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Diabetes: números e novidades

por dicasdefarmaceutica, em 06.09.18

 

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Nunca é demais falar de Diabetes. Sabem porquê? Porque continua a ser uma das doenças mais preocupantes deste século. Apesar das novidades e da grande evolução em prol da qualidade de vida dos doentes, o combate a esta doença continua a ser um dos principais desafios da próxima década.

Vou começar este post por responder a alguns leitores que não sabem porque é que já se vê tanta gente na rua com uns “autocolantes redondinhos” nos braços. Em resumo, trata-se de uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes. Com estes dispositivos, sem picadas e sem dor, o doente pode ver como vai a sua diabetes ao longo do dia. Quem quiser saber mais sobre este produto pode ver AQUI o post que fiz quando este dispositivo começou a ser comparticipado pelo SNS.

 

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Agora, vamos aos números:

Em Portugal, por dia, são diagnosticados com diabetes cerca de 200 novos casos e 500 doentes são internados nos hospitais portugueses. A prevalência estimada da diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) é de 13,3%, isto é, mais de um milhão de portugueses. A este número somam-se mais de dois milhões de pessoas com pré-diabetes. Estima-se ainda que, cerca de 44% das pessoas com diabetes esteja por diagnosticar, segundo os dados da Direção Geral de Saúde (DGS).

Em média, a diabetes mata entre dez a doze portugueses por dia, revela o último relatório nacional da DGS, divulgado no âmbito do Dia Mundial da Diabetes. Em 2040, a estimativa é que a doença afete um em cada dez adultos, em todo o mundo, cerca de 642 milhões.

Com vista ao reforço da prevenção e controlo da diabetes em Portugal durante os próximos cinco anos, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) estabeleceu, em maio de 2018, um compromisso de cooperação com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e as Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e do Algarve.  A cooperação entre a APDP, a ACSS e as ARS iniciar-se-á em janeiro de 2019, estendendo-se a 31 de dezembro de 2023, permitindo aos utentes com patologia de diabetes, identificados em cada ARS, que usufruam da oferta atual de prestação de cuidados de saúde disponibilizada pela APDP, nomeadamente consultas, tratamentos e exames.”

 

Todas as medidas de prevenção são essenciais para combater este flagelo, um verdadeiro problema de saúde, que atinge cada vez pessoas mais jovens, devido sobretudo a estilos de vida incorretos, que levam à obesidade (alimentação desadequada e falta de exercício físico).

Muito importante também é a chamada prevenção terciária, que tem como objetivo o tratamento das complicações da doença, nomeadamente, a retinopatia diabética, o pé diabético e a insuficiência renal, além de outras.

 

Só um trabalho em conjunto, feito por doentes, associações, profissionais de saúde e governo, poderá mudar os números que referi acima. Também muito importante é a formação dos mais novos, dada na escola e aos educadores. Ainda hoje li um artigo que referia que 49% dos portugueses apresentam níveis limitados de literacia em saúde. Muita coisa tem que mudar.

Espero poder estar aqui a escrever em 2023 os números referentes ao sucesso do programa que vai ter o seu início em janeiro de 2019.

Vamos todos trabalhar no combate à Diabetes!

 

 

 

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publicado às 15:48

Vamos aprender a viver com os mosquitos

por dicasdefarmaceutica, em 03.07.18

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Escrevi este artigo para a revista Inominável, mas queria partilhá-lo também aqui no blog. Cá vai ele:

 

É só a temperatura começar a subir e começam eles a zumbir nos nossos ouvidos. Malvados mosquitos! Porque é que só aparecem no calor? Porque é que picam mais umas pessoas do que outras? Como é que nos podemos proteger?

Vou tentar responder a estas perguntas, pois quando começa o verão ou quando viajamos para algumas zonas do planeta, é inevitável o contacto com estes seres.

Uns mais agressivos, outros a deixar marcas mais ou menos profundas e outros até mortais, o melhor mesmo é prevenir e aprender a lidar com eles.

