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"Cancro Infantil: Não fico indiferente"

por dicasdefarmaceutica, em 30.09.16

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Termina hoje o mês de sensibilização para o Cancro Infantil. Ainda ontem estive de passagem no IPO de Lisboa e, quem pode ficar indiferente para esta realidade? São muitas as crianças e famílias que passam o seu dia-a-dia a vaguear naqueles corredores entre consultas, tratamentos, exames, enfermaria e, nos dias em que o corpo deixa (sim, porque neste caso é o corpo que manda e não o sol...) até algum passeio pelos jardins e parque infantil do Instituto.

 

Nem era preciso lembrar este laço dourado que simboliza o Cancro Infantil, mas é bom que não fiquemos indiferentes às realidades que estão à nossa volta.

Na Europa, 13.000 crianças são diagnosticadas anualmente com cancro e em Portugal, todos os anos surgem 350 novos casos, sendo a primeira causa de morte não acidental na população infanto-juvenil.

 

Relativamente à campanha de sensibilização para o Cancro Infantil, que teve lugar este mês em todo o mundo, Cristina Poitier, diretora-geral da Fundação Rui Osório de Castro, refere: "Estas iniciativas pretendem fazer chegar mais longe a voz de apoio às crianças e jovens com cancro. Este tipo de ações são muito importantes para que, em todo o mundo, as pessoas sejam despertas e fiquem sensibilizadas para o cancro pediátrico porque apesar de assistirmos cada vez mais a uma forte aposta em novos tratamentos direcionados a esta população de doentes, e de cada vez mais crianças e adolescentes conseguirem fazer face e lutar contra o cancro, é uma doença que afeta ainda muitas crianças em todos os países”.

 

A Câmara Municipal de Lisboa aceitou o desafio da Fundação Rui Osório de Castro e da Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro) e decidiu contribuir para esta campanha, iluminando em tons de dourado, durante todo o mês de setembro, a estátua de D. José I no Terreiro do Paço, em sinal de apoio às crianças que sofrem de doenças oncológicas:

 

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Como em quase todas as doenças, especialmente nas oncológicas, o Cancro Infantil não é exceção e o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso da cura. Muitas crianças têm sido curadas, mas se estivermos todos atentos aos sintomas, a taxa de cura continuará a subir.

 

O cancro mais frequente nas crianças é a leucemia que tem um prognóstico de cura muito bom quando detetada a tempo. Os tumores do sistema nervoso central, aparecem em segundo lugar e depois há uma diversidade de tumores que podem aparecer na criança como os linfomas, neuroblastomas, tumores dos tecidos moles e tumores ósseos (estes últimos mais frequentes na adolescência).

 

Oito em cada dez crianças podem ser curadas se, aos primeiros sinais da doença oncológica, forem encaminhadas para os serviços médicos.

 

 

E quais são os sintomas? Aqui, o único conselho que eu posso dar é que, todos nós, sobretudo os pais, sabemos quando a sua criança "não está bem".

Se notarem alguma alteração no comportamento, na disposição, no corpo (abdómen inchado, perda de peso, nódulos, manchas na pele), dores inexplicáveis, febre frequente, não deixem passar e procurem a ajuda do médico, pois só ele pode avaliar a gravidade ou não desses sintomas.

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publicado às 09:05

Regresso às aulas: atenção às costas!

por dicasdefarmaceutica, em 02.09.16

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Setembro e regresso às aulas...começa a azáfama dos livros, material escolar e talvez uma mochila nova para o ano que se aproxima. Vamos refletir um pouco antes de comprar a referida mochila, pensando na saúde, mais especificamente, nas costas das nossas crianças e adolescentes. 

 

Luís Teixeira, médico ortopedista e fundador da Associação Portuguesa Spine Matters, alerta para as consequências de uma carga desadequada que as crianças transportam durante o período de aulas.

Um estudo recente desta Associação mostrou que 37% dos alunos do primeiro ao nono ano, têm dores nas costas, mas não procuram ajuda médica, pois os sintomas são desvalorizados, por serem passageiros.

 

"Todos sabemos que as nossas crianças continuam a transportar cargas excessivas nos dias de aulas, mas é fundamental percebermos de que é que estamos a falar. Na verdade, os números mostram que há muitos alunos a suportar 15% ou mais do seu peso corporal na carga escolar, uma percentagem já muito elevada e prejudicial para a coluna".

