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Começou há 10 anos a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV) e Portugal é um exemplo internacional, com 750 mil jovens raparigas vacinadas, o que corresponde a 86% da população alvo para a vacina.

A vacina contra o HPV foi incluída no Plano Nacional de Vacinação em outubro de 2008.

 

Cerca de 90% dos cancros do colo do útero podem ser prevenidos pela vacinação, mas este tipo de cancro continua a ser o segundo tipo de cancro mais comum em mulheres entre os 15 e os 44 anos. É muito importante continuar a prevenir, ou seja, a vacinar.

 

O Presidente da República, por altura da comemoração destes 10 anos, falou do desafio de alargar a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano aos rapazes. Muito bem!

O HPV pode ser transmitido através de qualquer contacto sexual/genital ou oral, não escolhendo idade e não sendo um problema exclusivamente feminino. Os rapazes também estão expostos ao vírus.  Este foi já o alerta de várias campanhas, nomeadamente a do início deste ano da Liga Portuguesa contra o Cancro.

 

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Tenho que acabar este apontamento com mais uma notícia que muito nos orgulha: a Ordem dos Farmacêuticos foi uma das entidades agraciadas pelo Ministério da Saúde com um louvor público pelo “trabalho meritório na vacinação contra infeções pelo vírus do papiloma humano (HPV)”. Como referiu a nossa bastonário, Ana Paula Martins, este reconhecimento é dirigido a todos os farmacêuticos que na comunidade sensibilizam e apelam à vacinação, seja a vacina do HPV, a da gripe e outras, incluídas ou não no Plano Nacional de Vacinação.

 

publicado às 12:18

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Seguindo o assunto do post da semana passada relativo à Diabetes (ver AQUI), vou fazer hoje um pequeno apontamento sobre um suplemento muito na moda e com cada vez mais adeptos. Trata-se dos suplementos à base de crómio

 

As funções biológicas do crómio estão intimamente relacionadas com as funções da insulina (hormona produzida pelo nosso organismo que regula os níveis de açúcar no sangue). O crómio não substitui a insulina nem estimula o organismo a produzir maiores quantidades, mas potencia a sua ação fazendo com que atue de forma mais efetiva. 

 

Várias investigações referenciam a capacidade do crómio para regular as concentrações de açúcar no sangue, ajudando a promover o controlo da diabetese a diminuir o risco de doenças crónicas em pessoas com excesso de peso.

A atestar os benefícios do crómio, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), refere que “o crómio contribui para a manutenção de níveis normais de glicose no sangue.”

 

Quando recorrer aos suplementos de Crómio?

- Como complemento da terapêutica da Diabetes

- Na situação pré-diabética, como complemento de uma alimentação adequada

- Para reduzir o apetite por alimentos ricos em açúcar;

- Para ajudar na combustão de gorduras e, consequentemente, na perda de peso.

 

Muitas pessoas chegam ao balcão da farmácia e dizem que vão desistir de tomar crómio, pois não vêem resultados. Isto acontece porque a maioria das pessoas não toma levedura de crómio orgânico. Esta é segura e com resultados após 2 a 3 semanas de toma.
O suplemento não é caro e pode ajudar muito a reduzir a ingestão de alimentos com açúcar e a estabilizar a glicemia.

Uma das vantagens de manter os níveis de açúcar no sangue estáveis, com a ajuda de levedura de crómio orgânico é que, a partir do momento que se começa a tomar este suplemento, é muito mais fácil evitar as vontades súbitas de lanches  mal elaborados entre as refeições e consequentemente, reduzir o consumo de açúcares.

 

Estes suplementos vão ajudar no controlo de açúcar do sangue e na melhoria do metabolismo. No entanto, se sofre de diabetes, apesar dos estudos que comprovam a eficácia deste mineral nos diabéticos, só deverá tomar suplementos com a supervisão do seu médico.

Não se esqueça que os suplementos nunca são os substitutos de uma alimentação equilibrada! 

