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As análises de sangue são um precioso meio de diagnóstico para ajudar a detectar determinadas doenças, e o cancro é uma delas.

Contudo, os resultados das análises por si só, não são sinal seguro que a doença cancerosa existe. Quantidades elevadas de determinadas substâncias detectadas nas análises (marcadores tumorais) podem ser sinal de cancro, mas podem aparecer noutras situações e não são sinal seguro da pesença de um tumor.

 

Por isso, até agora, o médico para estabelecer o diagnóstico de cancro, não pode confiar apenas nos resultados das análises clínicas, mas isto pode mudar.

Uma equipa da Universidade de Johns Hopkins anunciou esta semana os primeiros testes a uma nova análise universal ao sangue que ajuda a detectar oito tipos comuns de cancro, graças às proteínas e mutações genéticas que são libertadas na corrente sanguínea pelos tumores.

Esta nova análise sanguínea, chamada CancerSEEK, foi testada em 1005 doentes oncológicos e conseguiu, em 70% dos casos, apurar a existência de cancros nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esófago, cólon, pulmão e mama antes de estes se espalharem.

 

A detecção precoce do cancro é muito importante e pode ter um grande impacto na diminuição da taxa de mortalidade por cancro, daí os cientistas envolvidos neste estudo e toda a comunidade científica estarem muito entusiasmados com os resultados obtidos.

 

Todos sabemos que quanto mais cedo um cancro é detectado, maior é a probabilidade de ser tratado. A grande maioria dos cancros só são detectados quando aparecem os primeiros sintomas. É o caso, por exemplo, do cancro do pâncreas, que revela poucos sintomas e que, na maioria das vezes, é detectado tarde demais, com quatro em cada cinco doentes a morrerem no mesmo ano em que a doença é detectada.

 

Por agora, resta-nos esperar, pois esta análise ainda está a ser estudada e vai demorar a chegar, mas pode ser um “passo gigante” na detecção precoce do cancro.

 

 

 

 

 

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publicado às 20:44

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A Abbott Diabetes Care anuncia que a partir de 10 de Janeiro, os médicos especialistas (Endocrinologistas, Diabetologistas ou Pediatras) já podem prescrever os sensores FreeStyle Libre, exclusivamente às pessoas com Diabetes tipo I.

Estes sensores passarão a estar disponíveis nas farmácias a partir de 15 de Janeiro de 2018, são comparticipados a 85% sendo possível adquiri-los com prescrição médica em qualquer farmácia comunitária por 7,95€.

Os leitores FreeStyle Libre vão ser disponibilizados de forma gratuita, diretamente nos locais de consulta de especialidade, pelos médicos especialistas ou enfermeiros. 

 

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“O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos.
Composto por um sensor com apenas 35mm x 5mm (semelhante a uma moeda de 2 euros) e com duração de até 14 dias, este sistema é colocado na parte posterior do braço e permite medir os níveis de glicose intersticial, de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose e indicadores de tendência. Após uma hora da sua colocação no braço, o FreeStyle Libre inicia a leitura da glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências.
A grande inovação do FreeStyle Libre está no facto de, numa leitura sem dor e em apenas um segundo, a pessoa com diabetes obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Esta vantagem inovadora deve-se ao historial dos valores de glicose até oito horas antes da determinação e setas de tendência de glicose que são disponibilizados e que mostram se estão a subir, a descer ou constantes, o que permite que a pessoa com diabetes antecipar a tendência de evolução através desta determinação, ajudando a prevenir episódios de hipoglicemia (glicose baixa) e melhorando a sua qualidade de vida."

 

O FreeStyle Libre foi eleito o Produto do Ano 2016 na área da saúde. É verdadeiramente uma inovação e demorou a chegar às mãos dos tantos diabéticos que estão ansiosos por largar as picadas diárias para saberem os seus valores de glicémia.

É verdadeiramente uma boa notícia neste início de ano!

