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A Gripe está aí!

por dicasdefarmaceutica, em 13.01.16

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O frio chegou e a gripe também. Os centros de saúde já estão cheios e as urgências começaram a "entupir"...

Nunca é demais lembrar o que é esta "malvada" doença que chega a tantas famílias nesta altura do ano e também, como evitá-la.

 

A gripe é uma doença causado por um vírus, que é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto direto, por exemplo, através das mãos.

 

Quais os sintomas/sinais da gripe?

No adulto e nas crianças maiores:

- Cansaço súbito

- Febre alta

- Dores musculares e arti­culares

- Dores de cabeça

- Tosse seca

- Inflamação dos olhos

 

 Nos bebés e nas crianças mais pequenas:

- Febre e prostração

- Sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia)

- Sintomas respiratórios (laringite, bronquiolite)

- Otite

 

O que fazer se tiver gripe?

- Fique em casa, em repouso.

- Não se agasalhe demasiado.

- Meça a temperatura ao longo do dia; Se tiver febre pode tomar paracetamol (mesmo as crianças). Não dê ácido acetilsalicílico (aspirina) às crianças.

- Se está grávida ou amamenta, não tome medicamentos sem falar com o seu médico.

- Utilize soro fisiológico para a obstrução nasal.

- Não tome antibióticos sem recomendação médica. Não actuam nas infeções virais, não melhoram os sintomas nem aceleram a cura.

- Beba muitos líquidos: água, chá e sumos de fruta.

- Se viver sozinho, especialmente se for idoso, deve pedir a alguém que lhe telefone regular­mente para saber como está.

 

Como evitar o contágio e como não contagiar as outras pessoas?

- Reduza, na medida do possível, o contacto com outras pessoas.
- Lave frequentemente as mãos com água e sabão. Caso não seja possível, utilize toalhetes.
- Use lenços de papel de utilização única.
- Ao espirrar ou tossir, proteja a boca com um lenço de papel ou com o antebraço; não utilize as mãos.

 

E não se esqueça:

- Não vá a correr para o centro de saúde ou hospital.

- Peça ajuda ao seu farmacêutico para controlar os sintomas.

- Se tiver dúvidas e antes de se deslocar para o centro de saúde ou hospital, contacte a Linha de Saúde 24: 

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publicado às 20:01

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O ator António Feio é homenageado no espetáculo “Quem Feio Ama” que reúne artistas de referência nacional, no Centro Cultural de Belém, no dia 26 de janeiro pelas 21h. As receitas de bilheteira revertem, na íntegra, para a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).

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É muito bom que se fale de Cuidados Paliativos pois, para a grande maioria das pessoas, estes Cuidados aplicam-se apenas aos últimos dias ou semanas de vida e destinam-se a doentes com cancro ou idosos em fase terminal. Isto não corresponde à verdade e há muita gente a sofrer que, com mais informação, poderá usufruir destes Cuidados durante alguns anos da sua vida.

 

"Os Cuidados Paliativos destinam-se a pessoas de todas as idades e patologias avançadas e irreversíveis, independentemente do tempo de vida que têm para viver (anos, meses ou semanas). Se introduzidos atempadamente, podem ajudar a trazer maior Qualidade de Vida e Dignidade a milhares de pessoas e às suas famílias."

 

Sabemos que os Cuidados Paliativos deveriam ser parte integrante do sistema de saúde mas infelizmente, isto ainda não é uma realidade. Ainda que doente, a dignidade da pessoa e o viver até ao final de uma forma o mais ativa possível, é o grande objetivo de quem trabalha diariamente nos Cuidados Paliativos. Talvez sejam os cuidados de saúde em que mais se nota que a ciência e o humanismo têm que estar sempre de "mãos dadas", pois a fragilidade de quem recebe estes Cuidados assim o exige.

 

A longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas, faz com que o número de doentes que não se curam seja cada vez maior, por isso é também cada vez maior a necessidade de implementar os Cuidados Paliativos em todas as unidades de saúde.

 

Acho mesmo muito apropriado ligar a homenagem ao ator e encenador António Feio aos Cuidados Paliativos. Se ele ainda estivesse entre nós, de certeza que dizia: " Bora lá ligar o descomplicómetro e chegar às pessoas. Bora lá fazer o que há para fazer, deixem-se de tretas."

Pois é, "senhores" que mandam na saúde, deixem-se de "tretas"e façam com que os Cuidados Paliativos cheguem a todos aqueles que deles precisam.

