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Mais uma ferramenta para aprender a viver com as Alergias

por dicasdefarmaceutica, em 23.04.18

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As Alergias parece que andam de mãos dadas com a Primavera e com as flores...

Continuando o tema desta Semana Mundial das Alergias, hoje venho falar-vos de um site que já não é novidade, mas que todos aqueles que passam esta estação a espirrar devem conhecer e consultar.

Trata-se da Rede Portuguesa de Aerobiologia, criada em 2002 e que é um serviço público gratuito disponibilizado pela SPAIC – Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

 

O referido site tem esta introdução:

- Por si, que é um dos vários milhões de cidadãos do nosso país que sofre de doença alérgica, que conhece quem por elas é afetado ou que por qualquer outra razão se interessa por este tema;

- Por si, profissional de sáude, médico, enfermeiro, farmacêutico, técnico de diagnóstico ou de terapêutica, que pretende estar atualizado nesta temática que interessa a uma percentagem tão grande da população;

- Por si, profissional da comunicação social, que entende bem a importância de uma informação de qualidade, atingindo objetivos de divulgação, mas com forte componente educacional.

- Por si, desenvolvemos este site, resultante de uma forte colaboração de profissionais de saúde, biólogos, engenheiros, informáticos, designers, entidades públicas e privadas, a quem muito agradecemos.

Esperamos prestar-lhe um serviço útil e contamos consigo para torná-lo cada vez melhor. 

 

Neste site pode consultar o Boletim Polínico durante todo o ano, para saber as concentrações dos pólenes no ar ambiente. Esta informação é dada por região do país e por concentração do tipo de pólen. Vejam, a título de exemplo, a desta semana:

 

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) informa a previsão para a semana de 20 a 26 de Abril de 2018.

Em Vila-Real (região de Trás-Os-Montes e Alto Douro), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados. Na atmosfera predominam os pólenes das árvores carvalhos, pinheiro e bétula e das ervas gramíneas eparietária.

No Porto (região de Entre Douro e Minho), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio do pólen das árvores carvalhos, pinheiro, bétula e cipreste e das ervas urtiga e parietária.

Em Coimbra (região da Beira Litoral), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio dos pólenes das árvores carvalhos, pinheiro, cipreste e oliveira e das ervas urtiga e parietária.

Em Castelo Branco (região da Beira Interior), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, na atmosfera predominam os pólenes das árvores carvalhos, pinheiro e cipreste e das ervas urtiga, gramíneas, tanchagem e parietária.

Em Lisboa (região de Lisboa e Setúbal), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio dos pólenes das árvores carvalhos, oliveira e pinheiro e das ervas urtiga, gramíneas, parietária e tanchagem.

Em Évora (região do Alentejo), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados na atmosfera, com predomínio dos pólenes da árvore azinheira e das ervas urtiga, gramíneas, parietária e tanchagem.

Em Portimão (região do Algarve), os pólenes encontram-se em níveis elevados, na atmosfera predominam os pólenes das árvores carvalhos, oliveira, pinheiro e cipreste e das ervas urtiga, tanchagem, parietária, gramíneas e quenopódio.

No Funchal (região autónoma da Madeira), os pólenes encontram-se em níveis baixos, com destaque para os pólenes das árvores pinheiro e das ervas urtiga, gramíneas e parietária.

Em Ponta Delgada (região autónoma dos Açores), os pólenes encontram-se em níveis moderados, com predomínio dos pólenes da árvore pinheiro e das ervas urtiga e parietária.“

 

Este site é uma ajuda preciosa para quem sofre de Alergias, pois com a sua consulta pode, de uma forma consciente, programar melhor os seus dias, as suas férias, os seus passeios ao ar livre, evitando correr riscos e fazendo uma gestão da sua doença e da sua medicação de uma forma mais responsável. 

Boa semana!

 

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publicado às 08:29

 

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Começa amanhã a Semana Mundial da Alergia (de 22 a 28 de abril). Trata-se de uma semana da responsabilidade da Organização Mundial de Alergia (WAO) e das sociedades nacionais que a integram.

Este ano o tema escolhido é a “Dermatite Atópica - quando a pele dá comichão e inflama”.

 

A Dermatite Atópica (DA) ou eczema atópico “designa as manifestações inflamatórias cutâneas e recidivantes associadas à atopia”.

Trata-se de uma afeção benigna, não contagiosa que, na maioria dos casos, surge nos primeiros anos de vida, mas que pode surgir em qualquer idade. A prevalência da DA na população em geral estima-se entre os dois e os cinco por cento e em cerca de 15% nas crianças e adolescentes.