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publicado às 14:16

Drones ajudam a combater a Malária na Tanzânia

por dicasdefarmaceutica, em 10.01.18

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Transmitida por um mosquito, a Malária, também apelidada de Paludismo, infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano e mata mais de 500 mil crianças em todo o mundo. Parece mentira como, em pleno século XXI, existem zonas de África em que morre uma criança por minuto, vítima desta doença.

 

A Organização Mundial de Saúde tem levado a cabo várias campanhas em várias zonas, sobretudo em África, para combater esta doença, interrompendo o seu ciclo de transmissão.

Nesse sentido, foram distribuídas pelas várias comunidades, redes mosquiteiras e insecticidas para vaporizarem o interior das casas. Em Zanzibar, por exemplo, estas medidas de prevenção diminuíram a prevalência da doença de 40% para 1%.

 

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Agora, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, em parceria com o Programa de Eliminação da Malária de Zanzibar está a complementar estes métodos de prevenção com o uso de drones para capturar imagens de grandes áreas de águas paradas, usadas pelos mosquitos para se reproduzirem. 

Um único Drone consegue cobrir uma plantação de arroz grande (30 hectares) em 20 minutos. Os dados coletados são processados mais tarde.

Esses mesmos dados, podem ser enviados para smartphones, ajudando as equipas de pulverização a monitorizar o trabalho.

 

Os inconvenientes deste processo são, além do custo, a possível interferência com a fauna local e a invasão da privacidade das comunidades locais.

 

Todas as medidas de prevenção para combater esta doença são um avanço para o progresso e para a diminição da mortalidade no mundo, nestas zonas menos desenvolvidas do nosso planeta.

 

Os ensaios para o desenvolvimento da vacina contra a malária continuam e também neste campo têm havido avanços significativos, apesar de ainda estarmos longe da vacinação para todos aqueles que estão à mercê deste mosquito.

 

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publicado às 12:13

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Que frio! As temperaturas baixas chegaram e com elas a afluência de pessoas aos centros de saúde e às urgências dos hospitais. Por este motivo, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) alargou os horários de atendimento em diversas unidades de cuidados de saúde primários de norte a sul do país.

 

Saiba quais são os horários em vigor:

- Administração Regional de Saúde do Norte

- Administração Regional de Saúde do Centro

- Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

- Administração Regional de Saúde do Alentejo

- Administração Regional de Saúde do Algarve

 

No plano de contingência da gripe, também foram tomadas outras medidas nos centros hospitalares, como o reforço de profissionais nas urgências e o número de camas disponíveis para o eventual afluxo de casos mais graves, nomeadamente pessoas de maior risco, como doentes crónicos, idosos e crianças.

 

Antes de se dirigir a correr para o hospital ou para o centro de saúde, caso tenha os primeiros sintomas de gripe (tosse, dores de cabeça, febre, mal-estar e dores musculares) deverá contactar, em primeiro lugar o centro de contacto SNS 24 (808 24 24 24) que o encaminhará para o serviço de saúde mais adequado.

Pode também dirigir-se à sua farmácia, que pode dar-lhe conselhos sobre o que deverá fazer para combater esse mau-estar.

 

Entretanto, como “mais vale prevenir do que remediar”, agasalhe-se (use luvas, cachecol, gorro, calçado e roupa quente), aqueça a casa, hidrate-se (beba água, chás, infusões, sopa) e alimente-se bem.

E já agora, só mais alguns conselhos do SNS:

 

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publicado às 19:05

O que já mudou na nova Lei do Tabaco

por dicasdefarmaceutica, em 05.01.18

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Já entraram em vigor as novas normas referentes à Lei do Tabaco. Sempre a pensar na saúde de todos, as regras começam a ser mais duras para quem fuma, mas ainda não suficientemente severas para proteger toda a gente deste grande mal que é o cigarrinho.

