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Esta é a mensagem da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) que, no Dia dos Namorados (14 de fevereiro), lança uma campanha e alerta para importância de um coração saudável. 

Para termos um coração saudável, convém saber quais os principais fatores de risco e saber como prevenir as doenças cardiovasculares. Convém não esquecermos que 80% das mortes provocadas por doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas, mediante a adopção de estilos de vida mais saudáveis.

 

Principais fatores de risco das doenças cardiovasculares:

1 - Hipertensão Arterial (HTA)
2 - Hipercolesterolémia (Colesterol elevado)
3 - Diabetes
4 - Tabagismo
5 - Sedentarismo
6 - Maus hábitos alimentares
7 - Obesidade
8 - Stress

O que fazer para manter um coração saudável:

1 - Ter uma alimentação saudável
2 - Fazer exercício físico de forma regular
3 - Não fumar
4 - Combater a obesidade
5 - Combater a diabetes
6 - Controlar o stress
7 - Conhecer os seus valores (Pressão arterial, Colesterol, Glicémia)

 

Veja o vídeo da SPC para assinalar este dia:

 

 

Neste dia de Amor e de Corações, assinala-se também o Dia Nacional do Doente Coronário.

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                  Fundação Portuguesa de Cardiologia

 

Bom dia dos Namorados, com corações muito saudáveis!

publicado às 13:57

2018 - Ano Global da Excelência da Educação em Dor

por dicasdefarmaceutica, em 01.02.18

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Assinala-se este ano o Ano Global da Excelência da Educação em Dor

Ao longo de 2018 a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) vai promover várias iniciativas e ações de sensibilização, com o objetivo de melhorar a formação dos profissionais de saúde, educadores, estudantes, entidades governamentais, investigadores e do público em geral sobre a dor. 

 

Tratar ou aliviar a dor é dos maiores desafios da medicina. O conforto físico e psicológico que é dado aos doentes que têm dor, seja ela aguda ou crónica, é das maiores preocupações dos profissionais da saúde e das Associações vocacionadas para este tema.

 

Dentro do tema escolhido a IASP (International Association for the Study of Pain) mostra-se mais preocupada com a falta de conhecimento dos problemas de saúde em relação à dor e à falta de educação e formação em dor no currículo dos profissionais de saúde. Por esta razão, "a APED irá tentar inverter esta situação ao promover iniciativas e ações de sensibilização que impactem a população e que possam ajudar a colmatar as lacunas identificadas pela IASP”, sublinha a presidente da APED.

Isto é um tema de extrema importância e de extrema preocupação para todos nós. Ter formação em “DOR” é um tema que não se esgota. Cada vez se consegue aliviar mais a dor, mas saber fazê-lo de uma forma consciente é a chave do sucesso da terapêutica da dor.

 

Nem imaginam a admiração que eu tenho pelos especialistas espalhadas pelo país dedicados à consulta da dor! Sei que não chegam nem para 10% daqueles que necessitam de ajuda neste campo. É urgente formar gente, formar gente que saiba tratar verdadeiramente da Dor!

 

O alívio da dor é uma das queixas mais comuns no balcão da farmácia. Cada vez mais, o farmacêutico tem que estar atento e aconselhar no sentido do não abuso do consumo de analgésicos, mostrar quais os efeitos colaterais, alertar para as doses máximas aconselhadas e encaminhar para consulta médica sempre que a dor teime em não passar.

 

Enquanto se fala em formação, e porque sei que alguma pessoas vieram ler este post para saberem de algumas dicas para aliviar a dor, aqui ficam algumas medidas básicas a adotar em caso de dor persistente: 

1 - Colaborar com os profissionais de saúde. O médico compreende esta dor e sabe como ajudá-lo.

2 - Não se automedicar. Seguir sempre as instruções dadas relativamente aos medicamentos a tomar, não alterando as dosagens e os intervalos das tomas.

3 - Seguir os conselhos do médico e dos restantes profissionais de saúde relativamente às medidas não farmacológicas a adotar, nomeadamente fisioterapia, apoio psicológico ou algumas medicinas alternativas.

