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Web Summit de novo em Lisboa

por dicasdefarmaceutica, em 05.11.18

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A Web Summit está de volta e Lisboa está com milhares de participantes, oradores, jornalistas, estudantes e muitos curiosos desejosos de conhecer as novidades que aí vêm. Nestes dias, a nossa capital é o centro do mundo das novas tecnologias e inovação.

 

A imagem acima foi da Web Summit do ano passado, com o vencedor do concurso de startups (competição de Pitch). Falei AQUI há um ano da LifeinaBox, a empresa francesa que venceu o concurso com um minifrigorífico portátil para medicamentos.

É curioso sabermos o que aconteceu depois do concurso. Muitas vezes, ganham e parece que ficam por aí, mas felizmente não foi o caso, e a LifeinaBox continua o seu processo de implantação no mercado, apesar da morosidade de todo o processo. São milhares os que esperam pelo milagroso frigorífico, tanto particulares, como a própria indústria farmacêutica.

Todos nós sabemos a importância da temperatura nos medicamentos e essa temperatura deve ser mantida sempre que os mesmos necessitam de ser transportados. As boas práticas de transporte são parte da garantia da qualidade dos medicamentos e, consequentemente, da sua eficácia no tratamento.

 

Desde que foi apresentada em Lisboa, a LifeinaBox já sofreu algumas alterações: por fora tem a mesma aparência, mas foram alterados alguns componentes. Por ter uma bateria de Lítio que dura 36 horas, não poderá ser transportada num avião. A solução passou por permitir que a bateria possa sair e voltar a ser colocada em modelos mais pequenos, que poderão ser transportados nos aviões. Haverá modelos de vários tamanhos, para 12, 24 e 36 horas. 

 

A 6 de Janeiro de 2019 esta inovação vai ser lançada na CES de Las Vegas, a maior feira de tecnologias do mundo.

 

Uwe Diegel, o mentor deste projeto, continua a olhar para o futuro e já está a trabalhar no LifeinaHeart, desta vez,  uma caixa frigorífico para transplante de órgãos. Na Web Summit deste ano estará presente com um expositor para quem quiser saber mais sobre estas inovações na área da saúde.

Vamos aguardar o que nos espera de novidades nestes próximos dias...

 

 

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publicado às 16:53

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Toda a gente já ouviu falar do PAN, um partido político de Portugal. Foi fundado em 2009 sob o nome Partido pelos Animai (PPA). Em 2011, como não defendiam apenas os animais, mudaram o nome para Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN) e, ainda insatisfeitos, em 2014, decidiram alterar o nome para Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

Agora sim, é um partido de causas de todos e de tudo, defensor dos direitos das pessoas, dos animais e da natureza.

 

Isto equivale a dizer que se pode meter em tudo? Penso que não. Nem eles nem os outros partidos. Odeio falar de política neste espaço, mas não é disso que se trata. Trata-se de um assunto de saúde, mais exatamente de um assunto de prescrição de medicamentos, a chamada prescrição médica. Tem esse nome por isso mesmo, porque compete aos médicos serem os responsáveis por essa prescrição.

 

Se há algum medicamento que eu muitas vezes ponho em causa o seu bom uso, é o metilfenidato (mais conhecido por Ritalina), mas quem sou eu para julgar uma prescrição médica? Sou farmacêutica, mas sei que a prescrição do medicamento e a sua necessidade em determinado doente, compete inteiramente ao médico. Parece que os senhores do PAN não têm a mesma opinião e acham que devem interferir nesta pescrição, proibindo os médicos de prescrever Ritalina a crianças com menos de seis anos. 

 

É verdade que já há alguns anos se fala nisto e que muitos especialistas contestam o uso deste psicofármaco em crianças com menos de seis anos. Algumas novas linhas orientadoras (por exemplo, o National Institute for Health and Clinical Excellence -NICE), referem que estes medicamentos não devem ser prescritos a menores de cinco anos e, apenas como último recurso, devem ser usados por crianças mais velhas. 

Em Portugal, em casos muito especiais, são receitados a crianças de menor idade, pois o seu uso não está proibido. Convém realçar que os medicamentos usados em casos de défice de atenção e hiperactividade, só são prescritos como tratamento de última linha, quando a terapia comportamental não resulta. Pelo menos, assim deveria ser...