 

Podemos falar de 5 alterações relevantes:

 

1 - Proibição de fumar em locais frequentados por crianças, mesmo que ao ar livre, nomeadamente “infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias, parques infantis, e demais estabelecimentos similares".Esta é a principal alteração à Lei do Tabaco.

 

2 - Equiparação dos cigarros eletrónicos aos cigarros tradicionais, pelo que o seu uso vai ser proibido em espaços públicos fechados. São os cigarros da moda, os chamados e-cigarros. Como todas as modas, há muita gente a querer segui-las e esta é muitas vezes a forma de iniciar o hábito de fumar. Nos EUA os números de crianças e adolescentes a utilizar este método são assustadores. 

Além disso, segundo dizem os entendidos na matéria, apesar de serem potencialmente menos perigosos do que o cigarro convencional, “os e-cigarros podem causar dependência e não são isentos de risco para a saúde, pois contêm substâncias aditivas, tóxicas, irritantes e cancerígenas embora em menor quantidade que os cigarros convencionais”.

 

3 - Obrigatoriedade da existência de espaços para fumar no exterior de estabelecimentos de saúde, como hospitais ou clínicas, e instituições de ensino, qualquer que seja a idade dos alunos e o grau de escolaridade.

 

4 - Dever dos serviços de saúde ocupacional para “promover nos locais de trabalho ações e programas de prevenção e controlo tabágico e devem apoiar ou referenciar os trabalhadores que pretendam iniciar o tratamento de cessação tabágica para o médico de família ou para as consultas de cessação tabágica".

Também estes serviços ficam incumbidos da monitorização da "salubridade dos locais de trabalho, em particular no que refere à qualidade do ar, evitando a sua contaminação com fumo de tabaco, garantindo assim as condições de saúde, higiene e segurança adequadas".

 

5 - Proibição de "qualquer discriminação dos fumadores no âmbito das relações laborais, designadamente no que se refere à seleção e admissão, à cessação da relação laboral, ao salário ou a outros direitos e regalias". 

Esta medida não é uma alteração, pelo menos é isso que eu acho. Descriminar trabalhadores por fumarem é algo que nem deveria ser abordado, pois proibir de fumar em determinados locais é uma coisa, descriminar quem fuma é outra bem diferente...


Mantêm-se os avisos nos maços de tabaco, mas vão passar a cobrir 50% da embalagem.

 

O consumo de tabaco é, hoje, nos Países desenvolvidos, a principal causa de doença e de mortes evitáveis, sendo responsável por cerca de 20% do total de mortes verificadas anualmente nos países desenvolvidos.

 

De nada servem todas estas alterações à lei se não apostarmos fortemente na prevenção. As medidas de prevenção do tabagismo devem ser dirigidas primeiro às crianças e aos jovens. Os próprios fumadores devem ser conscientes e incutir nas crianças que fumar faz mal e cria dependência. Esta educação deveria iniciar-se no seio da família. O exemplo dos pais é fundamental, pelo que os pais fumadores devem ser alertados para não fumarem junto das crianças ou para deixarem de fumar.

 

Aos poucos, com sucessivas alterações à Lei do Tabaco, com respeito por quem é fumador e, sobretudo com maior consciência do que representa o acto de fumar, conseguiremos criar um clima social em que não fumar seja a norma

 

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publicado às 17:06

Tenha à mão o Kit de Farmácia de Inverno!

por dicasdefarmaceutica, em 07.12.17

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Conforme prometido no post anterior (Cuidado com o frio!), além das medidas para nos protegermos do frio, convém ter em casa um kit de farmácia básico, muito útil em caso de aparecerem os primeiros sintomas relacionados com as chamadas doenças de inverno.

