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Asma e Poluição Ambiental

por dicasdefarmaceutica, em 04.05.18

 

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O Dia Mundial da Asma celebra-se anualmente na primeira terça-feira do mês de maio. Ainda vou a tempo de abordar o assunto.

 

A asma é uma doença crónica muito comum e que afeta a passagem de ar de e para os pulmões, causando inflamação das vias respiratórias e dificuldade em respirar. Ela afeta mais as crianças do que os adultos e estima-se se que mais de um milhão de portugueses sofram de asma.

 

Sobre esta doença já falei várias vezes AQUI no blog, mas a sua relação com as condições ambientais é cada vez mais um assunto do dia e é considerado um grave problema de saúde pública em todo o mundo.

 

A poluição aumenta as exacerbações de asma e as infeções respiratórias que, por sua vez, pioram a asma. Além disso, alguns estudos têm sugerido que a poluição pode também aumentar a chance de uma pessoa desenvolver asma.

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, na população mundial, nove em cada dez pessoas respiram ar poluído e contaminado e todos os anos morrem sete milhões de pessoas por causas diretamente relacionadas com a poluição.

Os níveis de contaminação permanecem perigosamente elevados em várias regiões do globo. Os países mais pobres, na Ásia, África e Médio Oriente, são os que registam a maior percentagem de mortalidade causada pela poluição, que apresenta níveis cinco vezes superiores ao estabelecido pela OMS. 

 

Portugal não está nos países mais preocupantes neste campo pois, segundo os especialistas, na sua globalidade, a qualidade do ar atmosférico é bastante razoável. Claro que isto acontece se falarmos fora das grandes cidades, como Lisboa e Porto, e quando não há fenómenos associados aos incêndios florestais. Esperemos que este ano estejamos mais protegidos neste campo...

Em Portugal, a qualidade do ar é monitorizada englobando cinco poluentes: monóxido de carbono, dióxido de azoto, dióxido de enxofre, ozono e partículas finas ou inaláveis (que têm influência direta na saúde humana).

 

A poluição ambiental é o maior desafio para a saúde pública mundial. Controlar o tráfego, promovendo a utilização dos transportes públicos e outros meios para chegar ao destino deveria ser uma das mais importantes prioridades dos nossos governantes, mas com os preços praticados nos nossos transportes públicos, torna-se difícil mentalizar as pessoas que este deverá ser o meio mais correto para as deslocações diárias.

Está a ser feito um esforço, mas ainda estamos longe de alcançar os objetivos propostos para as nossas cidades. 

Também não deveria falar de poluição e asma sem falar do tabaco, mas este assunto fica para outro dia...

 

Temos todos que tratar de ver cada vez menos destas caras lindas a utilizar estes dispositivos.

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 Bom fim-de-semana! 

 

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publicado às 10:54

Semana Europeia da Vacinação

por dicasdefarmaceutica, em 25.04.18

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O tema “Vacinas” já foi debatido inúmeras vezes aqui no blog, mas nesta Semana Europeia da Vacinação, tinha que publicar mais um post sobre este assunto tão importante, arriscarei mesmo em dizer, talvez um dos mais importantes temas da actualidade.

A vacinação é uma das formas mais eficazes e menos dispendiosas de prevenir doenças infecciosas e como tal, deve ser uma prioridade. A opção de vacinar ou não vacinar deveria ser uma responsabilidade dos profissionais de saúde que realmente sabem sobre este assunto e não deveria ser uma opção do cidadão A ou B que tem medo por isto ou por aquilo...

Trata-se de um assunto sério de Saúde Pública e felizmente, no nosso país, o Plano Nacional de Vacinação (PNV) funciona e o não vacinar é uma excepção e não uma regra.

Vamos rever mais uma vez o que faz parte deste PNV, pois trata-se de um plano que está em constante renovação e atualização.

