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Hoje assinala-se o Dia Mundial da Hipertensão (DMH) e a Covilhã foi a cidade eleita para acolher as atividades comemorativas deste dia. Foram muitos os que passaram nesta bonita cidade para conhecerem os valores da sua Pressão Arterial.

O DMH é uma iniciativa da World Hypertension League, à qual a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) se associa e tem como objectivo alertar a população para a hipertensão, doença silenciosa que afeta 42% de portugueses.

 

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Neste dia, a SPH pretende sensibilizar a população para a necessidade de conhecer os valores da pressão arterial, aliando-se assim à campanha mundial cujo lema é: “Conheça os seus valores. Controle a sua pressão arterial”.

 

“O objetivo da SPH é reduzir a taxa de mortalidade. Para além da medição da pressão arterial que é essencial para controlar a doença, percebemos que muitos doentes não cumprem a toma da medicação diariamente ou abandonam o tratamento principalmente por dois motivos: primeiro porque a determinada altura acham que estão controlados e não precisam de continuar a terapêutica e depois porque lhes são receitados vários medicamentos, quando há soluções hoje em dia num só comprimido. Assim, este ano queremos reforçar a importância de cumprir a medicação prescrita e de não a abandonar sem consultar o médico”, refere o presidente da SPH, Dr. Carvalho Rodrigues.

 

Sabe-se hoje que 57% dos doentes hipertensos não tem a sua hipertensão controlada, o que é um número assustador. É urgente tomar medidas em "todas as frentes" para inverter estes números.

E já sabem, "puxando a brasa à minha sardinha", o seu farmacêutico pode dar-lhe uma ajuda preciosa no controle desta doença. Como? Não só fazendo as medições da Pressão Arterial e o registo das mesmas, como "gerindo" a sua medicação; pode ainda dar-lhe conselhos de estilos de vida saudáveis e encaminhá-lo para o médico, sempre que se justifique.

 

Aqui ficam 5 dicas:

- Conheça os valores da sua Pressão Arterial, medindo-a regularmente!

- Tome toda a medicação prescrita pelo médico, sem interrupções!

- Reduza o consumo de sal!

- Faça exercício físico!

- Peça ajuda ao seu farmacêutico para controlar a sua Pressão Arterial!

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publicado às 19:12

Uma em cada seis pessoas sofre de AVC durante a sua vida

por dicasdefarmaceutica, em 31.03.17

 

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Para assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC (Acidente Vascular Cerebral) a Bayer e a Associação Bate Bate Coração estão o hoje na Praça Luís de Camões, em Lisboa, para recolher assinaturas digitais para a campanha “Sign Against Stroke”.

 

O objetivo da "Sign Against Stroke" é angariar 1,7 milhões de assinaturas para tornar a prevenção do AVC uma prioridade para os governos a nível global.

 

 A campanha baseia-se em cinco advertências

- O diagnóstico precoce salva vidas.

- A melhoria do diagnóstico e do tratamento das pessoas com FA (Fibrilhação Auricular) pode prevenir AVC associados à FA e melhorar o prognóstico e o resultado final, caso o AVC ocorra;

- Melhorar os conhecimentos e as práticas dos profissionais de Saúde melhorará a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da FA e dos AVC;

- As tecnologias inovadoras que melhorem a prevenção, diagnóstico e tratamento das pessoas com FA ou em risco de AVC associado à FA, devem ser disponibilizadas, de forma apropriada, o mais rapidamente possível;

- A prevenção do AVC deve ser uma grande prioridade para os governos.

 

"O risco de AVC aumenta quase 500% em pessoas com Fibrilhação Auricular." Muitos AVC relacionados com a FA podem ser evitados. Uma das formas de detetar se alguém tem FA é a avaliação do pulso, que pode ser feita em qualquer local, de uma forma simples e económica.

 

Se quer ajudar nesta campanha, assine AQUI.

 

"Atualmente pode dizer-se que o AVC é prevenível e tratável. Previne-se corrigindo os fatores de risco e trata-se reconhecendo os seus sintomas."

Prevenir é adotar um estilo de vida saudável: exercício físico, alimentação equilibrada, dormir bem e não fumar estão no topo da lista dos cuidados a ter.

