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A Diabetes é uma doença que afeta cerca de 13,3% da população portuguesa, com idade compreendida entre os 20 e os 79 anos. Trata-de uma “epidemia” a nível global, pois, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o número de adultos com Diabetes quadruplicou em quatro anos, chegando a 422 milhões de casos. Em Portugal e no mundo, combater a Diabetes é um dos grande desafios desta década.

 

Quando falamos de Diabetes, referimo-nos a dois tipos:

- Diabetes Tipo 1

Neste caso, o pâncreas não produz insulina. Todas as pessoas podem desenvolver este tipo de diabetes, mas ela ocorre geralmente em crianças e adultos abaixo dos 30 anos de idade. Normalmente são pessoas magras e o tratamento passa sempre por administração de insulina.

- Diabetes Tipo 2

Neste caso, a insulina produzida pelo pâncreas não é suficiente ou não age de forma adequada para diminuir o nível de açúcar no sangue. É o tipo de diabetes mais comum, aparecendo com mais frequência nos adultos (acima dos 40 anos) e em pessoas que têm familiares com diabetes tipo 2. Está muito relacionado com a obesidade, aparecendo cada vez mais em gente mais jovem. O tratamento envolve o consumo de diferentes classes de medicamentos e a mudança do estilo de vida.

 

Ser diabético não é tarefa fácil, mas ser médico de diabéticos também é uma difícil missão. A diabetes não dói, e por esse motivo, até chegarem os primeiros sintomas (geralmente relacionados com as complicações da doença), não é fácil convencer os doentes a fazer o tratamento e, sobretudo, a mudar o estilo de vida. Nesta doença em particular, o doente tem que ser um parceiro na decisão do tratamento a seguir e as diferentes decisões devem ser sempre partilhadas.

O diabético, quando lhe é diagnosticada a doença, acha sempre que é o “fim do mundo” e que está condenado até ao fim da vida a uma dieta monótona e sem sabor. Tal não corresponde à verdade, pois o segredo está em saber escolher, preparar, cozinhar e combinar os vários alimentos, de forma a ter uma alimentação equilibrada. A vida sedentária também é inimiga da diabetes e a prática de exercício físico é fundamental.

 

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Sabe-se que há uma relação estreita entre o consumo de açúcar e a Diabetes tipo 2 e os docinhos devem ser eliminados ou reduzidos na dieta. Segundo as recomendações, nas pessoas saudáveis, o consumo de açúcar por dia, não deve ultrapassar as 6 colheres de chá. Se pensarmos que um refrigerante pode equivaler a 10 colheres de chá de açúcar, podemos imaginar os exageros praticados neste campo...

 

Outra tarefa que os diabéticos não gostam nada é das várias picadas diárias nos dedos para saberem os seus valores de glicémia. Esta parte está já a ser resolvida e os novos sensores (FreeStyle Libre) já permitem que muitos diabéticos (sobretudo os tipo 1) saibam os seus valores sem recorrer às picadas. Medir os níveis de glicose sem picar os dedos todos os dias, sem tiras de teste e sem sangue é o sonho de qualquer pessoa portadora desta doença. Este sonho já é uma realidade.

 

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Quando falamos da Diabetes, temos que falar de Pré-Diabetes e de prevenção. Afinal, o que é a pré-diabetes? Não é propriamente um diagnóstico de uma doença, mas é um alerta para o risco de vir a contrair diabetes tipo 2 nos próximos anos. E quando falamos de anos, podem ser dois, cinco ou até dez anos.

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão à diabetes (pré-diabético) quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicosilada (HbA1c), além de tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicosilada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente em pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

A carga genética e a idade não são fatores modificáveis, por isso, contra esses, nada podemos fazer. Mas mudar o estilo de vida está ao alcance de todos: exercício físico e alimentação equilibrada são fulcrais para prevenir a diabetes e fazer com que os pré-diabéticos fiquem assim apelidados toda a sua vida.

 

Combater a Diabetes, sobretudo através de programas de Prevenção, é um dos grandes desafios dos próximos anos. Saiba os seus valores e opte por um estilo de vida saudável!

