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As análises de sangue são um precioso meio de diagnóstico para ajudar a detectar determinadas doenças, e o cancro é uma delas.

Contudo, os resultados das análises por si só, não são sinal seguro que a doença cancerosa existe. Quantidades elevadas de determinadas substâncias detectadas nas análises (marcadores tumorais) podem ser sinal de cancro, mas podem aparecer noutras situações e não são sinal seguro da pesença de um tumor.

 

Por isso, até agora, o médico para estabelecer o diagnóstico de cancro, não pode confiar apenas nos resultados das análises clínicas, mas isto pode mudar.

Uma equipa da Universidade de Johns Hopkins anunciou esta semana os primeiros testes a uma nova análise universal ao sangue que ajuda a detectar oito tipos comuns de cancro, graças às proteínas e mutações genéticas que são libertadas na corrente sanguínea pelos tumores.

Esta nova análise sanguínea, chamada CancerSEEK, foi testada em 1005 doentes oncológicos e conseguiu, em 70% dos casos, apurar a existência de cancros nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esófago, cólon, pulmão e mama antes de estes se espalharem.

 

A detecção precoce do cancro é muito importante e pode ter um grande impacto na diminuição da taxa de mortalidade por cancro, daí os cientistas envolvidos neste estudo e toda a comunidade científica estarem muito entusiasmados com os resultados obtidos.

 

Todos sabemos que quanto mais cedo um cancro é detectado, maior é a probabilidade de ser tratado. A grande maioria dos cancros só são detectados quando aparecem os primeiros sintomas. É o caso, por exemplo, do cancro do pâncreas, que revela poucos sintomas e que, na maioria das vezes, é detectado tarde demais, com quatro em cada cinco doentes a morrerem no mesmo ano em que a doença é detectada.

 

Por agora, resta-nos esperar, pois esta análise ainda está a ser estudada e vai demorar a chegar, mas pode ser um “passo gigante” na detecção precoce do cancro.

 

 

 

 

 

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publicado às 20:44

Claro que a Cafeína faz bem!

por dicasdefarmaceutica, em 18.01.18

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Não é preciso arranjar desculpas para fazer um “coffee break” para beber um cafezinho. Afinal é mesmo verdade, a cafeína faz bem à saúde.

 

Já falei AQUI num dos benefícios da cafeína no combate à depressão, mas parece que esta não é a única vantagem deste ingrediente cujo consumo nos dá tanto prazer e que é o pretexto para tantos encontros. “Vamos combinar um cafezinho” é uma frase que dizemos tantas vezes e que nos faz tão bem à saúde. Vamos lá saber por quê...

 

Está provado que a cafeína tem efeitos benéficos no nosso organismo, a curto e a longo prazo. Vamos só ver alguns deles.

 

Efeitos benéficos da cafeína a curto prazo:

- Aumenta a energia e o bem-estar.

- Ajuda a manter o ritmo circadiano. Ter o ritmo diário desregulado pode levar a perturbações do sono, a aumento de peso e a problemas do foro mental. A cafeína, quando consumida sobretudo da parte da manhã, ajuda a regular este ritmo.

- Melhora a concentração.

 

Efeitos benéficos da cafeína a longo prazo:

- Diminui a probabilidade de contrair doenças degenerativas, como Alzheimer ou Parkinson.

- Protege as células da retina. A isquemia da retina é uma complicação associada às doenças degenerativas da retina, que pode levar à perda de visão ou até mesmo à cegueira. Atualmente esta patologia não tem cura, mas segundo a investigadora Ana Raquel Santiago da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, os resultados da sua investigação são promissores neste campo e a cafeína, como antagonista dos receptores de adenosina, pode dar uma ajuda nestes casos (estudo publicado no jornal online Cell Death and Disease). O fármaco envolvido neste estudo chama-se istradefilina.

 

Há cientistas que defendem que o ideal é o consumo de 3 a 4 chávenas de café por dia, ainda que o efeito da cafeína varie de pessoa para pessoa.

 

Não há dúvidas, a cafeína faz bem! Cuidado ao consumi-la juntamente com álcool ou bebidas energéticas, pois aí sim, pode ser prejudicial!

Como tudo o que é em excesso, também a cafeína faz mal. Se beber 100 chávenas de café num dia (o equivalente a 10 gramas de cafeína) pode até morrer por causa do “cafézinho”!

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publicado às 11:28

A cadelinha Lia vai ajudar um menino autista em África

por dicasdefarmaceutica, em 15.01.18

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A Lia é o primeiro cão de assistência certificado pela Associação Portuguesa de Cães de Assistência (APCA) a ser entregue em território africano. 

A APCA é a única associação portuguesa que certifica cães de assistência para pessoas com determinadas doenças. Já falei AQUI de cães de assistência para diabéticos, mas estes nossos amigos podem ajudar noutras patologias, e o autismo é uma delas.