 

Os bilhetes para o espetáculo "Quem Feio Ama" para o dia 26 de janeiro já estão à venda na Fnac e na Ticketline, com preços a partir dos 10 euros, sendo que a receita reverta na totalidade a favor da APCP.

publicado às 21:21

Fatores de risco de 5 tipos de cancro

por dicasdefarmaceutica, em 10.01.16

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O medo de ter cancro afeta quase todos e, quando pensamos que temos um ou mais fatores de risco, os medos aumentam e por vezes, não conseguimos passar um dia sem pensar nisso.

É bom sabermos e fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para combater os fatores de risco, mas não nos podemos esquecer que um fator de risco significa apenas que determinado agente ou condição expõe mais a pessoa a determinada doença, comparativamente a outra pessoa que não possui aquele fator de risco. Não significa, portanto, que a pessoa terá cancro.

 

Vou listar aqui alguns dos fatores de risco mais relevantes de 5 tipos de cancro.

 

1- Cancro de mama

- Idade (superior a 50 anos).

- História familiar de cancro de mama (familiares em primeiro grau).

- História pessoal de cancro de mama.

- Alterações genéticas (5 a 10% dos casos).

- Aparecimento da menstruação precoce (antes dos 12 anos) e menopausa tardia (após os 55 anos).

- Exposição prolongada ao estrogénio (mulheres sem gravidezes, utilização de pílula contraceptiva, terapêutica hormonal de substituição após a menopausa).

- Tratamentos com radioterapia.

- Obesidade.

- Tabagismo.

- Sedentarismo.

 

2 - Cancro do ovário

- Idade (superior a 55 anos)

- História familiar (mãe, filha ou irmã).

- História pessoal de cancro. 

- Nunca ter engravidado.

- Terapia hormonal de substituição após a menopausa.

- Obesidade.

- Tabagismo.

- Sedentarismo.

 

3 - Cancro da próstata

- Idade (superior a 65 anos; recomenda-se vigilância a partir dos 50 anos).

- História familiar (familiares de primeiro grau).

- Obesidade.

- Tabagismo.

- Sedentarismo.

 

4 - Cancro do pâncreas

- Idade (superior a 60 anos).

- Género (mais comum no sexo masculino).

- Raça (mais comum na raça afro-americana).

- Diabetes.

- História familiar (familiares diretos).

- Pancreatite crónica.

- Cirrose no fígado.

- Alimentação rica em gorduras. 

- Exposição a agentes tóxicos.

- Alterações genéticas (mais de 80% dos cancros do pâncreas, quando estudados, apresentam alterações nos genes G12V e/ou G12D; conjuntamente, mais de 90% também apresentam alterações do gene CDKN2).

- Obesidade.

- Tabagismo.

- Sedentarismo.

 

5 - Cancro do cólon e reto

- Idade ( superior a 50 anos).

- Pólipos do cólon.

- Doença inflamatória intestinal.

- Antecedentes familiares.

- Antecedentes pessoais. 

- Sindroma de Lynch.

- Alimentação (rica em gorduras e pobre em frutas, vegetais, cálcio e fibras).

- Obesidade.

- Tabagismo.

- Sedentarismo.

 

Escolhi estes cinco tipos de cancro por serem alguns daqueles que mais nos preocupam. Como podem reparar, existem os fatores de risco não modificáveis, como a idade ou a história familiar, contra os quais nada podemos fazer, mas existem também os fatores de risco modificáveis, muito associados ao estilo de vida, os quais, como o nome indica, vamos sempre a tempo de modificar.

 

Já viram os fatores de risco comuns a todos os tipos de cancro? Obesidade, tabagismo e sedentarismo sempre presentes. Como diria alguém que eu conheço: "agora pensem..."

 

publicado às 18:57

Cartão Europeu de Seguro de Doença

por dicasdefarmaceutica, em 08.01.16

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O Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) deve ser requerido quando se viaja para a União Europeia, funcionando como um cartão de saúde a apresentar num hospital ou clínica no caso de ocorrer alguma emergência médica. Convém salientar que este cartão só é válido para cuidados de saúde no sector público ou em instituições particulares com alguns acordos, por isso, convém sempre perguntar.

 

Como se pode ler no site da Segurança Social:

"Este cartão é utilizado para obtenção dos cuidados de saúde que se tornem clinicamente necessários durante uma estada num dos Estados-Membros da União Europeia, Islândia, Listenstaina, Noruega e Suíça, tendo em conta a natureza das prestações a conceder e a duração prevista da estada, evitando que o segurado seja obrigado a regressar prematuramente ao seu país de origem para receber os cuidados que o seu estado de saúde necessita.