4 - Manter atividade física regular, adaptando os exercícios às suas capacidades. Não fazer mais do que aquilo que consegue e corrigir posturas inadequadas.

5 - Manter atividades sociais. Conviver e distrair-se é fundamental para aliviar a dor.

6 - Não menosprezar a dor. “Doer” não é normal e os próprios doentes precisam de compreender o que se passa com eles e saber como controlar a dor.

 

Quando falamos de dor, associamos muitas vezes a cancro e a cuidados paliativos, mas a dor é muito mais do que isso. É preciso tratar lombalgias, cefaleias, dores músculo-esqueléticas e muitas outras, tantas vezes “culpadas” do absentismo ao trabalho e, sobretudo, da falta de qualidade de vida.

Vamos seguir com atenção este Ano Global da Excelência da Educação em Dor!

 

publicado às 20:16

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O HPV (Vírus do Papiloma Humano) é o responsável pelo cancro do colo do útero. Trata-se da infeção de transmissão sexual mais frequente no mundo e estima-se que a grande maioria das pessoas é infetada por este vírus nalguma fase da sua vida.

Sabe-se que cerca de 20% das mulheres portuguesas estão infetadas por HPV, mas a maioria destas infeções regride sem necessidade de tratamento. Contudo, em 10% dos casos, a infeção não passa, o que é uma das condições para o desenvolvimento do cancro do colo do útero.

 

A infeção por este vírus é assintomática, daí a necessidade de um rastreio feito ao longo da vida. Os médicos recomendam às mulheres que efetuem regularmente o conhecido exame de Papanicolau. Este exame (por vezes designado por esfregaço Papanicolau ou esfregaço cervical) é um procedimento simples, utilizado para analisar as células cervicais e, em geral, não é doloroso. Trata-se de um exame que se realiza num consultório médico ou clínica, durante o exame pélvico e, normalmente, os médicos recomendam que:

- As mulheres comecem a realizar o exame de Papanicolau 3 anos após terem iniciado a sua atividade sexual ou aos 21 anos (o que ocorrer primeiro).

- A maioria das mulheres deverá realizar um exame de Papanicolau, pelo menos, de 3 em 3 anos.

 

Associado ao rastreio, em Portugal temos a vacina do cancro do colo do útero desde 2015. A vacina protege mais de 90% das pessoas vacinadas. 

A imunização deve ser feita em duas doses, num esquema com um intervalo de seis meses e deve ser administrada entre os 10 e os 13 anos inclusive (a vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação). Está provado que, se a vacina for feita antes do início da atividade sexual, a eficácia da mesma é de praticamente 100%.


A vacina não protege contra todos os tipos de HPV. “Os 9 tipos de HPV contra os quais a vacina nonavalente protege são responsáveis por aproximadamente 90% de todos os casos de cancro do colo do útero, 85-90% dos cancros da vulva associados ao HPV, 90-95% dos cancros do ânus associados ao HPV e 80-85% dos cancros da vagina associados ao HPV, em toda a Europa".


Neste momento, a vacina contra o cancro do colo do útero passou a ser recomendada a todas as mulheres entre os 9 e os 45 anos e aos homens até aos 25 anos, apesar de não existir uma idade limite para a vacinação.

 

Para saber mais sobre esta vacina e sobre a infeção e prevenção do HPV, consulte AQUI o site do Serviço Nacional de Saúde!

 

”O HPV, transmitido através de qualquer contacto sexual/genital ou oral, não escolhe idade e não é um problema exclusivamente feminino, os rapazes também estão expostos ao vírus”. Este é um alerta da campanha deste ano. 

Termino com algumas imagens da campanha deste ano da Liga Portuguesa contra o Cancro:

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publicado às 10:58

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As análises de sangue são um precioso meio de diagnóstico para ajudar a detectar determinadas doenças, e o cancro é uma delas.

Contudo, os resultados das análises por si só, não são sinal seguro que a doença cancerosa existe. Quantidades elevadas de determinadas substâncias detectadas nas análises (marcadores tumorais) podem ser sinal de cancro, mas podem aparecer noutras situações e não são sinal seguro da pesença de um tumor.