 

CALEDARIZAÇÃO DO PNV

 

Nascimento – Hepatite B (1.ª dose)

2 meses – Hepatite B (2.ª dose); Haemophilus influenzae b (1.ª dose); Difteria (1.ª dose), tétano (1.ª dose) e tosse convulsa (1.ª dose); Poliomielite (1.ª dose); Streptococcus pneumoniae (1.ª dose)

4 meses – Haemophilus influenzae b (2.ª dose); Difteria, tétano, tosse convulsa (2.ª dose); Poliomielite (2.ª dose); Streptococcus pneumoniae (2.ª dose)

6 meses – Hepatite B (3.ª dose) ; Haemophilus influenzae b (3.ª dose); Difteria, tétano, tosse convulsa (3.ª dose); Poliomielite(3.ª dose)

12 meses – Streptococcus pneumoniae (3.ª dose); Neisseria meningitidis C (1.ª dose); Sarampo, parotidite epidérmica, rubéola (1.ª dose)

18 meses – Haemophilus influenzae b (4.ª dose); Difteria, tétano, tosse convulsa (4.ª dose); Poliomielite (4.ª dose)

5 anos – Difteria, tétano, tosse convulsa (5.ª dose); Poliomielite (5.ª dose); Sarampo, parotidite epidérmica, rubéola (2.ª dose)

10 anos – Vírus papiloma humano (só para as meninas);

Tétano e difteria - 25, 45, 65, depois, intervalos de 10 em 10 anos. A partir dos 65 anos recomenda-se a vacinação a todas as pessoas que tenham feito a última dose de tétano e difteria há 10 ou mais anos, sendo que as seguintes doses serão administradas de 10 em 10 anos. 

Grávidas – Independentemente da idade, entre as 20 e as 36 semanas de gestação, são vacinadas contra a difteria, tétano e tosse convulsa, uma dose por gravidez.

 

Existem outras vacinas não menos importantes, mas que não fazem parte deste PNV. Uma das mais importantes é a da Meningite B, já incluída no PNV de outros países e que continua a faltar no nosso. Trata-se de uma doença grave, sobretudo nos bebés e que só pode ser prevenida pela vacinação. O que é que estamos à espera? Dinheiro? É grave!

 

VACINAS RECOMENDADAS FORA DO PNV

 

- Vacina contra a doença pneumocócica: previne contra situações de bacteriemia, pneumonia e meningite bacteriana. A sua toma é recomendada a partir dos dois meses de vida e pressupõe uma a quatro doses;

- Vacina contra rotavírus: protege contra a gastroenterite aguda, comum nos primeiros anos de vida. Envolve três tomas e deve ser administrada entre as seis e as 32 semanas;

- Vacina contra a varicela: ainda que seja benigna, a varicela é contagiosa e é frequente na infância. É provocada pelo vírus da varicela-zóster, agente causador de infeções bacterianas como a pneumonia ou encefalite. A vacina é administrada dos 12 meses aos 12 anos, em duas doses, com intervalo de 30 dias. Sob prescrição médica pode ser aplicada na adolescência e idade adulta;

- Vacina contra a hepatite A: a hepatite A, na infância, é por norma benigna, e os sintomas apenas ocorrem em 30% das crianças com menos de seis anos. No entanto, a infeção dela decorrente pode resultar em hepatite aguda. A vacina pode ser efetuada a partir dos 12 meses em duas doses intervaladas de seis a 12 meses;

- Vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) nos rapazes: altamente contagioso, o HPV pode ser transmitido durante o contacto íntimo de pele com pele entre pessoas em que pelo menos uma esteja infetada. A toma da vacina, no caso dos rapazes, é recomendada entre os nove e os 13 anos e consiste em duas doses, intervaladas por seis meses. Em maiores de 14 anos, a vacina consiste em três doses intervaladas com intervalo de zero, dois e seis meses;

- Vacina contra a gripe: recomendada para maiores de 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com seis ou mais meses de idade, grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, sendo gratuita nos casos referidos.

 

Os benefícios da imunização estão amplamente comprovados. A vacinação é responsável por erradicar por completo diversas doenças e por impedir anualmente milhões de mortes em todo o mundo.

Hoje vi este cartaz da Organização Mundial de Saúde. Acho que diz tudo. Como é que algumas pessoas ainda se questionam da eficácia das vacinas?

  

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publicado às 07:52

Mais uma ferramenta para aprender a viver com as Alergias

por dicasdefarmaceutica, em 23.04.18

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As Alergias parece que andam de mãos dadas com a Primavera e com as flores...