 

Kit Farmácia Inverno:

 

- Termómetro (o que gostar mais, digital ou de infravermelhos, desde que o utilize segundo as instruções do referido aparelho)

- Antipirético (para baixar a febre, por exemplo paracetamol)

- Anti-histamínico (particularmente importante para as pessoas com tendência para alergias nesta época do ano ou que tenham frequentemente o nariz a pingar)

- Antigripal (são muitos os existente no mercado, “atacando” os primeiros sintomas de gripe ou até de uma simples constipação. Atenção aos princípios activos destes antigripais, pois podem não ser os indicados para o seu caso!)

- Descongestionante nasal (pode ser um simples soro fisiológico, uma água do mar ou algum mais forte para uma descongestão mais eficaz. Pode escolher em spray ou em gotas)

- Analgésico (para as dores, sobretudo de cabeça, por exemplo, o paracetamol)

- Pastilhas para a garganta (à base de eucalipto, limão, com ou sem anti-inflamatório, são muitas as escolhas...)

- Anti-inflamatório (quando as dores de garganta não passam, um ibuprofeno, por exemplo, tomado durante três dias de acordo com as indicações, pode ser o suficiente para evitar o agravamento da doença)

- Mucolíticos e expectorantes (para facilitar a libertação de secreções, são os chamados xaropes para a tosse com expectoração)

- Antitússicos (utilizados apenas em casos pontuais, quando se trata de uma tosse seca e irritadiça)

- Hidratantes (mãos, lábios e corpo, fundamentais para evitar frieiras e lábios gretados, tão comuns nesta época do ano)

 

Todos os medicamentos devem ser tomados de acordo com a posologia.

Nesta altura de inverno, em que os sintomas muitas vezes se prolongam por vários dias, é muito importante não ultrapassar as doses recomendadas nem o tempo máximo para a toma de determinado medicamento. Por exemplo, um xarope para a tosse deve ser tomado apenas durante 5 dias.

 

O seu farmacêutico é a pessoa certa para o ajudar a ter em casa este Kit de Farmácia de Inverno. Este kit deve ser o mais personalizado possível, feito de acordo com a sua idade e com o seu estado de saúde.

 

Pode ver AQUI alguma dicas para organizar o seu armário de farmácia.

 

 

 

 

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publicado às 14:34

Dia Mundial da luta contra a SIDA

por dicasdefarmaceutica, em 01.12.17

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Portugal é o segundo país da União Europeia com mais novos casos de HIV/SIDA e a maioria acontece através de relações sexuais desprotegidas. Em 2016 foram registados 841 novos diagnósticos de HIV e 161 casos de SIDA.

Neste Dia Mundial da luta contra a SIDA, é importante lembrar o papel crucial que o preservativo assume nesta luta e é este o meu tema escolhido para hoje.

 

Em Portugal, ao abrigo do Programa Nacional para as Infeções HIV, Sida e Tuberculose, foram distribuídos um total de 4,7 milhões de preservativos masculinos, em 2016, a maioria em estabelecimentos públicos de Saúde. Ainda assim, o relatório “A Saúde dos adolescentes Portugueses em tempos de recessão” revela que cerca de 30% dos jovens inquiridos não utilizou preservativo na primeira relação sexual, um número que sobe para perto de 55% no que se refere à utilização na última relação sexual. Destes, 42% referiram “não ter pensado nisso”, enquanto 31% confessaram não terem um preservativo consigo.

Usar preservativo não pode ser uma questão”. Usar preservativo tem que ser uma realidade.

 

Até aos anos 80, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) não eram faladas com muita preocupação. Parecia atingirem só grupos de risco isolados, como por exemplo, os homossexuais e as prostitutas. Foi então que a SIDA começou a assustar todos. Dizia-se ser uma doença sem cura e tirou a vida a muitos jovens naquela época. Muita gente tinha até medo de falar na doença.

 

Começaram as campanhas de prevenção e um forte apelo para o uso do preservativo, a única forma capaz de evitar a SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de evitar uma gravidez não planeada.

 

Ao longo dos anos, o preservativo passou a fazer parte da vida sexual de jovens e adultos, as campanhas ganharam força e as marcas fizeram publicidade, tentando que a prevenção fosse o mote das suas campanhas.