 

Provavelmente já ouviram falar do livro que relata a vida primeiro cão de assistência entregue a uma criança autista em Portugal. Chama-se Sinatra o cão que mudou a vida do pequeno Miguel.

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“O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.” É sobretudo nesta interação e comportamento social da criança que estes cães de assistência podem ajudar. A criança, com o seu amigo por perto, irá sentir-se mais confiante e seguro para enfrentar o mundo com um olhar diferente.

 

Neste momento, a Lia já está em Luanda com o seu novo amigo, um menino de 5 anos que é autista. Foi a família que solicitou à APCA o treino de um cão para acompanhar o menino. Assim como o Sinatra, a Lia vai ter a sorte de poder ajudar um menino a crescer de uma forma mais confiante, mais autónoma e mais feliz.

A Lia tem apenas 5 meses, mas já aprendeu muita coisa. Vão poder crescer os dois e ajudarem-se mutuamente.

 

Foi Rui Relvas, o presidente da APCA, que foi a Angola entregar a Lia à sua nova família. Que sorte! Vou tentar seguir  a APCA e esta família, para vos poder contar como está a evoluir esta amizade.

 

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publicado às 21:04

Para quando a utilização da Cannabis como Medicamento?

por dicasdefarmaceutica, em 12.01.18

 

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Já falei AQUI mais do que uma vez nesta plantinha e dos seus usos terapêuticos já utilizados em vários países.

Não é uma decisão fácil de tomar: como é que se legaliza a Marijuana? Durante anos, foi uma droga consumida pelos seus efeitos psicoativos e fisiológicos, nomeadamente, por provocar bom humor, euforia, relaxamento e aumento do apetite.

 

Apesar de tudo isto, os seus efeitos terapêuticos estão provados e a 10 de dezembro de 2013, o Uruguai foi o primeiro país do mundo a legalizar o cultivo, a venda e o consumo da cannabis. Também no Canadá, Dinamarca, Argentina e México o seu uso é legal para fins medicinais.

No entanto, noutras partes do mundo, o simples porte pode levar a longas penas de prisão, especialmente em partes da Ásia Oriental e no sudeste asiático, onde a venda de cannabis pode levar a uma pena de prisão perpétua ou mesmo de execução.

 

Em Portugal, a discussão está instalada há já algum tempo e parece que ainda não temos conclusões. Além da discussão sobre o seu uso terapêutico, trata-se também de um assunto político e económico. No Canadá, por exemplo, o maior fabricante de Marijuana (Canopy Growth Corp) é cotada na bolsa de Toronto, na área da saúde.

Portugal já tem várias plantações de cannabis, autorizadas para exportação. Existem em Évora, na região do Alqueva e, mais recentemente, em Cantanhede (feita pela empresa canadiana Tilray). Estão muitos milhões de euros envolvidos nestes negócios.

Como é que funciona? As plantas são produzidas em solo português, são transformadas em pó e enviadas para vários países, para produção de medicamentos.

 

O Conselho Nacional da Política do Medicamento deu o seu parecer e os especialistas, juntamente com a Ordem dos Médicos, concluiram que “há forte evidência científica da eficácia do uso de cannabis e seus derivados, não só no alívio da dor crónica em adultos e como anti-emético no tratamento de cancros, mas também na redução da espasticidade (aumento de contracções musculares), na esclerose múltipla e no controlo da ansiedade”.

Acrescentaram ainda que, apesar de ser “com moderada evidência, a cannabis poderá ser usada na melhoria do sono em pessoas com apneia obstrutiva do sono, fibromialgia, anorexia por cancro ou stress pós-traumático, e em glioma (tumor cerebral)”.

 

Como farmacêutica e com todos estes factos, penso que o mais razoável seria:

1 - Utilizar a cannabis unicamente como medicamento. Isto claro está, após aprovação do mesmo pelas entidades competentes.

2 - Não utilizar a cannabis  na sua forma original, isto é, “fumada”. Não faz sentido autorizar que se fume erva. Isto equivale a proibir a possibilidade do auto-cultivo da planta, mesmo que seja para fins terapêuticos.

3 - Não negligenciar os potenciais riscos do consumo de cannabis, nomeadamente desenvolvimento de dependência, esquizofrenia e outras psicoses, além de agravamento da dificuldade respiratória e bronquite crónica.

4 - A prescrição da cannabis deve ser exclusivamente médica e com regulamentação específica, como é feito com os derivados da morfina, por exemplo.

 

Tendo em conta todos estes requisitos, e quando estiver tudo legalizado pelas entidades reguladoras da saúde, será bom termos mais uma alternativa terapêutica para algumas patologias!