Continuando o tema desta Semana Mundial das Alergias, hoje venho falar-vos de um site que já não é novidade, mas que todos aqueles que passam esta estação a espirrar devem conhecer e consultar.

Trata-se da Rede Portuguesa de Aerobiologia, criada em 2002 e que é um serviço público gratuito disponibilizado pela SPAIC – Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

 

O referido site tem esta introdução:

- Por si, que é um dos vários milhões de cidadãos do nosso país que sofre de doença alérgica, que conhece quem por elas é afetado ou que por qualquer outra razão se interessa por este tema;

- Por si, profissional de sáude, médico, enfermeiro, farmacêutico, técnico de diagnóstico ou de terapêutica, que pretende estar atualizado nesta temática que interessa a uma percentagem tão grande da população;

- Por si, profissional da comunicação social, que entende bem a importância de uma informação de qualidade, atingindo objetivos de divulgação, mas com forte componente educacional.

- Por si, desenvolvemos este site, resultante de uma forte colaboração de profissionais de saúde, biólogos, engenheiros, informáticos, designers, entidades públicas e privadas, a quem muito agradecemos.

Esperamos prestar-lhe um serviço útil e contamos consigo para torná-lo cada vez melhor. 

 

Neste site pode consultar o Boletim Polínico durante todo o ano, para saber as concentrações dos pólenes no ar ambiente. Esta informação é dada por região do país e por concentração do tipo de pólen. Vejam, a título de exemplo, a desta semana:

 

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) informa a previsão para a semana de 20 a 26 de Abril de 2018.

Em Vila-Real (região de Trás-Os-Montes e Alto Douro), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados. Na atmosfera predominam os pólenes das árvores carvalhos, pinheiro e bétula e das ervas gramíneas eparietária.

No Porto (região de Entre Douro e Minho), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio do pólen das árvores carvalhos, pinheiro, bétula e cipreste e das ervas urtiga e parietária.

Em Coimbra (região da Beira Litoral), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio dos pólenes das árvores carvalhos, pinheiro, cipreste e oliveira e das ervas urtiga e parietária.

Em Castelo Branco (região da Beira Interior), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, na atmosfera predominam os pólenes das árvores carvalhos, pinheiro e cipreste e das ervas urtiga, gramíneas, tanchagem e parietária.

Em Lisboa (região de Lisboa e Setúbal), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio dos pólenes das árvores carvalhos, oliveira e pinheiro e das ervas urtiga, gramíneas, parietária e tanchagem.

Em Évora (região do Alentejo), os pólenes encontram-se em níveis muito elevados na atmosfera, com predomínio dos pólenes da árvore azinheira e das ervas urtiga, gramíneas, parietária e tanchagem.

Em Portimão (região do Algarve), os pólenes encontram-se em níveis elevados, na atmosfera predominam os pólenes das árvores carvalhos, oliveira, pinheiro e cipreste e das ervas urtiga, tanchagem, parietária, gramíneas e quenopódio.

No Funchal (região autónoma da Madeira), os pólenes encontram-se em níveis baixos, com destaque para os pólenes das árvores pinheiro e das ervas urtiga, gramíneas e parietária.

Em Ponta Delgada (região autónoma dos Açores), os pólenes encontram-se em níveis moderados, com predomínio dos pólenes da árvore pinheiro e das ervas urtiga e parietária.“

 

Este site é uma ajuda preciosa para quem sofre de Alergias, pois com a sua consulta pode, de uma forma consciente, programar melhor os seus dias, as suas férias, os seus passeios ao ar livre, evitando correr riscos e fazendo uma gestão da sua doença e da sua medicação de uma forma mais responsável. 

Boa semana!

 

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publicado às 08:29

 

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Começa amanhã a Semana Mundial da Alergia (de 22 a 28 de abril). Trata-se de uma semana da responsabilidade da Organização Mundial de Alergia (WAO) e das sociedades nacionais que a integram.

Este ano o tema escolhido é a “Dermatite Atópica - quando a pele dá comichão e inflama”.