 

Como refere o Presidente da WAO (Dr. Ignacio J. Ansotegui),“a DA é um importante assunto de saúde pública devido ao seu impacto na qualidade de vida e ao encargo socioeconómico que lhe está associado”. É uma doença de que se fala pouco, mas que tem um impacto social e económico muito grande, sobretudo para as famílias que, na grande maioria das vezes, têm que suportar sem comparticipações, os custos dos tratamentos.

 

A dermatite atópica alterna períodos de crise com períodos de acalmia, mas os tratamentos e os cuidados com a pele nunca podem ser descuidados. Controlar todos estes períodos é fundamental para a qualidade de vida. Nos períodos de crise, o tratamento deve ser rápido e nos períodos de acalmia, a pele deve ser devidamente cuidada, mediante o uso de produtos emolientes, para reconstruir a pele e para diminuir a secura da mesma, além de outras medidas, muitas delas dependentes de cada pessoa.

 

A DA está muitas vezes associada a outras patologias alérgicas como a alergia alimentar, rinite polínica e asma.

“Devido à importância que a alergia pode desempenhar na DA, é indispensável que seja obtido um diagnóstico preciso e que haja seguimento por um alergologista ou dermatologista. Na maior parte dos indivíduos atópicos, muitas vezes diagnostica-se primeiro a DA, habitualmente em crianças, nos primeiros meses e anos de vida. A intervenção precoce pode ajudar a prevenir ou modificar a marcha atópica”, refere a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), em conjunto com a WAO.

 

Nesta semana vamos ouvir falar de alergias e de pele atópica um pouco por todo o país. Vamos estar atentos e aprender mais sobre estas doenças para podermos aconselhar os doentes quando se queixam que “a pele dá comichão e inflama”.

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publicado às 09:55

Direitos do Doente Oncológico no Site Cancro-online

por dicasdefarmaceutica, em 09.04.18

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Cada vez mais, o cancro é uma doença crónica com a qual o doente pode viver muitos anos com qualidade de vida. Contudo, sendo uma doença crónica, convém que os doentes conhçam os seus direitos, não só durante a fase mais aguda da doença, mas para toda a sua vida.

 

O site cancro-online.pt, lançado recentemente pela MSD, vem descodificar o cancro e responder a várias questões sobre a doença. Vão ao site e de certeza que vão aprender muito com a pesquisa. Vai ser um local para minha consulta de certeza, pois responde realmente a muitas questões sobre esta doença, que nunca mais pára de nos assustar.

 

Entre os vários assuntos abordados, a plataforma explica quais os direitos do doente oncológico, tantas vezes esquecidos, mas tão importantes numa doença que, normalmente, é para toda a vida. Falando destes direitos, vou nomear aqui os mais básicos e gerais, que todos os doentes devem conhecer, nomeadamente:

- Direito à isenção das taxas moderadores

- Direito a transporte para tratamentos, exames e consultas

- Direito a benefícios fiscais 

- Direito a benefícios no crédito à habitação

- Benefícios nas contas poupança-reforma

- Proteção especial na invalidez

- Comparticipação especial na medicação oncológica não fornecida pelo hospital

 

Mas, o que é que o doente oncológico deve fazer para usufruir destes direitos?

 

1. Numa primeira fase, deverá adquirir o atestado médico de incapacidade multiusos, o único documento que faz prova legal de que é doente oncológico, devendo ser decretada uma determinada percentagem de incapacidade igual ou superior a 60%.

Para obter o atestado, deve solicitar ao médico assistente no hospital onde está a ser acompanhado o relatório clínico da sua situação de Saúde.

De seguida, este relatório deverá ser entregue no centro de Saúde da área de residência do doente para que seja convocada uma junta médica. Esse requerimento tem uma taxa associada de 50 euros e um prazo máximo de espera de 60 dias.

O doente deve sempre fazer e guardar cópia de todos os relatórios e informações médicas antes de os entregar, para que possa usá-los depois, caso seja necessário.

 

2. Uma vez tendo na sua posse o referido atestado, o doente oncológico deverá dirigir-se às Finanças, para a partir daí poder usufruir dos benefícios scais legalmente previstos.

 

Com efeito, continuamos a verificar que os Direitos dos Doentes Oncológicos são constantemente atropelados, dispersos por numerosa legislação e mal aplicados ou ignorados pelas instituições de saúde, pelas seguradores, pelas entidades bancárias, pela segurança social e pelos empregadores. Por isso achei importante este post e espero ter sido esclarecedor. 

