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Farmácias em Las Vegas e Page

por dicasdefarmaceutica, em 03.09.18

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Mais uma viagem e mais farmácias pelo mundo! Desta vez, fui até aos Estados Unidos, mais propriamente, Las Vegas, Gran Canyon e Page.

 

As farmácias em Las Vegas têm a “cara” de Las Vegas: muitas luzes, muita coisa, muito grandes, muita gente e, reparem só na imagem de cima: ao lado dos medicamentos, vendem álcool. Contudo, claro que para comprarem álcool, têm que comprovar que têm pelo menos 21 anos.

Estão abertas 24 horas e o movimento não pára. Aliás, têm mais pessoas de noite do que de dia.

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Além de venderem de tudo, a publicidade na rua anuncia os vários serviços e as vacinas estão no topo da lista:

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De carro, fui até ao Gran Canyon e a Page. No Gran Canyon não procurei farmácias, talvez por estar tão deslumbrada com a paisagem, mas em Page entrei num supermercado (cadeia Walmart) e demorei a percorrer a área dos medicamentos, onde estava a farmácia com atendimento para prescrições e também um anúncio com os serviços. Fiquem com as imagens:

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Quando não está uma farmácia por perto, existem as “Pharmabox”, como esta que estava num outlet em Las Vegas:

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Para não dizerem que eu só vejo farmácias e medicamentos, deixo-vos com estas imagens de alguns sítios por onde passei:

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publicado às 18:15

Farmácias nos Bálticos

por dicasdefarmaceutica, em 01.08.18

 

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Mais uns dias de férias, desta vez com passagem nos países Bálticos. Começando pela Lituânia, a primeira imagem é da Universidade de Farmácia, em Vilnius.

A maioria das farmácias são pequenas, mas são semelhantes às dos restantes países da Europa, não faltando as parafarmácias a venderem de tudo e em lojas semelhantes a supermercados.

 

Deixo-vos com algumas imagens de mais uma passagem por farmácias do mundo.

  

Lituânia - Vilnius

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 Letónia - Riga

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 Parafarmácias nos Bálticos

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Uma montra na parafarmácia do mercado central em Riga:

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publicado às 10:52

Vamos aprender a viver com os mosquitos

por dicasdefarmaceutica, em 03.07.18

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Escrevi este artigo para a revista Inominável, mas queria partilhá-lo também aqui no blog. Cá vai ele:

 

É só a temperatura começar a subir e começam eles a zumbir nos nossos ouvidos. Malvados mosquitos! Porque é que só aparecem no calor? Porque é que picam mais umas pessoas do que outras? Como é que nos podemos proteger?

Vou tentar responder a estas perguntas, pois quando começa o verão ou quando viajamos para algumas zonas do planeta, é inevitável o contacto com estes seres.

Uns mais agressivos, outros a deixar marcas mais ou menos profundas e outros até mortais, o melhor mesmo é prevenir e aprender a lidar com eles.

 

 ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE OS MOSQUITOS

- Os mosquitos machos não picam. Neste caso, as “más da fita” são as fêmeas que, para que os ovos amadureçam, necessitam de alguns nutrientes, alguns deles presentes no sangue. É por isso que são “elas” que andam atrás de nós. Os machos alimentam-se dos nutrientes das plantas.

- Sabem porque é que existe aquele zumbido insuportável? Porque algumas asas dos mosquitos chegam a bater trezentas vezes num segundo. Que horror e que canseira!

- Os mosquitos têm diferentes horários. Por exemplo, aqueles que transmitem a Malária são mais ativos do entardecer ao amanhecer, os que transmitem o Dengue são mais ativos durante o dia e os que transmitem o Zika gostam das primeiras horas da manhã e das últimas da tarde, evitando as horas de sol forte.

- O desenvolvimento dos mosquitos passa por quatro etapas: ovo, larva, pupa e mosquito adulto.

- Existem mais de 2500 espécies de mosquitos.

 

PORQUE É QUE OS MOSQUITOS SÓ APARECEM COM O CALOR?

