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"Tudo o que é demais, cheira mal!"

por dicasdefarmaceutica, em 10.04.17

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Já ouviu esta expressão? É verdade em quase tudo, e na saúde também. Vamos a três situações que nunca parecem demais, mas que também exigem algum equilíbrio e bom senso. São elas: alimentação, higiene e exercício físico.

 

1. Alimentação

Já em vários posts falei dos exageros e da terrível obsessão por uma "alimentação saudável". Ainda há dias partilhei no Facebook um artigo sobre este assunto (ver AQUI) e as opiniões são unânimes: equilíbrio é a palavra-chave.

Vou dar dois exemplos: o exagero no consumo de sementes e achar que a fruta se pode comer à vontade.

As sementes são importantes para o organismo, sobretudo devido à quantidade de fibras que contêm, mas não somos "pássaros" e não devemos abusar pois, quando consumidas em excesso, pode causar mal-estar, como flatulência ou até mesmo oclusão intestinal (nos casos mais graves). Normalmente, uma ou duas colheres de sementes por dia são suficientes, havendo sempre necessidade de saber se quem as consome não tem problemas intestinais.

A fruta? Vem o verão e as mesas enchem-se de frutas apetitosas. A fruta é um excelente alimento, rico em vitaminas, fibra, antioxidantes e frutose (açúcar da fruta). O problema é que a frutose, quando consumida em excesso, é transformado em gordura (pelo fígado)  e armazena-se, sobretudo, na região abdominal. Se a pessoa tiver problemas intestinais, por exemplo, a frutose não é eliminada e pode até causar obstrução das artérias. Pode também alterar o equilíbrio dos eletrólitos, sobrecarregando os rins. Existem algumas frutas que têm mais açúcar do que outras, mas o ideal é sempre não exagerar e ter como regra, comer cerca de cinco porções diárias de fruta e legumes...aí está o equilíbrio. Não é por ser fruta que se pode encher uma taça de uvas ou melão e comer até "encher o bandulho".

 

2. Higiene

Agora é que é pior: será que higiene a mais também pode fazer mal? E não é que faz mesmo? Vou também falar de mais dois exemplos: os chamados sabonetes antibacterianos e escovar os dentes com força para tirar melhor a sujidade acumulada.

Os sabonetes antibacterianos não devem ser usados diariamente porque, além de afastarem as bactérias más, também afastam as boas, muitas delas necessárias para o equilíbrio da flora normal da pele. Estes sabonetes e geles de lavagem devem ser aconselhados apenas a quem trabalha nas áreas da saúde e a quem viaja para destinos com deficientes condições sanitárias.

Relativamente aos dentes, lavar "com toda a força" e com escovas rijas, pode provocar desgaste dentário, hemorragia gengival e, ainda por cima, não ficam mais bem lavados por isso. O ideal é usar uma escova de cerdas suaves, uma pasta pouco abrasiva, não fazer força durante a lavagem e também não vale a pena usar muita pasta. O tempo médio de escovagem recomendado é de dois minutos.

 

3. Exercício físico

O exercício físico passou a ser "receita" de todas as especialidades médicas e, segundo a minha opinião, muito bem: "Mexa-se pela sua saúde!"

Mesmo assim, também este, só é saudável se a sua prática for controlada e adaptada a cada pessoa. Estudos recentes apontam, por exemplo, para maior risco cardíaco para quem faz ultramaratonas. Andar e correr faz muito bem, mas com moderação, adaptado à idade e à condição física.

Normalmente, aconselha-se um treino de 45 a 60 minutos para quem treina duas a três vezes por semana; já quem o faz todos os dias, é melhor reduzir para 20 ou 30 minutos. Claro que isto depende de caso para caso, mas a "moda" do exercício físico pode não dar bom resultado, quando é feito sem nenhum controle.

 

Como já dizia a minha avó: "Tudo o que é demais, cheira mal!"

- Coma de forma saudável e equilibrada! Coma (quase) de tudo em pequenas quantidades!

- Tome banho todos os dias, mas deixe-se de querer tirar todas as bactérias do seu corpo!

