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A Vacinação contra a Gripe vai começar a 15 de Outubro

por dicasdefarmaceutica, em 12.10.18

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A gripe é uma doença benigna na grande maioria dos casos, porém, por ser altamente contagiosa, ela é capaz de infetar milhões de pessoas em relativamente pouco tempo. Por isso, a vacinação contra o vírus Influenza tornou-se uma importante medida de saúde pública nos últimos anos. 

A vacinação é a melhor e quase a única forma de prevenir a gripe, daí a sua importância, sobretudo para alguns grupos de maior risco.

 

Em Portugal, a vacinação vai começar a 15 de Outubro e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai disponibilizar 1,4 milhões de doses de vacinas.

Este ano, a vacinação vai começar cerca de duas semanas depois do que tem sido habitual, para garantir uma melhor e maior proteção durante o período da epidemia de gripe, que em Portugal tem início habitualmente na segunda quinzena de dezembro, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS). Já são muitos os que perguntam na farmácia se as vacinas já chegaram. Está quase...

 

No SNS, a vacina vai continuar gratuita a partir dos 65 anos, para residentes ou internados em instituições, para os bombeiros e para pessoas com algumas doenças específicas. Nestes casos, a vacina não necessita de receita médica e dispensa também pagamento de taxa moderadora.

 

Além dos 1,4 milhões de doses adquiridas para o Serviço Nacional de Saúde, haverá também vacinas dispensadas nas farmácias através de prescrição médica, com uma comparticipação de 37%.

As receitas médicas específicas para a vacina da gripe passadas desde o dia 1 de julho terão validade até final do mês de dezembro.

 

Recomenda-se que a vacina seja feita até ao final do ano.

 

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publicado às 09:12

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Toda a gente já ouviu falar do PAN, um partido político de Portugal. Foi fundado em 2009 sob o nome Partido pelos Animai (PPA). Em 2011, como não defendiam apenas os animais, mudaram o nome para Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) e, ainda insatisfeitos, em 2014, decidiram alterar o nome para Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

Agora sim, é um partido de causas de todos e de tudo, defensor dos direitos das pessoas, dos animais e da natureza.

 

Isto equivale a dizer que se pode meter em tudo? Penso que não. Nem eles nem os outros partidos. Odeio falar de política neste espaço, mas não é disso que se trata. Trata-se de um assunto de saúde, mais exatamente de um assunto de prescrição de medicamentos, a chamada prescrição médica. Tem esse nome por isso mesmo, porque compete aos médicos serem os responsáveis por essa prescrição.

 

Se há algum medicamento que eu muitas vezes ponho em causa o seu bom uso, é o metilfenidato (mais conhecido por Ritalina), mas quem sou eu para julgar uma prescrição médica? Sou farmacêutica, mas sei que a prescrição do medicamento e a sua necessidade em determinado doente, compete inteiramente ao médico. Parece que os senhores do PAN não têm a mesma opinião e acham que devem interferir nesta pescrição, proibindo os médicos de prescrever Ritalina a crianças com menos de seis anos. 

 

É verdade que já há alguns anos se fala nisto e que muitos especialistas contestam o uso deste psicofármaco em crianças com menos de seis anos. Algumas novas linhas orientadoras (por exemplo, o National Institute for Health and Clinical Excellence -NICE), referem que estes medicamentos não devem ser prescritos a menores de cinco anos e, apenas como último recurso, devem ser usados por crianças mais velhas. 

Em Portugal, em casos muito especiais, são receitados a crianças de menor idade, pois o seu uso não está proibido. Convém realçar que os medicamentos usados em casos de défice de atenção e hiperactividade, só são prescritos como tratamento de última linha, quando a terapia comportamental não resulta. Pelo menos, assim deveria ser...

 

Concordo inteiramente com a classe médica. “Esta decisão não compete a políticos, deputados ou qualquer outra pessoa que não seja especialista ou esteja habilitada a avaliar a necessidade desse medicamento.”