Saber "os seus números" (pulsação, tensão arterial, glicémia, colesterol, peso, altura, perímetro abdominal) é obrigatório e tentar mantê-los dentro da chamada "normalidade" será o ideal.

Reconhecer os sintomas (falta de força num braço, boca ao lado, dificuldade em falar) pode salvar vidas.

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É bom que todos estejamos conscientes disto para podermos atuar em tempo útil. Se isto é importante para todos os cidadãos, o rastreio dos fatores de risco pode e deve ser feito também nas nossas farmácias. A grande maioria delas já presta estes cuidados, cada vez mais importantes para a saúde e bem estar de toda a população.

 

Como eu li em qualquer lado, o AVC pode ser considerada uma "doença socialmente transmissível", por isso, vamos todos refletir sobre isto e agir em sociedade para a prevenir.  

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publicado às 15:29

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O primeiro post deste ano foi: "Destaques Dicas de Farmacêutica 2016". Destaquei 12 produtos e, sabem qual foi o meu eleito como produto do ano? Foi o FreeStyle Libre, o primeiro medidor de glicose que não necessita de picadas nos dedos. Acertei em cheio, pois a semana passada, este produto da Abboott foi galardoado com o prémio de  "Produto do Ano" na Área da Saúde.

O "Produto do Ano" é o maior e único prémio mundial que elege os produtos que se destacam pela inovação e que conta com o voto direto dos consumidores. O FreeStyle Libre foi eleito por mais de 6000 consumidores.

 

"O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos.

Composto por um sensor com apenas 35mm x 5mm (semelhante a uma moeda de 2 euros) e com duração de até 14 dias, este sistema é colocado na parte posterior do braço e permite medir os níveis de glicose intersticial, de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose e indicadores de tendência. Após uma hora da sua colocação no braço, o FreeStyle Libre inicia a leitura da glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências.

A grande inovação do FreeStyle Libre está no facto de, numa leitura sem dor e em apenas um segundo, a pessoa com diabetes obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Esta vantagem inovadora deve-se ao historial dos valores de glicose até oito horas antes da determinação e setas de tendência de glicose que são disponibilizados e que mostram se estão a subir, a descer ou constantes, o que permite que a pessoa com diabetes antecipar a tendência de evolução através desta determinação, ajudando a prevenir episódios de hipoglicemia (glicose baixa) e melhorando a sua qualidade de vida."

 

Com o sistema FreeStyle Libre é mais fácil controlar a diabetes. Além do mau estar provocado pelas inúmeras picadas diárias que tinham que ser feitas até agora, o dia-a-dia da pessoa com diabetes fica mais fácil, pois a qualquer a hora, pode analisar os seus valores e prevenir eventuais problemas de subidas ou descidas bruscas de glicémia. 

 

A diabetes é uma doença crónica que, em muitos casos, acompanha todo o crescimento de uma criança, a sua adolescência e toda a sua vida de adulto, até ser bem velhinho. Uma vida longa com uma doença como esta, só é possível com muita prevenção das eventuais complicações.

Estas inovações são muito importantes para que a vida dos diabéticos seja uma vida com mais qualidade! Uma vida com qualidade é o desejo de todas as pessoas que têm doenças crónicas.

 

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Mais informações sobre este sistema, disponíveis em FreeStyle Libre

 

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publicado às 19:28

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Os números falam por si e dizem que 50% dos medicamentos não são corretamente usados pelos doentes. Isto agrava-se nos doentes polimedicados, pois a não adesão à terapêutica e, muitas vezes, o cansaço de uma terapêutica que se alonga no tempo, tornam a tarefa ainda mais difícil. 

 

De forma a alertar a população para este problema, surge agora uma nova campanha intitulada "Por vezes, mais é menos", que tem como principal objetivo alertar os doentes para a importância da medicação responsável, para a sua saúde e o seu bem-estar.

 

Esta campanha realça também o importante papel das farmácias e dos farmacêuticos na ajuda prestada aos doentes para que os medicamentos sejam tomados de forma correta. Nos doentes polimedicados, esta ajuda é fundamental, evitando muitos erros e, consequentemente, mais problemas de saúde.