 

Por isso, até agora, o médico para estabelecer o diagnóstico de cancro, não pode confiar apenas nos resultados das análises clínicas, mas isto pode mudar.

Uma equipa da Universidade de Johns Hopkins anunciou esta semana os primeiros testes a uma nova análise universal ao sangue que ajuda a detectar oito tipos comuns de cancro, graças às proteínas e mutações genéticas que são libertadas na corrente sanguínea pelos tumores.

Esta nova análise sanguínea, chamada CancerSEEK, foi testada em 1005 doentes oncológicos e conseguiu, em 70% dos casos, apurar a existência de cancros nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esófago, cólon, pulmão e mama antes de estes se espalharem.

 

A detecção precoce do cancro é muito importante e pode ter um grande impacto na diminuição da taxa de mortalidade por cancro, daí os cientistas envolvidos neste estudo e toda a comunidade científica estarem muito entusiasmados com os resultados obtidos.

 

Todos sabemos que quanto mais cedo um cancro é detectado, maior é a probabilidade de ser tratado. A grande maioria dos cancros só são detectados quando aparecem os primeiros sintomas. É o caso, por exemplo, do cancro do pâncreas, que revela poucos sintomas e que, na maioria das vezes, é detectado tarde demais, com quatro em cada cinco doentes a morrerem no mesmo ano em que a doença é detectada.

 

Por agora, resta-nos esperar, pois esta análise ainda está a ser estudada e vai demorar a chegar, mas pode ser um “passo gigante” na detecção precoce do cancro.

 

 

 

 

 

publicado às 20:44

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A Abbott Diabetes Care anuncia que a partir de 10 de Janeiro, os médicos especialistas (Endocrinologistas, Diabetologistas ou Pediatras) já podem prescrever os sensores FreeStyle Libre, exclusivamente às pessoas com Diabetes tipo I.

Estes sensores passarão a estar disponíveis nas farmácias a partir de 15 de Janeiro de 2018, são comparticipados a 85% sendo possível adquiri-los com prescrição médica em qualquer farmácia comunitária por 7,95€.

Os leitores FreeStyle Libre vão ser disponibilizados de forma gratuita, diretamente nos locais de consulta de especialidade, pelos médicos especialistas ou enfermeiros. 

 

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“O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos.
Composto por um sensor com apenas 35mm x 5mm (semelhante a uma moeda de 2 euros) e com duração de até 14 dias, este sistema é colocado na parte posterior do braço e permite medir os níveis de glicose intersticial, de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose e indicadores de tendência. Após uma hora da sua colocação no braço, o FreeStyle Libre inicia a leitura da glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências.
A grande inovação do FreeStyle Libre está no facto de, numa leitura sem dor e em apenas um segundo, a pessoa com diabetes obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Esta vantagem inovadora deve-se ao historial dos valores de glicose até oito horas antes da determinação e setas de tendência de glicose que são disponibilizados e que mostram se estão a subir, a descer ou constantes, o que permite que a pessoa com diabetes antecipar a tendência de evolução através desta determinação, ajudando a prevenir episódios de hipoglicemia (glicose baixa) e melhorando a sua qualidade de vida."

 

O FreeStyle Libre foi eleito o Produto do Ano 2016 na área da saúde. É verdadeiramente uma inovação e demorou a chegar às mãos dos tantos diabéticos que estão ansiosos por largar as picadas diárias para saberem os seus valores de glicémia.

É verdadeiramente uma boa notícia neste início de ano!

publicado às 14:16

Drones ajudam a combater a Malária na Tanzânia

por dicasdefarmaceutica, em 10.01.18

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Transmitida por um mosquito, a Malária, também apelidada de Paludismo, infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano e mata mais de 500 mil crianças em todo o mundo. Parece mentira como, em pleno século XXI, existem zonas de África em que morre uma criança por minuto, vítima desta doença.

 

A Organização Mundial de Saúde tem levado a cabo várias campanhas em várias zonas, sobretudo em África, para combater esta doença, interrompendo o seu ciclo de transmissão.