Deixem que sejam os médicos, os farmacêuticos e todos aqueles que estudam o bom uso dos medicamentos, a tratar do assunto e a tomar a decisão mais acertada, sempre em prol da melhor saúde dos doentes! Mais uma vez, aplica-se muito bem o ditado: “cada macaco no seu galho”.

 

 

 

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publicado às 14:42

 

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A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos (Infarmed) publicou ontem mais uma nota na sua plataforma, na qual apela à notificação de reações adversas a medicamentos (RAM), por parte dos utentes e profissionais de saúde. As notificações devem ser registadas no portal RAM.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define reação adversa a medicamento (RAM) como “qualquer resposta prejudicial ou indesejável e não intencional que ocorre com medicamentos em doses normalmente utilizadas no homem para profilaxia, diagnóstico, tratamento de doença ou para modificação de funções fisiológicas”. Não são consideradas reações adversas os efeitos que ocorrem depois do uso acidental ou intencional de doses maiores que as habituais.

 

O portal RAM é da responsabilidade do Infarmed) e permite notificar reações adversas a medicamentos em apenas cinco minutos, facilitando todo o processo.

Para uma notificação ser válida, basta aceder ao portal e fornecer 4 informações:

- a(s) reação(ões) adversa(s);
- o(s) medicamento(s) suspeito(s) de ter(em) causado a RAM;
- os dados do doente (como iniciais ou idade ou sexo), sendo sempre garantida a confidencialidade dos dados do notificador e do doente;
- os meios de contacto do notificador da RAM.

 

Após receção e validação da notificação no portal, a informação é avaliada por uma equipa de farmacêuticos e médicos especialistas em segurança de medicamentos. A informação do caso, totalmente anonimizada, é enviada para as bases de dados europeia (Eudravigilance) e mundial da OMS (Vigibase) para efeito de uma avaliação permanente mais abrangente do perfil de segurança do medicamento.

 

As reações adversas a medicamentos são mais comuns do que se pode esperar e nunca se pode garantir que um medicamento é completamente seguro. 

Muito importante neste campo é saber distinguir uma reação adversa de um erro de medicação. Os erros de medicação são comuns, incluindo erros de prescrição, dispensação ou administração. Estes erros devem ser identificados e corrigidos,mas não são reações adversas. Neste campo, o farmacêutico tem um papel fundamental e pode ajudar a distinguir o que não está a correr bem com a terapêutica instituída a determinado doente.

 

 

O grande problema é que, muitas vezes, tudo não passa de uma simples conversa ao balcão ou no gabinete e nada é notificado. Só com a ajuda de todos (utentes e profissionais de saúde), podemos ter este campo a funcionar em prol da nossa saúde.

Notificar tudo aquilo que se passa com os medicamentos vai contribuir para a monitorização contínua da segurança dos mesmos e para uma avaliação permanente dos seus benefícios/riscos.

 

 
 

 

 

 

 

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publicado às 09:12

Desfrutar o calor com saúde

por dicasdefarmaceutica, em 17.08.18

 

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Já saiu mais uma revista Inominável e com ela mais um artigo “Dicas de Farmacêutica”. Como vêm aí mais dias quentes, vejam as recomendações para desfrutarem esses dias com saúde. Acedam AQUI à revista digital e deliciem-se com os artigos publicados nesta edição.

 

A cada Verão, têm-se vindo a registar temperaturas mais elevadas e as estações do ano deixaram de existir com as características que aprendemos na escola. As folhas do Outono às vezes caem no Inverno; o frio do Inverno vem cada vez mais tarde, mas também cada vez mais rigoroso; a Primavera deixou quase de existir; o Verão vem quando lhe apetece, com ondas de calor que não são nada benéficas para a nossa saúde.

O corpo humano dispõe de vários mecanismos para regular a temperatura (termorregulação), mas quando está sujeito a um calor muito intenso, pode perder a capacidade de fazer esta regulação e a temperatura corporal pode aumentar muito, o que acontece sobretudo em pessoas mais frágeis, como idosos, doentes crónicos, grávidas, bebés e crianças.