Os cuidados de saúde são prestados aos portadores do CESD nos mesmos moldes que aos beneficiários do sistema de Segurança Social do país onde se encontram, o que significa que esses cuidados podem não ser gratuitos e que pode haver lugar ao pagamento de taxas moderadoras ou de comparticipações (não reembolsáveis)."

 

O cartão pode ser pedido através do site da Segurança Social, junto do seu subsistema de saúde ou em qualquer loja do cidadão, e tem uma validade de três anos.

 

Atenção: o CESD não é alternativa ao seguro de viagem.

 

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publicado às 19:57

Regresso da Poliomielite alarma a Europa

por dicasdefarmaceutica, em 07.01.16

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A Poliomielite é uma doença altamente contagiosa, que causa paralisia infantil e pode levar à morte.

A doença foi dada como eliminada na Europa em 2002, mas voltou agora a colocar as autoridades de saúde em alerta máximo, devido ao crescente número de pessoas oriundas de países onde a taxa de vacinação é muito baixa ou inexistente, a entrar no espaço europeu.

O risco de contágio é elevado para quem não estiver vacinado, sobretudo as crianças.

 

O último caso de poliomielite em Portugal foi registado em 1987 e quinze anos depois, a Organização Mundial de Saúde declarou a doença eliminada na Europa. Parece mentira estarmos de novo preocupados com uma doença que já tinha desaparecido das nossas vidas...

 

O risco de aparecimento da poliomielite e de outras doenças consideradas eliminadas é tanto maior quantas mais crianças não forem vacinadas, por opção dos pais.

A vacina da poliomielite integrou o Programa Nacional de Vacinação em 1965 e é dada em quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses de vida e outra entre os 5 e os 6 anos.

A falta de vacinação é um risco para as próprias crianças e para a comunidade. Apesar de ser uma opção individual, o facto de se optar por não vacinar as crianças, pode ter efeitos muito graves na vida de toda a sociedade. 

Neste campo, até me apetece não ser tolerante e dizer que as vacinas deveriam mesmo ser obrigatórias, pois são as crianças, que ainda não têm direito de opção, que vão sofrer com as escolhas dos pais

 

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publicado às 20:01

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Nesta imagem vemos o ex-presidente americano, Jimmy Carter a apontar para um cartaz que indica a contagem decrescente até aos dias de hoje, que representa a erradicação da primeira doença causado por um parasita, o conhecido verme-da-guiné.

A varíola foi a primeira doença do mundo a ser erradicada, mas esta era causado por um vírus. A doença humana que está prestes a desaparecer chama-se Dracunculíase, sendo também conhecida por doença do verme-da-guiné (DVG).

 

O homem é o único animal conhecido que pode ser infectado pelo verme-da-guiné. "A pessoa é infectada ao ingerir água contendo pulgas-d’água infestadas por larvas do verme-da-guiné. Na fase inicial da infecção não há sintomas aparentes. Cerca de um ano após a infecção, a pessoa apresenta uma dolorosa sensação de queimação quando a fêmea do verme forma uma bolha na pele, geralmente nos membros inferiores. Semanas mais tarde, o verme então rompe o tecido cutâneo e surge através da pele."

 

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Dos 3,5 milhões de casos da doença em 1986, passámos para 126 casos em todo o mundo, na actualidade. Estas 126 pessoas estão totalmente isoladas, de forma a não haver qualquer probabilidade de contágio.

 

Trata-se de uma doença que raramente é fatal, mas que causa um grande sofrimento e é muito debilitante, sobretudo em crianças, causando danos permanentes. O verme aloja-se e destrói todos os músculos e tecidos à volta de um joelho ou de um pé, antes de sair, impossibilitando a pessoa atingida de andar, para o resto da vida.

 

É importante referir que esta será a primeira doença a ser erradicada sem a ajuda de vacinas. Este feito deve-se a métodos de prevenção utilizados nas águas contaminadas e, sobretudo, a programas de educação bem implementados. Desde 1986 que são distribuídos filtros de tecido aos aldeões e ensinam aos moradores sobre como não espalhar a infecção. Eles também usam seletivamente o Abate (um larvicida) para controlar as pulgas na água potável.

 

 

Fontes das fotografias:

1 - Kevin Loria / Business Insider

2 - The Carter Center / L. Gubb

publicado às 18:19

Saiba o que fazer em caso de Hipotermia

por dicasdefarmaceutica, em 04.01.16

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A hipotermia é caracterizada por uma temperatura corporal inferior a 35ºC. Ela ocorre quando o corpo perde mais calor do que aquele que pode gerar.