 

 ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE OS MOSQUITOS

- Os mosquitos machos não picam. Neste caso, as “más da fita” são as fêmeas que, para que os ovos amadureçam, necessitam de alguns nutrientes, alguns deles presentes no sangue. É por isso que são “elas” que andam atrás de nós. Os machos alimentam-se dos nutrientes das plantas.

- Sabem porque é que existe aquele zumbido insuportável? Porque algumas asas dos mosquitos chegam a bater trezentas vezes num segundo. Que horror e que canseira!

- Os mosquitos têm diferentes horários. Por exemplo, aqueles que transmitem a Malária são mais ativos do entardecer ao amanhecer, os que transmitem o Dengue são mais ativos durante o dia e os que transmitem o Zika gostam das primeiras horas da manhã e das últimas da tarde, evitando as horas de sol forte.

- O desenvolvimento dos mosquitos passa por quatro etapas: ovo, larva, pupa e mosquito adulto.

- Existem mais de 2500 espécies de mosquitos.

 

PORQUE É QUE OS MOSQUITOS SÓ APARECEM COM O CALOR?

O que acontece é que a grande maioria dos mosquitos morre porque não suportam as baixas temperaturas. Os poucos sobreviventes reduzem a sua atividade.

No tempo frio, as fêmeas diminuem a produção de ovos e, como são “espertinhas” evitam voar para economizar energia e manter o próprio corpo aquecido.

Os machos, não menos espertos, recolhem aos abrigos durante o inverno à espera de um clima mais favorável.

 

PORQUE É QUE OS MOSQUITOS PICAM MAIS UMAS PESSOAS DO QUE OUTRAS?

Isto tem muito a ver com o odor de cada pessoa. Existem dois compostos que atraiem os mosquitos: o dióxido de carbono que exalamos e o ácido láctico libertado pelo corpo.

Percebe-se assim porque preferem umas pessoas a outras, dependendo dos cheiros do hálito e do suor de cada um.

Mais recentemente, algumas investigações apontam também para uma explicação desta preferência relacionada com os genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais os genes específicos envolvidos nesta escolha dos mosquitos.

 

COMO É QUE NOS DEVEMOS PROTEGER DOS MOSQUITOS?

- Aplicar repelente nas áreas expostas do corpo (braço, pernas, tornozelos, pescoço e face), evitando o contacto com as mucosas ou zonas sensíveis da pele.

- O repelente deve conter DEET, IR3535 ou ICARIDINA. 

DEET: na União Europeia a utilização deste composto químico (N,N-dietilmetatoluamida) não pode ser superior a 20 por cento. Este produto só deve ser usado em crianças com mais de 3 anos.

IR3535: este composto químico (Etilbutilacetilaminopropionato) é seguro para grávidas, sendo indicado para crianças dos 6 meses aos 2 anos, mediante orientação do médico.

ICARIDINA: tem uma ação mais prolongada do que os repelentes à base de DEET e pode ser utilizado por crianças a partir dos 2 anos.

Em cada família, uns são sempre mais "docinhos" do que outros e a eficácia de cada repelente é diferente de pessoa para pessoa.

- Renovar a aplicação do repelente cada 3 a 4 horas. 

- Se usar protetor solar ou maquilhagem, o repelente deverá sempre ser o último produto a aplicar.

- Preferir vestuário de cores claras e de fibras naturais, protegendo o mais possível a superfície do corpo (mangas compridas, calças e sapatos fechados).

- Aplicar repelente ou insecticida com Permerina no vestuário e nas redes mosquiteiras.

- Sempre que possível, usar ar condicionado e/ou dormir com rede mosquiteira.

- Manter as portas e as janelas fechadas. Se estiver num local com uma luz exterior, ligar só essa luz, pois aí estarão as osgas "concentradas e focadas" na caça aos mosquitos. Não gosto muito de osgas, mas tenho que concordar que são muito úteis em determinadas situações.

- Sprays insecticidas, difusores eléctricos ou serpentinas e pulseiras com repelente, poderão ter um efeito complementar. As pulseiras com citronela (também existem para o tornozelo) costumam ser um bom complemento no ataque aos mosquitos.