Quando se trata de cancro, lógicamente que a primeira preocupação é a doença e a batalha contra a mesma, e nem sempre as instituições informam sobre estes direitos.

Cada vez mais, o doente oncológico, não sabendo os seus direitos, começa a ser tratado no privado e, com o avançar dos meses, apercebe-se que a seguradora deixa de comparticipar os tratamentos e consultas. O que fazer nessa altura? A sensação de abandono é inevitável. Vou para onde? Confio em quem?

 

 

Convém refletir em tudo quando a doença aparece para não ter surpresas desagradáveis no decorrer de uma doença em que o stress não faz falta nenhuma e só prejudica...

 

 

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publicado às 08:29

Afinal existem 5 tipos de Diabetes

por dicasdefarmaceutica, em 03.03.18

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Até agora, quando falamos de Diabetes, falamos sempre da Diabetes tipo 1 ou tipo 2. A grande diferença entre estes dois tipos é que na Diabetes tipo 1, o pâncreas deixa subitamente de produzir insulina e o doente pouco pode fazer para evitar este processo; na Diabetes tipo 2, este processo é mais lento e, com a adoção de estilos de vida saudáveis durante a vida, pode muitas vezes ser evitado.

 

Os cientistas descobriram recentemente que a doença afinal pode ser dividida em 5 grupos, devendo o tratamento ser adaptado a cada um deles. Este estudo foi feito na Suécia e na Finlândia, analisou 14.775 pacientes e foi publicado no The Lancet Diabetes and Endicrinology

 

5 Grupos de Diabetes:

Grupo 1 - Diabetes autoimune, a chamada até agora tipo 1. Afeta jovens aparentemente saudáveis.

Grupo 2 - Semelhante ao grupo 1, afeta jovens com peso controlado e aparentemente saudáveis, mas não é autoimune.

Grupo 3 - Diabetes severa, resistente à insulina. O corpo produz insulina, mas o organismo não responde à produção dessa hormona. São geralmente doentes com excesso de peso.

Grupo 4 - Diabetes de menor gravidade, metabolicamente mais próxima dos valores normais e normalmente também em pessoas com excesso de peso.

Grupo 5 - Diabetes mais ligeira, que aparece mais tarde, pelo que os efeitos nefastos da doença são menos severos.

 

Dividindo em 5 grupos, o objetivo é que os três primeiros grupos (mais graves) sejam tratados de uma forma mais agressiva. Trata-se de uma mera divisão diferente, pois na realidade, em termos de tratamento, isto já acontece. O médico ajusta a medicação da Diabetes consoante cada doente, não podendo nunca generalizar uma medicação específica para todos os tipo 1 e outra para os tipo 2.

 

Contudo, este estudo vai mais além e aponta para outros dados relevantes:

- Os doentes do grupo 2 (tipo 2) não têm uma Diabetes autoimune e o estudo sugere que é possível que a Diabetes seja provocada por um defeito nas células beta e não pela obesidade e estilo de vida. A nível de tratamento, o mais adequado talvez seja aquele que é feito atualmente aos diabéticos tipo 1.

- Os doentes do grupo 2 apresentam um maior risco de cegueira, enquanto que os do grupo 3 apresentam um maior risco de doença renal. Isto pode mudar a forma como é ajustada a terapêutica e como são seguidos os rastreios.

 

Os cientistas envolvidos no estudo referem que isto é uma primeira abordagem à possível mudança dos grupos de tipo de Diabetes, mas esta mudança ainda não será já feita, pois os estudos vão continuar. Poderão existir mais de 500 subgrupos da doença no mundo, dependendo dos fatores genéticos e ambientais.

 

 

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publicado às 10:22

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A não adesão à terapêutica é um grave problema de saúde pública. Fala-se muito sobre isto, mas poucas são as medidas tomadas para alterar a situação. Os números falam por si e sabe-se que 40% dos doentes interrompem a medicação prescrita pelo médico. E porque é que isto acontece? Sobretudo porque não lhes são devidamente explicadas as consequências de tal acto; normalmente sentem-se melhor, não lhes dói nada e acham que já não vale a pena continuarem a tomar “aquele medicamento que tem tantas contra-indicações” (como diz na bula...). 

 

Quando falamos de hipertensão este problema é sério e o que parece ter melhorado com os “primeiros comprimidos” que o médico receitou, pode alterar gravemente o estado de saúde se, por alguma razão, se suspender o tratamento.