- Faça exercício físico de forma moderada e divertida! Mexa-se todos os dias e a sua saúde agradece!

 

 

 

 

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publicado às 07:44

E se a Televisão o ajudasse a gerir a sua Saúde?

por dicasdefarmaceutica, em 08.04.17

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Decorreu esta semana em Lisboa, o Portugal eHealth Summit, um evento de dimensão internacional, cujo tema se centralizou no processo de transformação digital da Saúde.

Foram três dias de debates, conferências e entrevistas sobre diversos temas relacionados com a inovação de sistemas de informação, interoperabilidade, telesaúde, segurança e proteção de dados, big-data, apps e mobilidade, e-procurement, e-commerce, literacia em saúde, robótica, cloud, entre outros.

 

Um dos temas abordados foi o aproveitamento da televisão, como meio privilegiado para chegar aos mais idosos, àqueles que não usam nem nunca vão usar o telemóvel e que não têm acesso à internet. Para estes, a televisão é, muitas vezes, a sua única companhia. Vamos aproveitar isso para os ajudar em temos de acompanhamento da sua Saúde!

A este respeito, Henrique Martins, presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, adiantou: “A televisão é muito abrangente e mais indutora de comportamentos. E sabe quando as pessoas estão a olhar para ela, porque ou mudam o canal ou sobem o som. Nós temos muitas pessoas sozinhas em casa e o nosso objetivo é levar a rede de saúde a casa das pessoas e potenciar soluções digitais para que possam estar mais acompanhadas. O concurso é complexo, demorará seis a nove meses, porque são empresas de grande volume. O que queremos é que as três operadoras de televisão concorram todas para terem este serviço: ligar a box da TV aos serviços de saúde e mais tarde ter um canal do Serviço Nacional de Saúde [SNS]”.

 

Se a televisão estiver ligada ao número de utente, será fácil esta comunicação através de mensagens, perguntas, lembretes e muitas outras utilidades em termos de saúde. A televisão pode, por exemplo, lembrar a hora da medicação ou o horário da próxima consulta; pode até registar os sinais vitais, em que as pessoas podem responder com o comando.

 

Estou a escrever isto e estou a lembrar-me de uma situação que me surpreendeu no ano passado numa visita a São Tomé. Num plano totalmente diferente, sabem que existem umas horas do dia em que a televisão é um autêntico serviço público? Olhamos para o écran e o que vemos são listas de nomes de pessoas, avisando de consultas, cirurgias, exames médicos, idas a tratamentos, etc...Fiquei surpreendida e pensei: porque não? Através desta "caixinha mágica" pode mesmo fazer-se muita coisa e chegar a muita gente. 

 

Estes projetos são de extrema importância e utilidade para quem vive fora dos grandes centros, em zonas rurais, onde muitas vezes só chega mesmo a televisão. A Telemedicina pretende acompanhar os doentes (sobretudo os portadores de doenças crónica) em casa, à distância e tornar o Serviço Nacional de Saúde acessível a todos.

 

Como é que isto pode funcionar? O doente está ligado ao SNS, através da box da televisão. Os dados inseridos pelo doente seguem para o call center clínico, composto por uma equipa de técnicos de saúde (médicos, enfermeiros, farmacêuticos) que fazem a gestão dos dados em tempo real e, em função do estado de saúde do doente, é emitido um alerta no sistema de monitorização e analisado o encaminhamento necessário. O médico especialista faz a avaliação dos dados e, em casos graves, pode marcar consulta ou direcionar para as urgências.

Este sistema pode, além de manter mais controlados os doentes, evitar idas desnecessárias às urgências ou, pelo contrário, atuar em tempo real, quando é necessário.

 

Parabéns a todos que estão a tornar este projeto possível!

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publicado às 19:00

Turismo acessível para todos

por dicasdefarmaceutica, em 21.03.17

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Quem gosta de viajar, já pensou de certeza nos milhões de pessoas que, devido às suas necessidades específicas, nomeadamente os deficientes e os mais idosos, não podem deslocar-se por falta de condições e informação.