 

Deixo-vos aqui dois exemplos de suplementos à base de levedura de crómio, à venda nas nossas farmácias:

 

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 Ver AQUI as especificações do produto

 

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Ver AQUI as especificações do produto

 

 

publicado às 12:22

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A Diabetes é uma doença que afeta cerca de 13,3% da população portuguesa, com idade compreendida entre os 20 e os 79 anos. Trata-de uma “epidemia” a nível global, pois, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, o número de adultos com Diabetes quadruplicou em quatro anos, chegando a 422 milhões de casos. Em Portugal e no mundo, combater a Diabetes é um dos grande desafios desta década.

 

Quando falamos de Diabetes, referimo-nos a dois tipos:

- Diabetes Tipo 1

Neste caso, o pâncreas não produz insulina. Todas as pessoas podem desenvolver este tipo de diabetes, mas ela ocorre geralmente em crianças e adultos abaixo dos 30 anos de idade. Normalmente são pessoas magras e o tratamento passa sempre por administração de insulina.

- Diabetes Tipo 2

Neste caso, a insulina produzida pelo pâncreas não é suficiente ou não age de forma adequada para diminuir o nível de açúcar no sangue. É o tipo de diabetes mais comum, aparecendo com mais frequência nos adultos (acima dos 40 anos) e em pessoas que têm familiares com diabetes tipo 2. Está muito relacionado com a obesidade, aparecendo cada vez mais em gente mais jovem. O tratamento envolve o consumo de diferentes classes de medicamentos e a mudança do estilo de vida.

 

Ser diabético não é tarefa fácil, mas ser médico de diabéticos também é uma difícil missão. A diabetes não dói, e por esse motivo, até chegarem os primeiros sintomas (geralmente relacionados com as complicações da doença), não é fácil convencer os doentes a fazer o tratamento e, sobretudo, a mudar o estilo de vida. Nesta doença em particular, o doente tem que ser um parceiro na decisão do tratamento a seguir e as diferentes decisões devem ser sempre partilhadas.

O diabético, quando lhe é diagnosticada a doença, acha sempre que é o “fim do mundo” e que está condenado até ao fim da vida a uma dieta monótona e sem sabor. Tal não corresponde à verdade, pois o segredo está em saber escolher, preparar, cozinhar e combinar os vários alimentos, de forma a ter uma alimentação equilibrada. A vida sedentária também é inimiga da diabetes e a prática de exercício físico é fundamental.

 

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Sabe-se que há uma relação estreita entre o consumo de açúcar e a Diabetes tipo 2 e os docinhos devem ser eliminados ou reduzidos na dieta. Segundo as recomendações, nas pessoas saudáveis, o consumo de açúcar por dia, não deve ultrapassar as 6 colheres de chá. Se pensarmos que um refrigerante pode equivaler a 10 colheres de chá de açúcar, podemos imaginar os exageros praticados neste campo...

 

Outra tarefa que os diabéticos não gostam nada é das várias picadas diárias nos dedos para saberem os seus valores de glicémia. Esta parte está já a ser resolvida e os novos sensores (FreeStyle Libre) já permitem que muitos diabéticos (sobretudo os tipo 1) saibam os seus valores sem recorrer às picadas. Medir os níveis de glicose sem picar os dedos todos os dias, sem tiras de teste e sem sangue é o sonho de qualquer pessoa portadora desta doença. Este sonho já é uma realidade.

 

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Quando falamos da Diabetes, temos que falar de Pré-Diabetes e de prevenção. Afinal, o que é a pré-diabetes? Não é propriamente um diagnóstico de uma doença, mas é um alerta para o risco de vir a contrair diabetes tipo 2 nos próximos anos. E quando falamos de anos, podem ser dois, cinco ou até dez anos.

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão à diabetes (pré-diabético) quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicosilada (HbA1c), além de tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicosilada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente em pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

A carga genética e a idade não são fatores modificáveis, por isso, contra esses, nada podemos fazer. Mas mudar o estilo de vida está ao alcance de todos: exercício físico e alimentação equilibrada são fulcrais para prevenir a diabetes e fazer com que os pré-diabéticos fiquem assim apelidados toda a sua vida.

