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Diferença entre cosméticos anti-aging e pro-aging

por dicasdefarmaceutica, em 10.09.16

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Até há pouco tempo, só se ouvia falar de cosméticos anti-aging, prometedores de combaterem os sinais da idade. Agora, ouvimos também falar dos cosméticos pro-aging, aqueles que prometem preocupar-se mais com o bom aspeto da pele do que com os sinais do envelhecimento. E agora, o que escolher?

 

Envelhecer hoje é muito diferente do que era envelhecer há 20 ou 30 anos atrás e a cosmética pretende acompanhar esta mudança. Hoje, o envelhecer é acompanhado de muito mais cuidados com a beleza e com a saúde e a tendência "pro-aging" é uma alternativa para aquelas pessoas que ainda não de enquadram no "anti-aging", mas que estão preocupadas em envelhecer com bom aspeto, apesar de saberem que as marcas do tempo vão aparecer, mais dia, menos dia. Ter "rugas bonitas e cuidadas" pode ser um dos objetivos destes chamados cosméticos pro-aging.

 

Em termos práticos, qual a verdadeira diferença na composição de uns e de outros? As fórmulas serão muito semelhantes, mas os cosméticos pro-aging terão menos princípios ativos anti-idade, aqueles que pretendem recuperar uma pele já envelhecida.

Quando falamos de pro-aging, temos que realçar os hidratantes e os protetores solares. Todos sabemos que o melhor preventivo para combater o envelhecimento é o filtro solar. Quanto mais cedo se iniciar o uso do protetor solar, melhor. E mais, não pense que o protetor é um produto para utilizar só no verão; deve ser utilizado durante todo o ano, apesar de poder ter filtros diferentes, consoante as épocas do ano.

 

Investir em produtos que realcem a beleza, antecipando os sinais de envelhecimento, faz com que a pele envelheça de uma forma mais suave. Uma pele tratada receberá os cosméticos anti-aging de uma forma mais eficaz, quando tal se justificar.

 

E não se esqueça que uma pele bonita, independentemente dos cosméticos que utilizar, é resultado de uma boa alimentação e ingestão de muita água.

O nome não é importante. Anti-aging ou pro-aging, o ideal é começar já a tratar da sua pele. Dirija-se a uma farmácia ou a uma perfumaria e terá algum profissional habilitado a aconselhá-lo na melhor escolha para a sua pele e para a sua idade!

 

 

 

publicado às 18:34

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Parecia um sonho, mas finalmente é uma realidade: a empresa Abbott acaba de lançar o primeiro medidor de glicose que não necessita de picadas nos dedos.

 

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Considerado a grande revolução tecnológica do ano na gestão e controlo da diabetes, este sistema permite que, numa medição de apenas um segundo, a pessoa com diabetes consiga obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Também neste ponto é uma evolução, pois a informação vai para além de um único valor da glicémia no momento picada, como acontecia até agora.

 

O sistema FreeStyle Libre é composto por um sensor, que deve ser colocado na parte posterior do braço e por um leitor, que recolhe toda a informação.

Para tal, basta ao doente colocar o tal sensor, que tem o tamanho de uma moeda de 2 euros, no braço e aguardar uma hora. O FreeStyle Libre começa imediatamente a ler a glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências. O sensor, com a duração de até 14 dias, tem a capacidade de medir os níveis de glicose intersticial de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose, indicadores de tendência e relatórios fáceis de interpretar.

 

O FreeStyle Libre está clinicamente comprovado para ser usado por pessoas com diabetes a partir dos quatro anos de idade. Que grande alívio para os pais e para quem acompanha o dia-a-dia das crianças com diabetes! Com toda a certeza que o fim das picadas nos dedos, vai melhorar a qualidade de vida destes doentes.

 

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Este sistema está mais indicado para os diabéticos tipo 1 ou para os tipo 2 que fazem insulina, mas pode ser vantajoso para todos os que têm esta doença.

 

Para saber mais sobre o FreeStyle Libre, carregue aqui.

publicado às 18:25

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A campanha desenvolvida pela Ordem dos Farmacêuticos (OF), “Uso do Medicamento – Somos Todos Responsáveis”, foi reconhecida pela Federação Internacional Farmacêutica (FIP) como a melhor campanha de promoção de saúde pública a nível internacional. Que bom! Parabéns à Ordem dos farmacêuticos! Parabéns aos farmacêuticos portugueses! Parabéns a todos nós! 

 

Esta campanha teve o seu início em 2014 e nestes dois anos muito foi feito para alertar toda a gente para a problemática do uso incorreto dos medicamentos, tentando sensibilizar todos os que estão envolvidos no circuito dos medicamentos : farmacêuticos comunitários, indústria farmacêutica, médicos, enfermeiros, decisores políticos e principalmente, os cidadãos.