 

Um estudo actual (“Current Situation of Medication Adherence in Hypertension”)da autoria de vários investigadores europeus, concluiu que, num grupo de 16.907 indivíduos medicados para várias patologias, quase 40% dos participantes interromperam o tratamento ao fim de um ano.

Em Portugal, a baixa adesão ao tratamento é responsável por um inadequado controle da pressão arterial nos doentes hipertensos. De acordo com o presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Dr. Carvalho Rodrigues, “é crucial promover terapêuticas e posologias simples e, simultaneamente eficazes, para aumentar a taxa de adesão ao tratamento. Cada vez mais temos de pugnar por associações de várias substâncias activas reunidas num só comprimido. Simples e eficaz traduz-se num acréscimo de adesão.”

Simples e eficazes podem ser quase todas as terapêuticas, desde que devidamente explicadas e seguidas por um profissional de saúde, seja ele o médico prescritor, o farmacêutico ou mesmo o enfermeiro de família.

 

A baixa adesão à terapêutica tem também consequências a nível económico. Os investigadores afirmam que cerca de 8% das despesas globais de saúde poderiam ser evitadas pela adesão à terapêutica.

 

Deixo aqui algumas dicas importantes sobre este assunto:

- Conheça os valores da sua Pressão Arterial, medindo-a regularmente!

- Tome toda a medicação prescrita pelo médico, sem interrupções!

- Reduza o consumo de sal!

- Faça exercício físico!

- Peça ajuda ao seu farmacêutico para controlar a sua Pressão Arterial! “O farmacêutico, enquanto profissional de saúde de proximidade e confiança, possui competências para atuar na administração da medicação, na promoção da adesão à terapêutica e no uso correto dos medicamento”.

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publicado às 19:11

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Esta é a mensagem da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) que, no Dia dos Namorados (14 de fevereiro), lança uma campanha e alerta para importância de um coração saudável. 

Para termos um coração saudável, convém saber quais os principais fatores de risco e saber como prevenir as doenças cardiovasculares. Convém não esquecermos que 80% das mortes provocadas por doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas, mediante a adopção de estilos de vida mais saudáveis.

 

Principais fatores de risco das doenças cardiovasculares:

1 - Hipertensão Arterial (HTA)
2 - Hipercolesterolémia (Colesterol elevado)
3 - Diabetes
4 - Tabagismo
5 - Sedentarismo
6 - Maus hábitos alimentares
7 - Obesidade
8 - Stress

O que fazer para manter um coração saudável:

1 - Ter uma alimentação saudável
2 - Fazer exercício físico de forma regular
3 - Não fumar
4 - Combater a obesidade
5 - Combater a diabetes
6 - Controlar o stress
7 - Conhecer os seus valores (Pressão arterial, Colesterol, Glicémia)

 

Veja o vídeo da SPC para assinalar este dia:

 

 

Neste dia de Amor e de Corações, assinala-se também o Dia Nacional do Doente Coronário.

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                  Fundação Portuguesa de Cardiologia

 

Bom dia dos Namorados, com corações muito saudáveis!

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publicado às 13:57

2018 - Ano Global da Excelência da Educação em Dor

por dicasdefarmaceutica, em 01.02.18

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Assinala-se este ano o Ano Global da Excelência da Educação em Dor

Ao longo de 2018 a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) vai promover várias iniciativas e ações de sensibilização, com o objetivo de melhorar a formação dos profissionais de saúde, educadores, estudantes, entidades governamentais, investigadores e do público em geral sobre a dor. 

 

Tratar ou aliviar a dor é dos maiores desafios da medicina. O conforto físico e psicológico que é dado aos doentes que têm dor, seja ela aguda ou crónica, é das maiores preocupações dos profissionais da saúde e das Associações vocacionadas para este tema.

 

Dentro do tema escolhido a IASP (International Association for the Study of Pain) mostra-se mais preocupada com a falta de conhecimento dos problemas de saúde em relação à dor e à falta de educação e formação em dor no currículo dos profissionais de saúde. Por esta razão, "a APED irá tentar inverter esta situação ao promover iniciativas e ações de sensibilização que impactem a população e que possam ajudar a colmatar as lacunas identificadas pela IASP”, sublinha a presidente da APED.

Isto é um tema de extrema importância e de extrema preocupação para todos nós. Ter formação em “DOR” é um tema que não se esgota. Cada vez se consegue aliviar mais a dor, mas saber fazê-lo de uma forma consciente é a chave do sucesso da terapêutica da dor.