O que acontece é que a grande maioria dos mosquitos morre porque não suportam as baixas temperaturas. Os poucos sobreviventes reduzem a sua atividade.

No tempo frio, as fêmeas diminuem a produção de ovos e, como são “espertinhas” evitam voar para economizar energia e manter o próprio corpo aquecido.

Os machos, não menos espertos, recolhem aos abrigos durante o inverno à espera de um clima mais favorável.

 

PORQUE É QUE OS MOSQUITOS PICAM MAIS UMAS PESSOAS DO QUE OUTRAS?

Isto tem muito a ver com o odor de cada pessoa. Existem dois compostos que atraiem os mosquitos: o dióxido de carbono que exalamos e o ácido láctico libertado pelo corpo.

Percebe-se assim porque preferem umas pessoas a outras, dependendo dos cheiros do hálito e do suor de cada um.

Mais recentemente, algumas investigações apontam também para uma explicação desta preferência relacionada com os genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais os genes específicos envolvidos nesta escolha dos mosquitos.

 

COMO É QUE NOS DEVEMOS PROTEGER DOS MOSQUITOS?

- Aplicar repelente nas áreas expostas do corpo (braço, pernas, tornozelos, pescoço e face), evitando o contacto com as mucosas ou zonas sensíveis da pele.

- O repelente deve conter DEET, IR3535 ou ICARIDINA. 

DEET: na União Europeia a utilização deste composto químico (N,N-dietilmetatoluamida) não pode ser superior a 20 por cento. Este produto só deve ser usado em crianças com mais de 3 anos.

IR3535: este composto químico (Etilbutilacetilaminopropionato) é seguro para grávidas, sendo indicado para crianças dos 6 meses aos 2 anos, mediante orientação do médico.

ICARIDINA: tem uma ação mais prolongada do que os repelentes à base de DEET e pode ser utilizado por crianças a partir dos 2 anos.

Em cada família, uns são sempre mais "docinhos" do que outros e a eficácia de cada repelente é diferente de pessoa para pessoa.

- Renovar a aplicação do repelente cada 3 a 4 horas. 

- Se usar protetor solar ou maquilhagem, o repelente deverá sempre ser o último produto a aplicar.

- Preferir vestuário de cores claras e de fibras naturais, protegendo o mais possível a superfície do corpo (mangas compridas, calças e sapatos fechados).

- Aplicar repelente ou insecticida com Permerina no vestuário e nas redes mosquiteiras.

- Sempre que possível, usar ar condicionado e/ou dormir com rede mosquiteira.

- Manter as portas e as janelas fechadas. Se estiver num local com uma luz exterior, ligar só essa luz, pois aí estarão as osgas "concentradas e focadas" na caça aos mosquitos. Não gosto muito de osgas, mas tenho que concordar que são muito úteis em determinadas situações.

- Sprays insecticidas, difusores eléctricos ou serpentinas e pulseiras com repelente, poderão ter um efeito complementar. As pulseiras com citronela (também existem para o tornozelo) costumam ser um bom complemento no ataque aos mosquitos.

 

O clima quente e as chuvas favorecem o desenvolvimento em todos os estágios dos mosquitos, por isso, consoante a altura do ano e a zona para onde viajamos, assim devemos adequar as medidas de prevenção. É sempre aconselhável ir a uma consulta do viajante, fazer todas as prevenções aconselhadas e seguir o aconselhamento sobre as medidas adequadas a cada zona e a cada situação.

 

Os mosquitos, além de incomodarem e causarem picadas, são transmissores de muitas doenças, muitas delas sem vacina nem tratamento.

Basta pensarmos em doenças como a Malária, o Dengue e o Vírus ZIca, entre outras, para vermos a perigosidade destes seres. Podemos, claro está, fazer a prevenção da malária, mas para outras doenças, nem prevenção medicamentosa existe. Todas as vacinas aconselhadas devem ser feitas (febre amarela, encefalite japonesa, etc...) e nem por um segundo devemos duvidar da eficácia das mesmas.

