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Eula Biss (1977; EUA), professora na Northwestern University, tem assistido ao crescimento da corrente antivacinação. Quando engravidou, decidiu estudar os benefícios e os malefícios da vacinação. Desse estudo surgiu “Imunidade: a corrente antivacinação e os seus perigos”.

 

Depois de ler este livro, percebi porque foi considerado um dos 10 melhores livros de 2014 pela New York Times Boik Review. Este é um tema que me interessa e só por isso já valeria a leitura, mas a forma como a autora analisa toda esta problemática, faz com que, além da reflexão sobre a vacinação, façamos também uma revisão sobre a História das conquistas científicas dos últimos séculos.

 

Pois é, depois de ser mãe, muitas são as dúvidas que temos e sabemos que as nossas opções vão determinar, em muitos casos, o futuro dos nossos filhos. A liberdade de escolha em saúde é um verdadeiro tormento para os pais, pois se fosse obrigatório, talvez tudo fosse mais fácil. É o caso das vacinas.

Contudo, neste caso específico, a opção de vacinar ou não vacinar é um problema de toda a comunidade e não um problema individual e aí é que o debate começa.

 

Porquê não vacinar? Aqui ficam algumas razões apontadas no livro:

"Embora na maioria dos casos a vacinação já não deixe marca, permanece o receio de ficarmos marcados para sempre. 

Tememos que a vacinação atraia o autismo ou qualquer das doenças de disfunção imunitária que agora infestam os países industrializados: diabetes, asma, alergias.

Tememos que a vacina da hepatite B cause Esclerose múltipla ou que a vacina DDT (Difteria, Tétano e Tosse convulsa) cause morte súbita do latente.

Tememos que a combinação de várias vacinas ao mesmo tempo sobrecarregue o sistema imunitário e que a soma das vacinas o destrua.

Tememos que o formol presente nalgumas vacinas cause cancro e que o alumínio de outras nos envenene o cérebro."

 

Serão estas razões válidas para correr o risco de voltarmos a ter doenças que matam milhões de pessoas pelo mundo, sabendo que nada disto está provado?

 

A desinformação é, segundo a autora, a principal responsável pela propagação do medo. As questões religiosas (vacina do colo do útero), as de mercado (vendas dos laboratórios), ou as de adopção de uma vida mais natural (em detrimento de produtos de laboratório) advêm mais dessa desinformação do que de uma opinião mais estruturada. 

A opção de vacinar ou não vacinar não pode assentar em suposições e está longe de ser uma decisão individual, já que o indivíduo não vive sozinho, não é independente da comunidade.

 

A minha opinião é que vacinar é sempre um risco que vale a pena correr, em prol do bem individual e do bem comum. 

Os benefícios da imunização estão amplamente comprovados, de acordo com os estudos, normas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Direção-Geral da Saúde. Segundo dados da OMS, a vacinação é responsável por erradicar por completo diversas doenças e impedir anualmente milhões de mortes anualmente em todo o mundo. 

 

Se tiverem curiosidade sobre este asunto, leiam o livro, pois apesar da realidade americana ser diferente da nossa, a base de todas as opções que tomamos em termos de saúde e de prevenção da doença, é a mesma.

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publicado às 14:50

Ficar doente na Coreia

por dicasdefarmaceutica, em 25.08.16

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Ficar doente logo nos primeiros dias de chegada a Seoul para uns meses de estudo (mestrado), não parece ser um bom começo, mas acontece, há que procurar ajuda e livrar-se rapidamente da "tal" doença.

Foi o que aconteceu a uma filha de uns amigos que, após uma longa viagem, teve a sua primeira experiência num hospital Coreano.

 

A Coreia do Sul é servida por uma boa rede de hospitais e clínicas, por isso não há razões para alarmes. Parece tratar-se de uma amigdalite...

A Rita dirigiu-se ao International Health Care Center da Universidade, em Seoul, foi consultada e veio de lá com tudo isto:

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Parece "chinês" e nada de princípios ativos. Fui pesquisar:

- Difflan - Benzidamina spray (o nosso flogoral);

- Solmagen - Talmiflumato (AINE);

- Mulex - Relaxante muscular (não descobri o princípio ativo);

- Sultamox - Amoxicilina;

- Albis - Ranitidina

 

Parecia tudo muito estranho, mas afinal não é. Unidose (nem mais nem menos, sem desperdício...) e tudo muito claro.

