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Esta é a campanha lançada ontem pelo Infarmed, dirigida sobretudo aos jovens e tem como foco a literacia em saúde. Esta campanha tem o apoio da RTP e acontece quando o Infarmed celebra o seu 25.º aniversário.

 

“O Infarmed, antes denominado Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, I.P. e agora Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I. P. tem por missão regular e supervisionar os setores dos medicamentos e produtos de saúde (dispositivos médicos e produtos cosméticos e de higiene corporal) em Portugal, segundo os mais elevados padrões de proteção da saúde pública assegurando a sua qualidade, eficácia e segurança e garantindo o seu acesso aos cidadãos e profissionais da saúde.”

 
Esta campanha visa também promover a confiança dos cidadãos nos produtos regulados por esta autoridade.
 
A campanha inclui três spots, que serão difundidos na RTP durante sete dias consecutivos, que também estão disponíveis nas páginas dedicadas a esses temas na área do cidadão. Dirige-se a todos os cidadãos, mas de forma especial aos jovens do ensino secundário, um público que constitui os adultos de amanhã. 

 

Em simultâneo, é lançado um microsite PodeConfiar associado à campanha e que constitui também um repositório de recursos audiovisuais no âmbito da promoção da literacia. 

Em setembro, a campanha arranca nas redes sociais Facebook e Instagram.

 

O assunto desta campanha - Literacia em saúde - é demasiado importante e devia ser abordado mais vezes nas sociedades desenvolvidas. A capacidade individual de obter, processar e interpretar informação básica em saúde e serviços de saúde deverá ser uma capacidade adquirida desde a infância. A tomada de decisões em saúde é sempre difícil, mas quanto mais desenvolvida estiver a literacia em saúde nas nossas sociedades, melhor estará o nosso serviço de saúde e, consequentemente, a saúde de todos nós.

 

 

 

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publicado às 08:37

Uso Terapêutico de Cannabis aprovado no Parlamento

por dicasdefarmaceutica, em 12.07.18

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Já em Janeiro tinha feito um post (ver AQUI) sobre este assunto, no qual referi o parecer do Conselho Nacional da Política do Medicamento e da Ordem dos Médicos. Nesta data, estes especialistas concluiram que “há forte evidência científica da eficácia do uso de cannabis e seus derivados, não só no alívio da dor crónica em adultos e como anti-emético no tratamento de cancros, mas também na redução da espasticidade (aumento de contracções musculares), na esclerose múltipla e no controlo da ansiedade”.

Acrescentaram ainda que, apesar de ser “com moderada evidência, a cannabis poderá ser usada na melhoria do sono em pessoas com apneia obstrutiva do sono, fibromialgia, anorexia por cancro ou stress pós-traumático, e em glioma (tumor cerebral)”.

 

No mês passado, a legalização do uso de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta de cannabis  para fins medicinais foi aprovada por todas as bancadas, com a abstenção do CDS. Convém, contudo, ressaltar o seguinte:

- A legislação não prevê o uso terapêutico da planta, mas apenas dos preparados.

- A aprovação da comercialização desses preparados tem de ser feita pelo Infarmed

- Não é possível ao utilizador fazer produção da planta e preparados. Isto quer dizer que o auto cultivo de cannabis para fins medicinais está definitivamente excluído.

 

Parece que tudo se compôs e a utilização desta substância vai ser utilizada como convém: os médicos vão poder prescrever cannabis nas suas várias formas e preparações para fins medicinais, mediante receita e só os farmacêuticos ou os seus substitutos as podem aviar.

 

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publicado às 07:45

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Já fiz AQUI um post sobre os novos serviços prestados nas farmácias comunitárias, ao abrigo da Portaria n.º 97/2018. Alguns deles já estão em execução, enquanto outros estão a ser preparados para serem prestados nas melhores condições, por profissionais devidamente formados para o efeito.

 

A Preparação Individualizada da Medicação (PIM) é um destes serviços. Trata-se de um método útil de gestão da terapêutica em doentes idosos e polimedicados, permitindo maior facilidade na administração do medicamento certo, no dia e horas certos. Está provado que a introdução da PIM se revela “numa maior adesão à terapêutica por parte do doente, com claros benefícios em termos de efetividade e segurança do medicamento, conduzindo consequentemente a uma melhor qualidade de vida”. 

