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O Serviço de Assistência Nacional Farmacêutica (projeto SAFE) começou a funcionar este mês no distrito de Bragança. Este serviço, que foi anunciado em Julho pelo Ministério da Saúde, envolve as entidades ligadas à Saúde e todas as farmácias do distrito.

 

O principal objetivo deste serviço é a melhoria do acesso dos portugueses aos medicamentos urgentes durante a noite.

 

Um doente que vá a um serviço de urgência do distrito de Bragança durante a noite, através do seu telemóvel, pode agora saber da disponibilidade dos medicamentos prescritos na farmácia que mais lhe convém e tem ainda a possibilidade destes lhe serem entregues em casa gratuitamente.

Sair de uma urgência de noite, muitas vezes fragilizado, ter de procurar uma farmácia de serviço, às vezes ter que ir a outra por a primeira não ter determinado medicamento, pode ser complicado. Este serviço facilita a vida a quem está doente e precisa dos serviços de saúde durante a noite, aos feriados e aos domingos.

 

Para o serviço funcionar, o doente tem de ter disponível um telemóvel, no qual vai receber uma mensagem com a prescrição, tendo depois de ligar para o número gratuito 800241400. O atendimento é feito por farmacêuticos que irão dar a indicação de quais as farmácias de serviço e da disponibilidade de determinado medicamento. O doente pode optar por deslocar-se à farmácia mais próxima da sua residência ou pode pedir que lhe seja entregue ao domicílio a custo zero.

 

Este serviço destina-se apenas a medicamentos prescritos durante a noite. Funciona todos os dias entre as 21:00 e as 9:00 e aos domingos e feriados durante 24 horas.

Ainda está numa fase inicial, mas prevê-se que este serviço seja alargado a mais distritos do país. Tem tudo para ser um projeto de sucesso, onde as farmácias estão, mais uma vez, na linha da frente para facilitar a acessibilidade dos doentes aos medicamentos, contribuindo assim para o sucesso da terapêutica prescrita pelos médicos.

 

 

 

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publicado às 19:19

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Já falei AQUI do Valormed e da sua importância para todos nós. Começou ontem mais uma campanha, por isso vamos relembrar qual o significado destes “contentores” espalhados nas farmácias do nosso país.

 

Um medicamento fora de uso tem mais vida  do que imagina” é o mote desta nova campanha, cujo objetivo é sensibilizar os portugueses para a importância da devolução às farmácias das embalagens vazias e dos resíduos dos medicamentos fora do prazo ou que já não são utilizados, assim como qualquer acessório utilizado para facilitar a sua administração.

 

A VALORMED defende que é importante alertar para a importância de não deitar as embalagens vazias e resíduos de medicamentos no lixo comum, ecopontos ou vazamento através dos esgotos, evitando-se a contaminação do meio ambiente, em particular os solos e as águas. “Tratar do ambiente” é também o mote de todas as campanhas VALORMED. 

Adoro os cartazes da campanha deste ano!

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Os contentores VALORMED estão espalhados por quase todas as farmácias do país, mas se quiser ter a certeza do que está mais próximo de si, pode ver AQUI.

 

“A VALORMED foi criada em 1999 e é uma sociedade sem fins lucrativos que tem a responsabilidade da gestão dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso. Resultou da colaboração entre a Indústria Farmacêutica, Distribuidores e Farmácias em face da sua consciencialização para a especificidade do medicamento enquanto resíduo. A criação de um sistema de gestão deste tipo de resíduos veio responder ao desafio inadiável de implementar um sistema autónomo para a recolha e tratamento dos resíduos de medicamentos, conduzindo a um processo de recolha e tratamento seguros. Desta forma, evita-se que, por razões de saúde pública, estejam “acessíveis” como qualquer outro resíduo urbano”.

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publicado às 18:58

Novo Portal RAM (Reações Adversas a Medicamentos)

por dicasdefarmaceutica, em 29.11.17

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Já está em funcionamento o novo Portal RAM para notificação de Reações Adversas a Medicamentos.

O novo portal é da responsabilidade da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e permite aos cidadãos e aos profissionais de saúde notificar reações adversas a medicamentos (RAM) em apenas cinco minutos, facilitando todo o processo.

 

Para uma notificação ser válida, basta aceder ao portal e fornecer 4 informações:

- a(s) reação(ões) adversa(s);
- o(s) medicamento(s) suspeito(s) de ter(em) causado a RAM;
- os dados do doente (como iniciais ou idade ou sexo), sendo sempre garantida a confidencialidade dos dados do notificador e do doente;
- os meios de contacto do notificador da RAM.