 

Combater a Diabetes, sobretudo através de programas de Prevenção, é um dos grandes desafios dos próximos anos. Saiba os seus valores e opte por um estilo de vida saudável!

 

 

 

 

publicado às 08:37

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Já ouviram falar da iniciativa “Fast Track Cities”. São“cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH”.

Esta iniciativa, lançada pela Declaração de Paris em 2014, no dia mundial da luta contra a SIDA, é uma rede de parceria mundial de cidades com quatro entidades principais: Associação Internacional de Prestadores de Cuidados no Âmbito da SIDA (IAPAC), Programa Conjunto das Nações Unidas para o VIH/SIDA (ONUSIDA), Programa específico das Nações Unidas para a Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (UN-HABITAT) e a cidade de Paris, entre outros parceiros técnicos locais, nacionais e internacionais, responsáveis pela sua execução.

Em 29 de maio de 2017, Lisboa, Porto e Cascais assinaram a Declaração de Paris através dos Presidentes das respetivas Câmaras Municipais. No passado dia 10 de outubro, mais Sete municípios portugueses – Almada, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra e Portimão – assinaram na Assembleia da República, a Declaração de Paris, juntando-se à iniciativa internacional Fast Track Cities

Portugal passa a contar com 10 municípios aderentes, tornando-se o primeiro «Fast Track Country».


Ao assinarem a declaração, estas cidades comprometem-se a atingir as metas 90-90-90 até 2020, segundo as quais 90% das pessoas que vivem com VIH sejam conhecedoras do seu diagnóstico, 90% dos diagnosticados estejam em tratamento antirretrovírico e 90% das pessoas em tratamento apresentem, sustentadamente, carga vírica suprimida.

As cidades envolvidas terão ainda como objetivos, remover as barreiras de acesso aos serviços de prevenção, seguimento e tratamento das pessoas infetadas por VIH, para eliminar o estigma e a discriminação em complementaridade com os organismos governamentais, a sociedade civil, a academia e as pessoas infetadas e afetadas por VIH.

 

Dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por HIV nas farmácias portuguesas

A dispensa de testes rápidos para rastreio de infeções por VIH nas nossas farmácias já começou. Primeiro em Cascais, mas rapidamente alargada a todo o país: Lisboa, Porto, Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra.

A execução destes testes na farmácia não requer prescrição médica e a confidencialidade e privacidade dos doentes devem ser sempre salvaguardadas. A importância da execução destes testes num espaço de tão fácil acesso é a possibilidade de ter o diagnóstico precoce da infeção, o que se revela o primeiro passo para o sucesso do tratamento. A decisão de fazer o teste é muitas vezes adiada por medo, vergonha e estigmas, que podem ser atenuados pela confidencialidade que se impõe quando se dispensa este teste nas farmácias.

Em todo o circuito, se o utente não se quiser identificar não se identifica, portanto pode fazer o teste sem ser necessário nunca dar os seus dados pessoais. Só se for reativo, aquando do contacto com a linha SNS 24 para marcar a consulta (hospitalar) aí é que tem de se identificar.

Um teste reativo não significa necessariamente um teste positivo e, portanto, há que explicar muito bem ao utente o que está aqui em causa e depois, naturalmente, orientá-lo através da linha SNS 24 para a instituição hospitalar onde se vai confirmar ou não o diagnóstico e depois fazer o seguimento.

As farmácias envolvidas já tiveram formação, pois não só a execução do teste é importante, mas também o aconselhamento pré e pós teste, pois trata-se de um assunto que tem que ser tratado de uma maneira rigorosa e uniforme em todo o país.



O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou ainda o compromisso do Governo de, até ao final do ano, passar a disponibilizar testes que podem ser vendidos nas farmácias e feitos em casa. 

A proposta legislativa que avança com a possibilidade dos testes em casa já foi aprovada em Conselho de Ministros e promulgada pelo Presidente da República.

publicado às 09:52

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

por dicasdefarmaceutica, em 13.10.18

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Assinala-se hoje o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos. Já escrevi várias vezes sobre a importância destes Cuidados, mas não poderia deixar passar este dia sem falar das iniciativas e dos objetivos propostos para esta “História”que vai sendo escrita por tanta gente e por tantas entidades.