"O farmacêutico, enquanto profissional de saúde de proximidade e confiança, possui competências para atuar na administração da medicação, na promoção da adesão à terapêutica e no uso correto dos medicamento". 

 

Abordar o problema da Polimedicação é muito importante, sobretudo nos idosos, pois são várias as consequência de uma administração simultânea de medicamentos, feita sem cuidado. Aqui falamos não só dos medicamentos receitados pelo médico, mas também de todos aqueles que são vendidos sem receita médica e das "mezinhas" várias, que podem interferir com a medicação.

Entre outros problemas, podemos falar do aumento da frequência das reacções adversas, do risco de quedas e de interacções medicamentosas.

Também a diminuição na adesão, decorrente de tomarem tantos medicamentos, é um dos possíveis efeitos do excesso de fármacos.

 

A campanha começou em mais de 1200 farmácias em todo o país e é da responsabilidade da Cooprofar (Cooperativa dos Proprietários de Farmácia).

 

Todos estamos conscientes da importância do problema abordado nesta campanha e todos sabemos que os farmacêuticos podem e devem funcionar como "gestores da medicação" dos seus utentes.

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publicado às 08:02

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Pela primeira vez, tendo como principal objetivo a sustentabilidade do SNS, o governo e as sete ordens profissionais com intervenção nos cuidados de saúde, estão a trabalhar um diploma que define as competências dos diferentes profissionais.  

Médicos, enfermeiros, farmacêuticos, dentistas, nutricionistas, psicólogos e biólogos sentaram-se à mesma mesa para, de forma articulada, encontrarem consensos que vão de acordo com os interesses dos doentes, pela sua saúde e qualidade de vida.

 

Talvez agora, finalmente, o reconhecimento da relação de proximidade entre farmacêuticos e doentes, faça com que a articulação entre a farmácia e os médicos assistentes, passe a ser uma realidade. Também de muita importância será a articulação com os enfermeiros, nutricionistas e restantes profissionais que estão em contato com os doentes. A saúde de cada doente não pode estar "separada" em especialidades; todos têm que trabalhar em conjunto para o mesmo objetivo, que é sempre uma melhor qualidade de vida.

 

Todos os dias, nas nossas farmácias, os farmacêuticos ouvem as queixas dos doentes, aconselham no tratamento, encaminham para consultas e ajudam na organização da medicação. Contudo, também sabemos que, muitas vezes, tudo é feito ao balcão, de uma forma pouco personalizada, o que leva a que a importância do acto farmacêutico passe despercebido e até desvalorizado.

Com este diploma, poderemos ter uns "cuidados farmacêuticos" mais organizados e apoiados pelos restantes profissionais de saúde.

 

O farmacêutico deve ser um dos grandes responsáveis pelo uso correto dos medicamentos, assegurando-se que os vários cidadãos tenham acesso aos medicamentos corretos, na dose certa, no tempo adequado e com o menor custo possível, quer para os próprios, como para o sistema de saúde. Tudo isto só será possível com um trabalho adequado e articulado com todos os profissionais de saúde. 

 

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publicado às 15:48

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Parece que, finalmente, estará para breve uma medida há muito tempo em discussão: as embalagens dos medicamentos genéricos vão ser todas iguais, em cores ou tamanhos, destacando-se o nome da substância activa e não o nome da marca. A marca terá um destaque reduzido.

Até agora, as embalagens dos genéricos caracterizam mais a marca associada do que o princípio activo do medicamento. Por vezes, só sabemos que são genéricos porque são identificados pela sigla MG.

 

Os utentes, sobretudo os mais idosos, reconhecem os medicamentos pela cor e pela embalagem. Como não conseguimos que os comprimidos com a mesma substância activa sejam todos da mesma cor, se tiverem embalagens semelhantes podem-se evitar confusões devidas à troca permanente das mesmas.

Se todas as sinvastatinas 20mg, por exemplo, tiverem uma embalagem do mesmo tamanho e forem todas verdes e brancas, talvez seja mais fácil a sua identificação, para os tantos milhares de doentes que não sabem ler e não conseguem identificar os vários medicamentos que tomam. 