 

Achei piada a este episódio e por isso o partilhei aqui convosco. Coisas pelo mundo, onde cada vez temos mais dos nossos meninos, sem os miminhos dos papás. Como vêem, não se atrapalham e tudo acaba bem.

Todas as experiências são importantes e fazem parte deste crescimento, como pessoas, profissionais e cidadãos do mundo.

 

 

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publicado às 17:26

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São muitas as dúvidas sobre a contracepção de emergência, mais usualmente chamada de pílula do dia seguinte. Vamos esclarecer algumas delas.

 

1 - Quando posso tomar a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte tem como objetivo evitar uma gravidez não planeada, devendo ser utilizada apenas quando um dos outros métodos anticoncepcionais falhou, nomeadamente:

- Quando o preservativo saiu ou se rompeu;

- Quando se esqueceu de tomar a pílula ou vomitou nas duas horas após a toma;

- Quando, por qualquer motivo, interrompeu o método anticoncepcional habitual;

- Quando o anel vaginal foi expulso antes do tempo;

- Quando o dispositivo intra-uterino se deslocou;

- Quando falhou o coito interrompido;

- Quando se esqueceu de usar qualquer método (não podem haver muitos esquecimentos...);

- Quando foi obrigada a ter relações sexuais não protegidas (violação);

 

A pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível (preferencialmente dentro das primeiras 72 horas - 3 dias) após a relação sexual. Existem já algumas pílulas que podem ir até às 120 horas (5 dias).

 

2 - Substitui a pílula que tomo habitualmente?

Não substitui a pílula ou outro método anticoncepcional que toma habitualmente. Como o seu nome indica, é um método anticoncepcional de emergência, para ser usado ocasionalmente, em situação de emergência.

Trata-se de uma "bomba hormonal", podendo ocasionar efeitos colaterais graves, quando usada repetidamente.

 

3 - Tem efeitos secundários?

Altera o ciclo menstrual, antecipando o momento da menstruação (normalmente, uma semana após o uso da pílula). Se a menstruação não aparecer nesse período, deve fazer um teste de gravidez para tirar dúvidas.

Os efeitos secundários mais comuns são náuseas e vómitos. Se vomitar nas 3 horas após a toma, deve repetir a mesma.

Podem também ocorrer tonturas, dores de cabeça, sensibilidade dos seios, dor abdominal e pequenas hemorragias vaginais.

 

4 - Existem vários tipos de pílulas do dia seguinte?

Sim, existem as pílulas com Levonorgestrel e outras com Acetato de Ulipristal.

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As pílulas com Levonorgestrel foram as primeiras a aparecer (Postinor, Norlevo, etc...) e são constituídas por progesterona sintética, que atua por três mecanismos:

- Inibe a ovulação;

- Impede a fertilização do óvulo pelo espermatozóide;

- Impede que o óvulo fecundado se aloje no útero.

Existem caixas com 2 comprimidos de 0,75 mg, os quais devem ser tomados juntos ou separados por um intervalo de 12 horas; existem também caixas de 1 comprimido de 1,5 mg, que é de toma única.

 

As pílulas com Acetato de Ulipristal (EllaOne) adiam a ovulação. Assim, neste caso, quando o óvulo é libertado, os espermatozóides já não conseguem fecundá-lo.

Trata-se de uma pílula de 1 comprimido de 30 mg de toma única.

Contrariamente às pílulas com Levonorgestrel, esta pílula (EllaOne) pode atrasar a ovulação mesmo quando está prestes a ocorrer (maior perigo de fecundação).

Também tem a vantagem de manter a sua eficácia até às 120 horas (5 dias) após a relação sexual.

 

5 - A pílula do dia seguinte é abortiva?

Não é abortiva. O aborto é a perda do embrião que está a desenvolver-se dentro do útero. Esta pílula atua antes de poder ocorrer a gravidez.

Se já houver gravidez, esta não será interrompida pela toma desta pílula.

 

LEMBRE-SE:

- Solicite a contracepção de emergência numa farmácia e aconselhe-se sempre com o farmacêutico sobre as tomas, as contra-indicações, os efeitos secundários e a mais aconselhável para o seu caso.

- Tome a pílula do dia seguinte assim que possível após uma relação sexual não protegida ou falha do método contraceptivo utilizado.

- A toma desta pílula não protege contra uma gravidez resultante de relações sexuais futuras nem contra doenças sexualmente transmissíveis.