 

No âmbito do Mês dos Cuidados Paliativos, que se comemora em Outubro, a APCP (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos) irá lançar uma campanha com o mote "Vamos continuar a escrever esta história" que versa sobre a desmistificação dos cuidados paliativos e dos cuidados paliativos pediátricos como cuidados de fim de vida.

“A campanha "Vamos continuar a escrever esta história" pretende elucidar sobre o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento, promovendo a melhor qualidade de vida possível para a pessoa e criança doente e sua família, e ainda reconhecer a importância dos cuidadores no processo de doença crónica, complexa e limitante. É errado pensarmos que estes cuidados só deverão ser aplicados na fase terminal de um doente. Os cuidados paliativos devem ser parte integrante no processo de cura e tratamento de uma doença, desde o seu diagnóstico.

Estes cuidados asseguram, para além do cuidado em saúde, estabilidade familiar, social e espiritual. Quando admitimos a necessidade de cuidados paliativos não estamos a desistir da pessoa nem do processo de cura, mas estamos a minimizar o sofrimento, a vários níveis, provocados pela doença”, explica Dr. Duarte Soares, Presidente da APCP.

 

A propósito desta Campanha serão realizadas várias iniciativas, entre as quais o IX Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, a realizar entre 25 e 27 de Outubro na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto; um peditório público a decorrer nas Farmácias Holon (de 15 de outubro a 30 de novembro); e a venda de uma mascote, o porta-chaves Palis, por 5 euros, em vários pontos do país, nomeadamente em 124 Farmácias Holon e no Centro Comercial Dolce Vita, em Lisboa, no Espaço Solidário, entre os dias 4 e 7 de outubro, e ainda via online através do site institucional da APCP (ver AQUI).

 

As ações propostas para esta Campanha estão de acordo com o lema internacional “BECAUSE I MATTER”, ou seja, têm como principal objetivo colocar a pessoa doente no centro do cuidado.  O valor angariado com o peditório público e com a venda da mascote tem como finalidade a realização de outras ações de sensibilização, de âmbito nacional, e de formações dirigidas a profissionais de saúde”, conclui o Presidente da APCP.

 

Dados sobre os cuidados paliativos em Portugal: 

Em Portugal, por ano, cerca de 89 mil pessoas necessitam de cuidados paliativos;
Cerca de 50% das pessoas referenciadas acabam por morrer sem terem acesso aos respetivos cuidados;
O nosso país continua a ter apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por cada 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a existência de uma por cada 100 mil habitantes;
Existem em Portugal pelo menos 6.000 crianças e jovens com necessidades paliativas e os centros de referenciação encontram-se essencialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto;
Os cuidados paliativos pediátricos e as áreas de referenciação existentes são ainda insuficientes face à necessidade.
 
Aliviar o sofrimento numa fase de dor intensa e permanente é dos maiores desafios da medicina. Vamos continuar a escrever esta História para nos próximos anos não escrever aqui que 50% das pessoas necessitadas deste cuidados acabam por morrer sem terem acesso aos mesmos. Como é que isto é possível em pleno século XXI?
Os Cuidados Paliativos são um Direito Humano e um Dever do Sistema Nacional de Saúde!

 

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publicado às 19:49

A Vacinação contra a Gripe vai começar a 15 de Outubro

por dicasdefarmaceutica, em 12.10.18

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A gripe é uma doença benigna na grande maioria dos casos, porém, por ser altamente contagiosa, ela é capaz de infetar milhões de pessoas em relativamente pouco tempo. Por isso, a vacinação contra o vírus Influenza tornou-se uma importante medida de saúde pública nos últimos anos. 

A vacinação é a melhor e quase a única forma de prevenir a gripe, daí a sua importância, sobretudo para alguns grupos de maior risco.

 

Em Portugal, a vacinação vai começar a 15 de Outubro e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai disponibilizar 1,4 milhões de doses de vacinas.