 

A Dermatite Atópica (DA) ou eczema atópico “designa as manifestações inflamatórias cutâneas e recidivantes associadas à atopia”.

Trata-se de uma afeção benigna, não contagiosa que, na maioria dos casos, surge nos primeiros anos de vida, mas que pode surgir em qualquer idade. A prevalência da DA na população em geral estima-se entre os dois e os cinco por cento e em cerca de 15% nas crianças e adolescentes.

 

Como refere o Presidente da WAO (Dr. Ignacio J. Ansotegui),“a DA é um importante assunto de saúde pública devido ao seu impacto na qualidade de vida e ao encargo socioeconómico que lhe está associado”. É uma doença de que se fala pouco, mas que tem um impacto social e económico muito grande, sobretudo para as famílias que, na grande maioria das vezes, têm que suportar sem comparticipações, os custos dos tratamentos.

 

A dermatite atópica alterna períodos de crise com períodos de acalmia, mas os tratamentos e os cuidados com a pele nunca podem ser descuidados. Controlar todos estes períodos é fundamental para a qualidade de vida. Nos períodos de crise, o tratamento deve ser rápido e nos períodos de acalmia, a pele deve ser devidamente cuidada, mediante o uso de produtos emolientes, para reconstruir a pele e para diminuir a secura da mesma, além de outras medidas, muitas delas dependentes de cada pessoa.

 

A DA está muitas vezes associada a outras patologias alérgicas como a alergia alimentar, rinite polínica e asma.

“Devido à importância que a alergia pode desempenhar na DA, é indispensável que seja obtido um diagnóstico preciso e que haja seguimento por um alergologista ou dermatologista. Na maior parte dos indivíduos atópicos, muitas vezes diagnostica-se primeiro a DA, habitualmente em crianças, nos primeiros meses e anos de vida. A intervenção precoce pode ajudar a prevenir ou modificar a marcha atópica”, refere a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), em conjunto com a WAO.

 

Nesta semana vamos ouvir falar de alergias e de pele atópica um pouco por todo o país. Vamos estar atentos e aprender mais sobre estas doenças para podermos aconselhar os doentes quando se queixam que “a pele dá comichão e inflama”.

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publicado às 09:55

Precisamos de dormir mais e melhor!

por dicasdefarmaceutica, em 18.04.18

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Foi este o tema que escolhi e o artigo que já foi publicado na revista Inominável número 13 na área dedicada à saúde.

 

Todos nós nos sentimos mal quando não dormimos bem, mas quase todos devemos horas à cama, o que se vai refletir no nosso quotidiano, a curto ou a longo prazo. 

 

Quando falamos de sono, a nossa herança genética desempenha um papel importante e pode prejudicar a qualidade do mesmo. Como eu costumo dizer, só devíamos herdar o bom, mas isto está muito longe da verdade. Sabe-se que os genes associados ao tamanho da língua ou aos padrões de distribuição de peso podem levar à apneia do sono. Também a síndrome das pernas inquietas e a narcolepsia, dois distúrbios do sono, podem estar ligadas aos nossos genes.

 

Contudo, no que se refere ao sono, os genes não são os principais culpados e são vários os estudos científicos que “culpam” o estilo de vida das sociedades ocidentais pela má qualidade de sono instalado nas mesmas. 

Existem mais de 100 doenças que podem estar relacionadas com o sono. Entre elas estão a obesidade, a diabetes, a depressão, a ansiedade, a hipertensão arterial, o aumento de risco de enfarte e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

O sono possui uma função biológica crucial. O que é que acontece se andarmos, por exemplo, muito stressados e numa tensão enorme com as múltiplas tarefas que temos para fazer no dia-a-dia? Neste caso, pode aumentar o cortisol (hormona corticosteróide diretamente envolvida na resposta ao stress) que faz com que diminua a segregação de serotonina, um neurotransmissor de bem-estar e percursor de melatonina (a conhecida “hormona do sono”). A consequência de tudo isto, é um aumento dos estados depressivos, uma pior qualidade do sono, o que leva normalmente a uma sensação de cansaço e letargia durante o dia.