 

Concordo inteiramente com a classe médica. “Esta decisão não compete a políticos, deputados ou qualquer outra pessoa que não seja especialista ou esteja habilitada a avaliar a necessidade desse medicamento.”

Deixem que sejam os médicos, os farmacêuticos e todos aqueles que estudam o bom uso dos medicamentos, a tratar do assunto e a tomar a decisão mais acertada, sempre em prol da melhor saúde dos doentes! Mais uma vez, aplica-se muito bem o ditado: “cada macaco no seu galho”.

 

 

 

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publicado às 14:42

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Hoje li uma notícia sobre uma sessão que decorreu no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde na Universidade do Porto (i3S), em que o bioquímico britânico Paul Nurse esclareceu alguns dos mitos associados ao cancro e à sua prevenção. Este cientista recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2001.

Nurse, nos anos 70, com recurso a células de levedura, descobriu como é controlado o ciclo celular em todos os organismos. Essa descoberta revolucionou o conhecimento sobre muitas doenças onde o ciclo celular está afetado, com grande impacto nas doenças humanas em que ocorrer proliferação descontrolada das células, como no caso do cancro.

 

Como concordo em absoluto com aquilo que Paul Nurse disse, vou partilhar convosco as duas ideias principais que ficaram deste encontro:

 

1. O bioquímico considera que um dos maiores mitos relacionados com o cancro “é pensar-se que se trata de uma única doença”. Realmente, podemos dizer que o cancro são várias doenças onde a reprodução celular está descontrolada. Se fosse uma doença única, seria mais fácil de controlar. Este descontrole é o principal fator que faz com que seja tão difícil tratar o cancro e que nos torna tão impotentes perante esta doença, que continua a ser assustadora.

 

2. Relativamente à prevenção, o “grande problema” identificado pelo cientista prende-se com o facto de, na comunidade científica, haver investigadores que utilizam somente a genética para estudar o cancro, enquanto outros estudam somente os fatores externos, quando, na realidade, “ambos são importantes e precisam de ser estudados juntos”. ”Não é suficiente saber muito sobre os genes ou sobre os fatores externos que podem levar a doenças, o que é mesmo importante é estudá-los juntos”, acrescentou. 

Na realidade, quem fuma tem mais probabilidade de ter cancro do pulmão e isto é aquele fator externo que se pode controlar. Mas e quem não fuma? Pode também desenvolver cancro se a carga genética herdada dos antepassados vier com este “peso”. Também quem se expõe ao sol, tem maior probabilidade de ter cancro de pele, o que não exclui a 100% aqueles que têm uma exposição solar responsável.

 

A juntar aos factores externos e à carga genética, vem outra realidade: “de todas as vezes que uma célula se divide e se reproduz, ocorrem erros”, o que vai decorrendo “ao longo da vida de todos os seres humanos. Consoante se vai envelhecendo, esses danos podem acumular, não havendo nada que se possa fazer acerca disso. Só o facto de estarmos vivos vai resultar em danos nos genes que podem provocar cancro e, quanto mais tempo vivemos, maior a probabilidade de ocorrerem incidentes”, notou o investigador britânico, que trabalhou no Imperial Cancer Research Fund (atualmente Cancer Research UK), do qual se tornou director em 1996.

 

De acordo com tudo o que foi dito e apesar dos grandes avanços no tratamento do cancro, segundo Paul Nurse, “o cancro nunca poderá ser erradicado”. Podemos controlar os fatores externos, mas é impossível controlar a herança genética recebida e  continua a ser difícil controlar a divisão celular.

A grande esperança está no controle desta divisão celular, principalmente através da “manipulação do sistema imunitário”. 

Prometo voltar a este assunto amanhã.

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:52

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A gonorreia é uma doença transmitida por via sexual. 78 milhões de pessoas são infetadas com esta doença em todo o mundo. Através de sexo oral, vaginal ou anal, a bactéria Neisseria gonorrhoeae infeta os órgãos genitais, o recto e a garganta. 

 

Um homem ficou infetado com esta superbactéria na sequência de relações sexuais não protegidas com uma mulher, durante uma viagem ao Sudeste Asiático e o tratamento tem-se mostrado ineficaz. Pela primeira vez, um paciente apresentou resistência à combinação dos antibióticos azitromicina e ceftriaxona. Seguiram-se tratamentos com outros antibióticos e o resultado foi o mesmo.

