Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



É bom ser Criança em Portugal!

por dicasdefarmaceutica, em 04.07.17

image_2017-07-04_11-35-51.jpeg

 

Nesta época em que se diz mal de tudo e em que há tantos culpados desculpados de tanta coisa, é bom que se fale do que é bom e que se dê os parabéns a quem luta para que as coisas boas aconteçam. 

 

De acordo com os resultados divulgados recentemente pela KidsRights, uma organização não-governamental internacional que promove o bem-estar de crianças vulneráveis por todo o mundo, Portugal está em primeiro lugar no que diz respeito à proteção dos direitos das crianças. A posição cimeira é justificada pelos bons resultados nos campos da legislação infantil, saúde e educação.

Neste estudo foram avaliados 165 países, em 23 indicadores. As cinco primeiras posições ficaram para Portugal, Noruega, Suíça, Islândia, Espanha e França, respetivamente. Os últimos lugares do ranking foram para a República Centro Africana, o Afeganistão, Serra Leoa, Vanuatu e a Republica do Chad. Pode consultar AQUI o relatório completo.

 

A propósito deste assunto que tanto nos orgulha, o guia "Tenho uma criança" está on-line desde a passada sexta-feira, dia 30 de junho, no Portal do Cidadão. Este guia reune um conjunto de informações úteis para os futuros e recém pais e mães.

A título de exemplo e como Saúde é a área a que me dedico, aqui fica um"cheirinho" do que podem encontrar neste guia:

 

Cuidados de saúde gratuitos:

As crianças e jovens até aos 18 anos têm acesso a cuidados de saúde gratuitos nos centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde, estando isentos de taxas moderadoras.


Consultas de acompanhamento da criança e jovem:

Desde a primeira semana de vida até completar os 18 anos, a saúde da criança/jovem é vigiada pelos profissionais de saúde em consultas regulares de acompanhamento.

image_2017-07-04_11-51-16.png

Em caso de doença ou acidente:

Os pais e as mães podem faltar para dar assistência ao filho:
- até 30 dias por ano ou durante o período de hospitalização, se o filho tiver menos de 12 anos ou se tiver uma deficiência ou doença crónica.
- até 15 dias por ano, se tiver 12 anos ou mais.

Os avós também podem faltar ao trabalho para dar assistência aos netos, caso os pais não possam fazê-lo. Os dias de faltas dos avós são descontados dos dias a que cada um dos pais tem direito.

O valor do subsídio para assistência a filho ou a neto é 65% da remuneração de referência.

 

O mais importante mesmo é sabermos que as nossas crianças são felizes. Para que tal aconteça, "todas as crianças têm direito a crescer num ambiente seguro. A instabilidade e a insegurança física ou emocional afetam o seu desenvolvimento, a sua autoconfiança e a sua capacidade de aprender. Os pais e as mães são responsáveis por supervisionar e educar os seus filhos".

 

Parabéns Portugal! Vamos continuar a proteger as nossas crianças.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:19

Dia da Criança - "Começar Saudável, Viver Saudável"

por dicasdefarmaceutica, em 01.06.17

image_2017-06-01_11-12-25.jpeg

A Nestlé lançou recentemente o programa “Começar Saudável, Viver Saudável”, destinado a todos os pais e futuros pais.

Aspectos como a importância de uma boa alimentação durante a gravidez, da amamentação e da diversificação alimentar do bebé são alguns exemplos daquilo que é abordado neste programa.

Neste Dia da Criança, deixo-vos este vídeo tão ilucidativo da importância que a toma de decisões acertadas desde bebé, tem numa vida futura de qualidade.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:00

Dia Mundial do Chichi na Cama

por dicasdefarmaceutica, em 30.05.17

image_2017-05-30_07-50-36.jpeg

 

A enurese noturna diz respeito à perda involuntária de urina durante o sono. Este é um problema que preocupa muitos pais e muitas crianças, que sofrem muitas vezes em silêncio, com algo que pode ter solução. O objetivo destes dias em que se destacam determinadas patologias, é sobretudo para alertar para os sintomas e para as melhores soluções para os vários problemas. O assumir o problema e procurar ajuda especializada é fundamental.