Além de tudo isto, a privação de sono vai deteriorando a capacidade de aprendizagem, a memória e a concentração. Este processo acontece, mas às vezes é lento, o que pode fazer com que se desvalorize e não se consiga agir em tempo útil para atenuar os efeitos dessa privação.

 

O QUE DEVEMOS FAZER PARA DORMIR MAIS E MELHOR?

- Oito horas de sono é o recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), mas nem todos precisamos de dormir o mesmo número de horas...

- Fazer uma alimentação equilibrada, rica em proteínas e pobre em gorduras e açúcares. Alguns alimentos são fontes de melatonina, podendo induzir o sono, como é o exemplo das nozes e das bananas. 

- Evitar o tabaco, o álcool e bebidas com cafeína antes de ir para a cama. Algumas infusões (camomila, passiflora) têm um efeito relaxante, ajudando a um sono mais tranquilo.

- Praticar uma atividade física regular, evitando desportos intensos no período da noite.

- Manter a temperatura da casa entre os 16 e os 22 graus celsius.

- Libertar o quarto de aparelhos eletrónicos (tablet, computador, telemóvel...). A luz destes aparelhos suprime a produção de melatonina.

- Realizar atividades relaxantes antes de ir dormir, como ler um livro, conversar, ouvir música ou algo que seja uma fonte de bem estar para a pessoa em causa.

- Manter o quarto com um ambiente tranquilo e arrumado, indicando que aquele é o local ideal para ter um sono de qualidade. Algumas pessoas gostam de utilizar ambientadores ou velas à base de Alfazema ou Lavanda, que podem ajudar a “compor” este ambiente relaxante.

- Tentar ir para a cama sempre à mesma hora pode a ajudar a regular o sono.

 

Se sofre de transtorno do sono de ritmo circadiano (jet lag de viagens ou turnos de trabalho), peça ajuda para regular o sono da forma mais eficaz e com menos prejuízos para a saúde.

 

Dormir não é perder tempo, pois o sono é fundamental para a vida. Se dormirmos bem, teremos uma maior produtividade e rendimento, tanto na vida pessoal, como profissional. Dormir bem torna-nos mais produtivos, mais seguros, com mais humor e com inúmeras melhorias em termos de saúde.

 

Se sabe que dorme mal, em quantidade e em qualidade, faça alguma coisa para mudar esse estado! Se não conseguir sozinho, com as medidas básicas que referi anteriormente, peça ajuda ao médico! Lembre-se que a grande maioria dos problemas de sono podem ser tratados!

 

Bons sonhos!”

 

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Falando sobre este tema, aproveito para informar que vai decorrer em Lisboa, entre 16 e 19 de maio, a 1.ª edição do Lisbon Sleep Summit. Promovida pela neurologista e responsável pelo Centro de Medicina do Sono (CENC), Teresa Paiva, a iniciativa vai focar-se no “sono nas mulheres”, procurando avaliar o impacto de fatores internos e externos em qualquer idade e discutir as diferenças entre géneros no âmbito da Medicina do Sono. Mais uma oportunidade para falar deste assunto tão sério e que por vezes, até nos tira o sono...

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publicado às 17:01

 

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Em 2016 fiz um post sobre a pílula do dia seguinte (ver AQUI), pelo que não me vou alongar muito sobre este assunto. Nesta altura, as dúvidas sobre este medicamento parece que continuam e o seu uso abusivo veio agora ser comprovado em números.

 

Nos últimos seis anos, a venda de embalagens desta pílula aumentou mais de 45%. Em 2017, foram vendidas 22 caixas destes fármacos por hora, o valor mais alto de sempre e que representa uma subida de mais de 13% em relação a 2016.

 

Trata-se de uma contraceção de emergência e, como tal, estes números são difíceis de explicar. Será que de repente, toda a gente se esqueceu de tomar a pílula diária? Ou será que os preservativos passaram a ter menos qualidade e começaram a romper? Mais grave ainda, terá aumentado o número de violações? Não me parece...