 

 

 

 

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publicado às 08:37

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Já ouviram falar da iniciativa “Fast Track Cities”. São“cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH”.

Esta iniciativa, lançada pela Declaração de Paris em 2014, no dia mundial da luta contra a SIDA, é uma rede de parceria mundial de cidades com quatro entidades principais: Associação Internacional de Prestadores de Cuidados no Âmbito da SIDA (IAPAC), Programa Conjunto das Nações Unidas para o VIH/SIDA (ONUSIDA), Programa específico das Nações Unidas para a Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (UN-HABITAT) e a cidade de Paris, entre outros parceiros técnicos locais, nacionais e internacionais, responsáveis pela sua execução.

Em 29 de maio de 2017, Lisboa, Porto e Cascais assinaram a Declaração de Paris através dos Presidentes das respetivas Câmaras Municipais. No passado dia 10 de outubro, mais Sete municípios portugueses – Almada, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra e Portimão – assinaram na Assembleia da República, a Declaração de Paris, juntando-se à iniciativa internacional Fast Track Cities

Portugal passa a contar com 10 municípios aderentes, tornando-se o primeiro «Fast Track Country».


Ao assinarem a declaração, estas cidades comprometem-se a atingir as metas 90-90-90 até 2020, segundo as quais 90% das pessoas que vivem com VIH sejam conhecedoras do seu diagnóstico, 90% dos diagnosticados estejam em tratamento antirretrovírico e 90% das pessoas em tratamento apresentem, sustentadamente, carga vírica suprimida.

As cidades envolvidas terão ainda como objetivos, remover as barreiras de acesso aos serviços de prevenção, seguimento e tratamento das pessoas infetadas por VIH, para eliminar o estigma e a discriminação em complementaridade com os organismos governamentais, a sociedade civil, a academia e as pessoas infetadas e afetadas por VIH.

 

Dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por HIV nas farmácias portuguesas

A dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por VIH nas nossas farmácias já começou. Primeiro em Cascais, mas rapidamente alargada a todo o país: Lisboa, Porto, Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra.

A execução destes testes na farmácia não requer prescrição médica e a confidencialidade e privacidade dos doentes devem ser sempre salvaguardadas. A importância da execução destes testes num espaço de tão fácil acesso é a possibilidade de ter o diagnóstico precoce da infeção, o que se revela o primeiro passo para o sucesso do tratamento. A decisão de fazer o teste é muitas vezes adiada por medo, vergonha e estigmas, que podem ser atenuados pela confidencialidade que se impõe quando se dispensa este teste nas farmácias.

Em todo o circuito, se o utente não se quiser identificar não se identifica, portanto pode fazer o teste sem ser necessário nunca dar os seus dados pessoais. Só se for reativo, aquando do contacto com a linha SNS 24 para marcar a consulta (hospitalar) aí é que tem de se identificar.

Um teste reativo não significa necessariamente um teste positivo e, portanto, há que explicar muito bem ao utente o que está aqui em causa e depois, naturalmente, orientá-lo através da linha SNS 24 para a instituição hospitalar onde se vai confirmar ou não o diagnóstico e depois fazer o seguimento.

As farmácias envolvidas já tiveram formação, pois não só a execução do teste é importante, mas também o aconselhamento pré e pós teste, pois trata-se de um assunto que tem que ser tratado de uma maneira rigorosa e uniforme em todo o país.



O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou ainda o compromisso do Governo de, até ao final do ano, passar a disponibilizar testes que podem ser vendidos nas farmácias e feitos em casa. 

A proposta legislativa que avança com a possibilidade dos testes em casa já foi aprovada em Conselho de Ministros e promulgada pelo Presidente da República.

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publicado às 09:52

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

por dicasdefarmaceutica, em 13.10.18

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Assinala-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Já escrevi várias vezes sobre a importância destes Cuidados, mas não poderia deixar passar este dia sem falar das iniciativas e dos objetivos propostos para esta “História”que vai sendo escrita por tanta gente e por tantas entidades.