Põe-se em causa o tratamento de uma doença que, não tratada, pode levar à morte. O controlo desta doença preocupa toda a comunidade científica a nível mundial.

 

Após este trágico caso, um grupo de investigadores da universidade australiana de Monash fez novas descobertas que trazem esperança para novos tratamentos.

Este novo estudo, publicado na PLOS Pathogens, concluiu que “a versão superbactéria da gonorreia cria minúsculas vesículas revestidas por membranas que atacam as células do sistema imunitário, induzindo-as aos suicídio. Uma vez livre dessas guardiãs, a Neisseria gonorrhoeae tem caminho livre” para avançar, resistindo assim a qualquer tratamento com os usuais antibióticos.

A compreensão deste mecanismo representa uma nova esperança para um tratamento alternativo que impeça o sistema imunitário de se deixar assim ultrapassar pela superbactéria. 

 

Até que um novo tratamento seja posto no mercado, convém lembrar que a gonorreia pode ser prevenida com simples medidas de proteção e sexo seguro, como o uso de preservativo em qualquer tipo de contacto sexual, seja ele vaginal, anal ou oral.

 

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publicado às 11:56

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As análises de sangue são um precioso meio de diagnóstico para ajudar a detectar determinadas doenças, e o cancro é uma delas.

Contudo, os resultados das análises por si só, não são sinal seguro que a doença cancerosa existe. Quantidades elevadas de determinadas substâncias detectadas nas análises (marcadores tumorais) podem ser sinal de cancro, mas podem aparecer noutras situações e não são sinal seguro da pesença de um tumor.

 

Por isso, até agora, o médico para estabelecer o diagnóstico de cancro, não pode confiar apenas nos resultados das análises clínicas, mas isto pode mudar.

Uma equipa da Universidade de Johns Hopkins anunciou esta semana os primeiros testes a uma nova análise universal ao sangue que ajuda a detectar oito tipos comuns de cancro, graças às proteínas e mutações genéticas que são libertadas na corrente sanguínea pelos tumores.

Esta nova análise sanguínea, chamada CancerSEEK, foi testada em 1005 doentes oncológicos e conseguiu, em 70% dos casos, apurar a existência de cancros nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esófago, cólon, pulmão e mama antes de estes se espalharem.

 

A detecção precoce do cancro é muito importante e pode ter um grande impacto na diminuição da taxa de mortalidade por cancro, daí os cientistas envolvidos neste estudo e toda a comunidade científica estarem muito entusiasmados com os resultados obtidos.

 

Todos sabemos que quanto mais cedo um cancro é detectado, maior é a probabilidade de ser tratado. A grande maioria dos cancros só são detectados quando aparecem os primeiros sintomas. É o caso, por exemplo, do cancro do pâncreas, que revela poucos sintomas e que, na maioria das vezes, é detectado tarde demais, com quatro em cada cinco doentes a morrerem no mesmo ano em que a doença é detectada.

 

Por agora, resta-nos esperar, pois esta análise ainda está a ser estudada e vai demorar a chegar, mas pode ser um “passo gigante” na detecção precoce do cancro.

 

 

 

 

 

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publicado às 20:44

Claro que a Cafeína faz bem!

por dicasdefarmaceutica, em 18.01.18

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Não é preciso arranjar desculpas para fazer um “coffee break” para beber um cafezinho. Afinal é mesmo verdade, a cafeína faz bem à saúde.

 

Já falei AQUI num dos benefícios da cafeína no combate à depressão, mas parece que esta não é a única vantagem deste ingrediente cujo consumo nos dá tanto prazer e que é o pretexto para tantos encontros. “Vamos combinar um cafezinho” é uma frase que dizemos tantas vezes e que nos faz tão bem à saúde. Vamos lá saber por quê...

 

Está provado que a cafeína tem efeitos benéficos no nosso organismo, a curto e a longo prazo. Vamos só ver alguns deles.

 

Efeitos benéficos da cafeína a curto prazo:

- Aumenta a energia e o bem-estar.

- Ajuda a manter o ritmo circadiano. Ter o ritmo diário desregulado pode levar a perturbações do sono, a aumento de peso e a problemas do foro mental. A cafeína, quando consumida sobretudo da parte da manhã, ajuda a regular este ritmo.

- Melhora a concentração.

 

Efeitos benéficos da cafeína a longo prazo:

- Diminui a probabilidade de contrair doenças degenerativas, como Alzheimer ou Parkinson.