Para facilitar a avaliação do caso, a informação fornecida deve conter o maior número de dados possível.

Se a reação for a uma vacina ou a um medicamento biológico, pede-se ainda ao cidadão (doente ou seu representante) ou ao profissional de saúde que indiquem o lote, aconselha a Autoridade Nacional do Medicamento.

 

Relativamente às reações adversas, são muitas as dúvidas que surgem, pois muitas vezes até nem se sabe qual o medicamento que provocou tal reação. Aqui é fundamental a articulação e a ajuda de todos os profissionais de saúde, que devem ser sempre consultados pelo doente para esclarecer qualquer dúvida, inclusive no preenchimento da notificação.

 

Após receção e validação da notificação no portal, a informação é avaliada por uma equipa de farmacêuticos e médicos especialistas em segurança de medicamentos. A informação do caso, totalmente anonimizada, é enviada para as bases de dados europeia (Eudravigilance) e mundial da OMS (Vigibase) para efeito de uma avaliação permanente mais abrangente do perfil de segurança do medicamento.

 

Todas estas melhorias e inovações no “acesso a mais saúde” (apeteceu-me chamar assim...) vão contribuir para a monitorização contínua da segurança dos medicamentos e para uma avaliação permanente dos benefícios/riscos dos mesmos.

 

 

 

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publicado às 10:44

“Dormir e Relaxar Sem Depender de Benzodiazepinas”

por dicasdefarmaceutica, em 19.11.17

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Este é o mote da nova campanha que alerta para o consumo excessivo de benzodiazepinas.

“A Coordenação Nacional da Estratégia do Medicamento e dos Produtos de Saúde, em colaboração com o Infarmed, outros treze departamentos do Ministério da Saúde e as Ordens dos Farmacêuticos, dos Médicos e dos Psicólogos, delinearam uma campanha de sensibilização junto dos profissionais de saúde e dos cidadãos em geral, com o objetivo de alertar para os riscos associados ao consumo prolongado de benzodiazepinas.”

 

Cerca de 10% da população consome regularmente estes fármacos, tornando-se já um problema de saúde pública, dadas as consequências a curto e a longo prazo deste consumo excessivo.

Numa primeira fase desta campanha, vão ser distribuídos folhetos informativos aos utentes nas farmácias e centros de saúde:

 

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Os profissionais de saúde vão também receber documentação sobre a utilização de benzodiazepinas, estando a informação centrada na necessidade da suspensão ou a redução destes medicamentos ser feita pelo médico assistente e para a existência de alternativas terapêuticas não medicamentosas e medicamentosas para o tratamento da ansiedade e da insónia.

 

As benzodiazepinas são medicamentos utilizados sobretudo para a ansiedade e para a insónia. Muitas pessoas chamam-lhe calmantes. Quantos de nós já ouvimos dizer: “Já não consigo dormir sem o comprimidinho...” ou “se sinto que estou nervoso, tomo o comprimidinho e parece que tudo passa...”

O pior é que aos poucos, vem a chamada dependência e os efeitos secundários, nomeadamente no que diz respeito às alterações da memória.

Também é verdade que faz pior não dormir muitas noites seguidas do que tomar o dito comprimidinho e eu digo isso muitas vezes a quem tem mesmo que tomar benzodiazepinas e tem consciência dos efeitos que as acompanham.

 

De qualquer forma, depois de lerem estes folhetos e este post, não vão “a correr” deixar de tomar os ditos fármacos, pois a interrupção repentina das benzodiazepinas pode provocar efeitos de privação graves. O chamado “desmame” deve ser feito lentamente e com a supervisão do médico.

 

Vamos resumir as ideias principais:

- Se toma benzodiazepinas há mais de dois meses, consulte o médico!

- O tratamento com benzodiazepinas deve ser o mais curto possível

- O tratamento com benzodiazepinas deve ser SEMPRE acompanhado por um médico

- Não deve suspender o tratamento com benzodiazepinas de uma forma repentina

 

Fiquem a aguardar mais posts sobre esta campanha e sobre algumas alternativas terapêuticas para controlar a ansiedade e a insónia!

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:46

Dia Europeu do Antibiótico

por dicasdefarmaceutica, em 17.11.17

 

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"Roubei" esta imagem do site da Ordem dos Farmacêuticos , pois é muito significativa do  que se passa quando falamos de antibióticos e é muito actual para esta época do ano. Com a pressa de curar em poucos dias uma constipação ou uma gripe, são muitas as pessoas a "pressionar" médicos e farmacêuticos para a prescrição e venda de antibióticos.