 

No âmbito do Mês dos Cuidados Paliativos, que se comemora em Outubro, a APCP (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) irá lançar uma campanha com o mote "Vamos continuar a escrever esta história" que versa sobre a desmistificação dos cuidados paliativos e dos cuidados paliativos pediátricos como cuidados de fim de vida.

“A campanha "Vamos continuar a escrever esta história" pretende elucidar sobre o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento, promovendo a melhor qualidade de vida possível para a pessoa e criança doente e sua família, e ainda reconhecer a importância dos cuidadores no processo de doença crónica, complexa e limitante. É errado pensarmos que estes cuidados só deverão ser aplicados na fase terminal de um doente. Os cuidados paliativos devem ser parte integrante no processo de cura e tratamento de uma doença, desde o seu diagnóstico.

Estes cuidados asseguram, para além do cuidado em saúde, estabilidade familiar, social e espiritual. Quando admitimos a necessidade de cuidados paliativos não estamos a desistir da pessoa nem do processo de cura, mas estamos a minimizar o sofrimento, a vários níveis, provocados pela doença”, explica Dr. Duarte Soares, Presidente da APCP.

 

A propósito desta Campanha serão realizadas várias iniciativas, entre as quais o IX Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, a realizar entre 25 e 27 de Outubro na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto; um peditório público a decorrer nas Farmácias Holon (de 15 de outubro a 30 de novembro); e a venda de uma mascote, o porta-chaves Palis, por 5 euros, em vários pontos do país, nomeadamente em 124 Farmácias Holon e no Centro Comercial Dolce Vita, em Lisboa, no Espaço Solidário, entre os dias 4 e 7 de outubro, e ainda via online através do site institucional da APCP (ver AQUI).

 

As ações propostas para esta Campanha estão de acordo com o lema internacional “BECAUSE I MATTER”, ou seja, têm como principal objetivo colocar a pessoa doente no centro do cuidado.  O valor angariado com o peditório público e com a venda da mascote tem como finalidade a realização de outras ações de sensibilização, de âmbito nacional, e de formações dirigidas a profissionais de saúde”, conclui o Presidente da APCP.

 

Dados sobre os cuidados paliativos em Portugal: 

Em Portugal, por ano, cerca de 89 mil pessoas necessitam de cuidados paliativos;
Cerca de 50% das pessoas referenciadas acabam por morrer sem terem acesso aos respetivos cuidados;
O nosso país continua a ter apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por cada 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a existência de uma por cada 100 mil habitantes;
Existem em Portugal pelo menos 6.000 crianças e jovens com necessidades paliativas e os centros de referenciação encontram-se essencialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto;
Os cuidados paliativos pediátricos e as áreas de referenciação existentes são ainda insuficientes face à necessidade.
 
Aliviar o sofrimento numa fase de dor intensa e permanente é dos maiores desafios da medicina. Vamos continuar a escrever esta História para nos próximos anos não escrever aqui que 50% das pessoas necessitadas deste cuidados acabam por morrer sem terem acesso aos mesmos. Como é que isto é possível em pleno século XXI?
Os Cuidados Paliativos são um Direito Humano e um Dever do Sistema Nacional de Saúde!

 

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publicado às 19:49

Vamos falar de Dermatite Atópica

por dicasdefarmaceutica, em 17.09.18
 

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“A dermatite atópica (DA), ou eczema atópico, é uma doença crónica, imunomediada e atualmente incurável, determinada por fatores genéticos e ambientais, com um impacto muito relevante na qualidade de vida dos doentes. Estima-se que afete entre 10 a 20% das crianças e entre 1 a 3% dos adultos em todo o mundo.”

 

A semana passada falou-se muito desta doença porque celebrou-se o Dia Internacional da Dermatite Atópica. No âmbito desta celebração, nasce a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP).

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A dermatite atópica é uma doença que evolui por ciclos, com alguns períodos sem sintomas que alternam com outros de maior intensidade, também conhecidos por períodos de crise ou fase aguda. Mesmo nos períodos de acalmia, os tratamentos e os cuidados com a pele nunca podem ser descuidados. Controlar todos estes períodos é fundamental para a qualidade de vida. Nos períodos de crise, o tratamento deve ser rápido e nos períodos de acalmia, a pele deve ser devidamente cuidada, mediante o uso de produtos emolientes, para reconstruir a pele e para diminuir a secura da mesma, além de outras medidas, muitas delas dependentes de cada pessoa.

