. No entanto, se sofre de diabetes, apesar dos estudos que comprovam a eficácia deste mineral nos diabéticos, só deverá tomar suplementos com a supervisão do seu médico.

Não se esqueça que os suplementos nunca são os substitutos de uma alimentação equilibrada! 

 

Deixo-vos aqui dois exemplos de suplementos à base de levedura de crómio, à venda nas nossas farmácias:

 

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 Ver AQUI as especificações do produto

 

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Ver AQUI as especificações do produto

 

 

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publicado às 12:22

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A Diabetes é uma doença que afeta cerca de 13,3% da população portuguesa, com idade compreendida entre os 20 e os 79 anos. Trata-de uma “epidemia” a nível global, pois, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o número de adultos com Diabetes quadruplicou em quatro anos, chegando a 422 milhões de casos. Em Portugal e no mundo, combater a Diabetes é um dos grande desafios desta década.

 

Quando falamos de Diabetes, referimo-nos a dois tipos:

- Diabetes Tipo 1

Neste caso, o pâncreas não produz insulina. Todas as pessoas podem desenvolver este tipo de diabetes, mas ela ocorre geralmente em crianças e adultos abaixo dos 30 anos de idade. Normalmente são pessoas magras e o tratamento passa sempre por administração de insulina.

- Diabetes Tipo 2

Neste caso, a insulina produzida pelo pâncreas não é suficiente ou não age de forma adequada para diminuir o nível de açúcar no sangue. É o tipo de diabetes mais comum, aparecendo com mais frequência nos adultos (acima dos 40 anos) e em pessoas que têm familiares com diabetes tipo 2. Está muito relacionado com a obesidade, aparecendo cada vez mais em gente mais jovem. O tratamento envolve o consumo de diferentes classes de medicamentos e a mudança do estilo de vida.

 

Ser diabético não é tarefa fácil, mas ser médico de diabéticos também é uma difícil missão. A diabetes não dói, e por esse motivo, até chegarem os primeiros sintomas (geralmente relacionados com as complicações da doença), não é fácil convencer os doentes a fazer o tratamento e, sobretudo, a mudar o estilo de vida. Nesta doença em particular, o doente tem que ser um parceiro na decisão do tratamento a seguir e as diferentes decisões devem ser sempre partilhadas.

O diabético, quando lhe é diagnosticada a doença, acha sempre que é o “fim do mundo” e que está condenado até ao fim da vida a uma dieta monótona e sem sabor. Tal não corresponde à verdade, pois o segredo está em saber escolher, preparar, cozinhar e combinar os vários alimentos, de forma a ter uma alimentação equilibrada. A vida sedentária também é inimiga da diabetes e a prática de exercício físico é fundamental.

 

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Sabe-se que há uma relação estreita entre o consumo de açúcar e a Diabetes tipo 2 e os docinhos devem ser eliminados ou reduzidos na dieta. Segundo as recomendações, nas pessoas saudáveis, o consumo de açúcar por dia, não deve ultrapassar as 6 colheres de chá. Se pensarmos que um refrigerante pode equivaler a 10 colheres de chá de açúcar, podemos imaginar os exageros praticados neste campo...

 

Outra tarefa que os diabéticos não gostam nada é das várias picadas diárias nos dedos para saberem os seus valores de glicémia. Esta parte está já a ser resolvida e os novos sensores (FreeStyle Libre) já permitem que muitos diabéticos (sobretudo os tipo 1) saibam os seus valores sem recorrer às picadas. Medir os níveis de glicose sem picar os dedos todos os dias, sem tiras de teste e sem sangue é o sonho de qualquer pessoa portadora desta doença. Este sonho já é uma realidade.

 

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Quando falamos da Diabetes, temos que falar de Pré-Diabetes e de prevenção. Afinal, o que é a pré-diabetes? Não é propriamente um diagnóstico de uma doença, mas é um alerta para o risco de vir a contrair diabetes tipo 2 nos próximos anos. E quando falamos de anos, podem ser dois, cinco ou até dez anos.