Este ano, a vacinação vai começar cerca de duas semanas depois do que tem sido habitual, para garantir uma melhor e maior proteção durante o período da epidemia de gripe, que em Portugal tem início habitualmente na segunda quinzena de dezembro, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS). Já são muitos os que perguntam na farmácia se as vacinas já chegaram. Está quase...

 

No SNS, a vacina vai continuar gratuita a partir dos 65 anos, para residentes ou internados em instituições, para os bombeiros e para pessoas com algumas doenças específicas. Nestes casos, a vacina não necessita de receita médica e dispensa também pagamento de taxa moderadora.

 

Além dos 1,4 milhões de doses adquiridas para o Serviço Nacional de Saúde, haverá também vacinas dispensadas nas farmácias através de prescrição médica, com uma comparticipação de 37%.

As receitas médicas específicas para a vacina da gripe passadas desde o dia 1 de julho terão validade até final do mês de dezembro.

 

Recomenda-se que a vacina seja feita até ao final do ano.

 

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publicado às 09:12

“Sabe que tipo de Coração é o seu?”

por dicasdefarmaceutica, em 29.09.18

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Este é o mote da campanha da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) para assinalar o Dia Mundial do Coração, que se celebra hoje. A campanha convida os portugueses a medir o seu risco para a doença cardiovascular, a primeira causa de morte em Portugal. Pode consultar AQUI o site da SPC e fazer o teste “Sabe que tipo de coração é o seu?” Vá lá fazer...são só dois minutos.

 

Este inquérito já foi feito a mais de 1000 pessoas e concluiu que os portugueses com idades entre os 35 e os 70 anos admitem ter pelo menos três fatores de risco. Ao todo, 53% dos portugueses admitem sofrer de stress e de antecedentes familiares, 48% admitem fumar ou já ter fumado, 47% afirmam que são sedentários e 43% que têm excesso de peso. O que é que isto quer dizer? Quer dizer que o estilo de vida “comanda” a saúde do nosso coração.

 

Por isso mesmo, a adopção de um estilo de vida saudável é o primeiro passo para prevenir as doenças cardiovasculares. Está mais que provado que uma alimentação desequilibrada, a falta de exercício físico e o tabaco são os principais fatores de risco associados a estas doenças.

 

Enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, doenças das válvulas, arritmias e fibrilação auricular são alguns exemplos de doenças cardiovasculares, causadas, em grande medida, por um estilo de vida errado.

 

Por tudo isto, comece já hoje e aproveite o fim-de-semana:

- Faça uma boa caminhada ao ar livre, com a família ou amigos!

- Alimente-se de forma saudável! Sabe o que quero dizer, nada de “atafulhar o bandulho”...

- Hoje é um bom dia para começar: deixe de fumar!

- Divita-se e bom fim-de-semana!

publicado às 09:50

População idosa portuguesa é pouco saudável

por dicasdefarmaceutica, em 21.09.18

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Segundo um estudo europeu, apenas 9% da população idosa em Portugal apresenta boa saúde, comparativamente a 58% dos idosos na Áustria e 51% na Suíça.

Estes são os resultados preliminares do DO-HEALTH, o maior estudo europeu sobre envelhecimento e saúde. A percentagem de pessoas com mais de 70 anos consideradas saudáveis é de 51% na Suíça, 58% na Áustria, 38% na Alemanha e 37% em França. Por oposição, apenas 9% dos homens e mulheres, nesta faixa etária, em Portugal, apresentam uma boa saúde. Os números foram divulgados no princípio deste ano pela Universidade de Coimbra.

 

Só vale pena ter muita idade se formos saudáveis. De que nos serve vivermos muitos anos se a imagem que aparece dos idosos em Portugal é quase sempre a que vemos em cima, acamados ou nos ditos “lares”, muitos deles sem condições mínimas para uma vida feliz?

 

O que se passa em Portugal para os números serem tão diferentes do resto da Europa? Não é um único fator a provocar esta desgraça. São uma conjunto de fatores, de ordem genética, social e ambiental que têm que ser alterados para envelhecermos com qualidade. Os idosos europeus preocupam-se cada vez mais com a alimentação e com o estilo de vida, tentando manter-se ativos o maior período de tempo possível.