O médico explica que as mochilas das crianças não devem exceder esta percentagem, já que tal pode significar uma mudança nos ângulos dos ombros, pescoço, tronco e membros inferiores, afetando a postura de forma global ao provocar uma curvatura anormal das costas.

 

Para evitar este problema, aqui ficam cinco dicas imprescindíveis para os pais:

 

1 - Pese as mochilas dos seus filhos antes de saírem de casa. Se a carga exceder 15% do seu próprio peso, então é necessário retirar carga. Por exemplo, sempre que não necessários, os livros devem ficar na escola, nos cacifos ou em casa. A mochila deve ser arrumada diariamente.

2 - Procure mochilas de duas alças e com bom suporte, em que o peso possa ser suportado uniformemente. 

3 - Corrija os seus filhos se a mochila estiver a ser transportada com as alças muito soltas. Quando se encontra já perto do fim das costas, a pressão causada na coluna é muito elevada.

4 - Adeque sempre o tamanho da mochila ao tamanho da criança.

5 - Escolha mochilas de material leve e resistente. 

 

Além dos problemas das costas (cifoses e escolioses), as mochilas pesadas são, muitas vezes, as causadoras de dores de cabeça frequentes, muitas vezes responsáveis pela falta de concentração durante as aulas.

 

Lembre-se que os problemas resultantes de erros que fazemos em crianças, podem ser sentidos no curto ou no longo prazo, por isso, é melhor começar já a prevenir!

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publicado às 17:50

Bébéu: um novo projeto para grávidas e para bebés

por dicasdefarmaceutica, em 21.07.16

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 Raquel Pacheco Neves, farmacêutica, é a mentora de um novo projeto, de nome "Bébéu". Trata-se de uma fusão entre duas das suas grandes paixões, o aconselhamento farmacêutico e a área da gravidez e da puericultura.

 

Hoje deixo-vos com um artigo da Raquel, muito útil quando temos crianças por perto:

 

KIT PRIMEIROS SOCORROS

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"Normalmente quando temos crianças é quando damos mais uso ao nosso kit de primeiros socorros.

As crianças são exploradoras natas do mundo e, por vezes, sofrem algum tipo de acidentes mais ou menos graves. Por isso devemos estar preparados com tudo o que possamos precisar para as tratar num primeiro momento. Este kit que vos trago hoje é um kit básico.

Que artigos devemos ter em casa quando temos crianças por perto?

- Soro Fisiológico -se possível em doses individuais estéreis (pode ser utilizado em várias situações, como por exemplo, para a limpeza de feridas);

- Desinfectante - como por exemplo o betadine (é utilizado na desinfecção de uma ferida ou corte);

- Gazes estéreis-de vários tamanhos ou então de tamanho grande que se possam cortar (servem para limpar as feridas ou cortes ou também para envolver e fechar uma ferida grande até chegar ao hospital);

- Luvas descartáveis-para não contaminarmos a ferida/corte com as nossas próprias mãos;

- Ligaduras-podem servir, por exemplo, para segurar as compressas e fechar uma ferida/corte;

- Fita adesiva-para selar uma ferida/corte;

- Tesoura-para cortar a fita adesiva e as compressas ou gazes (esta tesoura só pode ser utilizada para primeiros socorros e depois de utilizada deve ser desinfectada);

- Gaze gorda -pode ser utilizada em caso de queimaduras; como é revestida por uma substância gordurosa não se cola às feridas nem às queimaduras (pode ser utilizada para selar uma queimadura até chegar ao hospital);


Tenho aqui que juntar mais uma coisa ao nosso kit : CALMA!!! Está provado que se os adultos se mantêm calmos, a criança também vai estar porque se vai sentir mais segura. Por exemplo, se for preciso ir ao hospital por causa de uma ferida, primeiro é sempre muito importante fazer a limpeza e tentar estancar o sangue fechando a ferida e fazendo compressão. Façam a viagem para o hospital com calma e expliquem à criança o que se vai passar lá."

 

Aconselho-vos a visitar AQUI o projeto "Bébéu".

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publicado às 16:28

Hospital da Bonecada no Centro Comercial Colombo

por dicasdefarmaceutica, em 02.06.16

 

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Está a decorrer até ao dia 5 de Junho, na Praça Central do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, mais uma edição do Hospital da Bonecada. Esta iniciativa tem como objetivo fomentar nas crianças a confiança no ambiente e procedimentos hospitalares, auxiliando a sua ingressão nos cuidados de Saúde.