 

Há dez anos que o dia 18 de novembro serve para lembrar um problema de todos os dias, que passa muito por comportamentos desadequados de doentes, de farmacêuticos, de médicos e até de outros profissionais de saúde. Trata-se de um problema sério com um futuro preocupante. Prevê-se que em 2050 a resistência aos antibióticos mate mais do que o cancro.

 

Segundo um apelo lançado pela Organização Mundial de Saúde, as situações mais emergentes estão relacionadas com infeções provocadas pela Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Enterobacteriaceae (por exemplo, a Escherichia coli), para as quais já começam a faltar soluções terapêuticas. Isto porque, em algumas estirpes, estas bactérias apresentam alterações genéticas que lhes permitem sobreviver a praticamente todos os antibióticos disponíveis.

Corremos o risco de que infeções que eram até agora consideradas de fácil resolução com a prescrição de antibióticos, possam tornar-se fatais.

Complicando ainda mais este panorama, observa-se também uma expressiva redução no ritmo de desenvolvimento de novos antibióticos por parte da indústria farmacêutica.

 

Vamos à prática: o que devemos fazer para prevenir este problema da resistência aos antibióticos?

- Não tomar antibióticos por iniciativa própria

- Seguir exclusivamente a recomendação do médico

- Tomar o antibiótico ao longo do tempo prescrito e respeitando os horários e dosagens

- Entregar na farmácia as eventuais sobras

 

Para saber mais sobre Antibióticos, veja AQUI no site da Ordem dos Farmacêuticos.

Para os mais “preguiçosos” que não vão ao site da Ordem, aqui fica mais uma imagem para verem com atenção e terem noção deste grave problema.

 

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publicado às 08:36

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A inteligência artificial dominou a edição deste ano da Web Summit. Cada vez mais surpreendente, este evento atrai gente de todas as idades e de todas as partes do mundo.

A competição de Pitch é um dos momentos altos do Web Summit. Com a Altice Arena praticamente lotada, as três startups finalistas subiram ontem ao palco para apresentarem os seus projectos em menos de cinco minutos.

 

A vencedora está ligada à saúde, aos medicamentos, e por isso é que estou a falar dela aqui no blog. Chama-se LifeinaBox a empresa francesa que venceu o concurso de startups da Web Summit, com um minifrigorífico para medicamentos.

 

Viajar sem preocupações de saúde é agora possível. A Lifeina desenvolveu um frigorífico portátil (Life in a Box), que permite transportar medicamentos a temperaturas entre dois e oito graus centígrados. Quem trabalha na área da saúde, sabe a importância da temperatura para preservar as características dos medicamentos. Quem é diabético dependente da insulina, sabe também das dificuldades existentes para transportar a insulina durante as viagens. O caso dos diabéticos é o mais evidente, mas existem muitos outros medicamentos a necessitarem de refrigeração.

 

O minifrigorífico vem com uma app, que monitoriza a ingestão da medicação, avisando quando for a hora certa. Além disso, através da aplicação, também é possível acompanhar a carga da bateria e a temperatura do frigorífico.

 

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Fiquem com o filme desta empresa em destaque neste Web Summit. Parabéns LifeinaBox e até para o ano!

 

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publicado às 15:40

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Em Junho deste ano, li uma notícia sobre um estudo europeu, SIMPATHY (Stimulating Innovation Management of Polypharmacy and Adherence in The Elderly), que falava de uma necessidade urgente da criação de um Plano Nacional de Revisão da Polimedicação na população idosa em Portugal.

 

A população idosa está a aumentar, assim como o número de patologias crónicas associadas ao envelhecimento. Com todo este panorama, a polimedicação é cada vez mais uma constante em Portugal e até agora, não havia qualquer política para lidar com este problema.

Por isso mesmo, a partir deste mês, na consulta pública, os médicos devem sinalizar e justificar obrigatoriamente os casos de idosos que tomam mais do que cinco medicamentos. Normalmente, são estes os doentes considerados "polimedicados" e, como sabem, são quase todos os doentes com doenças crónicas.

Esta é uma medida defendida na Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável. Segundo Pereira Miguel, coordenador do grupo de trabalho interministerial para a Estratégia do Envelhecimento Ativo e Saudável, "a ideia não é estabelecer um limite para a prescrição ou toma de medicamentos, nem sobrecarregar os médicos com trabalho burocrático, mas sim alertar para as interações medicamentosas".