 

PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE QUE SURGEM COM O CALOR EXEGERADO:

 

Golpe de calor ou Insolação - Acontece quando o corpo atinge rapidamente uma temperatura muito elevada e os principais sintomas são: febre alta, pele vermelha, seca e sem suor, pulso rápido, dor de cabeça, confusão, tonturas, náuseas e perda de consciência.

Desidratação - Acontece quando o corpo perde uma quantidade de água e sais minerais superior à sua ingestão e os principais sintomas são: fraqueza, tonturas, cansaço, boca seca, sede excessiva, diminuição do volume da urina ou ausência de lágrimas.

Esgotamento - Não é imediato e pode desenvolver-se alguns dias após a exposição ao calor extremo. Os principais sintomas são: transpiração exagerada, palidez, cãibras musculares, cansaço, fraqueza, dor de cabeça, náuseas e vómitos, pele fria e húmida e respiração rápida e superficial.

Quando algum destes problemas surge, é fundamental permanecer à sombra, arrefecer o corpo e ingerir líquidos, preferencialmente água. Muitas vezes, estas situações requerem ajuda médica imediata.

 

Como acontece com a grande maioria dos problemas de  saúde, o melhor é mesmo prevenir e saber o que fazer quando o calor “aperta”.

 

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 COM O CALOR, DEVE ADOTAR AS SEGUINTES MEDIDAS DE PREVENÇÃO:

 

- Beber líquidos com frequência, mesmo sem sede, evitando o álcool, a cafeína e bebidas gaseificadas.

- Evitar esforços físicos (desportos) e atividades ao ar livre nas horas de maior calor.

- Refrescar o corpo sempre que necessário.

- Permanecer em locais frescos nas horas mais quentes do dia, quando a radiação solar é mais intensa.

- Usar roupas leves e frescas, que cubram a maior parte do corpo. Utilizar chapéu e óculos de sol.

- Viajar nas horas de menor calor.

- Utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos de praia ou piscina. Evitar a exposição direta ao sol entre as 11h e as 17h.

- Ter especial atenção às pessoas mais vulneráveis: idosos, grávidas, doentes crónicos, bebés e crianças.

 

MEDICAMENTOS E CALOR

 

Quando está muito calor, alguns medicamentos podem agravar os perigos decorrentes de uma exposição prolongada ou intensa ao calor. As pessoas que tomam medicamentos devem ter alguns cuidados extra e algumas vezes necessita de ajustes na dosagem, como acontece, por exemplo, em caso de desidratação.

 

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Como tal, necessitam de vigilância acrescida:

- Medicamentos destinados ao tratamento da doença cardíaca.

- Medicamentos para a tensão, que podem agravar uma hipotensão.

- Diuréticos, que podem aumentar a desidratação. 

- Medicamentos que atuam a nível neurológico, pois podem interferir com o 'termostato' central do organismo e provocar aumento da temperatura. 

- Antiepiléticos 

- Medicamentos para tratamento de enxaqueca, que podem diminuir a transpiração

- Alguns antibióticos (particularmente sulfamidas) e anti-inflamatórios, que podem alterar o funcionamento normal dos rins

- Alguns medicamentos antidepressivos, antialérgicos, para a doença de Parkinson e para a incontinência urinária, que podem alterar a transpiração.

 

Durante uma onda de calor, é importante nunca interromper o tratamento sem indicação médica e nunca tomar medicamentos sem a indicação do médico ou farmacêutico, mesmo aqueles que não são sujeitos a receita médica. Se se sentir mal, deve ir a uma consulta para fazer o ajuste das doses, caso se justifique.

 

Também é importante salientar que durante os dias de muito calor, deve haver algum cuidado com o transporte dos medicamentos:

- Medicamentos habitualmente conservados no frigorífico (entre 2 a 8ºC) deverão ser transportados em sacos isotérmicos refrigerados (por ex. com acumuladores de frio), mas evitando sempre a sua congelação.

- Todos os outros medicamentos deverão ser transportados preferencialmente em sacos isotérmicos. Mesmo utilizando sacos isotérmicos, os medicamentos não devem ser expostos durante longos períodos de tempo a temperaturas elevadas, como aquelas que se atingem nas malas ou interior dos carros estacionados ao sol.

