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Eula Biss (1977; EUA), professora na Northwestern University, tem assistido ao crescimento da corrente antivacinação. Quando engravidou, decidiu estudar os benefícios e os malefícios da vacinação. Desse estudo surgiu “Imunidade: a corrente antivacinação e os seus perigos”.

 

Depois de ler este livro, percebi porque foi considerado um dos 10 melhores livros de 2014 pela New York Times Boik Review. Este é um tema que me interessa e só por isso já valeria a leitura, mas a forma como a autora analisa toda esta problemática, faz com que, além da reflexão sobre a vacinação, façamos também uma revisão sobre a História das conquistas científicas dos últimos séculos.

 

Pois é, depois de ser mãe, muitas são as dúvidas que temos e sabemos que as nossas opções vão determinar, em muitos casos, o futuro dos nossos filhos. A liberdade de escolha em saúde é um verdadeiro tormento para os pais, pois se fosse obrigatório, talvez tudo fosse mais fácil. É o caso das vacinas.

Contudo, neste caso específico, a opção de vacinar ou não vacinar é um problema de toda a comunidade e não um problema individual e aí é que o debate começa.

 

Porquê não vacinar? Aqui ficam algumas razões apontadas no livro:

"Embora na maioria dos casos a vacinação já não deixe marca, permanece o receio de ficarmos marcados para sempre. 

Tememos que a vacinação atraia o autismo ou qualquer das doenças de disfunção imunitária que agora infestam os países industrializados: diabetes, asma, alergias.

Tememos que a vacina da hepatite B cause Esclerose múltipla ou que a vacina DDT (Difteria, Tétano e Tosse convulsa) cause morte súbita do latente.

Tememos que a combinação de várias vacinas ao mesmo tempo sobrecarregue o sistema imunitário e que a soma das vacinas o destrua.

Tememos que o formol presente nalgumas vacinas cause cancro e que o alumínio de outras nos envenene o cérebro."

 

Serão estas razões válidas para correr o risco de voltarmos a ter doenças que matam milhões de pessoas pelo mundo, sabendo que nada disto está provado?

 

A desinformação é, segundo a autora, a principal responsável pela propagação do medo. As questões religiosas (vacina do colo do útero), as de mercado (vendas dos laboratórios), ou as de adopção de uma vida mais natural (em detrimento de produtos de laboratório) advêm mais dessa desinformação do que de uma opinião mais estruturada. 

A opção de vacinar ou não vacinar não pode assentar em suposições e está longe de ser uma decisão individual, já que o indivíduo não vive sozinho, não é independente da comunidade.

 

A minha opinião é que vacinar é sempre um risco que vale a pena correr, em prol do bem individual e do bem comum. 

Os benefícios da imunização estão amplamente comprovados, de acordo com os estudos, normas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Direção-Geral da Saúde. Segundo dados da OMS, a vacinação é responsável por erradicar por completo diversas doenças e impedir anualmente milhões de mortes anualmente em todo o mundo. 

 

Se tiverem curiosidade sobre este asunto, leiam o livro, pois apesar da realidade americana ser diferente da nossa, a base de todas as opções que tomamos em termos de saúde e de prevenção da doença, é a mesma.

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publicado às 14:50

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