Quando falamos de PIM, falamos também de revisão de toda a medicação prescrita, pois quando é feita esta preparação, o farmacêutico apercebe-se muitas vezes de alguns problemas com a medicação, como interações medicamentosas, duplicação de medicamentos, posologias erradas, enfim, trata-se de um serviço que pode realmente fazer a diferença na ajuda ao doente.

 

Dada a importância deste serviço, a Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos (OF) aprovou uma nova norma de orientação profissional sobre Preparação Individualizada da Medicação.

“A versão final do documento resulta de um trabalho de normalização de procedimentos, que foi alvo de importantes contributos e comentários, durante o período em que esteve em Consulta Pública, visando orientar os farmacêuticos comunitários na prestação deste novo serviço, diferenciador e de inquestionável utilidade para os cidadãos que tomam múltiplos medicamentos. Este trabalho partiu do Grupo Profissional de Farmácia Comunitária (GPFC) e envolveu várias outras estruturas da OF, como o Centro de Informação do Medicamento e o Conselho Nacional da Qualidade, refletindo conceitos-chave para a prestação de um serviço normalizado. Ao longo do documento é referido o enquadramento da população-alvo, a medicação passível de inclusão, os requisitos de recursos humanos, infraestruturas e materiais, bem como os procedimentos técnicos a adotar para assegurar a qualidade do serviço.”

Se é um profissional de saúde, pode consultar AQUI esta nova Norma.

Se é um utente ou cuidador, pergunte se a sua farmácia já tem este serviço!

 

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publicado às 17:19

“Segurança escreve-se sem caneta”

por dicasdefarmaceutica, em 01.07.18

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Este é o título de um artigo da revista “Saúda”, relativo a um assunto sobre o qual eu já ando para falar há algum tempo, pois a evolução do atendimento farmacêutico nos últimos tempos é digna de destaque em todos os meios de comunicação.

Lembram-se quando os bolsos das nossas batas andavam cheios de canetas e x-actos ou tesouras? Primeiro era cortar os códigos de barras, depois colá-los na receita respetiva e depois escrever nas caixas a posologia de cada medicamento. As canetas chegavam a ser de várias cores e às vezes só os desenhos faziam com que as posologias fossem compreendidas de forma correta. Era todo um ritual que combinava atendimento e trabalhos manuais. E tudo isto não foi assim há tantos anos. Certo é que sempre nos esforçámos para que o doente saísse da farmácia sem dúvidas e satisfeito com o atendimento.

 

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Agora a evolução em termos de informação ao doente foi muita e os meios à disposição dos farmacêuticos e dos doentes são uma ferramenta em prol da segurança de cada doente. Trata-se de uma comunicação altamente personalizada e das mais evoluídas do mundo.

 

Estou a falar do projeto “Segurança na Dispensa e Toma de Medicamentos (SDTM)”, disponibilizado pela ANF a todas as farmácias do país. “A rede portuguesa de farmácias é a primeira no mundo a oferecer aos doentes um serviço de aconselhamento integrado. Os grandes objetivos são a promoção do uso correto dos medicamentos e a melhoria da adesão à terapêutica. Os portugueses passam a ser informados da altura certa e da forma correta de tomar cada fármaco, através de uma multiplicidade de canais: etiquetas de posologia, talões com resumos posológicos, e-mails, mensagens de telemóvel e uma app.”

 

Ainda o mês passado recebi este e-mail da minha farmácia habitual, após ter ido comprar os medicamentos para o meu pai. Vejam lá a título de exemplo o que se faz de bom no nosso país:

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As etiquetas a colocar nas embalagens vêm todas “bonitinhas”, como nesta imagem que tirei da revista “Saúda”:

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Claro está que também a publicidade nos chega por estas vias, como esta que recebi ainda ontem. Não me importo nada, pois é publicidade útil e dá sempre algum conselho importante para a nossa Saúde.

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 Hoje é dia 1 de Julho. Se for o seu caso, BOAS FÉRIAS!