- A PÍLULA DO DIA SEGUINTE É UM MÉTODO ANTICONCEPCIONAL DE EMERGÊNCIA.

 

Aconselho-vos ainda a ler este website informativo sobre contracepção de emergência.

 

 

 

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publicado às 19:33

Cuidados a ter nas viagens de avião

por dicasdefarmaceutica, em 19.08.16

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As férias continuam (só para alguns...) e as viagens também. Hoje vou falar-vos de alguns cuidados a ter quando viajamos de avião.

 

A súbita exposição a mudanças de altitude, humidade e temperatura, são alguns dos fatores que podem influenciar o estado de saúde do viajante. Durante as viagens aéreas, há uma diminuição da pressão do ar, logo, uma ligeira diminuição do oxigénio disponível, bem tolerada por indivíduos saudáveis, mas que pode não ser tão bem tolerada por passageiros com algumas doenças.

 

Por isso mesmo, as viagens aéreas apenas podem ser efetuadas após avaliação e aconselhamento médico, nas seguintes situações:

- Recém-nascidos com menos de 7 dias (ou mais tempo de vida se forem prematuros);

- Grávidas nas últimas 4 semanas de gestação (últimas 8 semanas se gravidez gemelar) e até 7 dias após o parto;

- Doentes com angina de peito;

- Viajantes com qualquer doença infecciosa em fase de contágio (p.e., tuberculose);

- Praticantes de mergulho com botija, com vários mergulhos nas últimas 24 horas;

- Indivíduos com enfarte do miocárdio ou trombose (acidente vascular cerebral) recentes;

- Indivíduos com doença respiratória crónica severa e falta de ar em repouso;

- Hipertensão arterial não controlada: máxima superior a 200 mm Hg.

 

Muito importante durante as viagens de avião, de forma a prevenir alguns desconfortos e problemas, é seguir algumas medidas simples, nomeadamente:

- Ingerir líquidos antes e durante o voo;

- Aplicar loção hidratante na pele;

- Aplicar gotas nasais de soro fisiológico;

- Usar óculos em vez de lentes de contacto.

- Executar exercícios simples com frequência durante o voo, evitando estar sempre sentado e na mesma posição;

- Utilizar meias elásticas especiais para viagens aéreas (sobretudo quem tem problemas de circulação);

- Utilizar roupas largas e confortáveis;

- Executar exercícios ligeiros após a chegada.

 

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Como prevenir o Jet Lag?

A mudança de fuso horário pode alterar os padrões de sono e outros ritmos biológicos, originando frequentemente vários problemas, como desidratação, fadiga, indigestão, mal-estar geral e insónia. Podemos não sentir quase nada, mas podemos ficar mesmo mal durante alguns dias, dependendo do número de horas de diferença entre cada destino.

De modo a evitar grandes transtornos (o chamado jet lag) o viajante deve:

- Descansar bem antes da partida e durante o voo;

- Beber muita água e/ou sumos de fruta antes e durante o voo;

- Comer refeições ligeiras e evitar o consumo do álcool antes e durante o voo;

- Adaptar-se ao horário do destino o mais rapidamente possível (horas de refeição, sono), começando preferencialmente durante o voo;

- No destino, garantir a exposição à luz natural do sol.

 

Continuação de boas férias e boas viagens!

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publicado às 21:36

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No seguimento do post feito no dia mundial do Cancro de Cabeça e Pescoço (ver AQUI), venho hoje fazer um balanço da campanha e falar da importância que estas iniciativas têm para alertar a população para os sintomas e alertas, que podem fazer a diferença na deteção precoce deste tipo de cancro.

 

A campanha “A  ETAPA É FAZER O RASTREIO” realizada pelo Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP), com o apoio da Liberty Seguros e da Merck, revelou 42 possíveis casos de cancro de cabeça e pescoço, entre os 1036 rastreios feitos nos pontos de chegada de todas as etapas da 78ª Volta a Portugal em Bicicleta que teve início a 26 de julho em Oliveira de Azeméis e que terminou em Lisboa no 7 de agosto.

 

“O Cancro de Cabeça e Pescoço é uma doença que em Portugal mata três portugueses por dia e que poderia ser diagnosticada e tratada precocemente se houvesse mais informação e sensibilização da população e dos médicos de medicina geral e familiar no nosso país. O rastreio é fundamental, sobretudo para pessoas com hábitos tabágicos ou de consumo excessivo de álcool. No início do desenvolvimento da doença, o tratamento destes tipos de cancro pode ter uma taxa de sucesso entre os 80% e 90%”, alerta Ana Castro, Médica Oncologista e Presidente do Grupo de Estudos Cancro de Cabeça e Pescoço.