É a pensar nestas pessoas que está a ser desenvolvida a primeira plataforma ibérica na área do turismo acessível: a TUR4all. Esta plataforma, que já está a funcionar em Espanha, vai facilitar o planeamento das viagens em Portugal e Espanha destas pessoas com necessidades específicas.

 

A TUR4all disponibiliza informação objetiva e atualizada sobre todas as condições de acessibilidade de hotéis, monumentos, museus, transportes, restaurantes com menus em braille, entre outras.

 

Quando viajamos pelo mundo, vemos muitos locais onde é fácil perceber que a acessibilidade é uma preocupação e que qualquer pessoa poderá desfrutar do local. Cidades como Barcelona, Estocolmo ou mesmo Londres, pelas suas condições de acessibilidade, captam turistas de todas as taxas etárias e também aqueles com dificuldades motoras ou visuais, pois sabem que quase todos os monumentos, transportes, hotéis e restaurantes, estão preparados para eles.

Sabiam que é muito fácil um deficiente motor movimentar-se em Las Vegas e que até existem viagens preparadas para que possam aventurar-se até ao Machu Picchu? 

 

Pois é, o nosso país, com a quantidade de turistas e com a quantidade de locais que tem para mostrar, tem que se preocupar mais com as pessoas que são, por uma razão ou por outra, "diferentes". Por acaso, no mês passado, deparei-me com um problema: queria levar uma pessoa deficiente a uma casa de fados, daquelas mais conhecidas, e nenhuma delas tinha acesso facilitado. Acham normal? Acabei por ir, mas rezando para que não lhe desse vontade de ir à casa de banho, pois seria impossível descer aquela escada...

 

A TUR4all está a ser desenvolvida numa ação conjunta entre a Accessible Portugal, a Fundação Vodafone Portugal e o Turismo de Portugal com o apoio da ENAT - European Network for Accessible Tourism, em colaboração com a PREDIF em Espanha, apoiada pela Fundação Vodafone Espanha.

 

A TUR4all vai estar disponível em várias línguas a partir de setembro, em website e aplicação móvel. Esta aplicação não vai tornar Portugal mais acessível, mas vai informar os locais que têm essa preocupação. Todos ficaremos a ganhar...

 

Fica já prometido para próximo, um post com algumas das aplicações deste género espalhadas pelo mundo.

 

 

 

 

 

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publicado às 17:46

Pessoas felizes adoecem menos

por dicasdefarmaceutica, em 20.03.17

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Escolhi esta imagem porque a felicidade desta vendedora de fruta está estampada naquele sorriso. Deve ter muita saúde...

 

Cuidar das emoções é essencial para cuidar da nossa saúde, atrevo-me mesmo a dizer que é quase tão importante como os tais três pilares que estou sempre a falar: alimentação, exercício físico e sono.

 

Emoções "más", como o medo, a tristeza, a raiva, a frustração, a inveja e outras, quando vividas muitas vezes, funcionam como tóxicas para o nosso organismo e vão torná-lo doente. 

Não são só as doenças como a ansiedade ou a depressão que são provocadas por estas emoções "más"; elas também podem potenciar outras doenças, como ataques cardíacos, acidentes vasculares, úlceras de estômago, alterações glandulares, cancro e muitas outras. 

Além disso, quando o nosso pensamento só se centra em coisas más, a recuperação das doenças é muito mais complicada e as emoções condicionam a cura de muitas delas. Está provado que o sistema nervoso e o sistema endócrino estão envolvidos "de mãos dadas" nas respostas imunológicas do organismo e, por isso mesmo, na cura de muitas doenças.

 

A neurociência já disse: "Pessoas felizes adoecem menos!" Quando as nossas emoções são positivas, deixamos de nos desgastar e achar que tudo de mau nos acontece e que o mundo é verdadeiramente hostil. Pessoas felizes, não só adoecem menos, como, quando estão doentes, têm uma recuperação muito mais rápida. Isto é evidente em muitas doenças e o cancro é uma delas.