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publicado às 09:36

Medicamento que previne a SIDA só chega a 100 pessoas

por dicasdefarmaceutica, em 05.06.18

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Nos Estados Unidos, o Truvada, medicamento que combina os antirretrovirais tenofovir e emtricitabitina, foi aprovado como medicação para profilaxia pré-exposição (PrEP) em 2012.

Desde essa data, o medicamento era indicado só para adultos acima de 18 anos dentro de determinados grupos de risco, nomeadamente, casais gays, travestis e transsexuais, profissionais do sexo, e casais sorodiscordantes (em que apenas um possui o vírus).

A partir de agora, a FDA (Food and Drug Administration) aprovou nova indicação do Truvada; pode ser utilizado por menores de 18 anos, de forma a reduzir o risco de contrair a doença (HIV-1).

 

Em Portugal, há muito tempo que está prometida a referida profilaxia pré-exposição (PrEP), mas só agora chegou em termos oficiais. E digo isto porque se sabe que alguns destes medicamentos foram comprados via internet em sites não muito recomendados e sem qualquer controlo.

A PrEP, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai estar disponível apenas para 100 pessoas. A informação consta do Plano de Acesso Pecoce a Medicamentos gerido pelo Infarmed. Segundo esta instituição, “o processo de financiamento deste medicamento ainda não está concluído” e a empresa Gilead (empresa que comercializa o Truvada) dispensou apenas 1200 embalagens para o Plano de Acesso Precoce.

 

Antes de iniciar este tratamento preventivo é necessário que o indivíduo faça o teste de HIV e receba o resultado negativo, que deve ser confirmado a cada três meses. Isso porque, em caso de infeção precoce, o uso do Truvada pode permitir que o vírus desenvolva resistência a medicações.

Além disso, o medicamento deve ser utilizado diariamente, conforme recomendação, junto com outras ferramentas de prevenção, como preservativos, uma vez que o Truvada não previne outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Esperemos que a partir de agora este assunto tenha um desenvolvimento mais rápido, pois já estamos bastante atrasados em relação a outros países e está provado que o Truvada, quando administrado convenientemente e devidamente controlado, tem uma eficácia próxima dos 100%. 

As Nações Unidas definiram como meta, alcançar os parâmetros 90-90-90 até 2020, ou seja, ter 90% da população co HIV diagnosticada, 90% desta em tratamento e 90% deste grupo a alcançar a supressão viral, ou seja, incapaz de propagar a doença.

 

Estas metas só serão alcançadas se não continuarmos a ter notícias como as do mês passado em que, por exemplo, na Venezuela, “mais de 100 mil doentes com sida estão sem tratamento com antirretrovirais” ou que “o Governo de Moçambique subiu de 1,9 para 2,1 milhões a estimativa do número de pessoas no país que vivem infetadas com o vírus que causa a sida”.

 

Em 2018 temos todos os meios científicos para controlar esta doença. Vamos aguardar que toda a outra “geringonça” funcione...

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publicado às 16:29

A falar de Medicamentos com as Crianças

por dicasdefarmaceutica, em 01.06.18

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Hoje é o Dia Mundial da Criança, por isso, mesmo a falar de medicamentos, este post é para elas. É muito importante que os assuntos relacionados com a saúde sejam explicados desde cedo, em casa, na escola e também através dos meios de comunicação e das novas tecnologias, que os mais novos tanto gostam.

 

Aproveito a ideia fantástica do Infarmed que, através de um vídeo, responde de forma simples a algumas perguntas feitas pelas crianças:

- Como são criados os medicamentos?

- Como são testados?

- O que são reações adversas?

Neste vídeo, o Infarmed explica todos os passos até um medicamento chegar à farmácia. Parabéns pela iniciativa!

 

Gostaram? Se sim, vamos lá partilhar e mostrar às nossas crianças!

FELIZ DIA DA CRIANÇA!

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publicado às 17:24

 

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Em 2016 fiz um post sobre a pílula do dia seguinte (ver AQUI), pelo que não me vou alongar muito sobre este assunto. Nesta altura, as dúvidas sobre este medicamento parece que continuam e o seu uso abusivo veio agora ser comprovado em números.