 

Se os seus filhos têm algum dos bonecos "doentes", dirija-se a este Hospital, aguarde pela triagem e siga para o serviço apropriado à doença em causa. Pode necessitar de um simples tratamento ou consulta, mas se necessitar de algo mais complexo, como um TAC ou uma intervenção cirúrgica, também será atendido.

Pode aviar logo os medicamentos receitados na farmácia do hospital ou seguir para a fisioterapia ou mesmo para a terapia da fala.

 

Bloco operatório:

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 Sala de tratamentos:

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 Farmácia:

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 Bebés:

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Medicina dentária: 

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 Radiologia:

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 Fisioterapia:

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Os voluntários que durante estes dias atendem estes "utentes" desempenham o seu papel como verdadeiros profissionais de saúde nas suas áreas de estudo.

 

Ao longo de toda a semana, o Hospital terá também pinturas faciais e espetáculos de ilusionismo, teatro, fantoches e a presença do Tinoni, a mascote oficial do Hospital da Bonecada.

  

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Outra novidade deste ano é a venda de merchandising do Hospital da Bonecada, cujos lucros vão reverter para o Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

 

Se os seus filhos têm "medo da bata branca", aproveite o fim-de-semana e faça uma visita ao Hospital da Bonecada!

 

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publicado às 15:11

1 de Junho: Dia do Nariz Vermelho

por dicasdefarmaceutica, em 01.06.16

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“O Dia do Nariz Vermelho é um dia em que sensibilizamos a população para o trabalho desenvolvido pelos Doutores Palhaços junto de milhares de crianças hospitalizadas e, este ano, vamos passar a dizer sim a tantos contatos que recebemos de empresas e particulares que ouvem falar na iniciativa e mostram vontade de participar”, explica Carlota Mascarenhas, coordenadora de angariação de fundos da Operação Nariz Vermelho (ONV).

 

O Dia do Nariz Vermelho (DNV), habitualmente dedicado ao universo escolar, será a partir de agora aberto a qualquer pessoa que queira participar:

 

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Nas escolas, nas instituições ou nas ruas, cada cêntimo de ajuda será convertido em sorrisos, que estes Doutores Palhaços fazem chegar às crianças hospitalizadas.

 

Visite o site do Dia do Nariz Vermelho e veja como ajudar a levar alegria a estas crianças!

 

FELIZ DIA DA CRIANÇA!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 06:57

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A ligeireza com que se tem falado de hiperatividade infantil nestes últimos anos, tinha que levar a estas notícias: milhares de crianças portuguesas, até aos 14 anos de idade, consumiram em 2015 mais de cinco milhões de calmantes.

Parece quase impossível, mas estes são os dados do relatório de 2015 sobre a saúde mental em Portugal, da Direção Geral da Saúde (DGS).

 

E agora, de quem é a culpa? Dos médicos? Dos pais? De todos, menos das crianças, que têm todas o dever de ser bem comportadas, calminhas, boas alunas, para um dia entrarem na universidade de sonho dos papás e serem "adultos com sucesso"...

 

Claro que eu também tenho filhos e também quero que eles tenham sucesso e quero, sobretudo, que sejam felizes. E agora dizem: "pois é, mas os teus sempre foram calminhos..." Talvez sim, mas quando eram crianças, brincavam muito, jogavam à bola com os amigos, brincavam às casinhas e ao "faz de conta", praticavam muito desporto e não passavam todos os fins-de-semana agarrados aos livros e aos trabalhos de casa.

E nos intervalos do estudo, sentados na secretária, também não se deslocavam para o sofá para jogar no iPad ou para falar com os amigos no facebook.

Tudo deve começar na mudança de hábitos, e os hábitos que no presente estão a ficar "enraizados" na nossa sociedade, não são de certeza os mais saudáveis para as nossas crianças. Lembrem-se que ser ativo não é ser hiperativo!

 

Como farmacêutica e sabendo que estes psicofármacos que são utilizados para tratar a hiperatividade até podem causar atrasos no desenvolvimento do Sistema Nervoso Central das crianças, questiono-me como são tão prescritos pela classe médica. Podem dizer que é por pressão dos pais, mas isso não me parece desculpa. Aliás, fiquei chocada ao ler num jornal de ontem as declarações de uma pedopsiquiatra que dizia que tal acontecia porque os médicos "não têm tempo para realizar uma melhor avaliação dos sintomas". Isto quer dizer que receitam psicofármacos às crianças apenas baseados em sintomas e sem confirmação do diagnóstico? Não quero acreditar nesta versão e tenho a certeza que isto não é o que se passa com os colegas desta Sra. Dra. que teve este desabafo...