 

Tenha estes cuidados e desfrute o calor com saúde!

 

 

 


 

 

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publicado às 09:38

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Esta é a campanha lançada ontem pelo Infarmed, dirigida sobretudo aos jovens e tem como foco a literacia em saúde. Esta campanha tem o apoio da RTP e acontece quando o Infarmed celebra o seu 25.º aniversário.

 

“O Infarmed, antes denominado Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, I.P. e agora Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I. P. tem por missão regular e supervisionar os setores dos medicamentos e produtos de saúde (dispositivos médicos e produtos cosméticos e de higiene corporal) em Portugal, segundo os mais elevados padrões de proteção da saúde pública assegurando a sua qualidade, eficácia e segurança e garantindo o seu acesso aos cidadãos e profissionais da saúde.”

 
Esta campanha visa também promover a confiança dos cidadãos nos produtos regulados por esta autoridade.
 
A campanha inclui três spots, que serão difundidos na RTP durante sete dias consecutivos, que também estão disponíveis nas páginas dedicadas a esses temas na área do cidadão. Dirige-se a todos os cidadãos, mas de forma especial aos jovens do ensino secundário, um público que constitui os adultos de amanhã. 

 

Em simultâneo, é lançado um microsite PodeConfiar associado à campanha e que constitui também um repositório de recursos audiovisuais no âmbito da promoção da literacia. 

Em setembro, a campanha arranca nas redes sociais Facebook e Instagram.

 

O assunto desta campanha - Literacia em saúde - é demasiado importante e devia ser abordado mais vezes nas sociedades desenvolvidas. A capacidade individual de obter, processar e interpretar informação básica em saúde e serviços de saúde deverá ser uma capacidade adquirida desde a infância. A tomada de decisões em saúde é sempre difícil, mas quanto mais desenvolvida estiver a literacia em saúde nas nossas sociedades, melhor estará o nosso serviço de saúde e, consequentemente, a saúde de todos nós.

 

 

 

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publicado às 08:37

Uso Terapêutico de Cannabis aprovado no Parlamento

por dicasdefarmaceutica, em 12.07.18

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Já em Janeiro tinha feito um post (ver AQUI) sobre este assunto, no qual referi o parecer do Conselho Nacional da Política do Medicamento e da Ordem dos Médicos. Nesta data, estes especialistas concluiram que “há forte evidência científica da eficácia do uso de cannabis e seus derivados, não só no alívio da dor crónica em adultos e como anti-emético no tratamento de cancros, mas também na redução da espasticidade (aumento de contracções musculares), na esclerose múltipla e no controlo da ansiedade”.

Acrescentaram ainda que, apesar de ser “com moderada evidência, a cannabis poderá ser usada na melhoria do sono em pessoas com apneia obstrutiva do sono, fibromialgia, anorexia por cancro ou stress pós-traumático, e em glioma (tumor cerebral)”.

 

No mês passado, a legalização do uso de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta de cannabis  para fins medicinais foi aprovada por todas as bancadas, com a abstenção do CDS. Convém, contudo, ressaltar o seguinte:

- A legislação não prevê o uso terapêutico da planta, mas apenas dos preparados.

- A aprovação da comercialização desses preparados tem de ser feita pelo Infarmed

- Não é possível ao utilizador fazer produção da planta e preparados. Isto quer dizer que o auto cultivo de cannabis para fins medicinais está definitivamente excluído.

 

Parece que tudo se compôs e a utilização desta substância vai ser utilizada como convém: os médicos vão poder prescrever cannabis nas suas várias formas e preparações para fins medicinais, mediante receita e só os farmacêuticos ou os seus substitutos as podem aviar.

 

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publicado às 07:45

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Já fiz AQUI um post sobre os novos serviços prestados nas farmácias comunitárias, ao abrigo da Portaria n.º 97/2018. Alguns deles já estão em execução, enquanto outros estão a ser preparados para serem prestados nas melhores condições, por profissionais devidamente formados para o efeito.