 

Mais de 750 mil pessoas morrem anualmente no mundo por causa de picadas de mosquitos.

A prevenção é a única forma de nos protegermos contra estes animais, que são aqueles que mais matam no mundo.

 

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publicado às 08:39

Farmácias pelo mundo - Vietnam (continuação)

por dicasdefarmaceutica, em 27.03.18

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Conforme prometido no último post (ver AQUI), aqui ficam mais algumas farmácias espalhadas por este país fantástico chamado Vietnam. Com hábitos e costumes muitos diferentes dos nossos, até as farmácias têm um “toque oriental” bem diferente.

 

Continuando a viagem de Sul para Norte, a cidade de Hué fica no centro do país, tendo sido a capital até 1945.

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Um pouco mais a Norte, fica Hanói, a capital do país. O seu caótico centro histórico e o movimento das motas que circulam por todo o lado e por todos os sentidos, são características desta cidade tão representativa do que é o Sudeste Asiático.

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A viagem seguiu para Sapa, zona montanhosa mais ao norte do Vietnam, com uma cultura muito própria e uma beleza inigualável.

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Com um povo que vive de tudo aquilo que vende, as farmácias não fogem à regra e convivem lado a lado com os vendedores de rua e com os cafés que se instalam à sua porta.

 

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Ficamos a aguardar por uma próxima viagem. Quando? Para onde? Ainda não sei...

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publicado às 13:35

Farmácias pelo mundo: Vietnam

por dicasdefarmaceutica, em 16.03.18

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Vietnam é um país do sudeste asiático, no mar da China Meridional. Como sempre, em passagem pelas cidades, o telemóvel dispara sempre que repara numa farmácia. Cá está a primeira, na cidade frenética de Ho Chi Minh. Não foi fácil fotografar no meio de tantas motas que não páram nunca de passar...

 

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A viagem seguiu para aquela que é considerada por muitos como a cidade mais bonita do sudeste asiático, Hoi An. Tem tudo o que podemos esperar por estas bandas: praia, campos de arroz, animação, lojas fantásticas, comida da melhor e um centro histórico lindíssimo, caracterizado pelos seus balões e lanternas coloridas. 

As farmácias lá estavam, típicas e frequentadas por locais, estacionando à porta as suas bicicletas ou motas e sabendo muito bem o que vinham compras.

 

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 Amanhã há mais...

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:03

TUR4all - Turismo acessível para todos

por dicasdefarmaceutica, em 01.03.18

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Faz agora um ano, falei AQUI pela primeira vez na TUR4all. “Trata-se de uma plataforma que disponibiliza informação sobre as condições de acessibilidade nos diversos recursos turísticos como hotéis, monumentos e museus, nos transportes (adaptados), restaurantes com casas de banho adaptadas ou ementas em braille, entre outras situações”.

 

Esta plataforma já foi lançada e é da responsabilidade da Accessible Portugal, da Fundação Vodafone Portugal e do Turismo de Portugal.

 

Para determinado recurso turístico, a plataforma permite consultar toda a informação relevante sobre acessibilidades, nomeadamente:

- Entrada: estacionamento reservado, rampas de acesso, corrimãos de segurança e largura das portas;

- Circulação interior: circulação em cadeiras de rodas, iluminação, sinalética, características dos elevadores, número de degraus e altura, corrimões de segurança;

- Quartos adaptados: para limitações motoras, acessibilidade do percurso até ao quarto, largura e amplitude da porta, largura lateral de acesso à cama, altura da cama, fotografias e informação detalhada das instalações sanitárias;

- Área de restauração: altura do balcão de atendimento, informação sobre acessibilidade dos menus, serviço de mesa;

- Área exterior: informação sobre o tipo de pavimento e regularidade do mesmo;

- Serviços e equipamentos: visitas e atividades para pessoas com necessidades especiais, equipamentos específicos para deficiências auditivas e visuais, informação em escrita simplificada/LGP/braille, bem como nível de formação do staff para lidar com necessidades específicas.