 

O fármaco mais utilizado nestes casos é a famosa "Ritalina"(Cloridrato de metilfenidato). Este medicamento, famoso nos Estados Unidos, já não é receitado a algumas crianças na Europa, como as francesas.

 

A bula deste medicamento é bastante ilucidativa, por isso, vou deixar aqui algumas passagens desta bula:

 

Para que é utilizado o Cloridrato de metilfenidato?

"- Ritalina LA é utilizado para tratar a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA).

- É utilizado em crianças e adolescentes entre os 6 e os 18 anos de idade e em adultos.

- É apenas utilizado após serem testados tratamentos que não envolvem medicamentos, tais como aconselhamento e terapia comportamental e que tenham sido insuficientes."

...

"Este medicamento é utilizado como parte de um programa de tratamento que geralmente inclui:

- terapia psicológica

- terapia educacional

- terapia social."

...

"Tratamento a longo prazo

Ritalina LA não necessita de ser tomada para sempre.

Se toma, ou se a sua criança toma, Ritalina LA há mais de um ano, o seu médico deve parar o tratamento pelo menos durante um ano."

 

Dúvidas? Agora vou falar para os papás: antes de acharem que o vosso filho é hiperativo e de pedirem "Ritalina" ao Sr. Dr., vejam se todas as terapias já foram ensaiadas. E lembrem-se que começar a tomar um comprimidinho por dia é muito prático, mas depois tirar esse comprimidinho da rotina da criança, pode ser mais complicado.

 

Todos queremos o melhor para as nossas crianças e não há quem queira mais para os seus filhos do que os próprios pais, por isso, vamos todos trabalhar para que os dados deste relatório anual da DGS sejam diferentes no próximo ano.

 

Deixem estes calmantes para aquelas crianças que têm mesmo necessidade de os tomar...essas sim, serão mais felizes quando controladas com estes fármacos! Falem com os pediatras dos vossos filhos; só eles vos podem ajudar num diagnóstico correto e nas terapias adequadas a cada caso.

 

Deixem as crianças brincar e serem felizes!

 

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publicado às 09:59

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A Meningite B é uma doença rara, mas grave, sobretudo nas crianças. Sabe-se que entre 5 a 14% dos casos podem ser fatais e entre 11 e 19% sobrevivem com alguma sequela de saúde a longo prazo, nomeadamente problemas neurológicos, perda de audição, cicatrizes cutâneas ou mesmo amputações.

O grupo mais afetado é o das crianças até 1 ano de idade, logo seguido de crianças até aos 4 anos.

 

Desde Julho de 2014 está disponível uma vacina para a Meningite B, com o nome comercial Bexserol. Desde então, muitos pediatras têm aconselhado a sua toma, apesar de não estar incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) e ser muito dispendiosa (cerca de 98€ cada dose).

 

O plano para esta vacina é o seguinte:

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À pergunta feita sobre se se deve esperar para que a vacina faça parte do PNV, o conhecido pediatra Mário Cordeiro responde: "A vacina anti-meningococo B é provadamente eficaz e segura, caso contrário não teria sido autorizada pelas agências internacionais, europeias e pelo INFARMED. Esperar pode-se esperar, mas, que eu saiba, as vacinas não matam, as doenças sim. Enquanto se espera o meningococo não fica parado. Aliás, a ‘moda anti-vacina’, baseada em que ‘não são naturais’ ou que são uma conspiração das multinacionais é totalmente aberrante: milhões de vidas foram salvas devido às vacinas. Aliás, todos os que morreram e morrem por tuberculose ou sarampo ou meningites bacterianas gostariam de ter tido uma vacina que os salvasse.”

 

Mesmo a propósito, e foi mesmo por isso que me lembrei de fazer este post, no Reino Unido, uma petição para a inclusão desta vacina no plano de saúde para todas as crianças, bateu todos os recordes de assinaturas (617,5 mil), após a morte de uma menina de 2 anos.

No Reino Unido, a vacina contra a Meningite B está disponível no serviço público desde setembro de 2015, mas só para bebés com menos de 1 ano de idade.