 

Deixo aqui alguns sinais de alerta importantes e muitas vezes confundidos com outras doenças, dada a "vulgaridade" dos mesmos: 

- Feridas na boca que não cicatrizam

- Língua dorida ou com úlceras

- Rouquidão persistente

- Nariz entupido

- Hemorragias nasais persistentes

- Dificuldade em engolir

- Dores de garganta persistentes

 

Estes são apenas alguns dos sinais que não podem ser ignorados e aos quais se deve ficar alerta se persistirem mais de três semanas.

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publicado às 10:35

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Muito se fala da adesão à terapêutica, sobretudo do que falha quando a terapêutica não é feita de acordo com a prescrição. 

Perguntamos: o que falhou? Na maioria das vezes, os doentes vão à farmácia com a receita, compram tudo o que o médico mandou, parece que percebem todas as indicações do farmacêutico mas depois, sobretudo com o avançar dos meses, tudo o que foi dito parece que se apaga das cabeças de quem já está saturado de ser doente. Isto acontece sobretudo com os doentes crónicos, que são aqueles que nos causam maior preocupação.

E quem vigia isto? Na maioria das vezes, ninguém. Só quando os problemas surgem, é que aparecem as perguntas, tentando achar respostas, muitas vezes já sem solução.

 

Por vezes, algumas intervenções simples, são suficientes para melhorar a adesão à terapêutica, como é o caso de caixas de medicamentos, especialmente desenhadas com divisões e compartimentos que separam as tomas por dias e horas, consoante as necessidades de cada doente.

 

Existem caixas muito simples, só com 4 ou 7 divisões, apropriadas para um único dia (pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar) ou para uma semana. Existem também as mais completas, parecendo ser "feitas à medida de cada doente".

 

As Pilbox são as mais conhecidas, disponibilizando uma gama alargada de caixas, de modo a contribuir eficazmente para o uso racional do medicamento e para o aumento da adesão à terapêutica. Estas caixas inovam ainda pela variedade e qualidade dos materiais utilizados, e pelo seu design e ergonomia.

O próprio doente ou o seu cuidador vai ter a sua vida mais facilitada com a utilização destas caixas.

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Vantagens Pilbox:

- Simplifica a toma da medicação

- Facilita a organização e transporte

- Previne falhas e esquecimentos

- Ideal para diferentes estilos de vida

- Adapta-se a diferentes tratamentos

- Aumenta a adesão à terapêutica

 

Quem trata da medicação de doentes crónicos, não pode dispensar o dispositivo para cortar comprimidos, já que continuam a existir muitas posologias que contemplam o meio comprimido (veja aqui as regras para cortar comprimidos).

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Existem também e já a funcionar nalgumas das nossas farmácias, a Preparação Individualizada da Medicação (PIM).

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Este é “um método útil de gestão da terapêutica em doentes idosos e polimedicados, permitindo maior facilidade na administração do medicamento certo no dia e horas certos”.

Apesar de ser um serviço pago pelo doente, vale a pena recorrer a ele, uma vez que é executado por pessoal especializado e é muito fácil qualquer idoso ou cuidador se adaptar a esta forma de organização e administração dos medicamentos.

 

Está provado que a introdução da PIM se revela “numa maior adesão à terapêutica por parte do doente, com claros benefícios em termos de efectividade e segurança do medicamento, conduzindo consequentemente a uma melhor qualidade de vida”. Veja se este serviço já está disponível na sua farmácia!

 

Seja através da PIM ou através de simples caixas, é fundamental fazer a revisão de toda a medicação prescrita (idealmente, uma vez por mês). Só desta forma, teremos consciência do que está realmente a acontecer, caso a caso, de forma a actuar também em cada situação. Mas este é outro tema e voltarei a ele em breve...

 

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publicado às 19:40

Dia Nacional de Combate ao Colesterol

por dicasdefarmaceutica, em 08.08.16

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Todos já sabemos que o excesso de Colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. No dia de hoje destaca-se mais uma vez este tema, lembrando o que fazer para prevenir os níveis elevados de Colesterol.