 

O clima quente e as chuvas favorecem o desenvolvimento em todos os estágios dos mosquitos, por isso, consoante a altura do ano e a zona para onde viajamos, assim devemos adequar as medidas de prevenção. É sempre aconselhável ir a uma consulta do viajante, fazer todas as prevenções aconselhadas e seguir o aconselhamento sobre as medidas adequadas a cada zona e a cada situação.

 

Os mosquitos, além de incomodarem e causarem picadas, são transmissores de muitas doenças, muitas delas sem vacina nem tratamento.

Basta pensarmos em doenças como a Malária, o Dengue e o Vírus ZIca, entre outras, para vermos a perigosidade destes seres. Podemos, claro está, fazer a prevenção da malária, mas para outras doenças, nem prevenção medicamentosa existe. Todas as vacinas aconselhadas devem ser feitas (febre amarela, encefalite japonesa, etc...) e nem por um segundo devemos duvidar da eficácia das mesmas.

 

Mais de 750 mil pessoas morrem anualmente no mundo por causa de picadas de mosquitos.

A prevenção é a única forma de nos protegermos contra estes animais, que são aqueles que mais matam no mundo.

 

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publicado às 08:39

 

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As doenças cardiovasculares são das que mais nos preocupam e andamos sempre a tentar arranjar mecanismos para a sua prevenção. Exercício físico e alimentação cuidada estão no topo da lista das medidas preventivas. Que exercício? Quais os melhores alimentos para incluir na dieta diária? 

Um estudo recente realizado na China e publicado na revista Heart refere que o consumo diário de um ovo pode reduzir significativamente o risco das doenças cardiovasculares.

Tinha que falar disto, pois adoro ovos e acho que é mesmo dos alimentos mais consensuais e mais fáceis de preparar. Que tal um ovo cozido partido numa tigela de sopa? Ou misturado na salada? Nada mais fácil. Também para levar em qualquer marmita é um alimento de eleição...

 

Neste estudo foram analisados os hábitos de consumo de cerca de meio milhão de chineses entre os 30 e os 79 anos.Os participantes no estudo que consomem ovos viram o risco de doença cardiovascular diminuir 18% e o de AVC reduzir 26%. O consumo diário de ovos levou também a uma redução de 25% no risco de cardiopatia isquémica.

Trata-se de um estudo apenas de observação, mas o tamanho da amostra faz com que seja significativo.

 

Há muita gente que tem medo de comer ovos por causa do colesterol. É verdade que os ovos (a gema) têm colesterol, mas quando consumidos moderadamente (um por dia), não são eles os “maus da fita” neste campo. Convém escolher também a melhor forma de os cozinhar. Claro que um ovo estrelado ou mexido, ao qual se adiciona a gordura durante o processo, fará pior do que um ovo cozido ou escalfado.

 

O ovo pode ser incluído em qualquer refeição do dia e contém apenas 75 calorias. Parece que que estou a fazer propaganda aos ovos, mas é só mais uma dica para manter a boa saúde e prevenir a doença. Foi ”o minuto do bem”, como diria a nossa amiga Bélinha nas “Manhãs da Comercial”.

 

 

 

 

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publicado às 16:26

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Foi este o lema da campanha deste ano para assinalar o Dia Mundial da Hipertensão, que se comemorou no passado dia 17 de Maio.

No sentido de dar continuidade ao objetivo de conhecer os valores de pressão arterial (PA) dos portugueses, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) associou-se pela primeira vez, ao maior registo mundial de Hipertensão Arterial (HTA), o May Measurement Month (MMM - Maio, o Mês da Medição).

O MMM é o nome da iniciativa da International Society of Hypertension (ISH), apoiada pela World Hypertension League (WHL), que tem como objetivo continuar a sensibilizar a população para a necessidade de medir a sua pressão arterial.

De acordo com a informação da SPH, os centros envolvidos nesta iniciativa foram: o Centro de Saúde São João da Madeira, Hospital Egas Moniz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, Hospital Garcia da Orta, Hospital Pêro da Covilhã do Centro Hospitalar Cova da Beira, Hospital São Sebastião do Centro Hospitalar Entre Vouga e Douro.