Esta medida também pode facilitar o atendimento e o papel dos cuidadores, pois podem- se arranjar estratégias diferentes quando se fazem os quadros com as posologias prescritas, colocando nas observações, por exemplo, alguma referência à embalagem.

 

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Já que estou a falar de genéricos, por vezes, questionam-me como saber se os medicamentos que tomam têm genérico. Primeiro, tanto o médico como o farmacêutico devem informar o utente sobre a existência de medicamentos genéricos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde e sobre aquele que tem o preço mais baixo.

Além disso, o Infarmed disponibiliza uma linha gratuita (800 222 444), todos os dias úteis, das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas, através da qual toda a gente pode aceder a esta informação. O Infarmed disponibiliza ainda uma aplicação informática – Pesquisa MG - onde poderá pesquisar se existem Medicamentos Genéricos para o seu medicamento e consultar o preço de todos os medicamentos.

 

Quando falamos que 50% dos medicamentos não são corretamente usados pelos doentes, todas as medidas que venham melhorar esta situação são bem vindas.

Tanto a Apogen (Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos) como a Ordem dos Médicis aplaudem esta iniciativa de mudança das embalagens dos genéricos.

O uso responsável dos medicamentos tem que ser uma preocupação constante de todos nós, pois só assim conseguiremos poupar dinheiro e, ao mesmo tempo, aumentar a eficácia dos medicamentos.

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publicado às 23:09

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Segundo os dados preliminares de um estudo que foi ontem divulgado no congresso nacional dos farmacêuticos, há 4,2 milhões de portugueses que vão às farmácias para ter acesso a cuidados de saúde: medição da tensão arterial, da glicemia, educação para a diabetes e outras doenças crónicas, realização de testes ou serviços para adesão à terapêutica (revisão da medicação e acompanhamento farmacoterapêutico).

Anualmente são 120 milhões de intervenções realizadas nestas unidades, que evitam 22 mil urgências por ano e outros tantos internamentos.

 

Que os farmacêuticos fazem muito mais do que vender medicamentos já todos sabemos, mas quando os factos são convertidos em números, parece que tudo faz mais sentido e "contra factos não há argumentos"...

 

Contra todas as crises, o farmacêutico continua lá, atrás do balcão da farmácia, sempre disposto a ajudar quem o procura, evitando tantas vezes as idas ao médico ou às urgências, deixando que estas fiquem para aquilo a que realmente se destinam: aos casos urgentes e que necessitam de cuidados médicos.

Na tentativa de prestar esta ajuda, têm crescido os chamados "cuidados farmacêuticos", tantas vezes prestados de uma forma gratuita e tantas vezes também, menosprezados por tanta gente. Quem tem dado o devido valor a este trabalho são os que dele usufruem todos os dia do ano, nas farmácias portuguesas.

 

Fundamental e de extrema importância, é a preocupação constante dos farmacêuticos pelo uso responsável dos medicamentos, um uso que permita poupar dinheiro e ao mesmo tempo aumentar a sua eficácia. Isto é uma missão que é da responsabilidade de todos e a campanha "Uso dos medicamentos - somos todos responsáveis", é um grande exemplo daquilo que acabo de escrever.

 

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Vou terminar com mais números apresentados no congresso: trabalho dos farmacêuticos poupa 880 milhões de euros aos portugueses.

 

Espero que estes números façam com que os organismos competentes aproveitem o profissionalismo e a competências dos farmacêuticos, não os deixando sair das universidades com vontade de optarem por outras saídas diferentes da sua verdadeira formação.

 

 

 

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publicado às 15:50

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A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa lançou, em 2012, o programa itinerante Saúde Mais Próxima, que vai ao encontro das pessoas, convidando-as a realizar rastreios de saúde e a participar em ações de sensibilização e prevenção sobre algumas das patologias que mais afetam os portugueses.

 

Começa hoje e vai percorrer as ruas da cidade de Lisboa nos próximos dois meses, mais um deste rastreios, no âmbito da prevenção cardiovascular.