 

A Preparação Individualizada da Medicação (PIM) é um destes serviços. Trata-se de um método útil de gestão da terapêutica em doentes idosos e polimedicados, permitindo maior facilidade na administração do medicamento certo, no dia e horas certos. Está provado que a introdução da PIM se revela “numa maior adesão à terapêutica por parte do doente, com claros benefícios em termos de efetividade e segurança do medicamento, conduzindo consequentemente a uma melhor qualidade de vida”. 

Quando falamos de PIM, falamos também de revisão de toda a medicação prescrita, pois quando é feita esta preparação, o farmacêutico apercebe-se muitas vezes de alguns problemas com a medicação, como interações medicamentosas, duplicação de medicamentos, posologias erradas, enfim, trata-se de um serviço que pode realmente fazer a diferença na ajuda ao doente.

 

Dada a importância deste serviço, a Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos (OF) aprovou uma nova norma de orientação profissional sobre Preparação Individualizada da Medicação.

“A versão final do documento resulta de um trabalho de normalização de procedimentos, que foi alvo de importantes contributos e comentários, durante o período em que esteve em Consulta Pública, visando orientar os farmacêuticos comunitários na prestação deste novo serviço, diferenciador e de inquestionável utilidade para os cidadãos que tomam múltiplos medicamentos. Este trabalho partiu do Grupo Profissional de Farmácia Comunitária (GPFC) e envolveu várias outras estruturas da OF, como o Centro de Informação do Medicamento e o Conselho Nacional da Qualidade, refletindo conceitos-chave para a prestação de um serviço normalizado. Ao longo do documento é referido o enquadramento da população-alvo, a medicação passível de inclusão, os requisitos de recursos humanos, infraestruturas e materiais, bem como os procedimentos técnicos a adotar para assegurar a qualidade do serviço.”

Se é um profissional de saúde, pode consultar AQUI esta nova Norma.

Se é um utente ou cuidador, pergunte se a sua farmácia já tem este serviço!

 

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publicado às 17:19

“Segurança escreve-se sem caneta”

por dicasdefarmaceutica, em 01.07.18

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Este é o título de um artigo da revista “Saúda”, relativo a um assunto sobre o qual eu já ando para falar há algum tempo, pois a evolução do atendimento farmacêutico nos últimos tempos é digna de destaque em todos os meios de comunicação.

Lembram-se quando os bolsos das nossas batas andavam cheios de canetas e x-actos ou tesouras? Primeiro era cortar os códigos de barras, depois colá-los na receita respetiva e depois escrever nas caixas a posologia de cada medicamento. As canetas chegavam a ser de várias cores e às vezes só os desenhos faziam com que as posologias fossem compreendidas de forma correta. Era todo um ritual que combinava atendimento e trabalhos manuais. E tudo isto não foi assim há tantos anos. Certo é que sempre nos esforçámos para que o doente saísse da farmácia sem dúvidas e satisfeito com o atendimento.

 

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Agora a evolução em termos de informação ao doente foi muita e os meios à disposição dos farmacêuticos e dos doentes são uma ferramenta em prol da segurança de cada doente. Trata-se de uma comunicação altamente personalizada e das mais evoluídas do mundo.

 

Estou a falar do projeto “Segurança na Dispensa e Toma de Medicamentos (SDTM)”, disponibilizado pela ANF a todas as farmácias do país. “A rede portuguesa de farmácias é a primeira no mundo a oferecer aos doentes um serviço de aconselhamento integrado. Os grandes objetivos são a promoção do uso correto dos medicamentos e a melhoria da adesão à terapêutica. Os portugueses passam a ser informados da altura certa e da forma correta de tomar cada fármaco, através de uma multiplicidade de canais: etiquetas de posologia, talões com resumos posológicos, e-mails, mensagens de telemóvel e uma app.”

 

Ainda o mês passado recebi este e-mail da minha farmácia habitual, após ter ido comprar os medicamentos para o meu pai. Vejam lá a título de exemplo o que se faz de bom no nosso país:

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As etiquetas a colocar nas embalagens vêm todas “bonitinhas”, como nesta imagem que tirei da revista “Saúda”:

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Claro está que também a publicidade nos chega por estas vias, como esta que recebi ainda ontem. Não me importo nada, pois é publicidade útil e dá sempre algum conselho importante para a nossa Saúde.