Contudo, não são só as interações o problema. Podemos também preocupar-nos com o aumento da frequência das reações adversas e com o risco de quedas, tão comuns nos idosos e tantas vezes associadas aos medicamentos. São muitos os casos de internamentos hospitalares associados à polimedicação.

Neste campo, devemos falar não só dos medicamentos receitados pelo médico, mas também de todos aqueles que são vendidos sem receita médica e das "mezinhas" várias, que podem interferir com a medicação.

Também a diminuição na adesão à terapêutica decorrente de tomarem tantos medicamentos, é um dos possíveis efeitos da polimedicação.

 

Já tinha abordado este assunto várias vezes aqui no blog, salientando sempre a importância do papel do farmacêutico neste campo.

"O farmacêutico, enquanto profissional de saúde de proximidade e confiança, possui competências para atuar na administração da medicação, na promoção da adesão à terapêutica e no uso correto dos medicamento".

A gestão correta da medicação deve ser uma prioridade para médicos, farmacêuticos e para todos aqueles que se preocupam com o envelhecimento, que deve ser ativo e saudável.

 

A medida de que falamos hoje pode ser o início de algo muito importante para a Saúde de todos nós. É urgente refletirmos sobre aquilo que é prescrito a cada doente e sobre aquilo que é dispensado a cada doente! Penso que a medida não terá tanto a ver com a quantidade de medicamentos prescritos, mas sim com a necessidade de alertar para determinados doentes polimedicados e para a necessidade de acompanhamento dos mesmos.

 

 

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publicado às 21:28

Adesivo pode ser alternativa à vacina da gripe

por dicasdefarmaceutica, em 01.07.17

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Cientistas do Instituto de Tecnologia da Georgia e da Universidade Emory, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina contra a gripe em forma de adesivo com microagulhas.

Pressionando este adesivo sobre a pele, as microagulhas penetram, libertando os vírus inativados, que fazem parte do processo de imunização. O adesivo é aplicado na zona do pulso, durante 20 minutos. Foram feitos testes em 100 voluntários e a imunização funcionou, quando comparada com a vacina tradicional.

 

Quais as vantagens desta vacina da gripe em forma de adesivo?

- Sistema indolor (para quem não gosta de injeções...).

- Pode ser aplicada em qualquer lugar (casa, emprego, etc...).

- Não necessita conservação a baixa temperatura (frigorífico), o que é uma grande vantagem também no transporte e para os países menos desenvolvidos.

- O adesivo pode ir diretamente para o lixo, após o seu uso.

 

Contudo, 80% dos voluntários a quem foi testada a vacina, confirmaram que no local onde foi aplicado o adesivo, a pele ficou vermelha, com ligeira irritação e sentiram comichão durante alguns dias.

 

Os cientistas afirmaram que a vacina funciona, mas ainda serão necessários alguns testes clínicos para que seja aprovada e comece a ser uma alternativa à vacina da gripe atual, em forma de injeção. 

 

 

 

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publicado às 14:26

É difícil travar os vendedores de rua no Haiti

por dicasdefarmaceutica, em 27.06.17

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Li recentemente um artigo na National Geografic e tenho que partilhar convosco. Fala dos vendedores de rua de medicamentos no Haiti, uma realidade que ninguém consegue travar. Já tinha ouvido falar disto, mas nunca tinha visto fotografias, e que fotografias!

Os fotógrafos Paolo Woods e Gabrielle Galimberti fizeram este trabalho fantástico com estes homens e mulheres a transportar verdadeiras "torres de medicamentos" de toda a espécie e de toda a qualidade.

Claro que esta é uma atividade ilegal, mas as leis raramente são aplicáveis neste país e o Ministério da Saúde Pública pouco pode fazer. Os vendedores de rua são a principal fonte de abastecimento de medicamentos para muitos habitantes do Haiti. 

Estes homens e mulheres vendem de tudo: medicamentos vindos da China, antibióticos "para todos os males", medicamentos falsificados, com o prazo de validade expirado, enfim, a inspeção do Infarmed não passa por aquelas zonas...

Apreciem bem as torres de medicamentos, feitas em pilhas unidas por tiras de borracha e os acessórios para a prática da modalidade! Não faltam as tesouras, para cortar os blisteres e vender à unidose, de forma a não haver desperdício. Será que há controle de temperatura e humidade?

Parece que vender não é a sua única prática; sabem de tudo e o "aconselhamento farmacêutico" também é a sua especialidade. Imaginem o perigo...