Nesse sentido, foram distribuídas pelas várias comunidades, redes mosquiteiras e insecticidas para vaporizarem o interior das casas. Em Zanzibar, por exemplo, estas medidas de prevenção diminuíram a prevalência da doença de 40% para 1%.

 

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Agora, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, em parceria com o Programa de Eliminação da Malária de Zanzibar está a complementar estes métodos de prevenção com o uso de drones para capturar imagens de grandes áreas de águas paradas, usadas pelos mosquitos para se reproduzirem. 

Um único Drone consegue cobrir uma plantação de arroz grande (30 hectares) em 20 minutos. Os dados coletados são processados mais tarde.

Esses mesmos dados, podem ser enviados para smartphones, ajudando as equipas de pulverização a monitorizar o trabalho.

 

Os inconvenientes deste processo são, além do custo, a possível interferência com a fauna local e a invasão da privacidade das comunidades locais.

 

Todas as medidas de prevenção para combater esta doença são um avanço para o progresso e para a diminição da mortalidade no mundo, nestas zonas menos desenvolvidas do nosso planeta.

 

Os ensaios para o desenvolvimento da vacina contra a malária continuam e também neste campo têm havido avanços significativos, apesar de ainda estarmos longe da vacinação para todos aqueles que estão à mercê deste mosquito.

 

publicado às 12:13

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Que frio! As temperaturas baixas chegaram e com elas a afluência de pessoas aos centros de saúde e às urgências dos hospitais. Por este motivo, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) alargou os horários de atendimento em diversas unidades de cuidados de saúde primários de norte a sul do país.

 

Saiba quais são os horários em vigor:

- Administração Regional de Saúde do Norte

- Administração Regional de Saúde do Centro

- Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

- Administração Regional de Saúde do Alentejo

- Administração Regional de Saúde do Algarve

 

No plano de contingência da gripe, também foram tomadas outras medidas nos centros hospitalares, como o reforço de profissionais nas urgências e o número de camas disponíveis para o eventual afluxo de casos mais graves, nomeadamente pessoas de maior risco, como doentes crónicos, idosos e crianças.

 

Antes de se dirigir a correr para o hospital ou para o centro de saúde, caso tenha os primeiros sintomas de gripe (tosse, dores de cabeça, febre, mal-estar e dores musculares) deverá contactar, em primeiro lugar o centro de contacto SNS 24 (808 24 24 24) que o encaminhará para o serviço de saúde mais adequado.

Pode também dirigir-se à sua farmácia, que pode dar-lhe conselhos sobre o que deverá fazer para combater esse mau-estar.

 

Entretanto, como “mais vale prevenir do que remediar”, agasalhe-se (use luvas, cachecol, gorro, calçado e roupa quente), aqueça a casa, hidrate-se (beba água, chás, infusões, sopa) e alimente-se bem.

E já agora, só mais alguns conselhos do SNS:

 

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publicado às 19:05

O que já mudou na nova Lei do Tabaco

por dicasdefarmaceutica, em 05.01.18

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Já entraram em vigor as novas normas referentes à Lei do Tabaco. Sempre a pensar na saúde de todos, as regras começam a ser mais duras para quem fuma, mas ainda não suficientemente severas para proteger toda a gente deste grande mal que é o cigarrinho.

 

Podemos falar de 5 alterações relevantes:

 

1 - Proibição de fumar em locais frequentados por crianças, mesmo que ao ar livre, nomeadamente “infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias, parques infantis, e demais estabelecimentos similares".Esta é a principal alteração à Lei do Tabaco.

 

2 - Equiparação dos cigarros eletrónicos aos cigarros tradicionais, pelo que o seu uso vai ser proibido em espaços públicos fechados. São os cigarros da moda, os chamados e-cigarros. Como todas as modas, há muita gente a querer segui-las e esta é muitas vezes a forma de iniciar o hábito de fumar. Nos EUA os números de crianças e adolescentes a utilizar este método são assustadores. 