“A Ordem dos Farmacêuticos quer voltar a ter apenas nas farmácias alguns medicamentos não sujeitos a receita médica que hoje se vendem noutras superfícies, entre os quais a contraceção de emergência, para evitar o uso abusivo”. Este assunto foi notícia em vários jornais em setembro do ano passado. Será esta a solução? Pode não ser tudo, mas realmente a pílula do dia seguinte, sendo um medicamento seguro, deve ter um aconselhamento feito por quem realmente percebe do assunto.

Poderá não ser só vendida nas farmácias, pois muitos dos nossos colegas farmacêuticos estão nas parafarmácias e sabem aconselhar, mas isto continua a ser uma exceção. Nas farmácias e nas parafarmácias, os farmacêuticos têm que ter consciência de quem têm ao balcão a prestar um serviço na área da saúde. Vender só para atingir objetivos tudo o que não é sujeito a receita médica, não pode continuar a acontecer nos nossos espaços de saúde.

 

Uma educação sexual impõe-se com urgência e a farmácia pode e deve dar uma grande ajuda neste campo. Recordando o post anterior (Novos serviços nas farmácias a partir de Maio), este é um serviço que deve estar incluído na “promoção de campanhas e programas de literacia em saúde”. 

 

 

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publicado às 10:33

Vacinar já não devia ser uma dúvida!

por dicasdefarmaceutica, em 21.02.18

 

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Este foi o título do meu último artigo que saiu este mês na revista “Inominável” (ver AQUI) Nunca mais deixa de ser um assunto a discutir, apesar de não existirem dúvidas, há muitos anos, sobre os benefícios da vacinação. Aqui fica o artigo:

 

Se vacinar ainda é uma dúvida, algo está mal nas mensagens que têm sido passadas ao longo dos anos sobre este tema. Na grande maioria dos assuntos, sobretudo em termos de saúde, a desinformação é a principal responsável pela propagação do medo. Vamos mais uma vez esclarecer o que é e para que serve a vacinação, de modo a tentar que as pessoas nem sequer questionem este bem, em prol da saúde no mundo.

 

Vacina é um tipo de substância (vírus ou bactéria) que é introduzida no corpo de uma pessoa ou de um animal, de forma a criar imunidade a uma determinada doença. A imunidade criada através da vacina baseia-se na capacidade de reação do organismo aos agentes infecciosos ao produzir anticorpos que combatem esses agentes.

Quando uma pessoa ou animal são vacinados contra uma determinada doença, passam a ter imunidade em relação a essa doença. Mesmo que esta proteção (imunidade) não seja total, quem está vacinado tem sempre uma maior capacidade de resistência às respetivas doenças, com sintomas mais ligeiros e menos graves.

 

As vacinas têm uma função preventiva, normalmente são administradas a indivíduos saudáveis e os esquemas de vacinação começam logo na infância, de forma a que a proteção imunitária ocorra o mais cedo possível.

É de extrema importância que o Programa Nacional de Vacinação (PNV) seja cumprido e felizmente, o nosso país tem sido um exemplo neste campo. Doenças como a difteria, a poliomielite, o sarampo ou a tosse convulsa já quase não fazem parte do nosso vocabulário, devido à eficácia da vacinação. A principal função da vacinação é prevenir o aparecimento de doenças, muitas delas fatais.

Uma elevada cobertura vacinal traz benefícios pessoais, mas também para toda a comunidade, evitando que algumas doenças se espalhem. A chamada imunidade de grupo é a que nos protege e aquela que nos transmite segurança.

 

Muito importante também é a erradicação de determinadas doenças devido à vacinação, isto é, o desaparecimento de uma dada doença numa dada região. Nisto, Portugal também é um bom exemplo. Foram oficialmente erradicadas de Portugal várias doenças: malária, varíola, poliomielite, difteria, raiva humana e mais recentemente, a rubéola e o sarampo.

Como ouvi o pediatra Mário Cordeiro dizer sobre estes resultados, "nada podia ser mais explicito que vale a pena vacinar. Conseguimos controlar e erradicar estas doenças. É bom que não se esqueçam que há cerca de 20 anos Portugal teve um surto de sarampo em que morreram perto de 50 crianças. A memória não pode ser curta para não repetirmos o mesmo erro. Se não vacinarmos podemos voltar a ter o vírus. São as doenças que matam, não as vacinas. Estas são a melhor prevenção."