 

Nem imaginam a admiração que eu tenho pelos especialistas espalhadas pelo país dedicados à consulta da dor! Sei que não chegam nem para 10% daqueles que necessitam de ajuda neste campo. É urgente formar gente, formar gente que saiba tratar verdadeiramente da Dor!

 

O alívio da dor é uma das queixas mais comuns no balcão da farmácia. Cada vez mais, o farmacêutico tem que estar atento e aconselhar no sentido do não abuso do consumo de analgésicos, mostrar quais os efeitos colaterais, alertar para as doses máximas aconselhadas e encaminhar para consulta médica sempre que a dor teime em não passar.

 

Enquanto se fala em formação, e porque sei que alguma pessoas vieram ler este post para saberem de algumas dicas para aliviar a dor, aqui ficam algumas medidas básicas a adotar em caso de dor persistente: 

1 - Colaborar com os profissionais de saúde. O médico compreende esta dor e sabe como ajudá-lo.

2 - Não se automedicar. Seguir sempre as instruções dadas relativamente aos medicamentos a tomar, não alterando as dosagens e os intervalos das tomas.

3 - Seguir os conselhos do médico e dos restantes profissionais de saúde relativamente às medidas não farmacológicas a adotar, nomeadamente fisioterapia, apoio psicológico ou algumas medicinas alternativas.

4 - Manter atividade física regular, adaptando os exercícios às suas capacidades. Não fazer mais do que aquilo que consegue e corrigir posturas inadequadas.

5 - Manter atividades sociais. Conviver e distrair-se é fundamental para aliviar a dor.

6 - Não menosprezar a dor. “Doer” não é normal e os próprios doentes precisam de compreender o que se passa com eles e saber como controlar a dor.

 

Quando falamos de dor, associamos muitas vezes a cancro e a cuidados paliativos, mas a dor é muito mais do que isso. É preciso tratar lombalgias, cefaleias, dores músculo-esqueléticas e muitas outras, tantas vezes “culpadas” do absentismo ao trabalho e, sobretudo, da falta de qualidade de vida.

Vamos seguir com atenção este Ano Global da Excelência da Educação em Dor!

 

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publicado às 20:16

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O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é o responsável pelo cancro do colo do útero. Trata-se da infeção de transmissão sexual mais frequente no mundo e estima-se que a grande maioria das pessoas é infetada por este vírus nalguma fase da sua vida.

Sabe-se que cerca de 20% das mulheres portuguesas estão infetadas por HPV, mas a maioria destas infeções regride sem necessidade de tratamento. Contudo, em 10% dos casos, a infeção não passa, o que é uma das condições para o desenvolvimento do cancro do colo do útero.

 

A infeção por este vírus é assintomática, daí a necessidade de um rastreio feito ao longo da vida. Os médicos recomendam às mulheres que efetuem regularmente o conhecido exame de Papanicolau. Este exame (por vezes designado por esfregaço Papanicolau ou esfregaço cervical) é um procedimento simples, utilizado para analisar as células cervicais e, em geral, não é doloroso. Trata-se de um exame que se realiza num consultório médico ou clínica, durante o exame pélvico e, normalmente, os médicos recomendam que:

- As mulheres comecem a realizar o exame de Papanicolau 3 anos após terem iniciado a sua atividade sexual ou aos 21 anos (o que ocorrer primeiro).

- A maioria das mulheres deverá realizar um exame de Papanicolau, pelo menos, de 3 em 3 anos.

 

Associado ao rastreio, em Portugal temos a vacina do cancro do colo do útero desde 2015. A vacina protege mais de 90% das pessoas vacinadas. 

A imunização deve ser feita em duas doses, num esquema com um intervalo de seis meses e deve ser administrada entre os 10 e os 13 anos inclusive (a vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação). Está provado que, se a vacina for feita antes do início da atividade sexual, a eficácia da mesma é de praticamente 100%.


A vacina não protege contra todos os tipos de HPV. “Os 9 tipos de HPV contra os quais a vacina nonavalente protege são responsáveis por aproximadamente 90% de todos os casos de cancro do colo do útero, 85-90% dos cancros da vulva associados ao HPV, 90-95% dos cancros do ânus associados ao HPV e 80-85% dos cancros da vagina associados ao HPV, em toda a Europa".


Neste momento, a vacina contra o cancro do colo do útero passou a ser recomendada a todas as mulheres entre os 9 e os 45 anos e aos homens até aos 25 anos, apesar de não existir uma idade limite para a vacinação.