 

Não são assim tão poucas as crianças a ter este problema: "7,4% das crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos sofrem de enurese noturna, quando a definição implica fazer chichi na cama, duas ou mais vezes por semana, ao longo do último mês. Numa definição mais ampla - ter urinado na cama no último mês - a ocorrência foi verificada em 43% das crianças. Este é um dos resultados de um estudo desenvolvido pela Associação Portuguesa do Sono (APS), com o apoio da Ferring Portuguesa, que é divulgado no âmbito do Dia Mundial do Chichi na Cama", que se assinala hoje.

                                        image_2017-05-30_07-51-15.jpeg

A enurese noturna tem impacto na auto estima, bem estar emocional e até no desempenho escolar da criança. Criticar nunca é a solução. Sobretudo a partir dos cinco anos, é fundamental procurar ajuda médica para encontrar a melhor solução para o problema. Quanto mais rápido agir, menores serão os impactos que a enurese noturna vai ter no dia a dia da criança.

Muitos pais acham que não há solução e que não vale a pena pedir ajuda, mas isso não é verdade e, muitas vezes, basta fazer algumas alterações no estilo de vida das crianças para melhorar esta condição clínica. Há casos mais complicados, em que se tem que recorrer a técnicas de tratamento mais especializadas e algumas vezes a tratamento farmacológico, apesar de ser sempre evitado quando se trata de crianças muito pequenas.

 

Sabe-se também que as crianças que urinam na cama dormem menos e tendem a ressonar. A qualidade do sono nas crianças é fundamental para o seu bom desenvolvimento. Este é mais um assunto de alerta para os pais, que não devem estranhar quando o médico os aconselha a ir a uma consulta de sono com os seus filhos. 

 

Não esquecer que cada criança tem o seu próprio ritmo. Há que confiar no desenvolvimento da criança, estimulá-la positivamente e ensiná-la. Nunca exigir.

Para os pais que querem saber mais sobre a enurese noturna, aconselho a visita ao site Chichi na cama.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:32

Prevenir a Meningite

por dicasdefarmaceutica, em 05.03.17

 

IMG_1387.JPG

 

Conheci um rapazinho que teve uma Meningite bacteriana e não resistiu. Desde esse dia que o nome Meningite me mete medo e surge na minha lista de "doenças más". Também o meu filho, com três anos, acabadinho de entrar no colégio, apanhou esta doença, mas desta vez era a chamada Meningite viral e, felizmente, passou sem causar danos, após a terapêutica instituída.

 

Estou a escrever este post porque li hoje o site da nova campanha de sensibilização para esta doença e tinha que partilhar convosco. É bom que todos, sobretudo pais e educadores, estejam atentos aos sintomas e saibam como prevenir a Meningite, pois pode ser uma doença fatal.

 

Os sintomas iniciais da doença podem confundir-se com uma gripe, daí a importância de um diagnóstico correto. Um em cada cinco sobreviventes da doença, apresenta sequelas e danos para toda a vida. 

A Meningite atinge sobretudo bebés, crianças, adolescentes e jovens adultos e a melhor forma de prevenção é a vacinação. Fale com o seu médico e proteja os seus filhos!

 

Para saber tudo o que precisa sobre esta doença, visite o site www.prevenirameningite.pt

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:08

Ritalina, o "Comprimido Inteligente"

por dicasdefarmaceutica, em 20.02.17

image_2017-02-20_18-48-03.jpeg

 

Não ía falar sobre este assunto, mas noto agora alguns pais preocupados e a perguntarem qual a minha opinião, após as notícias que saíram nos últimos dias. Já abordei este tema AQUI no blog em maio do ano passado, pois é um assunto que me preocupa e acho que deve ser bem debatido, pois pode tornar-se, se já não o é, um grave problema de saúde pública.

 

Pois é, para mim não é novidade, mas os números chegaram e a venda do fármaco Cloridrato de Metilfenidato, mais conhecido por Ritalina, duplicou nos últimos sete anos.

Este fármaco é indicado para os Problemas de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Será que em sete anos duplicou o número de crianças com esta patologia? Permitam-me duvidar...

De qualquer forma, pelo que sei, estes problemas são facilmente diagnosticados pelos médicos e não posso acreditar que as crianças são "hipermedicadas à toa" ou por pressão dos papás. Confio nos médicos, mas acredito que há qualquer coisa de errado nesta "hiperatividade da Ritalina".