Convém não esquecer que enquanto o vírus ou bactéria circular no mundo, é necessário continuar a vacinar.

 

O Programa Nacional de Vacinação contempla as seguintes vacinas:

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Atenção aos adultos! A vacina do tétano cai muitas vezes no esquecimento, mas deveria ser cumprido o plano. Aconselho uma consulta ao boletim de vacinas ou uma deslocação ao centro de saúde para verificar se a vacina está em dia!

Além da vacina do tétano, convém também lembrar a importância da vacina contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano) que agora já faz parte do Plano Nacional de Vacinação, mas apenas para raparigas. O HPV é uma das principais causas de cancro tanto em mulheres como em homens (já que para além do cancro do colo do útero, pode também causar outros cancros anogenitais, como os da vulva, vagina e ânus e cancros da cabeça/pescoço), por isso deveria também ser dada aos rapazes.

Também são de extrema importância as vacinas da gripe, aconselhadas a determinados grupos (pessoas com mais de 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, grávidas e profissionais de saúde) e que devem ser feitas anualmente.

 

Além de todas estas vacinas, quando viajamos para determinados países (por exemplo, África, Ásia, América do Sul) devemos ir à consulta do viajante e levarmos as vacinas aconselhadas, sem hesitações e sem receios.

 

A opção de vacinar ou não vacinar não pode assentar em suposições e está longe de ser uma decisão individual, já que o indivíduo não vive sozinho, não é independente da comunidade. Vacinar deve ser uma obrigatoriedade, não uma opção!


Em resumo, os benefícios da imunização estão amplamente comprovados. A vacinação é responsável por erradicar por completo diversas doenças e por impedir anualmente milhões de mortes em todo o mundo. Vacinar já não devia ser uma dúvida! As vacinas não matam, mas as doenças podem matar!

 

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publicado às 12:51

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Esta é a mensagem da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) que, no Dia dos Namorados (14 de fevereiro), lança uma campanha e alerta para importância de um coração saudável. 

Para termos um coração saudável, convém saber quais os principais fatores de risco e saber como prevenir as doenças cardiovasculares. Convém não esquecermos que 80% das mortes provocadas por doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas, mediante a adopção de estilos de vida mais saudáveis.

 

Principais fatores de risco das doenças cardiovasculares:

1 - Hipertensão Arterial (HTA)
2 - Hipercolesterolémia (Colesterol elevado)
3 - Diabetes
4 - Tabagismo
5 - Sedentarismo
6 - Maus hábitos alimentares
7 - Obesidade
8 - Stress

O que fazer para manter um coração saudável:

1 - Ter uma alimentação saudável
2 - Fazer exercício físico de forma regular
3 - Não fumar
4 - Combater a obesidade
5 - Combater a diabetes
6 - Controlar o stress
7 - Conhecer os seus valores (Pressão arterial, Colesterol, Glicémia)

 

Veja o vídeo da SPC para assinalar este dia:

 

 

Neste dia de Amor e de Corações, assinala-se também o Dia Nacional do Doente Coronário.

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                  Fundação Portuguesa de Cardiologia

 

Bom dia dos Namorados, com corações muito saudáveis!

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publicado às 13:57

“Os medicamentos fora de uso também têm remédio”

por dicasdefarmaceutica, em 05.02.18

 

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Parece-me que já toda a gente conhece a VALORMED, mas continua a não haver muita consciência da importância que determinados actos têm para todos nós. 

Já falei AQUI do que é a VALORMED e de várias campanhas que todos os anos alertam para a melhor forma de tratar os resíduos dos medicamentos.

 

Agora a EPAL juntou-se a esta causa. Para além da habitual fatura da água, a partir deste mês  todos os clientes da EPAL irão receber um folheto informativo no qual a VALORMED tenta sensibilizar os cidadãos para o correto encaminhamento dos resíduos de medicamentos fora de prazo ou que já não sejam utilizados.

A EPAL e a VALORMED alertam também para o que não deve fazer. Os medicamentos fora de uso não devem ser despejados nos esgotos, nem deitados no lixo doméstico.