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão à diabetes (pré-diabético) quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicosilada (HbA1c), além de tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicosilada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente em pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

A carga genética e a idade não são fatores modificáveis, por isso, contra esses, nada podemos fazer. Mas mudar o estilo de vida está ao alcance de todos: exercício físico e alimentação equilibrada são fulcrais para prevenir a diabetes e fazer com que os pré-diabéticos fiquem assim apelidados toda a sua vida.

 

Combater a Diabetes, sobretudo através de programas de Prevenção, é um dos grandes desafios dos próximos anos. Saiba os seus valores e opte por um estilo de vida saudável!

 

 

 

 

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publicado às 08:37

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Já ouviram falar da iniciativa “Fast Track Cities”. São“cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH”.

Esta iniciativa, lançada pela Declaração de Paris em 2014, no dia mundial da luta contra a SIDA, é uma rede de parceria mundial de cidades com quatro entidades principais: Associação Internacional de Prestadores de Cuidados no Âmbito da SIDA (IAPAC), Programa Conjunto das Nações Unidas para o VIH/SIDA (ONUSIDA), Programa específico das Nações Unidas para a Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (UN-HABITAT) e a cidade de Paris, entre outros parceiros técnicos locais, nacionais e internacionais, responsáveis pela sua execução.

Em 29 de maio de 2017, Lisboa, Porto e Cascais assinaram a Declaração de Paris através dos Presidentes das respetivas Câmaras Municipais. No passado dia 10 de outubro, mais Sete municípios portugueses – Almada, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra e Portimão – assinaram na Assembleia da República, a Declaração de Paris, juntando-se à iniciativa internacional Fast Track Cities

Portugal passa a contar com 10 municípios aderentes, tornando-se o primeiro «Fast Track Country».


Ao assinarem a declaração, estas cidades comprometem-se a atingir as metas 90-90-90 até 2020, segundo as quais 90% das pessoas que vivem com VIH sejam conhecedoras do seu diagnóstico, 90% dos diagnosticados estejam em tratamento antirretrovírico e 90% das pessoas em tratamento apresentem, sustentadamente, carga vírica suprimida.

As cidades envolvidas terão ainda como objetivos, remover as barreiras de acesso aos serviços de prevenção, seguimento e tratamento das pessoas infetadas por VIH, para eliminar o estigma e a discriminação em complementaridade com os organismos governamentais, a sociedade civil, a academia e as pessoas infetadas e afetadas por VIH.

 

Dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por HIV nas farmácias portuguesas

A dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por VIH nas nossas farmácias já começou. Primeiro em Cascais, mas rapidamente alargada a todo o país: Lisboa, Porto, Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra.

A execução destes testes na farmácia não requer prescrição médica e a confidencialidade e privacidade dos doentes devem ser sempre salvaguardadas. A importância da execução destes testes num espaço de tão fácil acesso é a possibilidade de ter o diagnóstico precoce da infeção, o que se revela o primeiro passo para o sucesso do tratamento. A decisão de fazer o teste é muitas vezes adiada por medo, vergonha e estigmas, que podem ser atenuados pela confidencialidade que se impõe quando se dispensa este teste nas farmácias.

Em todo o circuito, se o utente não se quiser identificar não se identifica, portanto pode fazer o teste sem ser necessário nunca dar os seus dados pessoais. Só se for reativo, aquando do contacto com a linha SNS 24 para marcar a consulta (hospitalar) aí é que tem de se identificar.

Um teste reativo não significa necessariamente um teste positivo e, portanto, há que explicar muito bem ao utente o que está aqui em causa e depois, naturalmente, orientá-lo através da linha SNS 24 para a instituição hospitalar onde se vai confirmar ou não o diagnóstico e depois fazer o seguimento.

As farmácias envolvidas já tiveram formação, pois não só a execução do teste é importante, mas também o aconselhamento pré e pós teste, pois trata-se de um assunto que tem que ser tratado de uma maneira rigorosa e uniforme em todo o país.