Só se previne o que se conhece, por isso, para prevenir as doenças cardiovasculares, é muito importante que conheça os seus valores de tensão arterial, glicémia, colesterol, o seu IMC (Índice de Massa Corporal) e que fale com profissionais de saúde sobre os seus hábitos, de forma a melhorar a sua qualidade de vida.

 

Se vive na zona de Lisboa, aproveite e vá fazer o seu rastreio gratuito na unidade móvel da Saúde Mais Próxima de sua casa:

 

SETEMBRO

22 - Bairro Casalinho da Ajuda

23 - Bairro 2 de Maio

28 - Avenida da Igreja (junto à Igreja)

29 - Igreja do Campo Grande

30 - Jardim do Arco do Cego

OUTUBRO

1 - Olaias (ao lado do Centro Comercial)

2 - Alameda Dom Afonso Henriques

5 - Alameda Dom Afonso Henriques

6 - Igreja Nossa Senhora de Fátima

7 - Largo Madredeus

8 - Largo Madredeus

9 - Rua Tristão Vaz

12 - Igreja de Benfica

13 - Igreja de Benfica

15 - Praça São João Bosco

16 - Bairro da Bela Flor

19 - Rua de São Bento (no parque de estacionamento)

20 - Estrada da Torre

21 - Bairro da Cruz Vermelha

22 - Bairro das Amendoeiras

23 - Bairro das Amendoeiras

26 - Praça de São Paulo

27 - Praça de São Paulo

28 - Encarnação (em frente à Igreja)

29 - Mercado Olivais Sul

30 - Bairro Quinta das Laranjeiras

NOVEMBRO

2 - Praça Paiva Couceiro

3 - Praça Paiva Couceiro

4 - Campo das Amoreiras

5 - Rua Leão de Oliveira

6 - Rua Leão de Oliveira

9 - Largo de São Domingos

10 - Largo de São Domingos

11 - Largo de São Mamede

12 - Bairro das Furnas

13 - Largo da Graça

16 - Campo de Santa Clara

17 - Avenida Miguel Torga

18 - Jardim Constantino

19 - Igreja dos Anjos

20 - Igreja dos Anjos

23 - Campo das Amoreiras

24 - Largo de São Mamede

25 - Encarnação (em frente à Igreja)

26 - Bairro da Cruz Vermelha

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publicado às 19:00

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Foi hoje lançado o projeto "Não à Diabetes", uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, com o apoio de muitas Associações e empresas de Indústria Farmacêutica (Anexo 1).

 

Num país que tem das mais altas taxas de prevalência de Diabetes a nível mundial, era urgente agir na prevenção e diagnóstico desta doença.

O projeto está lançado e tem "pernas para andar", avançando já, numa primeira fase, em 15 munícipios:

 

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No nosso país, os números falam por si:

13% - é a taxa de prevalência de Diabetes na população portuguesa dos 20 aos 79 anos

44% - é a percentagem de casos por diagnosticar

3,1 milhões - é o total de pessoas com Diabetes ou em situação de pré-diabetes

4545 - é o número de mortes causadas por Diabetes em 2013

 

Este mega projeto tem dois grandes objetivos:

1 - Evitar que 50.000 pré-diabéticos desenvolvam a doença nos próximos 5 anos.

2 - Identificar 50.000 diabéticos nos próximos 5 anos.

 

Como vai decorrer o projeto "Não à Diabetes"? Decorrerá em 3 fases:

Fase 1 - Começará por ser feito (nas farmácias, nesta primeira fase), um questionário de risco à população (FINDRISG - "Finnish Diabetes Risk Score")image.jpg

Fase 2 - Consoante os resultados do teste, os possíveis pré-diabéticos serão encaminhados para consulta com os médicos de família.

 

Fase 3 - Nesta fase, serão convidados a frequentar sessões de formação sobre hábitos saudáveis (nos centros de saúde), promovendo a mudança de estilos de vida.

 

Só será possível a implementação deste projeto se a articulação entre entidades promotoras, centros de saúde e médicos de família não falhar. Já há muita gente envolvida e muitos profissionais de saúde a terem formação para que tudo corra como o previsto.

Além dos benefícios óbvios para a saúde da população portuguesa, também é conveniente salientar que a implementação do projeto "Não à Diabetes" pode poupar 45 milhões de euros por ano ao Estado português.