 

A Hipertensão Arterial é uma doença silenciosa que afeta 42% dos portugueses. 70% das pessoas com mais de 65 anos sofre de hipertensão.

 

O que fazer para controlar a Pressão Arterial?

- Medir a PA frequentemente (os valores devem ser inferiores a 140/90).

- Praticar exercício físico regular.

- Adotar uma alimentação saudável, com baixo teor de sal.

- Evitar o consumo de bebidas alcóolicas.

- Não fumar.

- Cumprir com rigor a medicação prescrita pelo médico.

 

Cumpre aos profissionais de saúde, nomeadamente aos farmacêuticos, a promoção de estilos de vida saudáveis, a ajuda no controlo dos valores da pressão arterial e na adesão à terapêutica.

Deve existir também, cada vez mais, a preocupação de promover terapêuticas e posologias simples e simultaneamente eficazes.

 

Peça ajuda ao seu farmacêutico! Saiba os seus valores de Pressão Arterial! 

Só sabendo os seus valores, é que pode estar controlado e ajudar o seu médico na difícil tarefa de “controlar” a sua saúde...

 

 

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publicado às 15:27

Semana Europeia da Vacinação

por dicasdefarmaceutica, em 25.04.18

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O tema “Vacinas” já foi debatido inúmeras vezes aqui no blog, mas nesta Semana Europeia da Vacinação, tinha que publicar mais um post sobre este assunto tão importante, arriscarei mesmo em dizer, talvez um dos mais importantes temas da actualidade.

A vacinação é uma das formas mais eficazes e menos dispendiosas de prevenir doenças infecciosas e como tal, deve ser uma prioridade. A opção de vacinar ou não vacinar deveria ser uma responsabilidade dos profissionais de saúde que realmente sabem sobre este assunto e não deveria ser uma opção do cidadão A ou B que tem medo por isto ou por aquilo...

Trata-se de um assunto sério de Saúde Pública e felizmente, no nosso país, o Plano Nacional de Vacinação (PNV) funciona e o não vacinar é uma excepção e não uma regra.

Vamos rever mais uma vez o que faz parte deste PNV, pois trata-se de um plano que está em constante renovação e atualização.

 

CALEDARIZAÇÃO DO PNV

 

Nascimento – Hepatite B (1.ª dose)

2 meses – Hepatite B (2.ª dose); Haemophilus influenzae b (1.ª dose); Difteria (1.ª dose), tétano (1.ª dose) e tosse convulsa (1.ª dose); Poliomielite (1.ª dose); Streptococcus pneumoniae (1.ª dose)

4 meses – Haemophilus influenzae b (2.ª dose); Difteria, tétano, tosse convulsa (2.ª dose); Poliomielite (2.ª dose); Streptococcus pneumoniae (2.ª dose)

6 meses – Hepatite B (3.ª dose) ; Haemophilus influenzae b (3.ª dose); Difteria, tétano, tosse convulsa (3.ª dose); Poliomielite(3.ª dose)

12 meses – Streptococcus pneumoniae (3.ª dose); Neisseria meningitidis C (1.ª dose); Sarampo, parotidite epidérmica, rubéola (1.ª dose)

18 meses – Haemophilus influenzae b (4.ª dose); Difteria, tétano, tosse convulsa (4.ª dose); Poliomielite (4.ª dose)

5 anos – Difteria, tétano, tosse convulsa (5.ª dose); Poliomielite (5.ª dose); Sarampo, parotidite epidérmica, rubéola (2.ª dose)

10 anos – Vírus papiloma humano (só para as meninas);

Tétano e difteria - 25, 45, 65, depois, intervalos de 10 em 10 anos. A partir dos 65 anos recomenda-se a vacinação a todas as pessoas que tenham feito a última dose de tétano e difteria há 10 ou mais anos, sendo que as seguintes doses serão administradas de 10 em 10 anos. 