 

Nos últimos seis anos, a venda de embalagens desta pílula aumentou mais de 45%. Em 2017, foram vendidas 22 caixas destes fármacos por hora, o valor mais alto de sempre e que representa uma subida de mais de 13% em relação a 2016.

 

Trata-se de uma contraceção de emergência e, como tal, estes números são difíceis de explicar. Será que de repente, toda a gente se esqueceu de tomar a pílula diária? Ou será que os preservativos passaram a ter menos qualidade e começaram a romper? Mais grave ainda, terá aumentado o número de violações? Não me parece...


“A Ordem dos Farmacêuticos quer voltar a ter apenas nas farmácias alguns medicamentos não sujeitos a receita médica que hoje se vendem noutras superfícies, entre os quais a contraceção de emergência, para evitar o uso abusivo”. Este assunto foi notícia em vários jornais em setembro do ano passado. Será esta a solução? Pode não ser tudo, mas realmente a pílula do dia seguinte, sendo um medicamento seguro, deve ter um aconselhamento feito por quem realmente percebe do assunto.

Poderá não ser só vendida nas farmácias, pois muitos dos nossos colegas farmacêuticos estão nas parafarmácias e sabem aconselhar, mas isto continua a ser uma exceção. Nas farmácias e nas parafarmácias, os farmacêuticos têm que ter consciência de quem têm ao balcão a prestar um serviço na área da saúde. Vender só para atingir objetivos tudo o que não é sujeito a receita médica, não pode continuar a acontecer nos nossos espaços de saúde.

 

Uma educação sexual impõe-se com urgência e a farmácia pode e deve dar uma grande ajuda neste campo. Recordando o post anterior (Novos serviços nas farmácias a partir de Maio), este é um serviço que deve estar incluído na “promoção de campanhas e programas de literacia em saúde”. 

 

 

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publicado às 10:33

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Com a chegada da Primavera, chegou também mais uma campanha da VALORMED, a qual mais uma vez, tem como objetivo sensibilizar os portugueses para a importância de devolver às farmácias as embalagens vazias e medicamentos fora de uso.

 

A campanha “Um medicamento fora de uso tem mais vida do que imagina” aparece com novas imagens e cores mais frescas, que nos remetem para as estações de primavera e verão, lembrando que depositar medicamentos e seus restos no lixo comum, nos ecopontos ou despejar através dos esgotos, traz consequências negativas para o ambiente.

Os cartazes deste ano estão um espectáculo! 

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Apesar de falar todos os anos destas campanhas, dada a importância do tema, convém relembrar alguns pontos.

 

O que deve entregar ou depositar no contentor VALORMED: 

- Medicamentos fora de prazo ou que já não utiliza.

- Embalagens de medicamentos vazias, blisters, ampolas, bisnagas, frascos, etc...

 

O que não deve entregar ou depositar no contentor VALORMED:

- Agulhas, seringas, termómetros e radiografias.

- Aparelhos elétricos ou eletrónicos.

- Gaze e material cirúrgico.

- Produtos químicos.

 

Como funciona o sistema VALORMED:

1 - Os utentes entregam os medicamentos ou as embalagens na farmácia; devem vir num saco (não necessita ser um saco próprio) e poderão ser entregues ao balcão ou depositados diretamente no contentor. Algumas farmácia optam por não ter o contentor na zona do público por uma razão de segurança. Pergunte como funciona na sua farmácia!

2 - Os contentores são recolhidos nas farmácias e transportados para o centro de triagem.

3 - No centro de triagem os resíduos são separados e classificados.

4 - Os materiais das embalagens são reciclados.

5 - Os medicamentos são valorizados ou incinerados de forma segura.

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publicado às 12:03

 

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Este foi o título da última publicação do CIM (Centro de Informação do Medicamento) da Ordem dos Farmacêuticos.

Por ser um assunto tão pertinente e de que se fala tão pouco, trouxe aqui algumas informações que convém rever quando falamos de administração de medicamentos, sobretudo a doentes com dificuldade de deglutição.