 

Anexo 1:

Associação Nacional de Municípios Portugueses

Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal

Associação Nacional de Farmácias

Sociedade Portuguesa de Diabetologia

Merck Sharp & Dohme

Novartis

Fundação AstraZeneca

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publicado às 23:37

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Cá vou voltar mais uma vez ao meu tema de paixão: "Cuidados Farmacêuticos" e sobretudo "Seguimento Farmacoterapêutico". Se quiserem reler algum dos posts anteriores, cliquem AQUI.

 

Na sessão de discussão "Uso Responsável do Medicamento - A Problemática da Polimedicação", a Dra. Maria Assunção Martinez falou na "necessidade da existência de um gestor de medicação". É bom sabermos que um Membro da Comissão de Ética para a Saúde e Ex Presidente da ARS do Algarve, destaca o papel dos farmacêuticos nesta área tão importante para o doente e também para o país. Um gestor de medicação é um farmacêutico que se responsabiliza pelo seguimento da medicação de um doente.

 

Os números falam por si e dizem que 50% dos medicamentos não são corretamente usados pelos doentes. Isto agrava-se nos doentes polimedicados, pois a não adesão à terapêutica e, muitas vezes, o cansaço de uma terapêutica que se alonga no tempo, tornam a tarefa ainda mais difícil. O médico prescreve mas, muitas vezes, nem se apercebe o porquê da falta de eficácia da medicação prescrita. 

 

Todos concordamos que isto tem que mudar mas, e já lá vão muitos anos desde que comecei a "estudar cuidados farmacêuticos" e a tirar cursos e formações em "seguimento farmacoterapêutico" e, em relação às medidas de mudanças na saúde no país, a este nível, parece que continua quase tudo na mesma.

Os farmacêuticos comunitários, nas suas farmácias, cada vez têm mais escassez de recursos humanos especializados e parece que têm pouco tempo para o que é realmente importante...não é só preciso querer, também é preciso poder fazer o que se quer, com muita qualidade e profissionalismo, já que, quando falamos de "Seguimento Farmacoterapêutico", o ter só uma licenciatura em Ciências Farmacêuticas ou mesmo até já ser mestre, não chega...

 

Nesta sessão a Dra. Assunção Martinez falou do exemplo da Suíça, onde cada doente está alojado a uma farmácia, cabendo ao farmacêutico dessa farmácia efectuar o Seguimento Farmacoterapêutico, seguindo de perto a "saúde" do doente.

Em Portugal, a nível de estrutura, nomeadamente a nível de comunicação informática (receituário disponível on-line e identificação do doente através do Cartão de Cidadão), parece que tudo se encaminha para podermos trabalhar em pleno nesta área. A pergunta é: para quando?

 

Muitos farmacêuticos fazem este Seguimento, mas sem qualquer remuneração acrescida. É bom que se distinga o que é um bom atendimento farmacêutico do que que é o Seguimento Farmacoterapêutico. Sei que a população em geral não faz ideia do que é este serviço e de que forma seria de tamanha utilidade para a melhoria da saúde de todos, ajudando também a reduzir o desperdício que a incorreta medicação acarreta.

 

Afinal, o que é isto do Seguimento Farmacoterapêutico?

"Seguimento Farmacoterapêutico é uma prática profissional em que o farmacêutico se responsabiliza pelas necessidades do doente relacionadas com os medicamentos, através da detecção, prevenção e resolução dos Resultados Negativos da Medicação (RNM), de modo contínuo, sistemático e documentado, em colaboração com o próprio doente e com os outros profissionais da saúde, com o objectivo de atingir resultados concretos que melhoram a qualidade de vida do doente."

 

 

Gosto sempre de relembrar que este serviço em nada substitui o papel do médico como responsável pela prescrição de medicamentos. O farmacêutico, sempre em colaboração com o médico e com o utente, tenta de uma forma eficaz e muito presente que os medicamentos sejam tomados corretamente, evitando o desperdício e melhorando a qualidade de vida dos doentes.

 

Claro que, como não resisto comentar sempre alguma notícia que apareça sobre este assunto, voltarei em breve a este tema.

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publicado às 18:02

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Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

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