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O que já mudou na nova Lei do Tabaco

por dicasdefarmaceutica, em 05.01.18

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Já entraram em vigor as novas normas referentes à Lei do Tabaco. Sempre a pensar na saúde de todos, as regras começam a ser mais duras para quem fuma, mas ainda não suficientemente severas para proteger toda a gente deste grande mal que é o cigarrinho.

 

Podemos falar de 5 alterações relevantes:

 

1 - Proibição de fumar em locais frequentados por crianças, mesmo que ao ar livre, nomeadamente “infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias, parques infantis, e demais estabelecimentos similares".Esta é a principal alteração à Lei do Tabaco.

 

2 - Equiparação dos cigarros eletrónicos aos cigarros tradicionais, pelo que o seu uso vai ser proibido em espaços públicos fechados. São os cigarros da moda, os chamados e-cigarros. Como todas as modas, há muita gente a querer segui-las e esta é muitas vezes a forma de iniciar o hábito de fumar. Nos EUA os números de crianças e adolescentes a utilizar este método são assustadores. 

Além disso, segundo dizem os entendidos na matéria, apesar de serem potencialmente menos perigosos do que o cigarro convencional, “os e-cigarros podem causar dependência e não são isentos de risco para a saúde, pois contêm substâncias aditivas, tóxicas, irritantes e cancerígenas embora em menor quantidade que os cigarros convencionais”.

 

3 - Obrigatoriedade da existência de espaços para fumar no exterior de estabelecimentos de saúde, como hospitais ou clínicas, e instituições de ensino, qualquer que seja a idade dos alunos e o grau de escolaridade.

 

4 - Dever dos serviços de saúde ocupacional para “promover nos locais de trabalho ações e programas de prevenção e controlo tabágico e devem apoiar ou referenciar os trabalhadores que pretendam iniciar o tratamento de cessação tabágica para o médico de família ou para as consultas de cessação tabágica".

Também estes serviços ficam incumbidos da monitorização da "salubridade dos locais de trabalho, em particular no que refere à qualidade do ar, evitando a sua contaminação com fumo de tabaco, garantindo assim as condições de saúde, higiene e segurança adequadas".

 

5 - Proibição de "qualquer discriminação dos fumadores no âmbito das relações laborais, designadamente no que se refere à seleção e admissão, à cessação da relação laboral, ao salário ou a outros direitos e regalias". 

Esta medida não é uma alteração, pelo menos é isso que eu acho. Descriminar trabalhadores por fumarem é algo que nem deveria ser abordado, pois proibir de fumar em determinados locais é uma coisa, descriminar quem fuma é outra bem diferente...


Mantêm-se os avisos nos maços de tabaco, mas vão passar a cobrir 50% da embalagem.

 

O consumo de tabaco é, hoje, nos Países desenvolvidos, a principal causa de doença e de mortes evitáveis, sendo responsável por cerca de 20% do total de mortes verificadas anualmente nos países desenvolvidos.

 

De nada servem todas estas alterações à lei se não apostarmos fortemente na prevenção. As medidas de prevenção do tabagismo devem ser dirigidas primeiro às crianças e aos jovens. Os próprios fumadores devem ser conscientes e incutir nas crianças que fumar faz mal e cria dependência. Esta educação deveria iniciar-se no seio da família. O exemplo dos pais é fundamental, pelo que os pais fumadores devem ser alertados para não fumarem junto das crianças ou para deixarem de fumar.

 

Aos poucos, com sucessivas alterações à Lei do Tabaco, com respeito por quem é fumador e, sobretudo com maior consciência do que representa o acto de fumar, conseguiremos criar um clima social em que não fumar seja a norma

 

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publicado às 17:06

Vida Saudável para 2018

por dicasdefarmaceutica, em 02.01.18

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Primeiro post do ano: vamos reflectir sobre aquilo que nos faz bem à saúde, aquilo que é verdadeiramente importante para a nossa saúde.

 

Falo sempre de três pilares para conseguirmos ter uma vida saudável, mas para este ano novo, vou acrescentar um quarto pilar:

1 - Fazer uma alimentação saudável

2 - Praticar exercício físico

3 - Dormir bem

4 - Ser feliz

 

1 - Fazer uma alimentação saudável

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A ligação entre a alimentação e as doenças está muito bem documentada e sabemos que o que comemos tem um impacto muito grande na forma como nos sentimos.

Comer bem dá trabalho, mas é um grande investimento em termos de saúde e bem-estar. O ideal é não começarmos o ano a fazer dietas radicais, muitas vezes difíceis de prolongar no tempo e que fazem perder os quilinhos ganhos nas festas, mas não são a solução de nada em termos de saúde. Comer bem é cuidar da alimentação todos os dias do ano, comer de forma equilibrada e deixar os excessos para os dias de festa.

As regras básicas já todos sabem: cortar no açúcar, abusar das frutas e legumes, não esquecer das proteínas, reduzir o consumo de sal, beber muita água, etc...

 

2 - Praticar exercício físico

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Fazer exercício na dose certa é uma receita de todas as especialidades médicas. Para prevenir doenças, já não restam dúvidas, é necessário exercício físico regular.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física por semana para os adultos e 60 minutos por dia para as crianças e jovens. 

Procure a atividade física que mais gosta, o local ideal para a praticar e sózinho ou acompanhado, “mexa-se pela sua saúde”!

 

 3 - Dormir bem

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Dormir, em quantidade e com qualidade, é essencial para a saúde.

O sono possui uma função biológica crucial e os distúrbios de sono preocupam muitas áreas da medicina. A falta de sono pode conduzir a várias doenças, como a hipertensão arterial, o aumento do risco de enfarte e de Acidente Vascular Cerebral (AVC), a diabetes e muitas outras.

Cada pessoa deve dormir entre 7 e 9 horas por dia para garantir uma boa saúde, mas estas horas estão indicadas para os adultos, devendo ser adaptadas de acordo com a idade de cada um.

Quando alguém dorme permanentemente mal, acha sempre que vai passar, que é uma fase e demora a pedir ajuda. Se sente que alguma coisa estás mal com o seu sono, fale com o seu médico e tente dormir bem! Dormir é reparador e ajuda nas várias tarefas do dia-a-dia.

 

 4 - Ser feliz

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“Pessoas felizes adoecem menos!" Quando as nossas emoções são positivas, deixamos de nos desgastar e achar que tudo de mau nos acontece e que o mundo é verdadeiramente hostil. Pessoas felizes, não só adoecem menos, como, quando estão doentes, têm uma recuperação muito mais rápida. Sabemos que isto é evidente em muitas doenças e existem vários estudos a comprová-lo.

Deixei este pilar para último para vos dar um conselho para 2018: Sejam felizes e tenham muita saúde!

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publicado às 21:24

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