 

As terapêuticas mais utilizadas tratam apenas os sintomas e não a doença em si, restaurando a barreira da pele, minimizando o agravamento da doença, reduzindo o seu grau e duração e diminuindo o surgimento de crises.

 

Trata-se de uma afeção benigna, não contagiosa, que na maioria dos casos, surge nos primeiros anos de vida, mas que pode surgir em qualquer idade.

Não é tarefa fácil ter que enfrentar esta doença, pois o incómodo que causa pode afetar grandemente o dia-a-dia e a auto estima do doente. Por se tratar de uma doença benigna, nunca deve ser menosprezada.

A qualidade de vida destas pessoas deve ser cuidada, preferencialmente com a ajuda de dermatologistas, desde os primeiros anos ou desde que aparecem os primeiros sinais da doença.

 

Não sofra sozinho! Fale da doença ao seu médico, siga os seus conselhos e peça ajuda ao seu farmacêutico para que a sua pele esteja cuidada durante todo o ano! Agora também já tem uma Associação (ADERMAP) com a qual pode partilhar as suas dúvidas a sua experiência.

 

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publicado às 18:48

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Ontem foi o Dia Mundial do Dador de Medula Óssea, e arrancou a campanha “Eu sou compatível”. O objetivo da iniciativa pretende chamar atenção para a importância de ser dador de medula.

“Se for compatível pode salvar uma vida”!

O transplante de Medula Óssea é muitas vezes a única solução para tratar a Leucemia de alguém que luta pela vida. Temos que ser muitos a fazer parte da base de dados de Dadores de Medula para que, em qualquer momento se encontre alguém compatível com alguém.

Principais condições para se inscrever como potencial Dador de Medula óssea:

  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Peso mínimo de 50kg;
  • Altura superior a 1,5m;
  • Ser saudável;
  • Nunca ter recebido transfusões após 1980;

Como pode tornar-se Dador?

Registar-se como potencial Dador de Medula óssea implica apenas preencher um impresso e tirar uma pequena amostra de sangue, nada mais.


Só uma ínfima quantidade de potenciais Dadores tem o privilégio de ser "activado" e realmente poder salvar uma vida.
O potencial dador pode, em qualquer momento, desistir do processo.

A decisão de se registar como Dador deve portanto ser uma decisão totalmente voluntária, ponderada e consciente para não causar falsas expectativas em doentes necessitados.

 

Uma vez registado como potencial dador poderá ser chamado para salvar alguém até aos 55 anos de idade.

  • É necessário apresentar o BI/cartão de cidadão quando se vai inscrever como dador;
  • Preenche-se formulário disponível nos locais de recolha móvel ou nos locais de recolha permanente.
  • No local de recolha, é-lhe retirada uma pequena amostra de sangue (12 ml) que posteriormente é analisada;
  • Feita a recolha de sangue, passa automaticamente a integrar a Base Nacional de Dadores de Medula Óssea (CEDACE) e a Base Mundial: BMDW, Bone Marrow Donors Worlwide;
  • Em qualquer altura poderá ser contactado pelo CEDACE para teste adicionais, caso seja compatível com algum doente que necessite de transplante, em Portugal ou no estrangeiro.

Para saber mais todo este processo e sobre os locais de recolha consulte AQUI o site da APCL (Associação Portuguesa Contra a Leucemia)!

 

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 Esta campanha foi feita pela agência Allby em colaboração com a APCL

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publicado às 09:51

Mortes por cancro chegarão aos 9,6 milhões em 2018

por dicasdefarmaceutica, em 13.09.18

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Estas são as previsões avançadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano.

A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Cancro (IARC) disse que as previsões apontam para 18,1 milhões de novos casos de cancro em 2018. O IARC disse que este aumento de números de casos de cancro se deve a vários fatores, como o desenvolvimento social e económico e a populações maiores e mais velhas.