 

A TUR4all Portugal disponibilizará aos turistas a possibilidade de programarem antecipadamente a sua viagem e poderem optar pelos locais que mais se adaptam às suas condições físicas. O turismo acessível é isto mesmo, todos poderem viajar e terem a possibilidade de escolher as suas viagens, consoante os seus gostos e as suas possibilidades.

As informações colocadas nesta plataforma são fidedignas, sempre validadas por peritos especialistas.

 

A plataforma está disponível através de um website, bem como de uma aplicação móvel gratuita, nesta fase, em android e, numa segunda fase para iOS.

Neste momento, a TUR4all está acessível em português, castelhano e inglês. Brevemente, os conteúdos também estarão disponíveis em alemão, francês, italiano e mandarim.

 

Trata-se de um projeto bom para todos, que permite que toda a gente tenha a possibilidade de viajar com qualidade e segurança. Uma limitação física não deveria limitar os nossos sonhos e a TUR4all vai ajudar a concretização de alguns deles!

Boas viagens para todos!

 

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publicado às 19:46

Drones ajudam a combater a Malária na Tanzânia

por dicasdefarmaceutica, em 10.01.18

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Transmitida por um mosquito, a Malária, também apelidada de Paludismo, infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano e mata mais de 500 mil crianças em todo o mundo. Parece mentira como, em pleno século XXI, existem zonas de África em que morre uma criança por minuto, vítima desta doença.

 

A Organização Mundial de Saúde tem levado a cabo várias campanhas em várias zonas, sobretudo em África, para combater esta doença, interrompendo o seu ciclo de transmissão.

Nesse sentido, foram distribuídas pelas várias comunidades, redes mosquiteiras e insecticidas para vaporizarem o interior das casas. Em Zanzibar, por exemplo, estas medidas de prevenção diminuíram a prevalência da doença de 40% para 1%.

 

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Agora, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, em parceria com o Programa de Eliminação da Malária de Zanzibar está a complementar estes métodos de prevenção com o uso de drones para capturar imagens de grandes áreas de águas paradas, usadas pelos mosquitos para se reproduzirem. 

Um único Drone consegue cobrir uma plantação de arroz grande (30 hectares) em 20 minutos. Os dados coletados são processados mais tarde.

Esses mesmos dados, podem ser enviados para smartphones, ajudando as equipas de pulverização a monitorizar o trabalho.

 

Os inconvenientes deste processo são, além do custo, a possível interferência com a fauna local e a invasão da privacidade das comunidades locais.

 

Todas as medidas de prevenção para combater esta doença são um avanço para o progresso e para a diminição da mortalidade no mundo, nestas zonas menos desenvolvidas do nosso planeta.

 

Os ensaios para o desenvolvimento da vacina contra a malária continuam e também neste campo têm havido avanços significativos, apesar de ainda estarmos longe da vacinação para todos aqueles que estão à mercê deste mosquito.

 

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publicado às 12:13

Viajar em segurança, com "Saúde" na bagagem

por dicasdefarmaceutica, em 07.07.17

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Todos os anos é a mesma coisa e parece-me sempre que já fiz não sei quantos posts com este tema. Contudo, e como cá em casa começam os preparativos para um dos mais novos partir para mais uma aventura, nunca é demais lembrar mais uma vez aqueles cuidados básicos para uma viagem segura, no que à saúde diz respeito.

Vou resumir este post a 4 pontos fundamentais:

 

1 - IR À CONSULTA DO VIAJANTE

As pessoas que vão viajar para destinos fora da Europa, sobretudo se o fazem pela primeira vez, devem sempre ir a uma consulta do viajante.

Esta consulta deveria ser feita quatro semanas antes da viagem, de forma a que todas as vacinas necessárias pudessem ser administradas em tempo útil. De qualquer forma, se acha que já é tarde, não perca tempo, marque e vá na mesma. Ser-lhe-ão dados conselhos para que faça uma viagem em segurança e poderá ser acompanhado por esta consulta, antes, durante e após a viagem, caso seja necessário.