 

Engolir comprimidos e cápsulas nem sempre é fácil e neste campo, o farmacêutico deve estar atento e pode dar uma ajuda, procurando alternativas que promovam a adesão à terapêutica, ajudando o doente e o seu cuidador.

Na tentativa de solucionar o problema, são muitas vezes usadas técnicas de cortar os comprimidos, dissolvê-los em água, abrir cápsulas, enfim, soluções nem sempre corretas, mas executadas na tentativa de que a terapêutica prescrita seja cumprida. Sobre este assunto, pode consultar AQUI um post resumido de 06/2016.

 

Quais os primeiros passos a tomar quando verificamos que o doente está com problemas de deglutição?

- Fazer uma revisão da terapêutica, avaliando a sua real necessidade e a relação benefício-risco da mesma.

- Verificar se existe uma forma farmacêutica mais adaptada às condições do doente, como a formulação oral líquida, comprimidos efervescentes, comprimidos orodispersíveis ou formulações sublinguais. 

- Verificar sempre a equivalência das diferentes formulações em termos de biodisponibilidade e ajustar a dose/posologia. 

- Investigar a disponibilidade de uma via de administração diferente, como a transdérmica, injetável ou retal.

- Utilizar um fármaco diferente (da mesma classe terapêutica) com uma formulação mais adequada.

Quando esgotadas todas as possibilidades, pode proceder-se à trituração dos comprimidos ou à abertura de cápsulas, mas todos os passos têm que ser bem estudados e nunca pode ser uma decisão do doente ou cuidador.

Aliás, quando o doente não consegue engolir, deve ser sempre o médico a decidir qual a melhor opção para o doente. 

 

Por vezes, poderá seguir-se um algoritmo para auxiliar a avaliação destas situações (ver AQUI).

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publicado às 19:07

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A não adesão à terapêutica é um grave problema de saúde pública. Fala-se muito sobre isto, mas poucas são as medidas tomadas para alterar a situação. Os números falam por si e sabe-se que 40% dos doentes interrompem a medicação prescrita pelo médico. E porque é que isto acontece? Sobretudo porque não lhes são devidamente explicadas as consequências de tal acto; normalmente sentem-se melhor, não lhes dói nada e acham que já não vale a pena continuarem a tomar “aquele medicamento que tem tantas contra-indicações” (como diz na bula...). 

 

Quando falamos de hipertensão este problema é sério e o que parece ter melhorado com os “primeiros comprimidos” que o médico receitou, pode alterar gravemente o estado de saúde se, por alguma razão, se suspender o tratamento.

 

Um estudo actual (“Current Situation of Medication Adherence in Hypertension”)da autoria de vários investigadores europeus, concluiu que, num grupo de 16.907 indivíduos medicados para várias patologias, quase 40% dos participantes interromperam o tratamento ao fim de um ano.

Em Portugal, a baixa adesão ao tratamento é responsável por um inadequado controle da pressão arterial nos doentes hipertensos. De acordo com o presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Dr. Carvalho Rodrigues, “é crucial promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento. Cada vez mais temos de pugnar por associações de várias substâncias activas reunidas num só comprimido. Simples e eficaz traduz-se num acréscimo de adesão.”

Simples e eficazes podem ser quase todas as terapêuticas, desde que devidamente explicadas e seguidas por um profissional de saúde, seja ele o médico prescritor, o farmacêutico ou mesmo o enfermeiro de família.

 

A baixa adesão à terapêutica tem também consequências a nível económico. Os investigadores afirmam que cerca de 8% das despesas globais de saúde poderiam ser evitadas pela adesão à terapêutica.

 

Deixo aqui algumas dicas importantes sobre este assunto:

- Conheça os valores da sua Pressão Arterial, medindo-a regularmente!

- Tome toda a medicação prescrita pelo médico, sem interrupções!

- Reduza o consumo de sal!

- Faça exercício físico!

- Peça ajuda ao seu farmacêutico para controlar a sua Pressão Arterial! “O farmacêutico, enquanto profissional de saúde de proximidade e confiança, possui competências para atuar na administração da medicação, na promoção da adesão à terapêutica e no uso correto dos medicamento”.

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publicado às 19:11

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