Em Portugal, parece que só agora é que estamos a começar a ter preocupações com esta parte da vida, tão importante para cada um em particular, mas também para a sociedade. Está a ser feito um grande esforço para mudar mentalidades e, como diz o ditado, “mais vale tarde do que nunca”!

 

Por vezes, até comemos bem e achamos que ingerimos todos os nutrientes necessários, mas só através de determinadas análises, é que conseguimos avaliar a falta de determinados nutrientes, tão importantes para manter uma vida saudável. É por isso que outra estratégia que parece ter um impacto positivo na saúde é o consumo de determinados suplementos alimentares.

 

Por exemplo,um  grupo de cientistas suecos, coordenado pelo cardiologista Urban Alehagen, da Universidade de Linköping, publicou o primeiro estudo que mostra que um suplemento diário de selénio (SelenoPrecise) e coenzima Q10 (BioActivo Q10 Forte 100 mg), administrado a um grupo de homens e mulheres saudáveis, melhorou a qualidade de vida em vários aspectos. Este estudo, denominado KiSel-10, foi publicado no International Journal of Cardiology, tendo sido notícia em todo o mundo.

No estudo KiSel-10 “participaram 443 homens e mulheres na faixa etária 70-88 anos. Os intervenientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um grupo recebeu diariamente suplementos de Q10 (200 mg) e selénio orgânico (200 microgramas), o outro grupo recebeu placebo. O estudo teve uma duração de cinco anos. Verificou-se que o grupo que recebeu os suplementos activos apresentou um menor risco de morte em mais de 50%, em comparação com o grupo placebo. Além disso, os doentes do grupo de tratamento apresentaram o músculo cardíaco significativamente mais forte. As amostras de sangue revelaram níveis inferiores de uma hormona denominada NT - proBNP, a qual é produzida pelo músculo cardíaco quando entra em esforço. Além disso, os cientistas puderam ver, através de ultrassonografia, que os corações trabalhavam com muito menos esforço.”

 

Outro exemplo de um suplemento que poderá ser benéfico para determinadas pessoas, é a vitamina D. A luz solar é a melhor fonte de vitamina D e está provado que muitos de nós não recebe esta vitamina, sobretudo durante o Inverno. De acordo com vários estudos, os indivíduos com baixos níveis de vitamina D no sangue são duas vezes mais propensos a sofrer de ataque cardíaco ou trombose coronária, em comparação com quem apresenta níveis elevados da vitamina D.

 

É importante salientar que os suplementos não são para toda a gente e nem todos necessitam dos mesmos suplementos e nas mesmas quantidades. Convém estar informado, fazer análises e conversar com o médico sobre estes assuntos, até porque alguns suplementos não se podem tomar com determinados medicamentos. Fale sempre com o seu médico e aconselhe-se com o seu farmacêutico!

 

Em resumo, para os idosos portugueses, aqui ficam algumas recomendações:

- Alimente-se de forma saudável!

- Faça exercício físico!

- Mantenha-se ativo!

- Veja se necessita de algum suplemento alimentar!

- Durma bem e o número de horas suficiente!

- Divirta-se e mantenha contacto com os seus amigos!

- Seja Feliz!

 

 

 

Alguns dos suplementos:

BioActivo Q10 Forte 100mg

BioActivo Selénio + Zinco

 

 

 

 

publicado às 08:54

Vamos falar de Dermatite Atópica

por dicasdefarmaceutica, em 17.09.18
 

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“A dermatite atópica (DA), ou eczema atópico, é uma doença crónica, imunomediada e atualmente incurável, determinada por fatores genéticos e ambientais, com um impacto muito relevante na qualidade de vida dos doentes. Estima-se que afete entre 10 a 20% das crianças e entre 1 a 3% dos adultos em todo o mundo.”

 

A semana passada falou-se muito desta doença porque celebrou-se o Dia Internacional da Dermatite Atópica. No âmbito desta celebração, nasce a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP).