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 Hoje é dia 1 de Julho. Se for o seu caso, BOAS FÉRIAS!

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publicado às 09:36

Medicamento que previne a SIDA só chega a 100 pessoas

por dicasdefarmaceutica, em 05.06.18

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Nos Estados Unidos, o Truvada, medicamento que combina os antirretrovirais tenofovir e emtricitabitina, foi aprovado como medicação para profilaxia pré-exposição (PrEP) em 2012.

Desde essa data, o medicamento era indicado só para adultos acima de 18 anos dentro de determinados grupos de risco, nomeadamente, casais gays, travestis e transsexuais, profissionais do sexo, e casais sorodiscordantes (em que apenas um possui o vírus).

A partir de agora, a FDA (Food and Drug Administration) aprovou nova indicação do Truvada; pode ser utilizado por menores de 18 anos, de forma a reduzir o risco de contrair a doença (HIV-1).

 

Em Portugal, há muito tempo que está prometida a referida profilaxia pré-exposição (PrEP), mas só agora chegou em termos oficiais. E digo isto porque se sabe que alguns destes medicamentos foram comprados via internet em sites não muito recomendados e sem qualquer controlo.

A PrEP, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai estar disponível apenas para 100 pessoas. A informação consta do Plano de Acesso Pecoce a Medicamentos gerido pelo Infarmed. Segundo esta instituição, “o processo de financiamento deste medicamento ainda não está concluído” e a empresa Gilead (empresa que comercializa o Truvada) dispensou apenas 1200 embalagens para o Plano de Acesso Precoce.

 

Antes de iniciar este tratamento preventivo é necessário que o indivíduo faça o teste de HIV e receba o resultado negativo, que deve ser confirmado a cada três meses. Isso porque, em caso de infeção precoce, o uso do Truvada pode permitir que o vírus desenvolva resistência a medicações.

Além disso, o medicamento deve ser utilizado diariamente, conforme recomendação, junto com outras ferramentas de prevenção, como preservativos, uma vez que o Truvada não previne outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Esperemos que a partir de agora este assunto tenha um desenvolvimento mais rápido, pois já estamos bastante atrasados em relação a outros países e está provado que o Truvada, quando administrado convenientemente e devidamente controlado, tem uma eficácia próxima dos 100%. 

As Nações Unidas definiram como meta, alcançar os parâmetros 90-90-90 até 2020, ou seja, ter 90% da população co HIV diagnosticada, 90% desta em tratamento e 90% deste grupo a alcançar a supressão viral, ou seja, incapaz de propagar a doença.

 

Estas metas só serão alcançadas se não continuarmos a ter notícias como as do mês passado em que, por exemplo, na Venezuela, “mais de 100 mil doentes com sida estão sem tratamento com antirretrovirais” ou que “o Governo de Moçambique subiu de 1,9 para 2,1 milhões a estimativa do número de pessoas no país que vivem infetadas com o vírus que causa a sida”.

 

Em 2018 temos todos os meios científicos para controlar esta doença. Vamos aguardar que toda a outra “geringonça” funcione...

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publicado às 16:29

A falar de Medicamentos com as Crianças

por dicasdefarmaceutica, em 01.06.18

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Hoje é o Dia Mundial da Criança, por isso, mesmo a falar de medicamentos, este post é para elas. É muito importante que os assuntos relacionados com a saúde sejam explicados desde cedo, em casa, na escola e também através dos meios de comunicação e das novas tecnologias, que os mais novos tanto gostam.

 

Aproveito a ideia fantástica do Infarmed que, através de um vídeo, responde de forma simples a algumas perguntas feitas pelas crianças:

- Como são criados os medicamentos?

- Como são testados?

- O que são reações adversas?

Neste vídeo, o Infarmed explica todos os passos até um medicamento chegar à farmácia. Parabéns pela iniciativa!

 

Gostaram? Se sim, vamos lá partilhar e mostrar às nossas crianças!

FELIZ DIA DA CRIANÇA!

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publicado às 17:24

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

Termo de responsabilidade

A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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