Apareceram também os testes para detetar o HIV e os tratamentos tornaram-se cada vez mais acessíveis ao longo dos anos.

 

Se tudo parece ter sido bem feito, então porque é que o HIV ainda aí anda a “fazer estragos”? Agora, os grupos de risco não existem mais; mulheres e homens, casados ou não, adolescentes, e até mesmo os idosos passaram a contrair a doença. E porquê? A resposta principal é o descuido com a prevenção, daí a importância de refletirmos sobre este assunto neste Dia Mundial da luta contra a SIDA.

 

Não facilite, previna-se e use preservativo!

 

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Só para esclarecer: qual a diferença entre o HIV e a SIDA?

O HIV é um vírus (Vírus da Imunodeficiência Humana) e a SIDA é a doença (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) causado por esse vírus.

Pode ter-se uma infeção por HIV sem aquirir SIDA, sendo muitas as pessoas com infeção por HIV que vivem durante anos sem desenvolver SIDA.

 

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publicado às 19:51

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Já falei aqui no blog várias vezes do meu "Produto do Ano" 2016 favorito: o FreeStyle Libre da empresa Abbott.

Infelizmente, até à data, são poucos os diabéticos em Portugal que têm usufruído deste sistema, pois os acordos nunca mais chegavam e estava difícil a comparticipação. Contudo, conheço alguns doentes que têm a sorte de poder utilizá-lo e estão muito satisfeitos, com uma vida de melhor qualidade, que é o que se pretende com estas doenças crónicas.

 

Esta semana, marcada pelo Dia Mundial da Diabetes que se assinalou ontemtudo mudou: os doentes com diabetes tipo 1 vão ter disponível o FreeStyle Libre comparticipado. Ainda não é para todos, mas já é um bom avanço nas negociações.

Em comunicado, o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento), revelou "ter concluído as negociações que se traduziram na comparticipação em 85% do dispositivo FreeStyle Libre num acordo com a empresa farmacêutica Abbot que prevê o tratamento no primeiro ano de 15 mil pessoas com diabetes de tipo I, uma doença autoimune que implica injeções diárias de insulina".

O comunicado refere ainda que "todas as crianças com mais de quatro anos serão beneficiadas com este dispositivo".

  

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"O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos.

Composto por um sensor com apenas 35mm x 5mm (semelhante a uma moeda de 2 euros) e com duração de até 14 dias, este sistema é colocado na parte posterior do braço e permite medir os níveis de glicose intersticial, de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose e indicadores de tendência. Após uma hora da sua colocação no braço, o FreeStyle Libre inicia a leitura da glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências.

A grande inovação do FreeStyle Libre está no facto de, numa leitura sem dor e em apenas um segundo, a pessoa com diabetes obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Esta vantagem inovadora deve-se ao historial dos valores de glicose até oito horas antes da determinação e setas de tendência de glicose que são disponibilizados e que mostram se estão a subir, a descer ou constantes, o que permite que a pessoa com diabetes antecipar a tendência de evolução através desta determinação, ajudando a prevenir episódios de hipoglicemia (glicose baixa) e melhorando a sua qualidade de vida."

 

Isto sim, é um grande avanço para os milhões de diabéticos espalhadas por todo o mundo. Medir os níveis de glicose sem picar os dedos todos os dias, sem tiras de teste e sem sangue é o sonho de qualquer pessoa portadora desta doença.

 

Só para lembrar: em Portugal a doença atinge mais de 13% da população, correspondendo a mais de um milhão de portugueses, sendo que a este número acresce mais de dois milhões de pré-diabéticos. 

Vamos aguardar a comparticipação do FreeStyle Libre para todos os diabéticos!