 

A mãe da pequena Faye apoiou esta campanha, lançada em outubro, ao compartilhar uma imagem de sua filha pouco antes de sua morte em 14 de fevereiro. A menina não resistiu após 11 dias lutando contra a infecção.

 

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Aqui fica mais um alerta para aqueles pais que insistem na não vacinação das suas crianças!

 

Para quando a inclusão de mais esta vacina no Plano Nacional de Vacinação em Portugal?

Será preciso termos sempre que falar em dinheiro para causas tão importantes como esta?

Isto sim, são prioridades: não deixar partir crianças que poderiam ter sido vacinadas.

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publicado às 18:14

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Lutar contra a resistência aos antibióticos é uma urgência a nível mundial e disso ouvimos falar quase todos os dias. Agora temos mais uma razão para refletir sobre o uso destes medicamentos, sobretudo em crianças, pois parece que os antibióticos  também podem ser um dos responsáveis pela obesidade infantil.

 

Uma investigação publicada no International Journal of Obesity mostrou que as crianças e adolescentes que tomam demasiados antibióticos têm um maior risco de se tornarem obesos em qualquer idade. 

O estudo reuniu 160 mil crianças e adolescentes dos 3 aos 18 anos e demonstrou que os que usaram regularmente antibióticos ganharam peso mais rapidamente do que aqueles que o tinham feito esporadicamente ou nunca tinham tomado.

Os resultados mostraram também que o uso dos antibióticos pode influenciar o ganho de peso, não só na infância, mas em qualquer idade.

Na realidade, as primeiras vezes que as crianças tomam antibióticos, ganham peso, mas perdem-no rapidamente; com a ingestão frequente destes medicamentos, o aumento de peso torna-se cumulativo.

 

Porque é que isto acontece?

O uso frequente dos antibióticos pode mudar de forma permanente a flora intestinal, essencial para uma digestão completa, quer no que diz respeito à absorção dos nutrientes, quer de calorias, daí o aumento de peso.

Os antibióticos, além de fazerem a sua função, que é eliminarem as bactérias que estão a causar o problema, eliminam também algumas que fazem falta ao organismo, criando desiquilíbrios na flora intestinal.

 

Cada vez mais, a campanha "Antibióticos em crianças: use mas...não abuse!" faz todo o sentido.

Nunca dê antibióticos ao seu filho sem serem prescritos pelo médico! 

 

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publicado às 19:06

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"A dermatite atópica ou eczema atópico designa as manifestações inflamatórias cutâneas e recidivantes associadas à atopia". 

Trata-se de uma afeção benigna, não contagiosa que, na maioria dos casos, surge nos três primeiros meses de vida, sendo uma grande preocupação para os papás e um grande sofrimento para os bebés.

 

A dermatite atópica evolui, alternando períodos de crise com períodos de acalmia. Controlar todos estes períodos é fundamental para a qualidade de vida da criança. Nos períodos de crise, o tratamento deve ser rápido e nos períodos de acalmia, a pele deve ser devidamente cuidada, mediante o uso de produtos emolientes, para reconstruir a pele e para diminuir a secura da mesma, além de outras medidas, muitas delas dependentes de cada criança.

 

Também se sabe que a pele atópica melhora e desaparece na maioria dos casos espontaneamente, antes da puberdade e não deixa nenhuma cicatriz, se for tratada corretamente.

 

Por tudo isto, hoje venho falar-vos de uma nova ferramenta lançada pela Uriage, que vai ajudar toda a família a viver com pele atópica. De forma a melhorar a qualidade de vida dos pais e das crianças, a Uriage criou dois mecanismos diferentes de apoio:

 

1App ATOPIA: aplicação que ajuda a controlar cada passo da patologia através de três áreas diferentes, destinadas aos vários intervenientes do processo:

 

COMPREENDER – área destinada aos pais, permite-lhes compreender melhor a doença e dá-lhes dicas e conselhos de como prevenir os períodos de crise.

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ACOMPANHAR - área destinada a pais e médicos, permitindo fazer todos os registos num calendário: tratamentos, consultas, períodos de crise, alimentação e outros. Permite ainda criar alertas para não esquecer e fazer gráficos estatísticos, que vão ajudar o médico a prescrever o tratamento mais adequado, de acordo com a evolução da patologia.

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JOGAR – área destinada às crianças, com jogos didáticos, divididos por idades. Nesta área, a Luisinha e o Manel vão ajudar a lidar com a dermatite atópica.