Deixo-vos com as fotografias, muito ilucidativas do que acabo de descrever. Parabéns aos fotógrafos! Parabéns à National Geografic por nos dar a conhecer esta realidade!

 

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publicado às 11:43

"Farmácia" a transportar para uma viagem em segurança

por dicasdefarmaceutica, em 04.06.17

 

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Estamos em Junho, saiu mais uma revista "Inominável" e com este número mais um artigo de "Dicas de Farmacêutica" que partilho aqui convosco. Aconselho-vos a dar uma olhadela nos restantes artigos da revista, pois vai valer a pena!

 

Já cheira a férias, por isso este artigo pretende ser uma ajuda para todos aqueles que estão quase a fazer as malas e a partir para mais uma aventura merecida, após um ano de trabalho.

Para a mala de viagem estar completa, não podem faltar os medicamentos pois, nunca se sabe o que pode acontecer, e esta medida pode prevenir muitos dissabores, que poderiam estragar esses dias tão esperados. Nalguns países, as farmácias são escassas, os medicamentos são outros e os cuidados básicos de saúde quase não existem, por isso, mais vale prevenir.

Vamos então às "listas da saúde" a transportar na mala de viagem.

 

Lista de Medicamentos:

- Analgésicos (para as dores) e antipiréticos (para a febre)

- Antigripal

- Gotas descongestionantes para o nariz (também vão dar jeito se a viagem for de avião)

- Medicamento para a diarreia

- Medicamento para a prisão de ventre

- Normalizador da flora intestinal

- Sais de re-hidratação oral

- Anti-histamínico (para as alergias)

- Pomada com antibiótico

- Pomada anti-fúngica

- Antiácidos (para a azia e indigestão)

- Antiespasmódico (para dor e desconforto abdominal)

- Comprimidos para o enjoo

- Antibiótico de largo espectro (pedir receita e aconselhar-se com o médico).

 

Outros:

- Repelente de insectos

- Protetor solar

- Pensos rápidos

- Solução desinfetante (pode ser em toalhetes)

- Ligadura elástica autoaderente

- Tampões para os ouvidos

- Preservativos

 

Além destas listas, deverão sempre incluir toda a medicação crónica para o período da viagem, seja ela de uma semana, um mês ou seis meses, pois os medicamentos diferem de país para país e o acesso aos mesmos também não é sempre o mesmo. Devem levar fotocópias das receitas médicas e/ou comprovativos médicos de todos os tratamentos que estão a fazer (com o nome completo do utente, nome genérico do medicamento, dosagens, preferencialmente escrito em inglês). Isto é uma regra crucial em muitos países, onde a entrada com alguns medicamentos pode ser dificultada.

 

Se necessita de transportar medicamentos injetáveis, como no caso de pessoas com diabetes que aplicam insulina, acondicione as agulhas em embalagens lacradas que deverão ser apresentadas à segurança do embarque juntamente com a receita, já que não são permitidos objetos perfuro-cortantes a bordo.

Não se esqueça que, na bagagem de mão (se a viagem for de avião) para transportar líquidos, o limite da embalagem é 100 ml.

Se utiliza algum medicamento que precisa ser conservado no frigorífico, deve solicitar previamente o apoio da companhia de aviação, já que não é permitido entrar no avião com gelo.

 

Muito importante também é verificarem quais as vacinas obrigatórias e as aconselhadas para cada país. Neste campo, acho importante e aconselho sempre uma ida à consulta do viajante. Paga-se, mas vem-se de lá com a certeza que se fez tudo certinho para partir em segurança.

 

Se fizer férias próximo de casa, o principal mesmo é não se esquecer dos cuidados a ter  com o sol e com as altas temperaturas. Aqui ficam algumas dicas importantes para este verão:

- Aumentar a ingestão de água. A hidratação é um cuidado básico durante todo o ano, mas com altas temperaturas, não pode mesmo ser esquecido.

- Nos períodos de maior calor, procurar permanecer em ambientes frescos e evitar atividades que envolvam maior esforço físico.

- Evitar a exposição direta ao sol entre as 11 e as 17 horas.

- Fora de casa, utilizar roupa que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas, óculos com proteção contra radiação UVA e UVB e protetor solar com SPF igual ou superior a 30. Em praias e piscinas, renovar a aplicação de protetor solar de 2 em 2 horas e após os banhos.

Lembre-se que o sol brilha em todos os lugares, não apenas na praia. Proteja-se!

 

Boas férias e boas viagens! 

 

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publicado às 10:06

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Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

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A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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