 

 

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publicado às 09:43

14 de Novembro: Dia Mundial da Diabetes

por dicasdefarmaceutica, em 14.11.17

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No âmbito deste dia que se assinala hoje, vai ser relançado o portal “Diagnóstico Precoce Foco na Diabetes”. Este projeto pretende reforçar o papel ativo da pessoa com diabetes e seu cuidador na gestão da doença e aumentar a sua literacia em saúde.

 

"O objetivo global deste projeto digital é contribuir de forma ativa e responsável para a melhoria dos indicadores da Diabetes em Portugal, ao constituir um repositório de informação credível, científica e comprovada que permite prevenir, diagnosticar precocemente, gerir, tratar e descomplicar uma doença que afeta cerca de 13,3% da população portuguesa, com idade compreendida entre os 20 e os 79 anos (Observatório Nacional da Diabetes 2015)".

Todas as iniciativas à volta desta doença são muito importantes, dada a prevalência da Diabetes em Portugal, com a identificação de 168 novos casos todos os dias.

 

O portal disponibiliza um conjunto de dicas, recomendações, esclarecimentos e documentos que resulta no melhor conhecimento do que é a diabetes, a sua prevenção e tratamento que envolve melhor nutrição, mais atividade física e adesão à terapêutica.

 

O Questionários de Avaliação de Risco é o "ponto alto" deste portal, pois permite a identificação de grupos de risco, o diagnóstico precoce e uma maior consciencialização para a necessidade de consulta médica de despiste ou acompanhamento da pessoa pré-diabética.

 

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O que é ser pré-diabético?  

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão à diabetes (pré-diabético) quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicosilada (HbA1c), além de tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicosilada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente em pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

É muito importante sabermos os nossos valores! Avaliarmos o risco, fazermos o diagnóstico precoce e apostarmos na prevenção, são as condições para nunca chegarmos a ser diabéticos. Não conseguimos "livrarmo-nos" da carga genética que nos acompanha, mas conseguimos adoptar estilos de vida saudáveis, de forma a prevenir doenças como esta, tão presente na nossa sociedade.

 

Por curiosidade e para conseguirem avaliar o vosso risco, visitem AQUI o portal "Diagnóstico Precoce Foco na Diabetes" e façam o questionário de avaliação de risco.

 

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publicado às 09:24

Dia Mundial do Coração

por dicasdefarmaceutica, em 29.09.17

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Hoje é o Dia Mundial do Coração.

Como as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, é importante que falemos deste dia e que relembremos quais os principais fatores de risco destas doenças e o que poderemos fazer para as prevenir. Sabe-se que 80% das mortes devidas a doenças cardiovasculares poderiam ser evitadas.

 

Principais fatores de risco das doenças cardiovasculares:

1 - Hipertensão Arterial (HTA)

2 - Hipercolesterolémia (Colesterol elevado)

3 - Diabetes

4 - Tabagismo

5 - Sedentarismo

6 - Maus hábitos alimentares 

7 - Obesidade

8 - Stress

 

Sabendo que estes são os principais fatores de risco, é fácil adivinhar o que devemos fazer para manter um coração saudável:

1 - Ter uma alimentação saudável

2 - Fazer exercício físico de forma regular

3 - Não fumar

4 - Combater a obesidade

5 - Combater a diabetes

6 - Controlar o stress

7 - Conhecer os seus valores (Pressão arterial, Colesterol, Glicémia)

 

Muito importante também, é reconhecer os sintomas do enfarte e do AVC e actuar o mais rapidamente possível em caso desses sintomas se manifestarem. Está provado que, quanto mais rápido for o tratamento adequado administrado, mais eficaz será e menores serão as sequelas da doença.

 

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Neste dia do Coração, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia aconselha-nos a partilhar a nossa energia positiva, inspirando aqueles que nos rodeiam. Nunca é tarde para fazer pequenas mudanças, que podem ser responsáveis por grandes diferenças!

 

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publicado às 14:04

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Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

Termo de responsabilidade

A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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