O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou ainda o compromisso do Governo de, até ao final do ano, passar a disponibilizar testes que podem ser vendidos nas farmácias e feitos em casa. 

A proposta legislativa que avança com a possibilidade dos testes em casa já foi aprovada em Conselho de Ministros e promulgada pelo Presidente da República.

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publicado às 09:52

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

por dicasdefarmaceutica, em 13.10.18

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Assinala-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Já escrevi várias vezes sobre a importância destes Cuidados, mas não poderia deixar passar este dia sem falar das iniciativas e dos objetivos propostos para esta “História”que vai sendo escrita por tanta gente e por tantas entidades.

 

No âmbito do Mês dos Cuidados Paliativos, que se comemora em Outubro, a APCP (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) irá lançar uma campanha com o mote "Vamos continuar a escrever esta história" que versa sobre a desmistificação dos cuidados paliativos e dos cuidados paliativos pediátricos como cuidados de fim de vida.

“A campanha "Vamos continuar a escrever esta história" pretende elucidar sobre o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento, promovendo a melhor qualidade de vida possível para a pessoa e criança doente e sua família, e ainda reconhecer a importância dos cuidadores no processo de doença crónica, complexa e limitante. É errado pensarmos que estes cuidados só deverão ser aplicados na fase terminal de um doente. Os cuidados paliativos devem ser parte integrante no processo de cura e tratamento de uma doença, desde o seu diagnóstico.

Estes cuidados asseguram, para além do cuidado em saúde, estabilidade familiar, social e espiritual. Quando admitimos a necessidade de cuidados paliativos não estamos a desistir da pessoa nem do processo de cura, mas estamos a minimizar o sofrimento, a vários níveis, provocados pela doença”, explica Dr. Duarte Soares, Presidente da APCP.

 

A propósito desta Campanha serão realizadas várias iniciativas, entre as quais o IX Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, a realizar entre 25 e 27 de Outubro na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto; um peditório público a decorrer nas Farmácias Holon (de 15 de outubro a 30 de novembro); e a venda de uma mascote, o porta-chaves Palis, por 5 euros, em vários pontos do país, nomeadamente em 124 Farmácias Holon e no Centro Comercial Dolce Vita, em Lisboa, no Espaço Solidário, entre os dias 4 e 7 de outubro, e ainda via online através do site institucional da APCP (ver AQUI).

 

As ações propostas para esta Campanha estão de acordo com o lema internacional “BECAUSE I MATTER”, ou seja, têm como principal objetivo colocar a pessoa doente no centro do cuidado.  O valor angariado com o peditório público e com a venda da mascote tem como finalidade a realização de outras ações de sensibilização, de âmbito nacional, e de formações dirigidas a profissionais de saúde”, conclui o Presidente da APCP.

 

Dados sobre os cuidados paliativos em Portugal: 

Em Portugal, por ano, cerca de 89 mil pessoas necessitam de cuidados paliativos;
Cerca de 50% das pessoas referenciadas acabam por morrer sem terem acesso aos respetivos cuidados;
O nosso país continua a ter apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por cada 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a existência de uma por cada 100 mil habitantes;
Existem em Portugal pelo menos 6.000 crianças e jovens com necessidades paliativas e os centros de referenciação encontram-se essencialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto;
Os cuidados paliativos pediátricos e as áreas de referenciação existentes são ainda insuficientes face à necessidade.
 
Aliviar o sofrimento numa fase de dor intensa e permanente é dos maiores desafios da medicina. Vamos continuar a escrever esta História para nos próximos anos não escrever aqui que 50% das pessoas necessitadas deste cuidados acabam por morrer sem terem acesso aos mesmos. Como é que isto é possível em pleno século XXI?
Os Cuidados Paliativos são um Direito Humano e um Dever do Sistema Nacional de Saúde!

 

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publicado às 19:49

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