 

Esta campanha visa, por um lado, promover a entrega destes resíduos na farmácia mais próxima e, por outro, prevenir a sua deposição nas redes de drenagem de águas residuais urbanas ou nos contentores de resíduos sólidos urbanos.

Deixo-vos com o vídeo da campanha:

 

 

Aproveite, faça uma revisão da sua farmácia doméstica e deixe na farmácia mais próxima os medicamentos que já não utiliza, assim como aqueles que estão fora de prazo! A sua farmácia fica limpinha, organizada e o ambiente agradece.

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publicado às 11:36

2018 - Ano Global da Excelência da Educação em Dor

por dicasdefarmaceutica, em 01.02.18

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Assinala-se este ano o Ano Global da Excelência da Educação em Dor

Ao longo de 2018 a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) vai promover várias iniciativas e ações de sensibilização, com o objetivo de melhorar a formação dos profissionais de saúde, educadores, estudantes, entidades governamentais, investigadores e do público em geral sobre a dor. 

 

Tratar ou aliviar a dor é dos maiores desafios da medicina. O conforto físico e psicológico que é dado aos doentes que têm dor, seja ela aguda ou crónica, é das maiores preocupações dos profissionais da saúde e das Associações vocacionadas para este tema.

 

Dentro do tema escolhido a IASP (International Association for the Study of Pain) mostra-se mais preocupada com a falta de conhecimento dos problemas de saúde em relação à dor e à falta de educação e formação em dor no currículo dos profissionais de saúde. Por esta razão, "a APED irá tentar inverter esta situação ao promover iniciativas e ações de sensibilização que impactem a população e que possam ajudar a colmatar as lacunas identificadas pela IASP”, sublinha a presidente da APED.

Isto é um tema de extrema importância e de extrema preocupação para todos nós. Ter formação em “DOR” é um tema que não se esgota. Cada vez se consegue aliviar mais a dor, mas saber fazê-lo de uma forma consciente é a chave do sucesso da terapêutica da dor.

 

Nem imaginam a admiração que eu tenho pelos especialistas espalhadas pelo país dedicados à consulta da dor! Sei que não chegam nem para 10% daqueles que necessitam de ajuda neste campo. É urgente formar gente, formar gente que saiba tratar verdadeiramente da Dor!

 

O alívio da dor é uma das queixas mais comuns no balcão da farmácia. Cada vez mais, o farmacêutico tem que estar atento e aconselhar no sentido do não abuso do consumo de analgésicos, mostrar quais os efeitos colaterais, alertar para as doses máximas aconselhadas e encaminhar para consulta médica sempre que a dor teime em não passar.

 

Enquanto se fala em formação, e porque sei que alguma pessoas vieram ler este post para saberem de algumas dicas para aliviar a dor, aqui ficam algumas medidas básicas a adotar em caso de dor persistente: 

1 - Colaborar com os profissionais de saúde. O médico compreende esta dor e sabe como ajudá-lo.

2 - Não se automedicar. Seguir sempre as instruções dadas relativamente aos medicamentos a tomar, não alterando as dosagens e os intervalos das tomas.

3 - Seguir os conselhos do médico e dos restantes profissionais de saúde relativamente às medidas não farmacológicas a adotar, nomeadamente fisioterapia, apoio psicológico ou algumas medicinas alternativas.

4 - Manter atividade física regular, adaptando os exercícios às suas capacidades. Não fazer mais do que aquilo que consegue e corrigir posturas inadequadas.

5 - Manter atividades sociais. Conviver e distrair-se é fundamental para aliviar a dor.

6 - Não menosprezar a dor. “Doer” não é normal e os próprios doentes precisam de compreender o que se passa com eles e saber como controlar a dor.

 

Quando falamos de dor, associamos muitas vezes a cancro e a cuidados paliativos, mas a dor é muito mais do que isso. É preciso tratar lombalgias, cefaleias, dores músculo-esqueléticas e muitas outras, tantas vezes “culpadas” do absentismo ao trabalho e, sobretudo, da falta de qualidade de vida.

Vamos seguir com atenção este Ano Global da Excelência da Educação em Dor!

 

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publicado às 20:16

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