 

O meu conselho para os pais é: muita atenção e acompanhamento durante todas as fases de crescimento dos filhos! Não se esqueçam que as crianças não são todas iguais e não podem ser boas a tudo e a todas as disciplinas! Parece que, no mundo em que vivemos, vale tudo para que os meninos tenham bons resultados. Li num jornal qualquer que há turmas em que 80% dos alunos estão sob o efeito da Ritalina ou de outras substâncias. 

 

Em 2016 houve um ligeiro decréscimo na venda deste fármaco, mas não se iludam, pois  um outro medicamento para tratar a PHDA começou a ser comparticipado; chama-se Atomoxetina (Strattera) e não sei qual foi o aumento de vendas neste último ano, mas ele também anda por aí nalgumas casas.

 

Qual é a minha opinião?

1. Estes medicamentos estão no mercado e são seguros.

2. Temos que confiar nos médicos dos nossos filhos.

3. Temos que estar atentos e saber o que diz a bula do Metilfenidato (Ritalina): "este medicamento destina-se ao tratamento da perturbação de hiperatividade com défice de atenção, a partir dos seis anos, devendo ser utilizado unicamente após serem testados tratamentos que não envolvem medicamentos, tais como aconselhamento e terapia comportamental e que tenham sido insuficientes. A prescrição deve ser efetuada apenas por médicos especialistas em alterações do comportamento e deve ser utilizado como parte de um programa de tratamento que geralmente inclui terapia psicológica, terapia educacional e terapia social. O medicamento não deve ser tomado para sempre, devendo a terapêutica ser interrompida durante pelo menos um ano quando a toma ocorre há doze meses; nas crianças o tratamento deve ser interrompido durante as férias escolares."

4. Temos que aceitar os nossos filhos como são e não achar que, só porque são mais irrequietos e não estão atentos na sala de aula, já precisam de ser medicados.

5. Temos que questionar: precisará mesmo de tomar esta "droga"? Como será a dependência da mesma?

 

Há quem lhe chame o "comprimido inteligente", mas não deixem que os vossos filhos achem que só são inteligentes quando tomam o referido comprimido! Já vi crianças desesperadas porque o médico suspendeu a toma da Ritalina e já vi professores que não sabiam o que haviam de fazer perante o pedido de uma criança para adiar uma determinada avaliação, por esquecimento da toma do comprimidinho da manhã. Isto é real e é grave. Não sei quem, mas alguém tem que fazer alguma coisa para diminuir o número de crianças dependentes desta "droga".

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:34

E agora, como é que vou dar de mamar ao meu bebé?

por dicasdefarmaceutica, em 23.01.17

image_2017-01-22_18-55-28.jpeg

 

Parece tarefa fácil, mas de fácil não tem nada. Quem não teve dúvidas ao ter que amamentar pela primeira vez o seu bebé? Deveria ser intuitivo, mas a mãe tem mesmo que aprender a amamentar e adaptar-se a este acto logo nos primeiros dias de vida do seu bebé.

Por não ser fácil, muitas mulheres que até tinham o sonho de amamentar os seus bebés, desistem desse "pesadelo" e recorrem logo aos chamados leites artificiais.

 

Está provado que o aleitamento materno é, sem dúvida, a melhor opção para alimentar o bebé durante os primeiros meses, porém, quando este aleitamento não é possível ou desejado, existem alternativas e a mulher nunca se deve culpabilizar por isso. É muito importante a qualidade de vida do bebé e da mãe nestes primeiros meses e o aleitamento materno não deve ser nunca uma causa de stress.

 

3 Dicas:

1 - Siga o que os profissionais de saúde a aconselham e não ligue muito aos vários comentários de todas as "sabichonas" que a rodeiam.

2 - Prepare o peito para a amamentação ainda durante a gestação e siga os cuidados aconselhados na maternidade.

3 - Procure amamentar o seu bebé num local tranquilo e numa posição confortável para ambos.

 

Para amamentar com toda a segurança, é importante saber quais as características do leite materno. Como está tudo muito bem feito, o corpo da mãe vai-se adaptando ao crescimento e às necessidades do bebé e o leite materno apresenta por isso, três fases diferentes:

- Colostro: é o primeiro leite que o peito segrega, entre o primeiro e o quinto dia após o parto. Tem um aspeto cremoso e amarelado e contém tudo o que o recém-nascido precisa nestes primeiros dias de vida (minerais, vitaminas, hidratos de carbono e muito mais proteínas do que o leite maduro). A presença de imunoglobulinas e glóbulos brancos presentes no colostro permitem proteger o bebé nestes primeiros dias até que o seu próprio sistema imunitário seja capaz de o fazer.