Grávidas – Independentemente da idade, entre as 20 e as 36 semanas de gestação, são vacinadas contra a difteria, tétano e tosse convulsa, uma dose por gravidez.

 

Existem outras vacinas não menos importantes, mas que não fazem parte deste PNV. Uma das mais importantes é a da Meningite B, já incluída no PNV de outros países e que continua a faltar no nosso. Trata-se de uma doença grave, sobretudo nos bebés e que só pode ser prevenida pela vacinação. O que é que estamos à espera? Dinheiro? É grave!

 

VACINAS RECOMENDADAS FORA DO PNV

 

- Vacina contra a doença pneumocócica: previne contra situações de bacteriemia, pneumonia e meningite bacteriana. A sua toma é recomendada a partir dos dois meses de vida e pressupõe uma a quatro doses;

- Vacina contra rotavírus: protege contra a gastroenterite aguda, comum nos primeiros anos de vida. Envolve três tomas e deve ser administrada entre as seis e as 32 semanas;

- Vacina contra a varicela: ainda que seja benigna, a varicela é contagiosa e é frequente na infância. É provocada pelo vírus da varicela-zóster, agente causador de infeções bacterianas como a pneumonia ou encefalite. A vacina é administrada dos 12 meses aos 12 anos, em duas doses, com intervalo de 30 dias. Sob prescrição médica pode ser aplicada na adolescência e idade adulta;

- Vacina contra a hepatite A: a hepatite A, na infância, é por norma benigna, e os sintomas apenas ocorrem em 30% das crianças com menos de seis anos. No entanto, a infeção dela decorrente pode resultar em hepatite aguda. A vacina pode ser efetuada a partir dos 12 meses em duas doses intervaladas de seis a 12 meses;

- Vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) nos rapazes: altamente contagioso, o HPV pode ser transmitido durante o contacto íntimo de pele com pele entre pessoas em que pelo menos uma esteja infetada. A toma da vacina, no caso dos rapazes, é recomendada entre os nove e os 13 anos e consiste em duas doses, intervaladas por seis meses. Em maiores de 14 anos, a vacina consiste em três doses intervaladas com intervalo de zero, dois e seis meses;

- Vacina contra a gripe: recomendada para maiores de 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com seis ou mais meses de idade, grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, sendo gratuita nos casos referidos.

 

Os benefícios da imunização estão amplamente comprovados. A vacinação é responsável por erradicar por completo diversas doenças e por impedir anualmente milhões de mortes em todo o mundo.

Hoje vi este cartaz da Organização Mundial de Saúde. Acho que diz tudo. Como é que algumas pessoas ainda se questionam da eficácia das vacinas?

  

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publicado às 07:52

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A gonorreia é uma doença transmitida por via sexual. 78 milhões de pessoas são infetadas com esta doença em todo o mundo. Através de sexo oral, vaginal ou anal, a bactéria Neisseria gonorrhoeae infeta os órgãos genitais, o recto e a garganta. 

 

Um homem ficou infetado com esta superbactéria na sequência de relações sexuais não protegidas com uma mulher, durante uma viagem ao Sudeste Asiático e o tratamento tem-se mostrado ineficaz. Pela primeira vez, um paciente apresentou resistência à combinação dos antibióticos azitromicina e ceftriaxona. Seguiram-se tratamentos com outros antibióticos e o resultado foi o mesmo.

Põe-se em causa o tratamento de uma doença que, não tratada, pode levar à morte. O controlo desta doença preocupa toda a comunidade científica a nível mundial.

 

Após este trágico caso, um grupo de investigadores da universidade australiana de Monash fez novas descobertas que trazem esperança para novos tratamentos.

Este novo estudo, publicado na PLOS Pathogens, concluiu que “a versão superbactéria da gonorreia cria minúsculas vesículas revestidas por membranas que atacam as células do sistema imunitário, induzindo-as aos suicídio. Uma vez livre dessas guardiãs, a Neisseria gonorrhoeae tem caminho livre” para avançar, resistindo assim a qualquer tratamento com os usuais antibióticos.