As situações de Hipotermia são muito comuns no inverno, quando o tempo está frio e existe aquecimento insuficiente dentro de casa ou exposição prolongada a temperaturas muito baixas.

 

Sintomas de Hipotermia

- Tremores

- Esfriamento das mãos e dos pés

- Dormência dos membros

- Palidez

- Cansaço

- Dificuldade em respirar

- Pulsação lenta

- Temperatura inferior a 35 graus

- Desorientação

- Perda dos sentidos

 

O que fazer em caso de Hipotermia?

Deve-se actuar com a maior brevidade possível, de forma a restabelecer a temperatura corporal:

- Aquecer a pessoa gradualmente, confortando-a com cobertores e roupas quentes.

- Dar sopa ou bebidas quentes (se a pessoa estiver consciente). Nunca dar bebidas alcoólicas, pois elas dão uma sensação instantânea de aquecimento, porém, reduzem a temperatura do corpo.

-  Se a vítima estiver com roupas húmidas, retirá-las imediatamente, pois a água da roupa retira calor do corpo.

- Em casos graves, com desorientação ou perda de consciência, chamar os serviços de emergência.

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Assim, em resumo, aqui ficam 6 Dicas para evitar a Hipotermia:

1 - Utilizar roupa adequada a baixas temperaturas. Quando sair de casa, é importante proteger a cabeça e o pescoço com gorros e cachecóis, bem como luvas para proteger as mãos. As peças de lã e tecidos sintéticos que geram calor (como as malhas polares) devem ser os escolhidos para esta altura do ano e deve privilegiar o uso de várias camadas de roupa. Utilizar meias quentes e sapatos quentes e impermeáveis.

2 - Dar preferência a bebidas quentes, para manter o calor corporal. A hidratação é fundamental, por isso tentar beber cerca de 1,5 litros de água, que pode ser em forma de chás, infusões ou sopas.

3 - Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, que dão uma falsa sensação de calor, mas na verdade fazem com que o corpo perca temperatura pois provocam a dilatação dos vasos sanguíneos.

4 - Se estiver molhado devido a chuvas ou outras situações, trocar de roupa imediatamente, uma vez que a roupa molhada diminui a capacidade de manter a temperatura interna.

5- Fazer exercício físico mesmo dentro de casa, nem que seja subir e descer escadas ou andar no corredor.

6 - Manter a casa quente e com boa ventilação. Nos ambientes da casa que são mais utilizados pelos idosos ou doentes, a temperatura nunca pode ser inferior aos 18 graus.

 

Os idosos e as pessoas acamadas têm mais probabilidade de sofrer de hipotermia dentro de casa do que as outras pessoas, por isso, devem ter cuidados acrescidos nesta época do ano e devem ser vigiados por familiares, vizinhos ou amigos, que possam assegurar que não têm frio e que estão em condições de segurança.

É necessário atenção especial à temperatura ambiente, à alimentação e hidratação, à toma dos medicamentos habituais e à roupa utilizada para se aquecerem.



 

publicado às 19:25

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 Em 2016 o Ununtrium vai mudar de nome

"A tabela periódica dos elementos químicos é a disposição sistemática dos elementos, na forma de uma tabela, em função das suas propriedades."

 

Existem atualmente 118 elementos na tabela periódica, entre os quais 92 são naturais e os restantes são sintéticos. Os elementos sintéticos não surgem naturalmente na Terra, sendo produzidos artificialmente por via de experiências científicas; o Ununtrium é um destes elementos.

 

A IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada) é a responsável pela denominação das novas descobertas. Enquanto alguns elementos são nomeados a partir do lugar onde foram descobertos (exemplo: amerício e califórnio), outros devem os seus nomes ao cientista que os descobriu (exemplo: einsténio, cúrio e mendelévio). Para nomear qualquer partícula, a sua existência deve ser comprovada pelo seu descobridor. Até isso acontecer, eles são referidos por nomes provisórios.

Os elementos de ununtrium a ununoctium ainda aguardam pelos seus nomes oficiais e, portanto, são conhecidos por nomes provisórios em latim (ununtrium, ununpentium, ununseptium, ununoctium, que nada mais são que o equivalente em latim a 113, 115, 117 e 118).

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O elemento 113, chamado Ununtrium é o primeiro elemento da tabela periódica a ser descoberto e batizado por cientistas asiáticos. Este privilégio foi concedido aos cientistas do Instituto Riken.