Quanto mais grave for a situação, mais importante é o positivismo e a esperança na cura; toda a nossa energia deve estar centralizada na cura e não na doença.

 

De certeza que estão a pensar que hoje estou muito lamechas e isso não é muito habitual. Normalmente, falo de medicamentos, de ciência pura e muito pouco de emoções e energias, pois não é esta a minha área. Será que esta parte mais emocional não deveria ser a "área" de todos nós? Acredito mesmo que sim.

 

É tudo muito bonito, mas como é que temos só emoções boas e "deitamos fora" as más? Não sei bem, mas temos que fazer um esforço. Todos sabemos o que é felicidade, esperança, alegria, gratidão, dádiva, amor...é só pôr em prática. Tudo isto são emoções positivas e, por isso mesmo, curativas.

Quando estamos alegres, brincamos, rimos, produzimos hormonas da felicidade e sentimo-nos com mais saúde. Não é por acaso que às vezes, com uma simples conversa animada com um amigo, aquela dor que nos atormentou todo o dia, desaparece. Já sentiram isto?

A dádiva e a gratidão são dois sentimentos que também melhoram a nossa saúde e o nosso bem-estar e não podemos viver sem eles. As nossas emoções ficam "ao rubro" quando conseguimos dar algo importante a alguém, nem que seja um sorriso, pois não falo aqui de coisas materiais, apesar destas também nos fazerem felizes em muitas ocasiões. E a gratidão? Que importante que é sermos gratos por aquilo que temos, aqui sim, focamo-nos só nos pontos positivos e tentamos pôr os negativos "para trás das costas".

O Amor é a emoção mais importante da vida e quem ama, adoece menos. Adoece menos porque ama a vida, ama as coisas simples, ama a família, ama os amigos, ama a natureza, ama uma simples conversa ou simplesmente olhar para o mar ou para uma flor que nasceu ao acaso no jardim  ao pé de casa.

 

E quem não consegue ser feliz? O que pode fazer para adoecer menos? Tem mesmo que procurar rodear-se de pessoas positivas, refletir, conhecer pessoas novas e outras realidades. Dar e receber pode estar bem perto de nós, "na rua ao lado", é só procurar. Sair da zona de conforto e afastar as tais emoções "más" deve ser o foco.

 

Se está doente, todos estes conselhos ainda são mais importantes. Ame a vida, procure novas emoções, focalize-se na cura e peça ajuda! Não se "feche na sua concha"!

 

Além de todo este "blá-blá", existem algumas atividades que ajudam a "curar" emoções, como o yoga, a meditação ou mesmo uma aula animada de zumba no ginásio ou uma caminhada ao ar livre. O importante é fazer uma escolha baseada nos nossos gostos e naquilo que nos sentimos bem, rodeados de pessoas que nos fazem felizes.

 

Não se esqueçam: "Pessoas felizes adoecem menos! Sejam felizes!"

 

 

 

 

 

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publicado às 09:17

A partir de hoje já temos uma linha Saúde Animal 24

por dicasdefarmaceutica, em 07.12.16

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A partir de hoje, às 10 horas, teremos mais uma ajuda para tratarmos bem da saúde dos nossos patudos. É a linha Saúde Animal 24, a primeira linha telefónica nacional de assistência em saúde veterinária.

Como referem os responsáveis desta startup portuguesa, o objetivo desta linha é "esclarecer as dúvidas que surgem fora de horas ou que não se enquadram no âmbito das consultas veterinárias”. 

 

Esta linha de assistência estará disponível 24 horas por dia através do número           760 450 911 e "está preparada para responder a dúvidas dentro das áreas da nutrição, comportamento, intoxicações, viagens e ainda a questões de saúde pública encaminhando os clientes, sempre que se justifique, para uma clínica ou hospital veterinário da sua freguesia de residência.”

 

A equipa deste novo serviço é composta por profissionais de diferentes áreas da saúde veterinária e está apta a responder a questões relacionadas com animais de companhia como cães e gatos ou cavalos e animais exóticos como porquinhos-da-Índia, hamsters, iguanas ou aves.