- Protege as células da retina. A isquemia da retina é uma complicação associada às doenças degenerativas da retina, que pode levar à perda de visão ou até mesmo à cegueira. Atualmente esta patologia não tem cura, mas segundo a investigadora Ana Raquel Santiago da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, os resultados da sua investigação são promissores neste campo e a cafeína, como antagonista dos receptores de adenosina, pode dar uma ajuda nestes casos (estudo publicado no jornal online Cell Death and Disease). O fármaco envolvido neste estudo chama-se istradefilina.

 

Há cientistas que defendem que o ideal é o consumo de 3 a 4 chávenas de café por dia, ainda que o efeito da cafeína varie de pessoa para pessoa.

 

Não há dúvidas, a cafeína faz bem! Cuidado ao consumi-la juntamente com álcool ou bebidas energéticas, pois aí sim, pode ser prejudicial!

Como tudo o que é em excesso, também a cafeína faz mal. Se beber 100 chávenas de café num dia (o equivalente a 10 gramas de cafeína) pode até morrer por causa do “cafézinho”!

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publicado às 11:28

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Foi no dia 19 de dezembro que o auditório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa passou a chamar-se Auditório Maria Odette Santos Ferreira, em homenagem à minha Professora da cadeira de Virologia, já lá vão quase 30 anos.

 

Mas a Professora Odette Ferreira (era assim que lhe chamávamos), não era apenas Professora; era e será sempre uma referência nacional e internacional na área da Virologia. Foi esta Sra. Professora que ajudou a colocar o nosso país num lugar cimeiro na ciência a nível mundial, com a identificação do vírus da imunodeficiência humana tipo 2. Em Portugal e no mundo das ciências, este é um nome que estará sempre ligado às grandes descobertas relacionadas com a SIDA.

 

A Professora Maria Odette Santos Ferreira destacou-se no ensino, na investigação e também na defesa da saúde pública. Por tudo isso, foram-lhe já atribuídos muitos prémios, aliás, parece que todos os anos ouvimos o seu nome relacionado com prémios. Isto deve-se também ao “Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos Ferreira”, que foi instituído em 2010, e que desde então tem impulsionado a realização de trabalhos de investigação por farmacêuticos.

 

Tendo sempre como foco os doentes, em 1993 a Professora Odette propôs o projeto de troca de seringas “Diz Não a Uma Seringa em Segunda Mão”, muito revolucionário na altura, mas que iria atacar o problema pela raiz. De acordo com dados da ANF, entre 1993 e Dezembro de 2008 tinham sido recolhidos mais de 43 milhões de seringas.

 

Todas estas razões chegariam para nos lembrarmos sempre da Professora Odette Ferreira, mas como a própria disse na terça-feira, “Este auditório simboliza para mim a eternidade, a eternidade da alma. Sempre aqui estarei para reforçar a nossa entidade farmacêutica, o nosso rigor e a nossa missão de olhar para o doente como a nossa razão de ser”.

 

Sempre impecavelmente vestida, ainda hoje mantém o seu ar imponente e ativo, apesar dos anos de experiência acumulados. Parece-me mesmo, como alguém dizia, que “as células não têm idade”...

 

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publicado às 15:53

Adesivo pode ser alternativa à vacina da gripe

por dicasdefarmaceutica, em 01.07.17

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Cientistas do Instituto de Tecnologia da Georgia e da Universidade Emory, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina contra a gripe em forma de adesivo com microagulhas.

Pressionando este adesivo sobre a pele, as microagulhas penetram, libertando os vírus inativados, que fazem parte do processo de imunização. O adesivo é aplicado na zona do pulso, durante 20 minutos. Foram feitos testes em 100 voluntários e a imunização funcionou, quando comparada com a vacina tradicional.

 

Quais as vantagens desta vacina da gripe em forma de adesivo?

- Sistema indolor (para quem não gosta de injeções...).

- Pode ser aplicada em qualquer lugar (casa, emprego, etc...).

- Não necessita conservação a baixa temperatura (frigorífico), o que é uma grande vantagem também no transporte e para os países menos desenvolvidos.

- O adesivo pode ir diretamente para o lixo, após o seu uso.

 

Contudo, 80% dos voluntários a quem foi testada a vacina, confirmaram que no local onde foi aplicado o adesivo, a pele ficou vermelha, com ligeira irritação e sentiram comichão durante alguns dias.