A compreensão deste mecanismo representa uma nova esperança para um tratamento alternativo que impeça o sistema imunitário de se deixar assim ultrapassar pela superbactéria. 

 

Até que um novo tratamento seja posto no mercado, convém lembrar que a gonorreia pode ser prevenida com simples medidas de proteção e sexo seguro, como o uso de preservativo em qualquer tipo de contacto sexual, seja ele vaginal, anal ou oral.

 

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publicado às 11:56

Eutanásia, Ortotanásia e Distanásia - Significado

por dicasdefarmaceutica, em 08.02.18

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A aprovação da Lei sobre “despenalização da morte assistida” está outra vez na ordem do dia e a confusão está de novo instalada.

Este é um assunto muito sensível e só quem já acompanhou o sofrimento no final da vida de familiares mais próximos é que sabe do que estou a falar.

 

Independente das leis serem ou não aprovadas, eu sei o que gostaria para a minha vida, ou melhor, para o meu fim de vida. Sei que o que é importante para mim é a qualidade e dignidade da minha vida e não a quantidade da mesma. Para quê viver mais uns meses sem qualidade? Tenho também a certeza que, quando as coisas se começam a complicar, os chamados “Cuidados Paliativos” prestados por quem realmente sabe, são cruciais para um final de vida com dignidade e sem sofrimento.

 

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) merece todo o meu respeito e admiração, pelo que deixo aqui integralmente a tomada de posição desta Associação sobre as últimas declarações públicas no âmbito do tema “Eutanásia e Suicídio Medicamente Assistido”.

 

“Os corpos gerentes da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, consideram que:

1 - Se reconhece a APCP como entidade que, desde o inicio deste debate, se tem pautado pela moderação e responsabilidade nas suas intervenções públicas;

2 - A APCP, instituição representante de profissionais em Cuidados Paliativos e firme defensora dos Doentes, Famílias e Cuidadores, não pode compactuar com declarações que, de forma mais ou menos deliberada, promovam equívocos que enviesem o debate atual;

3 - A argumentação pró legalização da eutanásia / suicídio assistido, ainda que aceitável no livre exercício da opinião de cada um não deve nunca ser utilizada como solução contra as práticas médicas e assistenciais inadequadas, artificiais e erradas no fim de vida, tal como a distanásia, contrárias aos princípios da medicina e ao interesse da pessoa assistida;

4 - A confusão entre estes dois procedimentos, por tantas vezes ser usada, parece propositada: uma coisa é executar a morte de um doente a pedido (eutanásia), outra é admitir que a sustentação artificial da vida não se deve prolongar (ortotanásia), deixando que sobrevenha a morte natural a alguém;

5 - É igualmente grave confundir a morte medicamente assistida e a verdadeira assistência médica para atenuar o sofrimento, realizada por profissionais tecnicamente habilitados. Está a primeira em clara colisão com as leis deontológicas da medicina em Portugal, assim como do ato médico;

6 - É de todo o interesse público que as suspeitas levantadas pelos intervenientes - responsáveis por instituições de alta relevância social e administradores por inerência de unidades hospitalares privadas – sejam investigadas e corrigidas por quem de direito;

Assim, reiteramos que:

1- Todos os intervenientes neste debate adotem uma posição pública responsável, de exemplar cidadania, utilizando a sua grande relevância junto da comunicação social com o objetivo de esclarecer em detrimento de confundir os nossos concidadãos;

2- As entidades responsáveis, tanto públicas como privadas, adotem medidas urgentes de reforço de formação e capacitação no fim de vida, particularmente no combate à distanásia ou outras práticas que em nada dignificam o fim de vida de cada um;

3- Os Senhores Bastonários das Ordens Profissionais indiretamente alvo destas declarações, adotem posições públicas no sentido de refutar as afirmações proferidas.

4- A APCP, no sentido de contribuir para o retomar do debate com discernimento e cidadania, solicitará ao Sr. Presidente da República uma audiência, assim como ao Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos e à Sr.ª Bastonária da Ordem dos Enfermeiros.“

 

Só para resumir e para não haver confusões, aqui fica um pequeno dicionário:

Eutanásia - executar a morte de um doente a pedido; trata-se do chamado suicídio assistido.