A atender as chamadas está uma equipa de enfermeiros veterinários devidamente treinada para responder a todas as dúvidas.

 

As chamadas terão um custo de 0,60 cêntimos + IVA, independentemente da sua duração.  

 

Com os disparates que o meu patudo faz, parece-me que não vou escapar de alguns telefonemas para a linha Saúde Animal 24. Tenho um veterinário óptimo, muito disponível, mas nem sempre são horas de ligar e, na realidade, algumas situações não justificam uma ida à clínica.

Esta linha é importante para todos os que têm e se preocupam com os animais, mas é particularmente importante para quem vive fora dos centros urbanos e longe de qualquer assistência veterinária.

 

Parabéns à equipa que teve esta excelente ideia! 

Saúde Animal 24

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publicado às 07:48

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Ouvi esta notícia hoje no noticiário da manhã e, como acho um projeto fantástico, vou partilhar convosco.

O Hospital Garcia de Orta tem 20 camas domiciliárias e já internou 115 doentes agudos nas próprias casas. Mas afinal, o que é isto?

 

Trata-se de um serviço para internar doentes agudos que, apesar de necessitarem de cuidados permanentes, têm condições para serem tratados nas suas casas. A exigência principal é terem um familiar cuidador, o qual se vai tornar no grande aliado do médico e dos restantes profissionais que fazem parte dessa equipa, para que nada falte ao doente.

 

Tudo está preparado para o doente ser tratado na sua própria casa e os procedimentos que exigem a presença de profissionais especializados, são sempre realizados por estes. Por exemplo, o familiar pode aprender a dar oxigénio ao doente, mas se houver necessidade de antibioterapia diária (intravenosa), essa será sempre feita pela equipa que diariamente se desloca ao domicílio.

A recolha para as análises também são feitas na casa do doente e, desta forma, este só se deslocará ao hospital para realizar exames mais específicos.

Quando o médico dá alta ao doente, a única diferença é que ele já está na sua própria casa, mas a partir desse dia, deixará de ter a visita dessa equipa multidisciplinar que o acompanhou durante a doença.

 

A grande vantagem, além do conforto e do "mimo" da própria casa, junto dos familiares e amigos, é o menor risco de apanhar bactérias multirresistentes, responsáveis por grande parte da infeções hospitalares.

Para o sistema de saúde, apesar de ter que disponibilizar os meios técnicos e humanos (equipa de médicos e enfermeiros) para assegurar este novo serviço de internamento,  vai poupar no custo da cama hospitalar, sobretudo na parte hoteleira, além de deixar mais camas livres nas unidades hospitalares.

 

Este é um bom exemplo a seguir nos restantes hospitais do país!

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publicado às 16:37

Tatuagem na pele pode dar dados sobre a nossa saúde

por dicasdefarmaceutica, em 06.02.16

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Com umas novas tatuagens apelidadas de Tech Tags ("Tatuagens Tecnológicas) será possível verificarmos alguns dos nossos dados de saúde, em tempo real e no telemóvel. As Tech Tats prometem ser capazes de medir a temperatura do corpo, os níveis de hidratação e a frequência cardíaca, informação que pode ser descarregada via Bluetooth para uma aplicação do smartphone.

 

Eu que nem sequer gosto de tatuagens, tenho que concordar que isto poderá ser uma grande invenção. Com um microprocessador colado à pele, sensores térmicos e tinta condutora de eletricidade, a empresa texana Chaotic Moon promete esta novidade que, por enquanto, não passa de um protótipo.

 

Apesar de já existirem alguns dispositivos portáteis com as mesmas funções, estes são geralmente volumosos e limitativos. Estas tatuagens podem ser colocadas em qualquer parte do corpo e, para quem gosta, até podem ser um "enfeite" personalizado, mais útil do que os habituais.

 

E há mais: estas tatuagens também devem chegar ao sistema bancário, servindo como um substituto dos cartões de crédito. Eric Schneider, engenheiro da Chaotic Moon afirma: “Com as tech tats você pode carregar todas as suas informações na pele. Quando quiser dados do seu cartão e da sua carteira de identidade, basta pegá-los diretamente do sistema”.