- Leite de Transição: por volta do quarto ou quinto dia após o parto, dá-se a chamada subida do leite. O peito enche-se antes de cada toma, e fica vazio depois desta. Ao fim de mais ou menos duas semanas, tudo se adapta e as diferenças entre peito cheio e vazio já não fazem tanta confusão à mãe, que nunca sabe bem se deve ou não tirar o leite, dar mais ou dar menos, enfim, como o nome indica, é mesmo um leite de transição e uma fase de transição para todos. Este leite já tem mais o aspeto do leite a que estamos habituados.

- Leite Maduro: está tudo adaptado e por volta da segunda ou terceira semana após o parto, vem o leite definitivo, dito maduro. Este é o alimento que o seu bebé vai necessitar para crescer com saúde durante os primeiros meses de vida. É um leite rico em gorduras (55 por cento), hidratos de carbono (37 por cento) e proteínas (8 por cento).

 

Em determinadas situações ou mesmo por opção, é mais aconselhável dar ao bebé o leite artificial. De momento, isto já não constitui um grande problema, pois as novas fórmulas destes leites possuem já um enorme equilíbrio nutricional, sendo muitas delas com uma composição muito semelhante ao leite materno.

 

Seja qual for a opção, é muito importante que o bebé tenha uma alimentação equilibrada nesta primeira etapa da sua vida, pois a ausência de algum nutriente, pode comprometer um crescimento e desenvolvimento saudável. Siga os conselhos do médico (pediatra) para escolher o leite que mais se adequa ao seu bebé!

 

Aproveite o momento a dois que tem com o seu bebé na hora do leitinho! Seja com o biberão ou com a mama, fale-lhe, sorria, transmita-lhe o seu carinho! 

 

image_2017-01-22_23-28-57.jpeg

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:07

A importância do Uso Seguro dos Medicamentos em Pediatria

por dicasdefarmaceutica, em 02.01.17

image_2017-01-02_13-09-28.jpeg

Dar medicamentos a crianças requer especial cuidado e é um processo em que os médicos, os pais e os farmacêuticos devem ter um papel interveniente, de forma a que a administração dos mesmos seja feita de forma responsável e segura.

 

Já falei AQUI dos cuidados a ter quando se trata de dar medicamentos a crianças, mas como nunca é demais relembrar, deixo-vos hoje algumas dicas e conselhos para o uso seguro dos medicamentos nesta faixa etária:

 

1. Usar só os medicamentos necessários. Convém lembrar que, por vezes, as crianças choram e queixam-se só para chamar a atenção, por isso, só se deve recorrer aos medicamentos quando são mesmo necessários.

 

2. Nunca usar medicamentos de outras pessoas. Isto deve ser uma regra geral, mas em crianças ainda é mais importante.

 

3. Conhecer bem os nomes e as dosagens dos MNSRM (Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica). Saber o nome da substância ativa é fundamental para diminuir o risco de duplicar a toma do mesmo fármaco, com nomes comerciais diferentes. Isto acontece com frequência com os antipiréticos, como o paracetamol (Ben-u-ron) ou o ibuprofeno (Brufen).

 

4. Nunca dizer às crianças que os medicamentos são rebuçados ou doces. As crianças devem saber que os medicamentos não são guloseimas e não são nenhuma brincadeira.

 

5. Nunca ceder ao adiar a toma de um medicamento ou a diminuir a dose. Quando a criança tiver idade suficiente, deve saber da importância da toma correta de determinado medicamento e deve ser alertada para os possíveis perigos do mesmo.

 

6. Nunca deixar os medicamentos em local acessível às crianças. Ter o cuidado de avisar todos aqueles que visitam a casa (avós, tios, amigos) para fazerem o mesmo.

 

7. Respeitar rigorosamente a dose prescrita, os intervalos entre as tomas e a duração do tratamento.

 

8. A forma de preparação dos medicamentos deve ser feita de acordo com as instruções. O farmacêutico normalmente prepara o medicamento ou explica como fazê-lo. Na dúvida, pergunte! A preparação deve ser rigorosa.