Além disso, segundo dizem os entendidos na matéria, apesar de serem potencialmente menos perigosos do que o cigarro convencional, “os e-cigarros podem causar dependência e não são isentos de risco para a saúde, pois contêm substâncias aditivas, tóxicas, irritantes e cancerígenas embora em menor quantidade que os cigarros convencionais”.

 

3 - Obrigatoriedade da existência de espaços para fumar no exterior de estabelecimentos de saúde, como hospitais ou clínicas, e instituições de ensino, qualquer que seja a idade dos alunos e o grau de escolaridade.

 

4 - Dever dos serviços de saúde ocupacional para “promover nos locais de trabalho ações e programas de prevenção e controlo tabágico e devem apoiar ou referenciar os trabalhadores que pretendam iniciar o tratamento de cessação tabágica para o médico de família ou para as consultas de cessação tabágica".

Também estes serviços ficam incumbidos da monitorização da "salubridade dos locais de trabalho, em particular no que refere à qualidade do ar, evitando a sua contaminação com fumo de tabaco, garantindo assim as condições de saúde, higiene e segurança adequadas".

 

5 - Proibição de "qualquer discriminação dos fumadores no âmbito das relações laborais, designadamente no que se refere à seleção e admissão, à cessação da relação laboral, ao salário ou a outros direitos e regalias". 

Esta medida não é uma alteração, pelo menos é isso que eu acho. Descriminar trabalhadores por fumarem é algo que nem deveria ser abordado, pois proibir de fumar em determinados locais é uma coisa, descriminar quem fuma é outra bem diferente...


Mantêm-se os avisos nos maços de tabaco, mas vão passar a cobrir 50% da embalagem.

 

O consumo de tabaco é, hoje, nos Países desenvolvidos, a principal causa de doença e de mortes evitáveis, sendo responsável por cerca de 20% do total de mortes verificadas anualmente nos países desenvolvidos.

 

De nada servem todas estas alterações à lei se não apostarmos fortemente na prevenção. As medidas de prevenção do tabagismo devem ser dirigidas primeiro às crianças e aos jovens. Os próprios fumadores devem ser conscientes e incutir nas crianças que fumar faz mal e cria dependência. Esta educação deveria iniciar-se no seio da família. O exemplo dos pais é fundamental, pelo que os pais fumadores devem ser alertados para não fumarem junto das crianças ou para deixarem de fumar.

 

Aos poucos, com sucessivas alterações à Lei do Tabaco, com respeito por quem é fumador e, sobretudo com maior consciência do que representa o acto de fumar, conseguiremos criar um clima social em que não fumar seja a norma

 

publicado às 17:06

Tenha à mão o Kit de Farmácia de Inverno!

por dicasdefarmaceutica, em 07.12.17

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Conforme prometido no post anterior (Cuidado com o frio!), além das medidas para nos protegermos do frio, convém ter em casa um kit de farmácia básico, muito útil em caso de aparecerem os primeiros sintomas relacionados com as chamadas doenças de inverno.

 

Kit Farmácia Inverno:

 

- Termómetro (o que gostar mais, digital ou de infravermelhos, desde que o utilize segundo as instruções do referido aparelho)

- Antipirético (para baixar a febre, por exemplo paracetamol)

- Anti-histamínico (particularmente importante para as pessoas com tendência para alergias nesta época do ano ou que tenham frequentemente o nariz a pingar)

- Antigripal (são muitos os existente no mercado, “atacando” os primeiros sintomas de gripe ou até de uma simples constipação. Atenção aos princípios activos destes antigripais, pois podem não ser os indicados para o seu caso!)

- Descongestionante nasal (pode ser um simples soro fisiológico, uma água do mar ou algum mais forte para uma descongestão mais eficaz. Pode escolher em spray ou em gotas)

- Analgésico (para as dores, sobretudo de cabeça, por exemplo, o paracetamol)

- Pastilhas para a garganta (à base de eucalipto, limão, com ou sem anti-inflamatório, são muitas as escolhas...)