 

A pele é o maior órgão do nosso corpo e parece que vamos começar a utilizá-la para muita coisa, para guardar nela os nossos maiores "segredos", bem longe dos olhares indiscretos ou, para quem preferir, à mostra de toda a gente...depende do local escolhido para fazer a dita Tech Tat.

 

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publicado às 20:13

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Durante o mês de Outubro, estará em funcionamento a primeira Linha de Apoio gratuita em Cuidados Paliativos.

A iniciativa surge no âmbito da comemoração dos 20 anos da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos e trata-se de um projeto pioneiro, que para já só vai funcionar este mês, visando o esclarecimento da população sobre o que são cuidados paliativos.

 

O que são cuidados paliativos?

"São cuidados prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objetivo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes."

O principal objetivo destes cuidados é proporcionar ao doente incurável um ambiente apropriado, de forma a que o seu final de vida ocorra com tranquilidade e com dignidade. O apoio a familiares e cuidadores também constitui uma prioridade.

 

Quem tem direito a estes cuidados? Onde poderão ser prestados? Estas e outras perguntas poderão ser respondidas durante este mês, entre as 20h00 e as 22h00, através do número 800 209 531.

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publicado às 18:52

Dia Internacional do Idoso

por dicasdefarmaceutica, em 30.09.14

Comemora-se hoje o Dia Internacional do Idoso.

Este dia foi instituído em1991 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem como objetivo sensibilizar a população para a necessidade de proteger e cuidar da população idosa.

Segundo os dados do Eurostat, Portugal será um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos e menor percentagem de população ativa em 2050.

O Instituto Nacional de Estatística prevê que, em 2050, um terço da população portuguesa seja idosa e quase um milhão tenha mais de 80 anos.

Viver muitos anos não é sinónimo de viver bem; há que cuidar, que tratar, que acarinhar e que acompanhar os idosos para que viver muitos anos valha realmente a pena. De que serve viver até aos 100 anos se os últimos 20 forem cheios de dor e sofrimento?

Idosos cuidados e felizes têm muito para nos dar. Quanto maior a idade, maior a sabedoria, maior a paciência, "maior o tempo" e maior o amor...

"Cuidar do idoso é respeitar o nosso próprio futuro".

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publicado às 17:12


Uma equipa de portugueses do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa descobriu como travar a evolução de um tipo de leucemia muito frequente em crianças.

Trata-se de uma terapêutica alternativa para o tratamento da leucemia linfoblástica aguda das células T (LLA-T), caracterizada por um aumento descontrolado do número de linfócitos T (Glóbulos brancos). A terapia em causa pode ser menos nociva para os doentes, em comparação com a quimioterapia tradicional.

“Demonstrámos que a expressão do gene CHK1 está aumentada neste tipo de leucemia. O curioso é que o CHK1 serve como uma espécie de travão para a multiplicação celular, mas acaba por matar as células leucémicas porque as mantém sob algum controlo. Se inibirmos o CHK1 as células tumorais ficam tão “nervosas” – o que chamamos de ‘stresse replicativo’ – que acabam por morrer. O CHK1 constitui, por isso, um novo alvo molecular para potencial intervenção terapêutica em leucemia pediátrica”, afirma João Barata, o coordenador do projeto.
A equipa de investigadores utilizou um composto farmacológico (PF-004777736) para inibir o gene CHK1 e verificou que o composto induzia a morte de células de LLA-T sem afetar as células T normais. A investigação conseguiu observar que a utilização daquele composto farmacológico é capaz de interferir na proliferação das células afetadas e de interromper o seu ciclo de vida, diminuindo o desenvolvimento da doença.

Sempre que vá lendo informações sobre as novidades que vão aparecendo no ramo da saúde e, sobretudo, no ramo de novos tratamentos, vou tentar escrever sempre um pequeno post dobre os vários assuntos.
Congratulo-me sempre que são os portugueses os protagonistas desta inovações...

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publicado às 08:25

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