 

9. Utilize sempre os dispositivos de medida que vêm na embalagem original do medicamento. Se tal não acontecer, pergunte ao médico ou ao farmacêutico o que é mais adequado (colher, seringa, copo).

 

10. Armazene os medicamentos de acordo com as instruções.

 

Quando se trata de dar medicamentos às crianças, tem que se ser firme e nunca facilitar. Por isso mesmo, as famílias devem participar ativamente nas decisões relacionadas com a terapêutica.

A comunicação entre os profissionais de saúde e os pais é fundamental na prevenção dos erros. O diálogo com a própria criança, quando já for mais crescidinha, também ajuda muito.

 

Importante também é o alerta para as reações adversas dos medicamentos. O farmacêutico deve alertar acerca das reações adversas mais frequentes e sobre a forma de proceder. Se surgir algum efeito não esperado depois da administração do medicamento à criança, este deverá ser comunicado de imediato a um profissional de saúde.

 

Quando falamos de crianças, o farmacêutico pode ter um papel crucial na ajuda aos pais para o uso correto dos medicamentos. Por vezes, a angústia dos pais perante determinadas situações, faz com que nem tenham ouvido bem os conselhos dados na consulta médica ou na urgência dos hospital. Quando chegam à farmácia surgem as dúvidas e, mesmo que estas não surjam, convém que saiam esclarecidos para que o tratamento tenha o sucesso esperado. O farmacêutico nunca deve pensar que os pais já sabem tudo, mais vale perguntar...

Para provar isto, vou só contar-vos um episódio: um tio meu, pediatra, receitou numa aldeia lá no "fim do mundo", uns supositórios para as dores de ouvidos e febre de uma criança (provavelmente, paracetamol...); passados uns dias, a criança apareceu com um grave problema de ouvidos, pois os supositórios foram colocados onde doía, ou seja, nos ouvidos...parece mentira? Pois é, mas histórias como estas todos temos para contar...

 

Os serviços disponibilizadas nas nossas farmácias para crianças com doenças crónicas, como asma ou diabetes, são fantásticos para ajudar as famílias onde surgem estes problemas. Peçam ajuda!

 

Para saber mais sobre este assunto, consulte AQUI a última publicação do CIM (Centro de Informação do Medicamento) sobre o uso dos medicamentos em pediatria!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:58

O meu bebé está constipado...o que é que eu faço?

por dicasdefarmaceutica, em 06.12.16

image_2016-12-06_14-59-01.jpeg

 

O bebé está doente: chora, tosse e nem sorri quando vê os papás. É normal, o bebé está a pôr à prova o seu sistema imunológico, mas logo logo vai ficar bom e voltar a sorrir. Enquanto tal, é preciso pôr à prova a calma dos papás, para poderem agir com prudência e tomarem algumas medidas.

 

Vamos ver quais os sintomas principais de uma constipação, o que fazer, o que não fazer e quando procurar ajuda médica ou ir à urgência. 

 

Quais os sintomas das constipações nos bebés?

- Nariz entupido, com muco nasal

- Pode ter febre

- Não tem apetite

- Está chorão e incomodado

- Tem tosse

- A garganta pode estar inflamada e podem começar as dores nos ouvidos

 

O que fazer?

- Para a febre, são várias as medidas a adotar:

                    - Tirar o excesso de roupa, para facilitar a perda de calor.

                    - Dar-lhe de beber (água, chá próprio para bebés).

                    - Dar-lhe um banho de água tépida.

                    - Ventilar o quarto e toda a casa com frequência, evitando que o ambiente  

                    esteja demasiado quente e seco (atenção aos aquecedores em excesso!)

                    - Dar um antipirético (normalmente paracetamol, que deve ter em casa em

                    SOS; dar de acordo com recomendação médica ou farmacêutica, tendo

                    sempre em conta o peso do bebé) se a temperatura for superior a 38 graus

                    e não baixar com as medidas anteriores.

- Não só para a febre, mas para fluidificar as secreções, dê líquidos ao seu bébé (se beber bem o leite, já está a ser hidratado). Estar hidratado é fundamental.

- Pode colocar soro fisiológico no nariz, pois vai ajudá-lo a respirar melhor. Pode utilizar as doses individuais de soro, que são muito práticas, e colocar no nariz antes de deitar e também antes de cada mamada.