Ortotanásia - admitir que a sustentação artificial da vida não se deve prolongar, permitindo ao doente uma morte digna, sem sofrimento.

Distanásia - prática para prolongar, através de meios artificiais e desproporcionais, a vida de um doente incurável.

 

Cada um é livre de ter a sua opinião, mas se tivermos bem presentes o que são os três conceitos anteriores, duvido que alguém queira sofrer ou submeter os seus entes queridos a práticas artificiais para prolongar o seu sofrimento. Se pensarmos em ortotanásia e não em eutanásia (palavra que assusta tanta gente), talvez tudo faça mais sentido...

 

 

 

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publicado às 12:15

Claro que a Cafeína faz bem!

por dicasdefarmaceutica, em 18.01.18

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Não é preciso arranjar desculpas para fazer um “coffee break” para beber um cafezinho. Afinal é mesmo verdade, a cafeína faz bem à saúde.

 

Já falei AQUI num dos benefícios da cafeína no combate à depressão, mas parece que esta não é a única vantagem deste ingrediente cujo consumo nos dá tanto prazer e que é o pretexto para tantos encontros. “Vamos combinar um cafezinho” é uma frase que dizemos tantas vezes e que nos faz tão bem à saúde. Vamos lá saber por quê...

 

Está provado que a cafeína tem efeitos benéficos no nosso organismo, a curto e a longo prazo. Vamos só ver alguns deles.

 

Efeitos benéficos da cafeína a curto prazo:

- Aumenta a energia e o bem-estar.

- Ajuda a manter o ritmo circadiano. Ter o ritmo diário desregulado pode levar a perturbações do sono, a aumento de peso e a problemas do foro mental. A cafeína, quando consumida sobretudo da parte da manhã, ajuda a regular este ritmo.

- Melhora a concentração.

 

Efeitos benéficos da cafeína a longo prazo:

- Diminui a probabilidade de contrair doenças degenerativas, como Alzheimer ou Parkinson.

- Protege as células da retina. A isquemia da retina é uma complicação associada às doenças degenerativas da retina, que pode levar à perda de visão ou até mesmo à cegueira. Atualmente esta patologia não tem cura, mas segundo a investigadora Ana Raquel Santiago da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, os resultados da sua investigação são promissores neste campo e a cafeína, como antagonista dos receptores de adenosina, pode dar uma ajuda nestes casos (estudo publicado no jornal online Cell Death and Disease). O fármaco envolvido neste estudo chama-se istradefilina.

 

Há cientistas que defendem que o ideal é o consumo de 3 a 4 chávenas de café por dia, ainda que o efeito da cafeína varie de pessoa para pessoa.

 

Não há dúvidas, a cafeína faz bem! Cuidado ao consumi-la juntamente com álcool ou bebidas energéticas, pois aí sim, pode ser prejudicial!

Como tudo o que é em excesso, também a cafeína faz mal. Se beber 100 chávenas de café num dia (o equivalente a 10 gramas de cafeína) pode até morrer por causa do “cafézinho”!

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publicado às 11:28

A cadelinha Lia vai ajudar um menino autista em África

por dicasdefarmaceutica, em 15.01.18

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A Lia é o primeiro cão de assistência certificado pela Associação Portuguesa de Cães de Assistência (APCA) a ser entregue em território africano. 

A APCA é a única associação portuguesa que certifica cães de assistência para pessoas com determinadas doenças. Já falei AQUI de cães de assistência para diabéticos, mas estes nossos amigos podem ajudar noutras patologias, e o autismo é uma delas.

 

Provavelmente já ouviram falar do livro que relata a vida primeiro cão de assistência entregue a uma criança autista em Portugal. Chama-se Sinatra o cão que mudou a vida do pequeno Miguel.

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“O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.” É sobretudo nesta interação e comportamento social da criança que estes cães de assistência podem ajudar. A criança, com o seu amigo por perto, irá sentir-se mais confiante e seguro para enfrentar o mundo com um olhar diferente.