 

Existem dois tipos de Colesterol:
LDL (Low Density Lipoproteins) - é o colesterol "mau"; pode acumular-se nas artérias e provocar o seu entupimento.
HDL (High Density Lipoproteins) - é o colesterol "bom"; retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

 

Saber quais são os valores do seu colesterol total, HDL e LDL é o principal passo para poder adotar um estilo de vida saudável para o seu coração.

O Colesterol alto não dá sintomas. Numa simples análise ao sangue, fica a saber os seus valores, de forma a poder prevenir surpresas desagradáveis.

 

Quais são os níveis normais de colesterol no sangue?

Colesterol total < 190 mg/dl

Colesterol HDL > 45 mg/dl

Colesterol LDL < 115 mg/dl

 

Em Portugal, cerca de 60% da população tem um Colesterol Total acima dos 190mg/dL e 14% tem valores acima dos 240mg/dL.

As causas destes números podem ser várias. Algumas pessoas têm o Colesterol elevado por "herança", mas a grande maioria apresenta esses valores por erros de alimentação e falta de exercício físico.

Por isso, quando o Colesterol está acima dos valores normais, as primeiras medidas a adotar, são sempre dieta rigorosa e prática de exercício físico.

 

Consulte AQUI uma tabela de alimentos permitidos e de alimentos a evitar para manter um "Colesterol saudável".

Quando os valores não normalizam desta forma, há que recorrer a terapêutica farmacológica, mediante aconselhamento médico.

 

Como está o seu Colesterol? Aproveite o dia de hoje e vá fazer a análise. Existem testes rápidos nas farmácias, que podem já dar-lhe alguma orientação.

De que está à espera? Lembre-se que a saúde não faz férias! 

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publicado às 18:28

Picadas na praia - Peixes-aranha e Alforrecas

por dicasdefarmaceutica, em 04.08.16

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Felizmente que, quando andamos descalços na areia, não nos lembramos dos peixes-aranha e das alforrecas...

 

Estes "bichinhos", tão comuns nas praias portuguesas, provocam picadas altamente dolorosas, acompanhadas de ardor, sensação de queimadura e formigueiro.

 

Vamos só ver o que fazer caso isto aconteça. Atenção a quem está de férias nas lindas praias Algarvias!

 

Tratamento para a picada do peixe-aranha:

 

- O ideal para a picada do peixe-aranha é a aplicação local de calor, uma vez que a toxina libertada pelo peixe é termolábil (decompõe-se devido ao calor). Assim, se possível, o membro afetado deve ser submerso em água bem quente durante cerca de 30 minutos.

Quando isto não é possível, deve-se improvisar, por exemplo, aproximando um cigarro da zona afetada à menor distância possível. Na maior parte das vezes, os efeitos benéficos do calor fazem-se sentir rapidamente.

Outra coisa que se pode fazer na altura, mesmo parecendo impossível de realizar, é caminhar com alguma pressão sobre a zona picada na areia quente (a minha filha já foi picada e esta caminhada, mesmo que dolorosa, resultou).

- É possível, embora raro, que fique na ferida um resto de espículo e neste caso deve ser retirado. Caso contrário, não há necessidade de abertura da ferida, esta deve ser apenas lavada e posteriormente desinfetada.

- Se sentir grande inchaço, náuseas, vómitos ou tonturas, deve ir de imediato ao médico!

 

Tratamento para as picadas de alforrecas:

 

- Se há tentáculos presos à pele, é fundamental retirá-los. Use uma espátula ou um pau de gelado. 

-  Lave muito bem a zona afetada a com água salgada. Em seguida, aplique gelo e, se necessário, uma pomada anti-inflamatória.

- Na picada da maioria das medusas a sensação de urticária e o ardor diminuem quando se aplica localmente uma substância com pH baixo, isto é, um ácido. Por isso, utiliza-se muito o vinagre ou mesmo a urina.

- Se sentir grande inchaço, náuseas, vómitos ou tonturas, deve ir de imediato ao médico!

 

Já sabe, se for picado, não entre em pânico! Faça tudo com calma, pois na grande maioria das vezes, estas medidas são suficientes.

Não deixe que toda a gente na praia dê palpites! É preferível ouvir os nadadores salvadores ou ir ao posto médico.

 

É verdade, não vale a pena andar com o "spray milagroso" (Cloreto de estilo) para estas picadas no cesto da praia pois, nestes casos, pode aliviar a dor, mas pode ser prejudicial para o tratamento.