 

Segundo o mesmo relatório, o cancro do pulmão é a principal causa de mortes por cancro em todo o mundo. Assim como o cancro da mama, o cancro do pulmão também está entre as maiores causas de casos novos da doença.

O cancro colorretal é o terceiro tipo mais diagnosticado, seguido pelo cancro da próstata e pelo cancro do estômago.

 

Estes números assustam, mas se pensarmos bem, acaba por ser uma consequência de vivermos mais tempo: quanto mais vivemos, maior é o risco de contrair doenças.

Segundo este relatório, um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres, devem ter cancro ao longo da vida, ou seja, um em cada oito homens e uma em cada onze mulheres, vão morrer vítimas de cancro.

 

Só políticas eficientes de prevenção e deteção precoce de casos de cancro, podem controlar esta doença em todo o mundo.

Um grande exemplo de como as campanhas de prevenção podem funcionar, é a redução de casos de cancro do pulmão em homens do norte da Europa e da América do Norte, que apostaram num grande número de campanhas anti-tabaco. 

Também a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) tem vindo a fazer reduzir o número de casos de cancros do colo do útero na maioria das regiões, com exceção da África subsaariana.

 

Apostar na prevenção, através de uma alimentação equilibrada, de exercício físico, de um sono eficaz, de não fumar e de uma vacinação feita de acordo com as indicações, é o meio certo para atingir o objetivo de combate a esta doença presente em quase todas as famílias. 

O diagnóstico precoce da doença, feito sobretudo através de rastreios a toda a população na altura e idade certas, é outro meio de combater a doença. Está provado que quanto mais precoce for detetada a doença, maior é o sucesso da terapêutica instituída.

 

Os avanços no diagnóstico e no tratamento do cancro são promissores, mas o cancro está longe de ser erradicado. Vamos fazendo a nossa parte, tentando controlar os fatores externos e não faltando aos rastreios que temos ao alcance. O resto, vamos acompanhando e confiando nos desenvolvimentos da ciência...

 

 

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publicado às 17:24

Portugal é um exemplo na luta contra a SIDA

por dicasdefarmaceutica, em 05.07.18

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Muito se tem feito em Portugal na luta contra a SIDA. Desde os meus tempos de faculdade, em que o diagnóstico da doença estava a dar os primeiros passos e o tratamento era ainda uma “miragem”, que existem no nosso país alguns grupos de especialistas dedicados a esta doença. O resultado do empenho desta gente está a par do melhor que se faz no mundo no combate ao VIH. 

 

Portugal está entre o restrito grupo de países europeus com mais pessoas com VIH diagnosticadas e com mais doentes em tratamento que deixaram de transmitir a infeção, revelou hoje um responsável da Organização Mundial da Saúde (OMS). "Portugal tem feito um percurso exemplar na prevenção, detecão, tratamento e cuidados dos doentes com VIH", afirmou Masoud Dara, sublinhando que o país atingiu praticamente todos os objetivos estabelecidos no programa das Nações Unidas para o VIH/SIDA - ONUSIDA, conhecido como 90/90/90.

Portugal já atingiu dois dos objectivos: a identificação das pessoas infetadas e conseguiu que 90% dos doentes em tratamento atingissem uma carga muito indetectável, quase impossível de transmitir a infeção.

 

A média dos 53 países europeus que participam no programa revelam uma situação preocupante: apenas 69% de doentes estão identificados, a maioria não está em tratamento (58%) e apenas 36% de doentes que estão em tratamento deixaram de ser uma ameaça na transmissão do vírus. Masoud Dara aponta a situação vivida nos países da Europa de Leste como a principal razão para estas percentagens tão baixas, já que naquela região do globo a SIDA continua a ser um assunto tabu. 

Os números hoje revelados colocam Portugal ao lado de países como a Dinamarca, a Islândia, a Suécia, a Grã- Bretanha e a Irlanda do Norte. Estamos de parabéns!

 

Também as farmácias comunitárias vão colaborar, já a partir do próximo mês, para que o disgnóstico da doença seja feito o mais precocemente possível, mediante a realização do teste nas farmácias. Vai ser mais um passo para a deteção precoce e o consequente início atempado do tratamento. A SIDA tem que ser encarada sem tabus, próxima das pessoas, desde a prevenção até ao disgnóstico e ao tratamento. Vamos todos colaborar para continuarmos a ser um exemplo na luta contra a SIDA.