 

Neste momento, a Lia já está em Luanda com o seu novo amigo, um menino de 5 anos que é autista. Foi a família que solicitou à APCA o treino de um cão para acompanhar o menino. Assim como o Sinatra, a Lia vai ter a sorte de poder ajudar um menino a crescer de uma forma mais confiante, mais autónoma e mais feliz.

A Lia tem apenas 5 meses, mas já aprendeu muita coisa. Vão poder crescer os dois e ajudarem-se mutuamente.

 

Foi Rui Relvas, o presidente da APCA, que foi a Angola entregar a Lia à sua nova família. Que sorte! Vou tentar seguir  a APCA e esta família, para vos poder contar como está a evoluir esta amizade.

 

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publicado às 21:04

Terei gripe ou estarei só constipado?

por dicasdefarmaceutica, em 19.12.17

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Escrevi um artigo para a revista Inominável que vou partilhar aqui convosco, pois está a ser a pergunta da semana nos balcões das nossas farmácias.

 

Chegou o frio e com ele as tão temíveis doenças de inverno. Nunca sabemos bem, terei gripe ou estarei só constipado? Vamos lá tirar umas dúvidas.

A constipação é normalmente uma situação mais comum e menos grave do que a gripe.

 

A constipação é uma doença infecciosa viral do aparelho respiratório superior, que afeta sobretudo a cavidade nasal. Existem mais de 200 vírus associados às causas da constipação, sendo os mais comuns os rinovírus.

Quais são os sintomas da constipação?

- Fadiga ligeira

- Dores de cabeça ligeiras

- Tosse ligeira

- Nariz entupido

- Garganta irritada

- Espirros

- Raramente dá febre

- Normalmente dura 3 ou 4 dias

 

A gripe é uma doença causado por um vírus (Influenza)  que é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da tosse e  espirros, mas também por contacto direto, por exemplo, através das mãos.

Quais são os sintomas da gripe?

- Cansaço

- Febre elevada

- Dores de cabeça fortes

- Tosse persistente

- Dores musculares e articulares

- Nariz entupido

- Garganta inflamada

- Espirros

- Pode durar 3 ou 4 semanas

 

Como podem observar, muitos dos sintomas são semelhantes, daí a confusão entre estas duas doenças de inverno. Convém sempre desconfiar de uma constipação muito prolongada no tempo...

Quase toda a gente já teve constipada mas felizmente, muitos de nós nunca tiveram gripe. 

 

A grande vantagem da gripe é que pode ser prevenida através da vacina. Esta é aconselhada a pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, a doentes crónicos e imunodeprimidos, a grávidas, aos profissionais de saúde e a crianças e jovens internados em instituições. Se pertence a algum destes grupos, ainda vai a tempo: até ao final do ano, pode levar a vacina da gripe. Lembre-se que a vacinação é a melhor prevenção!

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 Existem também algumas medidas muito simples para prevenir estas duas doenças:

- Lavar as mãos frequentemente

- Tocar o menos possível em objetos públicos (puxadores de portas, corrimões, transportes públicos, etc...)

- Evitar tocar com as mãos sujas nos olhos, nariz e boca

- Beber muita água (1,5 litros por dia)

- Fazer uma alimentação saudável, ingerindo alimentos ricos em proteínas e vitaminas

- Fazer exercício físico

- Dormir bem

- Evitar mudanças bruscas de temperatura

- Evitar grandes ajuntamentos, sobretudo em recintos fechados (centros comercias, inclusive)

- Melhorar a circulação de ar, abrindo as janelas

- Proteger o nariz e a boca enquanto espirra ou tosse

- Usar lenços descartáveis. 

- Evitar bebidas alcóolicas

- Não fumar 

 

Parece uma lista muito grande de conselhos, mas todos são importantes para passar um inverno com saúde e para aproveitar esta época do ano da melhor forma. Também há muita coisa boa para fazer no inverno: passear, conviver à volta da fogueira com os amigos, fazer desportos de inverno e ter um Feliz Natal, cheio de Saúde!

 

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publicado às 09:34

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