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Esta aplicação é gratuita para IOS e Android.

 

2Linha de apoio SOS Atopia - número verde 800 919 254, disponível todos os dias da semana, das 9h00 às 18h00 e e-mail de apoio SOS Atopia – sos.atopia@uriage.pt

 

 

 

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publicado às 21:12

Os piolhos também estão de regresso à escola

por dicasdefarmaceutica, em 10.10.15

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Os piolhos gostam do regresso às aulas e já andam todos contentes a saltar de cabeça em cabeça.

 

A esta "praga" chama-se pediculose da cabeça. É uma doença causada por um parasita da classe dos insetos, chamado Pediculus humanus capitis, mais habitualmente chamado de piolho.

 

Contrariamente ao que muita gente pensa, a presença de piolhos não está associada à falta de higiene, mas sim ao contacto com alguém contaminado. A forma de transmissão mais frequente é mesmo através de contacto direto interpessoal, podendo também ocorrer, mas de forma menos frequente, através do usos de objetos contaminados, como chapéus, gorros, escovas de cabelo, pentes, etc...

 

É por tudo isto que nesta altura do ano, com o regresso à escola, aparecem os primeiros surtos de piolhos. Lembrei-me de fazer este post porque tenho uma amiga que já está com estes "visitantes" nas cabeças das suas crianças.

 

O piolho sobrevive unicamente no couro cabeludo humano. Cada piolho fêmea coloca três a seis ovos (lêndeas) por dia...vejam lá a raça das "meninas"...

 

Sintomas e diagnóstico

O prurido é o principal sintoma, provocado pela picada do piolho no couro cabeludo e por uma reação alérgica à sua saliva.

As lêndeas são facilmente visíveis perto do couro cabeludo, como que aderentes ao fio de cabelo, podendo confundir-se com caspa, só que esta é solta e as lêndeas ficam bem aderentes ao cabelo. 

Desta forma, o diagnóstico é feito mediante a observação direta do couro cabeludo.

Quase todas as mães já tiveram a experiência de uma tarde de regresso a casa à caça destes parasitas...que animação!

 

Tratamento

Existem vários tratamentos tópicos no mercado e a escolha parece difícil. No entanto, podemos dividi-los em dois grupos:

- Medicamentos com ação pesticida: malatião, crotamitona e permetrina

- Medicamentos com ação oclusiva: dimeticone

Sem dúvida, que prefiro o segundo grupo. Estes produtos funcionam de forma oclusiva, eliminando os piolhos e lêndeas por não os deixarem respirar. São muito bem tolerados por crianças a partir dos 2 anos de idade e, normalmente, funcionam muito bem.

Com qualquer dos tratamentos, é importante a remoção das lêndeas e dos piolhos com um pente apropriado, que normalmente vem com o produto de tratamento (shampoo ou spray).

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A repetição do tratamento sete dias depois é importante para garantir que, se algumas lêndeas sobreviveram, sejam eliminadas no segundo tratamento.

 

Antigamente, era necessário deixar atuar o produto durante toda a noite, mas agora essa etapa está facilitada e alguns minutos chegam para eliminar os terríveis "monstrinhos".

 

Além do tratamento, existem alguns procedimentos práticos importantes.

 

Dicas práticas

- Fazer o tratamento a todas as pessoas contaminadas.

- Lavar a alta temperatura (60 graus) todas as roupas e objetos que tenham contactado com a cabeça (lençóis, toalhas, peluches, chapéus, etc...).

- Os que não puderem ser lavados na máquina, devem ser limpos a seco e selados num saco de plástico durante duas semanas.

- Aspirar o chão e os tapetes, de forma a eliminar todos os possíveis cabelos contaminados.

- Meninas com o cabelo muito comprido, devem trazê-lo apanhado.

 

Existem alguns produtos que previnem a aproximação dos piolhos ao couro cabeludo, fazendo uma espécie de película protetora, mas na realidade, a melhor prevenção é estarem atentos a toda a hora às cabecinhas da criançada e rezarem para que não sejam os "felizes" contemplados para a "caça aos piolhos".

 

E já agora, uma curiosidade: a engraçada moda das selfies parece ser patrocinada pelas empresas que vendem os produtos anti-piolhos. Já viram que estes saltitões, com tantas cabeças encostadas, nem precisam de se esforçar a dar grandes saltos?

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publicado às 08:06

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

Termo de responsabilidade

A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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