- Pode elevar um pouco a cabeceira do colchão para que o bebé respire melhor.

 

O que não fazer:      

- Administrar antipiréticos, se a temperatura do bebé não ultrapassar os 38 graus.    

- Vestir muita roupa ou colocar roupa extra na cama do bebé para ele não ter frio.

- Dar xarope para a tosse a um bebé, sem aconselhamento do médico. Só o pediatra deve decidir se a tosse de um bebé é seca ou produtiva e avaliar a necessidade de um xarope. A tosse é um mecanismo de defesa, que permite eliminar as secreções e limpar as vias respiratórias e a maior parte das vezes passa sem medicação.

- Nunca colocar gotas nos ouvidos sem conselho do pediatra.

- Ir a correr para as urgências.

 

Quando ir às urgências ou ao pediatra?

- Quando a febre se prolongar por mais de 5 dias, mesmo que não ultrapasse os 38 graus ou se tiver febre alta que não responda aos antipiréticos.

- Se o bebé, mesmo com febre baixa, tiver excessiva sonolência e muita prostração.

- Se a secreção nasal começar a ser esverdeada e espessa.

- Se as dores nos ouvidos começarem.

- Se tiver tosse seca (sem secreções) que o impeçam de dormir.

 

Uma constipação normalmente não é grave e passa sem sobressaltos. Contudo, convém estar atento e agir em conformidade com os sintomas. Se os "bichinhos" causadores da infeção afetarem as vias respiratórias baixas, podem provocar as conhecidas broqueolites ou mesmo as temíveis pneumonias, que são relativamente frequentes em bebés com menos de 12 meses de idade e que exigem cuidados médicos especiais.

image_2016-12-06_15-01-07.jpeg

 

Já agora, como sempre, a prevenção é o melhor de todos os remédios. Neste caso também, pois com alguns cuidados, podemos minimizar os riscos de contágio:

- Evitar lugares fechados ou com ar condicionado, como centros comerciais ou outros do género pouco ventilados ou arejados (atenção a esta altura do Natal, com os centros comerciais a abarrotar de gente!)

- Evitar o contato com crianças ou adultos doentes.

- Certificar-se que a casa, o quarto do bebé ou o local onde passa mais tempo, é arejada pelo menos uma vez por dia.

- Evitar tocar no bebé ou nas suas coisas antes de lavar bem as mãos.

- Proteger o bebé dos ambientes com fumo e nunca fumar ao pé dele.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:58

"Cancro Infantil: Não fico indiferente"

por dicasdefarmaceutica, em 30.09.16

image_2016-09-30_07-16-49.jpeg

Termina hoje o mês de sensibilização para o Cancro Infantil. Ainda ontem estive de passagem no IPO de Lisboa e, quem pode ficar indiferente para esta realidade? São muitas as crianças e famílias que passam o seu dia-a-dia a vaguear naqueles corredores entre consultas, tratamentos, exames, enfermaria e, nos dias em que o corpo deixa (sim, porque neste caso é o corpo que manda e não o sol...) até algum passeio pelos jardins e parque infantil do Instituto.

 

Nem era preciso lembrar este laço dourado que simboliza o Cancro Infantil, mas é bom que não fiquemos indiferentes às realidades que estão à nossa volta.

Na Europa, 13.000 crianças são diagnosticadas anualmente com cancro e em Portugal, todos os anos surgem 350 novos casos, sendo a primeira causa de morte não acidental na população infanto-juvenil.

 

Relativamente à campanha de sensibilização para o Cancro Infantil, que teve lugar este mês em todo o mundo, Cristina Poitier, diretora-geral da Fundação Rui Osório de Castro, refere: "Estas iniciativas pretendem fazer chegar mais longe a voz de apoio às crianças e jovens com cancro. Este tipo de ações são muito importantes para que, em todo o mundo, as pessoas sejam despertas e fiquem sensibilizadas para o cancro pediátrico porque apesar de assistirmos cada vez mais a uma forte aposta em novos tratamentos direcionados a esta população de doentes, e de cada vez mais crianças e adolescentes conseguirem fazer face e lutar contra o cancro, é uma doença que afeta ainda muitas crianças em todos os países”.