Pode consultar AQUI os locais das referidas consulta, no SNS. Estas consultas também estão disponíveis nalguns hospitais particulares e no IHMT, em Lisboa.

 

2 - LEVAR UMA BOLSA COM MEDICAMENTOS

Para a mala de viagem estar completa, não podem faltar os medicamentos pois, nunca se sabe o que pode acontecer, e esta medida pode prevenir muitos dissabores, que poderiam estragar esses dias tão esperados. Nalguns países, as farmácias são escassas, os medicamentos são outros e os cuidados básicos de saúde quase não existem, por isso, mais vale prevenir.

Lista de Medicamentos:
- Analgésicos (para as dores) e antipiréticos (para a febre)
- Antigripal
- Gotas descongestionantes para o nariz (também vão dar jeito se a viagem for de avião)
- Medicamento para a diarreia
- Medicamento para a prisão de ventre
- Normalizador da flora intestinal
- Sais de re-hidratação oral
- Anti-histamínico (para as alergias)
- Pomada com antibiótico
- Pomada anti-fúngica
- Antiácidos (para a azia e indigestão)
- Antiespasmódico (para dor e desconforto abdominal)
- Comprimidos para o enjoo
- Antibiótico de largo espectro (pedir receita e aconselhar-se com o médico).

Além destas listas, deverão sempre incluir toda a medicação crónica para o período da viagem, seja ela de uma semana, um mês ou seis meses, pois os medicamentos diferem de país para país e o acesso aos mesmos também não é sempre o mesmo. Devem levar fotocópias das receitas médicas e/ou comprovativos médicos de todos os tratamentos que estão a fazer (com o nome completo do utente, nome genérico do medicamento, dosagens, preferencialmente escrito em inglês).

Outros:
- Repelente de insectos
- Protetor solar
- Pensos rápidos
- Solução desinfetante (pode ser em toalhetes)
- Ligadura elástica autoaderente
- Tampões para os ouvidos
- Preservativos

 

3 - CUIDADOS NAS VIAGENS DE AVIÃO

Muito importante durante as viagens de avião, de forma a prevenir alguns desconfortos e problemas, é seguir algumas medidas simples, nomeadamente:

- Ingerir líquidos antes e durante o voo
- Aplicar loção hidratante na pele
- Aplicar gotas nasais de soro fisiológico
- Usar óculos em vez de lentes de contacto
- Executar exercícios simples com frequência durante o voo, evitando estar sempre sentado e na mesma posição
- Utilizar meias elásticas especiais (de contenção venosa). Isto aplica-se sobretudo a quem tem problemas circulatórios, pois nas viagens de avião há um risco acrescido de formação de coágulos sanguíneos e a possibilidade de desenvolver tromboses venosasm em especial nos membros inferiores. Algumas pessoas são aconselhadas a fazer profilaxia medicamentosa.
- Utilizar roupas largas e confortáveis

 

4 - OUTRAS MEDIDAS BÁSICAS

Existem alguns cuidados, que devem ser seguidos em todos os países onde as condições básicas de saneamento e higiene são diferentes das nossas, nomeadamente nas viagens para a Ásia, África, etc...

- Só consumir água engarrafada (atenção ao gelo!)                                                             - Evitar alimentos crus ou mal cozinhados                                                                            - Lavar sempre muito bem as mãos                                                                                      - Evitar o contacto com os animais (cuidados com a raiva!)

 

BOAS FÉRIAS, COM MUITA SAÚDE!

 

 

 

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publicado às 19:35

É difícil travar os vendedores de rua no Haiti

por dicasdefarmaceutica, em 27.06.17

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Li recentemente um artigo na National Geografic e tenho que partilhar convosco. Fala dos vendedores de rua de medicamentos no Haiti, uma realidade que ninguém consegue travar. Já tinha ouvido falar disto, mas nunca tinha visto fotografias, e que fotografias!