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A dermatite atópica é uma doença que evolui por ciclos, com alguns períodos sem sintomas que alternam com outros de maior intensidade, também conhecidos por períodos de crise ou fase aguda. Mesmo nos períodos de acalmia, os tratamentos e os cuidados com a pele nunca podem ser descuidados. Controlar todos estes períodos é fundamental para a qualidade de vida. Nos períodos de crise, o tratamento deve ser rápido e nos períodos de acalmia, a pele deve ser devidamente cuidada, mediante o uso de produtos emolientes, para reconstruir a pele e para diminuir a secura da mesma, além de outras medidas, muitas delas dependentes de cada pessoa.

 

As terapêuticas mais utilizadas tratam apenas os sintomas e não a doença em si, restaurando a barreira da pele, minimizando o agravamento da doença, reduzindo o seu grau e duração e diminuindo o surgimento de crises.

 

Trata-se de uma afeção benigna, não contagiosa, que na maioria dos casos, surge nos primeiros anos de vida, mas que pode surgir em qualquer idade.

Não é tarefa fácil ter que enfrentar esta doença, pois o incómodo que causa pode afetar grandemente o dia-a-dia e a auto estima do doente. Por se tratar de uma doença benigna, nunca deve ser menosprezada.

A qualidade de vida destas pessoas deve ser cuidada, preferencialmente com a ajuda de dermatologistas, desde os primeiros anos ou desde que aparecem os primeiros sinais da doença.

 

Não sofra sozinho! Fale da doença ao seu médico, siga os seus conselhos e peça ajuda ao seu farmacêutico para que a sua pele esteja cuidada durante todo o ano! Agora também já tem uma Associação (ADERMAP) com a qual pode partilhar as suas dúvidas a sua experiência.

 

publicado às 18:48

Mortes por cancro chegarão aos 9,6 milhões em 2018

por dicasdefarmaceutica, em 13.09.18

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Estas são as previsões avançadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para este ano.

A Agência Internacional para Pesquisa sobre o Cancro (IARC) disse que as previsões apontam para 18,1 milhões de novos casos de cancro em 2018. O IARC disse que este aumento de números de casos de cancro se deve a vários fatores, como o desenvolvimento social e económico e a populações maiores e mais velhas.

 

Segundo o mesmo relatório, o cancro do pulmão é a principal causa de mortes por cancro em todo o mundo. Assim como o cancro da mama, o cancro do pulmão também está entre as maiores causas de casos novos da doença.

O cancro colorretal é o terceiro tipo mais diagnosticado, seguido pelo cancro da próstata e pelo cancro do estômago.

 

Estes números assustam, mas se pensarmos bem, acaba por ser uma consequência de vivermos mais tempo: quanto mais vivemos, maior é o risco de contrair doenças.

Segundo este relatório, um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres, devem ter cancro ao longo da vida, ou seja, um em cada oito homens e uma em cada onze mulheres, vão morrer vítimas de cancro.

 

Só políticas eficientes de prevenção e deteção precoce de casos de cancro, podem controlar esta doença em todo o mundo.

Um grande exemplo de como as campanhas de prevenção podem funcionar, é a redução de casos de cancro do pulmão em homens do norte da Europa e da América do Norte, que apostaram num grande número de campanhas anti-tabaco. 

Também a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) tem vindo a fazer reduzir o número de casos de cancros do colo do útero na maioria das regiões, com exceção da África subsaariana.

 

Apostar na prevenção, através de uma alimentação equilibrada, de exercício físico, de um sono eficaz, de não fumar e de uma vacinação feita de acordo com as indicações, é o meio certo para atingir o objetivo de combate a esta doença presente em quase todas as famílias. 

O diagnóstico precoce da doença, feito sobretudo através de rastreios a toda a população na altura e idade certas, é outro meio de combater a doença. Está provado que quanto mais precoce for detetada a doença, maior é o sucesso da terapêutica instituída.

 

Os avanços no diagnóstico e no tratamento do cancro são promissores, mas o cancro está longe de ser erradicado. Vamos fazendo a nossa parte, tentando controlar os fatores externos e não faltando aos rastreios que temos ao alcance. O resto, vamos acompanhando e confiando nos desenvolvimentos da ciência...

 

 

publicado às 17:24

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

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A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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