 

 

 

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publicado às 19:36

“VIH É: MAIS DO QUE SER POSITIVO”

por dicasdefarmaceutica, em 26.06.18

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Esta é a campanha de sensibilização que vai estar presente em 53 ginásios de todo o país. Depois de um site, de locais públicos, do cinema e da televisão, com um spot de 15 segundos a passar na SIC e na FOX, chega agora a vez dos ginásios. A campanha “VIH É: MAIS DO QUE SER POSITIVO” vai estar presente nos clubes das cadeias Holmes Place e Fitness Hut, num total de 53 espaços.

  

Esta campanha tem como público-alvo a população em geral. Pretende informar e esclarecer as pessoas, entre as quais os portadores e os seus familiares, sobre a infeção por VIH, os fatores de risco e a gestão de comorbilidades associadas à doença, com o principal objetivo de promover a literacia em saúde e a qualidade de vida dos doentes.

 

Várias são as entidades que se associaram a esta campanha de “disease awareness”, nomeadamente Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica, Abraço, AJPAS, Seres, Ser+, Positivo, Fundação Portuguesa “A Comunidade contra a SIDA”, GAT e Liga Portuguesa Contra a SIDA.

 

Através do site, são muitas as questões e dúvidas que podem ser esclarecidas:

- O VIH pode causar doenças cardíacas?

- O VIH e a osteoporose

- Sugestões de perguntas para a próxima consulta

- O VIH pode afetar o funcionamento dos rins?

Quem tem VIH positivo ou tem familiares e amigos afetados, tem constantemente dúvidas sobre o futuro, pois aparentemente tudo está bem, mas o que pode acontecer a seguir? É preciso esclarecer.

O diagnóstico indica apenas que alguém está infetado pelo VIH e é portador do vírus. Isto não quer dizer que tenha SIDA. Ainda existem muitos mitos e preconceitos sobre este vírus e só um esclarecimento dirigido a todas as pessoas pode acabar com estes preconceitos e com a exclusão social tantas vezes associada aos portadores.

 

Nada como consultar quem sabe e fazer todas as perguntas. Para começar, consultar  AQUI o site e guardar os contactos que a ele estão associados, pode ser uma grande ajuda.

 

VIH É: MAIS DO QUE SER POSITIVO”

 

 

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publicado às 14:09

Novas esperanças no tratamento e diagnóstico do Cancro

por dicasdefarmaceutica, em 08.06.18

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Ontem falei AQUI de Cancro e referi que a grande esperança no controle desta doença está no controle da divisão celular, principalmente através da “manipulação do sistema imunitário”.  

 

Há muito que se fala de Imunoterapia e Cancro, mas afinal o que é a Imunoterapia?

“A imunoterapia é uma forma inovadora de tratamento para o cancro, através da qual se ativa o sistema imunitário, se estimulam as células do nosso organismo que habitualmente o defendem das agressões, para que o defendam também contra o cancro. Isso faz com que, quando as células de determinado órgão do organismo se transformam em células tumorais, elas vão ser reconhecidas pelos linfócitos, os ‘soldados’ do sistema imunitário (glóbulos brancos), que terão assim a capacidade de as reconhecer e de as destruir eficazmente.”

Este tratamento já é utilizado em alguns cancros e tem sido cada vez mais utilizado, normalmente associado a outros tratamentos, como a quimioterapia. Recentemente, falou-se muito de uma doente americana de 49 anos com cancro de mama muito agressivo, já espalhado a vários órgãos e que não tinha qualquer esperança de tratamento. Foi submetida a um tratamento experimental de imunoterapia e, passados 12 meses, o cancro estava tratado. É a primeira vez que tal acontece. 

Neste momento, penso que a imunoterapia é mesmo o tratamento mais promissor no combate a esta doença.