O Japão tem uma tradição na investigação científica de que se orgulha, contando com aproximadamente 20 prémios Nobel na área das Ciências e na Medicina, dos quais dois foram conquistados em 2015, mas dar nome a um elemento da Tabela Periódica é uma novidade e um privilégio para os cientistas japoneses.

 

A IUPAC revelou, entretanto, que uma equipa de cientistas russos e norte-americanos ganhou, por seu turno, os direitos de nomear outros três elementos da tabela — o 115, o 117 e o 118.

 

Vamos ficar a aguardar os nomes oficiais atribuídos a estes "bebés" da Tabela Periódica.

publicado às 18:35

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Lutar contra a resistência aos antibióticos é uma urgência a nível mundial e disso ouvimos falar quase todos os dias. Agora temos mais uma razão para refletir sobre o uso destes medicamentos, sobretudo em crianças, pois parece que os antibióticos  também podem ser um dos responsáveis pela obesidade infantil.

 

Uma investigação publicada no International Journal of Obesity mostrou que as crianças e adolescentes que tomam demasiados antibióticos têm um maior risco de se tornarem obesos em qualquer idade. 

O estudo reuniu 160 mil crianças e adolescentes dos 3 aos 18 anos e demonstrou que os que usaram regularmente antibióticos ganharam peso mais rapidamente do que aqueles que o tinham feito esporadicamente ou nunca tinham tomado.

Os resultados mostraram também que o uso dos antibióticos pode influenciar o ganho de peso, não só na infância, mas em qualquer idade.

Na realidade, as primeiras vezes que as crianças tomam antibióticos, ganham peso, mas perdem-no rapidamente; com a ingestão frequente destes medicamentos, o aumento de peso torna-se cumulativo.

 

Porque é que isto acontece?

O uso frequente dos antibióticos pode mudar de forma permanente a flora intestinal, essencial para uma digestão completa, quer no que diz respeito à absorção dos nutrientes, quer de calorias, daí o aumento de peso.

Os antibióticos, além de fazerem a sua função, que é eliminarem as bactérias que estão a causar o problema, eliminam também algumas que fazem falta ao organismo, criando desiquilíbrios na flora intestinal.

 

Cada vez mais, a campanha "Antibióticos em crianças: use mas...não abuse!" faz todo o sentido.

Nunca dê antibióticos ao seu filho sem serem prescritos pelo médico! 

 

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publicado às 19:06

Álcool já mata mais gente por overdose do que drogas

por dicasdefarmaceutica, em 01.01.16

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A noite de ontem já passou e hoje, primeiro dia de 2016, é tempo de refletir e de falar sobre assuntos muito sérios e que tanto nos preocupam, sobretudo quando vemos os excessos relativos ao consumo de bebidas alcóolica nas camadas mais jovens.

 

Portugal é o segundo país da União Europeia onde mais se bebe. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o álcool está no top 5 dos factores de risco de morte ou doença.

 

As notícias dos últimos dias do ano revelaram que, em Portugal, as overdoses por álcool são mais do que as devidas ao consumo de droga, o que não me espanta muito, mas me choca e me impressiona...isto tem que ser travado, mas nem sei bem como...

 

Entende-se por overdose uma situação em que "o consumo da substância é superior ao que o organismo suporta, produzindo consequências graves que requerem cuidados médicos e não raro podem levar à morte."

Quando falamos de overdose, lembrarmo-nos sempre da heroína ou cocaína, pois com estas drogas o risco de overdose é extremamente alto, uma vez que com o consumo exagerado, surgem alterações profundas no sistema nervoso central, podendo levar à morte por depressão respiratória (heroína) ou ataque cardíaco (cocaína e crack).

O álcool embora, em comparação com estas substâncias, apresente menor possibilidade de provocar overdose, quando consumido em doses elevadas pode provocar o coma alcoólico que é fatal quando a pessoa não é atendida a tempo. Este risco aumenta consideravelmente quando o uso de álcool é associado a outras drogas, principalmente tranquilizantes. 

 

Por tudo isto, não consigo achar graça nenhuma a bebedeiras e fico sempre apreensiva quando vejo que tanta gente, desde adolescentes a adultos com 30, 40 ou 50 anos, só se conseguem divertir depois de "beberem uns copos". Independentemente de se falar de "bebedeira valente", coma alcóolico ou overdose, o que é importante é ter consciência que o álcool é um vício, que também pode matar.

 

Fale deste assunto com os seus amigos e com os seus filhos e alerte-os para o perigo do álcool, tendo como base esta notícia que  refere que o álcool já mata mais gente por overdose do que as outras drogas!

 

FELIZ 2016!

publicado às 21:18

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Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

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