Os fotógrafos Paolo Woods e Gabrielle Galimberti fizeram este trabalho fantástico com estes homens e mulheres a transportar verdadeiras "torres de medicamentos" de toda a espécie e de toda a qualidade.

Claro que esta é uma atividade ilegal, mas as leis raramente são aplicáveis neste país e o Ministério da Saúde Pública pouco pode fazer. Os vendedores de rua são a principal fonte de abastecimento de medicamentos para muitos habitantes do Haiti. 

Estes homens e mulheres vendem de tudo: medicamentos vindos da China, antibióticos "para todos os males", medicamentos falsificados, com o prazo de validade expirado, enfim, a inspeção do Infarmed não passa por aquelas zonas...

Apreciem bem as torres de medicamentos, feitas em pilhas unidas por tiras de borracha e os acessórios para a prática da modalidade! Não faltam as tesouras, para cortar os blisteres e vender à unidose, de forma a não haver desperdício. Será que há controle de temperatura e humidade?

Parece que vender não é a sua única prática; sabem de tudo e o "aconselhamento farmacêutico" também é a sua especialidade. Imaginem o perigo...

Deixo-vos com as fotografias, muito ilucidativas do que acabo de descrever. Parabéns aos fotógrafos! Parabéns à National Geografic por nos dar a conhecer esta realidade!

 

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publicado às 11:43

Turismo acessível para todos

por dicasdefarmaceutica, em 21.03.17

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Quem gosta de viajar, já pensou de certeza nos milhões de pessoas que, devido às suas necessidades específicas, nomeadamente os deficientes e os mais idosos, não podem deslocar-se por falta de condições e informação.

É a pensar nestas pessoas que está a ser desenvolvida a primeira plataforma ibérica na área do turismo acessível: a TUR4all. Esta plataforma, que já está a funcionar em Espanha, vai facilitar o planeamento das viagens em Portugal e Espanha destas pessoas com necessidades específicas.

 

A TUR4all disponibiliza informação objetiva e atualizada sobre todas as condições de acessibilidade de hotéis, monumentos, museus, transportes, restaurantes com menus em braille, entre outras.

 

Quando viajamos pelo mundo, vemos muitos locais onde é fácil perceber que a acessibilidade é uma preocupação e que qualquer pessoa poderá desfrutar do local. Cidades como Barcelona, Estocolmo ou mesmo Londres, pelas suas condições de acessibilidade, captam turistas de todas as taxas etárias e também aqueles com dificuldades motoras ou visuais, pois sabem que quase todos os monumentos, transportes, hotéis e restaurantes, estão preparados para eles.

Sabiam que é muito fácil um deficiente motor movimentar-se em Las Vegas e que até existem viagens preparadas para que possam aventurar-se até ao Machu Picchu? 

 

Pois é, o nosso país, com a quantidade de turistas e com a quantidade de locais que tem para mostrar, tem que se preocupar mais com as pessoas que são, por uma razão ou por outra, "diferentes". Por acaso, no mês passado, deparei-me com um problema: queria levar uma pessoa deficiente a uma casa de fados, daquelas mais conhecidas, e nenhuma delas tinha acesso facilitado. Acham normal? Acabei por ir, mas rezando para que não lhe desse vontade de ir à casa de banho, pois seria impossível descer aquela escada...

 

A TUR4all está a ser desenvolvida numa ação conjunta entre a Accessible Portugal, a Fundação Vodafone Portugal e o Turismo de Portugal com o apoio da ENAT - European Network for Accessible Tourism, em colaboração com a PREDIF em Espanha, apoiada pela Fundação Vodafone Espanha.

 

A TUR4all vai estar disponível em várias línguas a partir de setembro, em website e aplicação móvel. Esta aplicação não vai tornar Portugal mais acessível, mas vai informar os locais que têm essa preocupação. Todos ficaremos a ganhar...

 

Fica já prometido para próximo, um post com algumas das aplicações deste género espalhadas pelo mundo.

 

 

 

 

 

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publicado às 17:46

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A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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