 

Recentemente nasceu uma nova esperança no diagnóstico do cancro: através de uma análise de sangue poderá ser possível fazer o diagnóstico precoce de alguns tipos de cancro, nomeadamente pâncreas, ovário, fígado e bexiga. Muitas vezes, estes cancros são detetados já demasiado tarde, quando não é possível operar os doentes e as hipóteses de sobrevivência já são poucas. 

Trata-se de um teste que deteta pequenos fragmentos de ADN libertados pelas células cancerígenas no sangue.

O diagnóstico precoce é sem dúvida uma das maiores esperanças no combate ao cancro, mas este teste ainda vai demorar alguns anos a ser introduzido no mercado.

 

Os avanços no diagnóstico e no tratamento do cancro são promissores mas, como vos dizia ontem, o cancro está longe de ser erradicado. Vamos fazendo a nossa parte, tentando controlar os fatores externos e não faltando aos rastreios que temos ao alcance. Não há qualquer dúvida que o cancro, quando detetado numa fase precoce, tem muito mais hipóteses de ser tratado.

 

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publicado às 13:34

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Hoje li uma notícia sobre uma sessão que decorreu no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde na Universidade do Porto (i3S), em que o bioquímico britânico Paul Nurse esclareceu alguns dos mitos associados ao cancro e à sua prevenção. Este cientista recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2001.

Nurse, nos anos 70, com recurso a células de levedura, descobriu como é controlado o ciclo celular em todos os organismos. Essa descoberta revolucionou o conhecimento sobre muitas doenças onde o ciclo celular está afetado, com grande impacto nas doenças humanas em que ocorrer proliferação descontrolada das células, como no caso do cancro.

 

Como concordo em absoluto com aquilo que Paul Nurse disse, vou partilhar convosco as duas ideias principais que ficaram deste encontro:

 

1. O bioquímico considera que um dos maiores mitos relacionados com o cancro “é pensar-se que se trata de uma única doença”. Realmente, podemos dizer que o cancro são várias doenças onde a reprodução celular está descontrolada. Se fosse uma doença única, seria mais fácil de controlar. Este descontrole é o principal fator que faz com que seja tão difícil tratar o cancro e que nos torna tão impotentes perante esta doença, que continua a ser assustadora.

 

2. Relativamente à prevenção, o “grande problema” identificado pelo cientista prende-se com o facto de, na comunidade científica, haver investigadores que utilizam somente a genética para estudar o cancro, enquanto outros estudam somente os fatores externos, quando, na realidade, “ambos são importantes e precisam de ser estudados juntos”. ”Não é suficiente saber muito sobre os genes ou sobre os fatores externos que podem levar a doenças, o que é mesmo importante é estudá-los juntos”, acrescentou. 

Na realidade, quem fuma tem mais probabilidade de ter cancro do pulmão e isto é aquele fator externo que se pode controlar. Mas e quem não fuma? Pode também desenvolver cancro se a carga genética herdada dos antepassados vier com este “peso”. Também quem se expõe ao sol, tem maior probabilidade de ter cancro de pele, o que não exclui a 100% aqueles que têm uma exposição solar responsável.

 

A juntar aos factores externos e à carga genética, vem outra realidade: “de todas as vezes que uma célula se divide e se reproduz, ocorrem erros”, o que vai decorrendo “ao longo da vida de todos os seres humanos. Consoante se vai envelhecendo, esses danos podem acumular, não havendo nada que se possa fazer acerca disso. Só o facto de estarmos vivos vai resultar em danos nos genes que podem provocar cancro e, quanto mais tempo vivemos, maior a probabilidade de ocorrerem incidentes”, notou o investigador britânico, que trabalhou no Imperial Cancer Research Fund (atualmente Cancer Research UK), do qual se tornou director em 1996.

 

De acordo com tudo o que foi dito e apesar dos grandes avanços no tratamento do cancro, segundo Paul Nurse, “o cancro nunca poderá ser erradicado”. Podemos controlar os fatores externos, mas é impossível controlar a herança genética recebida e  continua a ser difícil controlar a divisão celular.

A grande esperança está no controle desta divisão celular, principalmente através da “manipulação do sistema imunitário”. 

Prometo voltar a este assunto amanhã.

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:52

Imagens

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A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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