 

Para saber mais sobre esta vacina e sobre a infeção e prevenção do HPV, consulte AQUI o site do Serviço Nacional de Saúde!

 

”O HPV, transmitido através de qualquer contacto sexual/genital ou oral, não escolhe idade e não é um problema exclusivamente feminino, os rapazes também estão expostos ao vírus”. Este é um alerta da campanha deste ano. 

Termino com algumas imagens da campanha deste ano da Liga Portuguesa contra o Cancro:

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publicado às 10:58

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As análises de sangue são um precioso meio de diagnóstico para ajudar a detectar determinadas doenças, e o cancro é uma delas.

Contudo, os resultados das análises por si só, não são sinal seguro que a doença cancerosa existe. Quantidades elevadas de determinadas substâncias detectadas nas análises (marcadores tumorais) podem ser sinal de cancro, mas podem aparecer noutras situações e não são sinal seguro da pesença de um tumor.

 

Por isso, até agora, o médico para estabelecer o diagnóstico de cancro, não pode confiar apenas nos resultados das análises clínicas, mas isto pode mudar.

Uma equipa da Universidade de Johns Hopkins anunciou esta semana os primeiros testes a uma nova análise universal ao sangue que ajuda a detectar oito tipos comuns de cancro, graças às proteínas e mutações genéticas que são libertadas na corrente sanguínea pelos tumores.

Esta nova análise sanguínea, chamada CancerSEEK, foi testada em 1005 doentes oncológicos e conseguiu, em 70% dos casos, apurar a existência de cancros nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esófago, cólon, pulmão e mama antes de estes se espalharem.

 

A detecção precoce do cancro é muito importante e pode ter um grande impacto na diminuição da taxa de mortalidade por cancro, daí os cientistas envolvidos neste estudo e toda a comunidade científica estarem muito entusiasmados com os resultados obtidos.

 

Todos sabemos que quanto mais cedo um cancro é detectado, maior é a probabilidade de ser tratado. A grande maioria dos cancros só são detectados quando aparecem os primeiros sintomas. É o caso, por exemplo, do cancro do pâncreas, que revela poucos sintomas e que, na maioria das vezes, é detectado tarde demais, com quatro em cada cinco doentes a morrerem no mesmo ano em que a doença é detectada.

 

Por agora, resta-nos esperar, pois esta análise ainda está a ser estudada e vai demorar a chegar, mas pode ser um “passo gigante” na detecção precoce do cancro.

 

 

 

 

 

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publicado às 20:44

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A Abbott Diabetes Care anuncia que a partir de 10 de Janeiro, os médicos especialistas (Endocrinologistas, Diabetologistas ou Pediatras) já podem prescrever os sensores FreeStyle Libre, exclusivamente às pessoas com Diabetes tipo I.

Estes sensores passarão a estar disponíveis nas farmácias a partir de 15 de Janeiro de 2018, são comparticipados a 85% sendo possível adquiri-los com prescrição médica em qualquer farmácia comunitária por 7,95€.

Os leitores FreeStyle Libre vão ser disponibilizados de forma gratuita, diretamente nos locais de consulta de especialidade, pelos médicos especialistas ou enfermeiros. 

 

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“O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos.
Composto por um sensor com apenas 35mm x 5mm (semelhante a uma moeda de 2 euros) e com duração de até 14 dias, este sistema é colocado na parte posterior do braço e permite medir os níveis de glicose intersticial, de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose e indicadores de tendência. Após uma hora da sua colocação no braço, o FreeStyle Libre inicia a leitura da glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências.
A grande inovação do FreeStyle Libre está no facto de, numa leitura sem dor e em apenas um segundo, a pessoa com diabetes obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Esta vantagem inovadora deve-se ao historial dos valores de glicose até oito horas antes da determinação e setas de tendência de glicose que são disponibilizados e que mostram se estão a subir, a descer ou constantes, o que permite que a pessoa com diabetes antecipar a tendência de evolução através desta determinação, ajudando a prevenir episódios de hipoglicemia (glicose baixa) e melhorando a sua qualidade de vida."

 

O FreeStyle Libre foi eleito o Produto do Ano 2016 na área da saúde. É verdadeiramente uma inovação e demorou a chegar às mãos dos tantos diabéticos que estão ansiosos por largar as picadas diárias para saberem os seus valores de glicémia.

É verdadeiramente uma boa notícia neste início de ano!

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publicado às 14:16

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

Termo de responsabilidade

A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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