 

O que se pretende com o Uso Responsável dos Medicamentos e com esta campanha? Pretende-se garantir que "o cidadão tenha acesso ao medicamento correto, na dose e no tempo adequados à sua necessidade individual e com o menor custo possível, quer para o próprio, quer para o sistema de saúde". Com o Uso Responsável dos Medicamentos, ficamos todos a ganhar.

 

Foram dois anos de sessões de esclarecimento e debates, de cartazes com informações e conselhos para os cidadãos, de muito trabalho, que foi agora reconhecido internacionalmente e que, tenho a certeza, vamos "colher os frutos" no futuro.

 

Espreitem AQUI mais alguns pormenores desta campanha! 

publicado às 18:21

Regresso às aulas: atenção às costas!

por dicasdefarmaceutica, em 02.09.16

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Setembro e regresso às aulas...começa a azáfama dos livros, material escolar e talvez uma mochila nova para o ano que se aproxima. Vamos refletir um pouco antes de comprar a referida mochila, pensando na saúde, mais especificamente, nas costas das nossas crianças e adolescentes. 

 

Luís Teixeira, médico ortopedista e fundador da Associação Portuguesa Spine Matters, alerta para as consequências de uma carga desadequada que as crianças transportam durante o período de aulas.

Um estudo recente desta Associação mostrou que 37% dos alunos do primeiro ao nono ano, têm dores nas costas, mas não procuram ajuda médica, pois os sintomas são desvalorizados, por serem passageiros.

 

"Todos sabemos que as nossas crianças continuam a transportar cargas excessivas nos dias de aulas, mas é fundamental percebermos de que é que estamos a falar. Na verdade, os números mostram que há muitos alunos a suportar 15% ou mais do seu peso corporal na carga escolar, uma percentagem já muito elevada e prejudicial para a coluna".

O médico explica que as mochilas das crianças não devem exceder esta percentagem, já que tal pode significar uma mudança nos ângulos dos ombros, pescoço, tronco e membros inferiores, afetando a postura de forma global ao provocar uma curvatura anormal das costas.

 

Para evitar este problema, aqui ficam cinco dicas imprescindíveis para os pais:

 

1 - Pese as mochilas dos seus filhos antes de saírem de casa. Se a carga exceder 15% do seu próprio peso, então é necessário retirar carga. Por exemplo, sempre que não necessários, os livros devem ficar na escola, nos cacifos ou em casa. A mochila deve ser arrumada diariamente.

2 - Procure mochilas de duas alças e com bom suporte, em que o peso possa ser suportado uniformemente. 

3 - Corrija os seus filhos se a mochila estiver a ser transportada com as alças muito soltas. Quando se encontra já perto do fim das costas, a pressão causada na coluna é muito elevada.

4 - Adeque sempre o tamanho da mochila ao tamanho da criança.

5 - Escolha mochilas de material leve e resistente. 

 

Além dos problemas das costas (cifoses e escolioses), as mochilas pesadas são, muitas vezes, as causadoras de dores de cabeça frequentes, muitas vezes responsáveis pela falta de concentração durante as aulas.

 

Lembre-se que os problemas resultantes de erros que fazemos em crianças, podem ser sentidos no curto ou no longo prazo, por isso, é melhor começar já a prevenir!

publicado às 17:50

Consumo de Omeprazol subiu 120% em dez anos

por dicasdefarmaceutica, em 01.09.16

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Estes são os últimos números e o Infarmed já está a investigar se há ou não uso abusivo destes medicamentos. Há dúvidas? Por tudo e por nada se toma Omeprazol, não esperando que seja o médico a indicá-lo. O preço é baixo, a farmácia vende sem receita, até se pode comprar na parafarmácia, por isso, é fácil o seu abuso.

 

Toma-se porque dói o estômago, toma-se porque se abusa nos outros medicamentos, toma-se porque se está habituado, toma-se porque o vizinho também toma e também, de vez em quando, toma-se porque o médico receitou.

 

Mas afinal, para que serve o Omeprazol? Veja AQUI no post que já fiz em 2014 sobre o mesmo assunto.

 

Claro que o aumento também se deve à maior prescrição médica deste fármaco, indicado para a doença de refluxo, que cada vez afeta mais pessoas e como protetor gástrico, no uso de anti-inflamatórios e de antibióticos.

 

Efeitos adversos, como infecções pulmonares ou redução da absorção de cálcio, continuam a ser questionados quando se fala do uso prolongado destes medicamentos (anti-ulcerosos). Assim, apesar destes efeitos adversos ainda serem um assunto controverso, penso que o ideal seria que o seu uso fosse limitado à prescrição médica. Só assim se evitaria o abuso excessivo do consumo.

 

Se costuma tomar estes medicamentos, questione o médico ou o farmacêutico e avalie se vale mesmo a pena continuar a fazê-lo ou se é preferível tomar mesmo só quando se justifica. Se tem a chamada "azia", existem outras alternativas no mercado, não sujeitas a receita médica, para esse efeito. Pergunte ao seu farmacêutico!

publicado às 14:56

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