 

Os cientistas afirmaram que a vacina funciona, mas ainda serão necessários alguns testes clínicos para que seja aprovada e comece a ser uma alternativa à vacina da gripe atual, em forma de injeção. 

 

 

 

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publicado às 14:26

 

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Hoje dirijo este post a alguns leitores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) criou o Programa de Formação Especializada em Doenças Cardiovasculares para os Clínicos destes países, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), inserido no Programa Gulbenkian Parcerias para o Desenvolvimento.

 

Caso estejam interessados, podem enviar as  candidaturas à SPH até dia 27 de Janeiro. Este programa de formação visa proporcionar estágios de três meses a médicos e/ ou investigadores clínicos dos PALOP em instituições portuguesas reconhecidas na área cardiovascular.

“Os estágios podem vir a desenvolver-se em vários domínios, nomeadamente, através da Observação da prática clínica para adquirir conhecimento de diagnóstico precoce e tratamentos das doenças cardiovasculares, Hipertensão Arterial, Diabetes e demais fatores cardiovasculares; Observação de aspetos de Educação para a Saúde e Prevenção da Doença Cardiovascular; Desenvolvimento de projetos de investigação clínica em parceria com os centros clínicos portugueses anfitriões; entre outras”, como refere o Prof. José Mesquita Bastos, Presidente da SPH.

 

O Programa de Formação Especializada em Doença Cardiovascular dirigido a clínicos dos PALOP pretende dar resposta à maior prevalência de fatores de risco cardiovascular e maior incidência da doença cardio e cerebrovascular, nestes países. Por outro lado, pretende estabelecer laços mais fortes de cooperação e desenvolvimento entre centros clínicos portugueses e dos PALOP.

Segundo ­­­­Maria Hermínia Cabral, diretora do Programa Gulbenkian Parcerias para o Desenvolvimento, “o estabelecimento desta parceria vai permitir reforçar a qualificação dos profissionais de saúde dos PALOP numa das áreas clínicas emergentes nestes contextos, criando uma base futura entre clínicos e instituições dos PALOP e Portugal que permita uma resposta mais eficaz às novas necessidades das populações”.

 

 

 

 

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publicado às 09:31

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Boas notícias para todos, sobretudo para aqueles que sabem o que é um cancro da cabeça e pecoço, com todas as consequências inerentes à doença.

 

O primeiro medicamento oncológico português começou a ser desenvolvido em Coimbra, em 2010 pela empresa Luzitin.

Os ensaios clínicos tiveram início há cerca de dois anos e meio em doentes para os quais já não existiam soluções terapêuticas para combater o cancro instalado. Esta primeira fase decorreu no Porto, no Instituto Português de Oncologia (IPO) e no Hospital da CUF, com doentes voluntários, com o objetivo de avaliar a segurança (tolerância) e o efeito antirumoral (eficácia) do Redaporfin. É este o nome do fármaco fotossensibilizador, produzido pela primeira vez no nosso país. Podemos orgulharmo-nos de termos gente tão válida a trabalhar na investigação de novos medicamentos e de novos métodos na área da saúde.

 

Os resultados deste ensaio foram surpreendentes. Segundo Sérgio Simões, presidente da Luzitim,"o ensaio foi realizado num grupo restrito de doentes, nos quais se registaram resultados muitíssimo interessantes e que provam que o medicamento é seguro e não desencadeia efeitos secundários severos". Salientou ainda que, no ensaio clínico, foi possível mudar a vida de alguns doentes que estavam em cuidados paliativos, impossibilitados de comer e falar, devido às características do tumor, e que após a terapêutica já conseguiam comer e falar. Fabuloso!

 

Segundo Lúcio Lara Santos, responsável pelo ensaio clínico, do IPO de Porto, além do sucesso no tratamentos dos cancros da cabeça e pescoço, abriu-se a possibilidade de tratamentos para outros tumores sólidos.

Os próximos passos do desenvolvimento do Redaporfin envolvem a realização de um ensaio clínico em colangiocarcinoma, um tipo raro de cancro nas vias biliares, geralmente diagnosticado numa fase muito tardia da doença e que tem vindo a aumentar em Portugal e no mundo.

 

Parabéns a todos que estão a trabalhar nesta investigação! Resta-nos agora  aguardar mais uns anitos para termos o Redaporfin no mercado, a curar muitos doentes.

 

 

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publicado às 19:47

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