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publicado às 17:06

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Muito comuns nesta altura do ano, as conjuntivites podem incomodar muito e "estragar" uma semanita de férias. Trata-se de uma inflamação da conjuntiva (parte branca do olho), membrana que protege o olho das agressões externas.

 

As conjuntivites pode ser causados por vários agentes patogénicos (bactérias, vírus, fungos). As mais comuns nesta época do ano são as causados por alguma irritação ou alergia a algum agente externo.

 

As mãos sujas, a partilha de objetos de maquilhagem, as piscinas e muitas outras causas, podem estar na origem deste incómodo.

 

Principais sintomas:

- Ligeiro ardor nos olhos, que vai aumentando progressivamente

- Vermelhidão

- Lacrimejo, que pode ser de cor amarelada ou esbranquiçada

- Dificuldades visuais

- Fotofobia (sensibilidade à luz)

- Pálpebras inchadas

 

Tratamento:

- De imediato, deve-se lavar os olhos com soro fisiológico, várias vezes ao dia (aconselho o soro fisiológico em unidoses).

Esta lavagem deve ser feita do canto interno do olho (perto do nariz) para o externo. Não esquecer de lavar as mãos antes de fazer esta lavagem!

- De acordo com a causa, pode haver necessidade de utilizar colírios, contendo antibióticos, anti-inflamatórios ou anti-histamínicos. 

- Muitas vezes, é também aconselhável fazer um anti-histamínico oral (se a causa for alérgica).

- Deve sempre fazer o tratamento de acordo com as instruções do médico ou do farmacêutico. Mesmo que se sinta melhor, nunca deve interromper o mesmo.

 

Para um tratamento adequado, se a lavagem com soro fisiológico várias vezes ao dia não resultar, deve sempre aconselhar-se com o farmacêutico. Por vezes, haverá necessidade de uma consulta médica, para observação e prescrição de antibióticos.

 

Nunca se automedique para uma conjuntivite!

 

Previna-se!

- Lave bem as mãos!

- Não partilhe objetos de maquilhagem!

- Utilize toalhas lavadas para limpar os olhos e não as partilhe com ninguém!

- Mude frequentemente as fronhas das almofadas!

- Tenha atenção às piscinas que frequenta!

- Evite ambientes com poeira e com muito fumo!

- Utilize óculos de sol! (Óculos de sol não são só para o charme)

 

A conjuntivite é uma doença ocular muito comum e contagiosa, especialmente no verão, e pode durar 8 a 15 dias.

 

 

 

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publicado às 17:08

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Recentemente, na revista Teste Saúde, suplemento de Deco Proteste, na edição nº 121 de junho/julho 2016, foi apresentado um estudo que compara a qualidade de 15 protetores solares infantis.

 

Neste estudo, os solares Uriage eram referenciados como possuindo um ingrediente ativo alergénico. A afirmação é incorreta e levou a que a Uriage interviesse junto desta publicação para corrigir essa informação (Esclarecimento VS DECO.pdf).

 

 A Deco assumiu o seu erro, retificou já a informação e corrigiu o artigo. Comprometeu-se também a clarificar esta situação na próxima edição da revista Teste Saúde, de agosto de 2016.

 

Deixo-vos aqui a Publicação corrigida_deco,  que pode ajudar na escolha do protetor solar para as vossas crianças.

 

As férias estão aí, o mês de Agosto vai ser quente e a proteção solar é fundamental. Aproveitando estas notícias, recordo algumas recomendações da Direção Geral de Saúde:

- Protetores solares no mínimo com fator 30, devem ser utilizados por toda a gente.

- Crianças e pessoas com pele mais sensível ao sol ou com história de cancro, devem optar por um índice mais alto (50+).

- O protetor deve ser aplicado 20 a 30 minutos antes de sair de casa, para que seja bem absorvido.

- Na praia ou ao ar livre, convém renovar a aplicação cada 2 horas ou após cada banho. Se transpirou muito, também deve repor.

- Espalhe creme em abundância, não esquecendo nenhuma zona exposta ao sol (planta e peito dos pés, orelhas, couro cabeludo).

- Os dias nublados não dispensam proteção. 40 a 60% da radiação atravessa as núvens e chega à terra.

-  Evite a exposição direta ao sol entre as 11 e as 17 horas.

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Publicação corrigida_deco.pdf

 

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publicado às 01:09

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A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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