 

A Câmara Municipal de Lisboa aceitou o desafio da Fundação Rui Osório de Castro e da Acreditar (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro) e decidiu contribuir para esta campanha, iluminando em tons de dourado, durante todo o mês de setembro, a estátua de D. José I no Terreiro do Paço, em sinal de apoio às crianças que sofrem de doenças oncológicas:

 

image_2016-09-30_07-39-17.jpeg

 

Como em quase todas as doenças, especialmente nas oncológicas, o Cancro Infantil não é exceção e o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso da cura. Muitas crianças têm sido curadas, mas se estivermos todos atentos aos sintomas, a taxa de cura continuará a subir.

 

O cancro mais frequente nas crianças é a leucemia que tem um prognóstico de cura muito bom quando detetada a tempo. Os tumores do sistema nervoso central, aparecem em segundo lugar e depois há uma diversidade de tumores que podem aparecer na criança como os linfomas, neuroblastomas, tumores dos tecidos moles e tumores ósseos (estes últimos mais frequentes na adolescência).

 

Oito em cada dez crianças podem ser curadas se, aos primeiros sinais da doença oncológica, forem encaminhadas para os serviços médicos.

 

 

E quais são os sintomas? Aqui, o único conselho que eu posso dar é que, todos nós, sobretudo os pais, sabemos quando a sua criança "não está bem".

Se notarem alguma alteração no comportamento, na disposição, no corpo (abdómen inchado, perda de peso, nódulos, manchas na pele), dores inexplicáveis, febre frequente, não deixem passar e procurem a ajuda do médico, pois só ele pode avaliar a gravidade ou não desses sintomas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:05

Regresso às aulas: atenção às costas!

por dicasdefarmaceutica, em 02.09.16

image_2016-09-01_09-37-48.jpeg

Setembro e regresso às aulas...começa a azáfama dos livros, material escolar e talvez uma mochila nova para o ano que se aproxima. Vamos refletir um pouco antes de comprar a referida mochila, pensando na saúde, mais especificamente, nas costas das nossas crianças e adolescentes. 

 

Luís Teixeira, médico ortopedista e fundador da Associação Portuguesa Spine Matters, alerta para as consequências de uma carga desadequada que as crianças transportam durante o período de aulas.

Um estudo recente desta Associação mostrou que 37% dos alunos do primeiro ao nono ano, têm dores nas costas, mas não procuram ajuda médica, pois os sintomas são desvalorizados, por serem passageiros.

 

"Todos sabemos que as nossas crianças continuam a transportar cargas excessivas nos dias de aulas, mas é fundamental percebermos de que é que estamos a falar. Na verdade, os números mostram que há muitos alunos a suportar 15% ou mais do seu peso corporal na carga escolar, uma percentagem já muito elevada e prejudicial para a coluna".

O médico explica que as mochilas das crianças não devem exceder esta percentagem, já que tal pode significar uma mudança nos ângulos dos ombros, pescoço, tronco e membros inferiores, afetando a postura de forma global ao provocar uma curvatura anormal das costas.

 

Para evitar este problema, aqui ficam cinco dicas imprescindíveis para os pais:

 

1 - Pese as mochilas dos seus filhos antes de saírem de casa. Se a carga exceder 15% do seu próprio peso, então é necessário retirar carga. Por exemplo, sempre que não necessários, os livros devem ficar na escola, nos cacifos ou em casa. A mochila deve ser arrumada diariamente.

2 - Procure mochilas de duas alças e com bom suporte, em que o peso possa ser suportado uniformemente. 

3 - Corrija os seus filhos se a mochila estiver a ser transportada com as alças muito soltas. Quando se encontra já perto do fim das costas, a pressão causada na coluna é muito elevada.

4 - Adeque sempre o tamanho da mochila ao tamanho da criança.

5 - Escolha mochilas de material leve e resistente. 

 

Além dos problemas das costas (cifoses e escolioses), as mochilas pesadas são, muitas vezes, as causadoras de dores de cabeça frequentes, muitas vezes responsáveis pela falta de concentração durante as aulas.

 

Lembre-se que os problemas resultantes de erros que fazemos em crianças, podem ser sentidos no curto ou no longo prazo, por isso, é melhor começar já a prevenir!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:50

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

Termo de responsabilidade

A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Julho 2017

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031

Pesquisar

  Pesquisar no Blog