- Anti-inflamatório (quando as dores de garganta não passam, um ibuprofeno, por exemplo, tomado durante três dias de acordo com as indicações, pode ser o suficiente para evitar o agravamento da doença)

- Mucolíticos e expectorantes (para facilitar a libertação de secreções, são os chamados xaropes para a tosse com expectoração)

- Antitússicos (utilizados apenas em casos pontuais, quando se trata de uma tosse seca e irritadiça)

- Hidratantes (mãos, lábios e corpo, fundamentais para evitar frieiras e lábios gretados, tão comuns nesta época do ano)

 

Todos os medicamentos devem ser tomados de acordo com a posologia.

Nesta altura de inverno, em que os sintomas muitas vezes se prolongam por vários dias, é muito importante não ultrapassar as doses recomendadas nem o tempo máximo para a toma de determinado medicamento. Por exemplo, um xarope para a tosse deve ser tomado apenas durante 5 dias.

 

O seu farmacêutico é a pessoa certa para o ajudar a ter em casa este Kit de Farmácia de Inverno. Este kit deve ser o mais personalizado possível, feito de acordo com a sua idade e com o seu estado de saúde.

 

Pode ver AQUI alguma dicas para organizar o seu armário de farmácia.

 

 

 

 

publicado às 14:34

Dia Mundial da luta contra a SIDA

por dicasdefarmaceutica, em 01.12.17

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Portugal é o segundo país da União Europeia com mais novos casos de HIV/SIDA e a maioria acontece através de relações sexuais desprotegidas. Em 2016 foram registados 841 novos diagnósticos de HIV e 161 casos de SIDA.

Neste Dia Mundial da luta contra a SIDA, é importante lembrar o papel crucial que o preservativo assume nesta luta e é este o meu tema escolhido para hoje.

 

Em Portugal, ao abrigo do Programa Nacional para as Infeções HIV, Sida e Tuberculose, foram distribuídos um total de 4,7 milhões de preservativos masculinos, em 2016, a maioria em estabelecimentos públicos de Saúde. Ainda assim, o relatório “A Saúde dos adolescentes Portugueses em tempos de recessão” revela que cerca de 30% dos jovens inquiridos não utilizou preservativo na primeira relação sexual, um número que sobe para perto de 55% no que se refere à utilização na última relação sexual. Destes, 42% referiram “não ter pensado nisso”, enquanto 31% confessaram não terem um preservativo consigo.

Usar preservativo não pode ser uma questão”. Usar preservativo tem que ser uma realidade.

 

Até aos anos 80, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) não eram faladas com muita preocupação. Parecia atingirem só grupos de risco isolados, como por exemplo, os homossexuais e as prostitutas. Foi então que a SIDA começou a assustar todos. Dizia-se ser uma doença sem cura e tirou a vida a muitos jovens naquela época. Muita gente tinha até medo de falar na doença.

 

Começaram as campanhas de prevenção e um forte apelo para o uso do preservativo, a única forma capaz de evitar a SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de evitar uma gravidez não planeada.

 

Ao longo dos anos, o preservativo passou a fazer parte da vida sexual de jovens e adultos, as campanhas ganharam força e as marcas fizeram publicidade, tentando que a prevenção fosse o mote das suas campanhas.

Apareceram também os testes para detetar o HIV e os tratamentos tornaram-se cada vez mais acessíveis ao longo dos anos.

 

Se tudo parece ter sido bem feito, então porque é que o HIV ainda aí anda a “fazer estragos”? Agora, os grupos de risco não existem mais; mulheres e homens, casados ou não, adolescentes, e até mesmo os idosos passaram a contrair a doença. E porquê? A resposta principal é o descuido com a prevenção, daí a importância de refletirmos sobre este assunto neste Dia Mundial da luta contra a SIDA.

 

Não facilite, previna-se e use preservativo!

 

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Só para esclarecer: qual a diferença entre o HIV e a SIDA?

O HIV é um vírus (Vírus da Imunodeficiência Humana) e a SIDA é a doença (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) causado por esse vírus.

Pode ter-se uma infeção por HIV sem aquirir SIDA, sendo muitas as pessoas com infeção por HIV que vivem durante anos sem desenvolver SIDA.

 

publicado às 19:51

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

Termo de responsabilidade

A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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