Para quando a utilização da cannabis como medicamento?

 

 

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publicado às 17:24

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A Abbott Diabetes Care anuncia que a partir de 10 de Janeiro, os médicos especialistas (Endocrinologistas, Diabetologistas ou Pediatras) já podem prescrever os sensores FreeStyle Libre, exclusivamente às pessoas com Diabetes tipo I.

Estes sensores passarão a estar disponíveis nas farmácias a partir de 15 de Janeiro de 2018, são comparticipados a 85% sendo possível adquiri-los com prescrição médica em qualquer farmácia comunitária por 7,95€.

Os leitores FreeStyle Libre vão ser disponibilizados de forma gratuita, diretamente nos locais de consulta de especialidade, pelos médicos especialistas ou enfermeiros. 

 

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“O FreeStyle Libre é uma ferramenta inédita na medição dos níveis de glicose para pessoas com diabetes, estando indicado essencialmente para pessoas com diabetes que necessitam de fazer diariamente várias picadas dos dedos para controlar os níveis de açúcar, incluindo crianças entre os 4 e os 17 anos.
Composto por um sensor com apenas 35mm x 5mm (semelhante a uma moeda de 2 euros) e com duração de até 14 dias, este sistema é colocado na parte posterior do braço e permite medir os níveis de glicose intersticial, de forma simples, fornecendo resultados instantâneos sobre os valores de glicose e indicadores de tendência. Após uma hora da sua colocação no braço, o FreeStyle Libre inicia a leitura da glicose, tratando a informação que recolhe e identificando tendências.
A grande inovação do FreeStyle Libre está no facto de, numa leitura sem dor e em apenas um segundo, a pessoa com diabetes obter informações relevantes sobre o presente (glicemia atual), sobre o passado e o futuro. Esta vantagem inovadora deve-se ao historial dos valores de glicose até oito horas antes da determinação e setas de tendência de glicose que são disponibilizados e que mostram se estão a subir, a descer ou constantes, o que permite que a pessoa com diabetes antecipar a tendência de evolução através desta determinação, ajudando a prevenir episódios de hipoglicemia (glicose baixa) e melhorando a sua qualidade de vida."

 

O FreeStyle Libre foi eleito o Produto do Ano 2016 na área da saúde. É verdadeiramente uma inovação e demorou a chegar às mãos dos tantos diabéticos que estão ansiosos por largar as picadas diárias para saberem os seus valores de glicémia.

É verdadeiramente uma boa notícia neste início de ano!

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publicado às 14:16

Drones ajudam a combater a Malária na Tanzânia

por dicasdefarmaceutica, em 10.01.18

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Transmitida por um mosquito, a Malária, também apelidada de Paludismo, infecta cerca de 200 milhões de pessoas por ano e mata mais de 500 mil crianças em todo o mundo. Parece mentira como, em pleno século XXI, existem zonas de África em que morre uma criança por minuto, vítima desta doença.

 

A Organização Mundial de Saúde tem levado a cabo várias campanhas em várias zonas, sobretudo em África, para combater esta doença, interrompendo o seu ciclo de transmissão.

Nesse sentido, foram distribuídas pelas várias comunidades, redes mosquiteiras e insecticidas para vaporizarem o interior das casas. Em Zanzibar, por exemplo, estas medidas de prevenção diminuíram a prevalência da doença de 40% para 1%.

 

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Agora, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, em parceria com o Programa de Eliminação da Malária de Zanzibar está a complementar estes métodos de prevenção com o uso de drones para capturar imagens de grandes áreas de águas paradas, usadas pelos mosquitos para se reproduzirem. 

Um único Drone consegue cobrir uma plantação de arroz grande (30 hectares) em 20 minutos. Os dados coletados são processados mais tarde.

Esses mesmos dados, podem ser enviados para smartphones, ajudando as equipas de pulverização a monitorizar o trabalho.

 

Os inconvenientes deste processo são, além do custo, a possível interferência com a fauna local e a invasão da privacidade das comunidades locais.

 

Todas as medidas de prevenção para combater esta doença são um avanço para o progresso e para a diminição da mortalidade no mundo, nestas zonas menos desenvolvidas do nosso planeta.

 

Os ensaios para o desenvolvimento da vacina contra a malária continuam e também neste campo têm havido avanços significativos, apesar de ainda estarmos longe da vacinação para todos aqueles que estão à mercê deste mosquito.

 

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publicado às 12:13

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Que frio! As temperaturas baixas chegaram e com elas a afluência de pessoas aos centros de saúde e às urgências dos hospitais. Por este motivo, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) alargou os horários de atendimento em diversas unidades de cuidados de saúde primários de norte a sul do país.

 

Saiba quais são os horários em vigor:

- Administração Regional de Saúde do Norte

- Administração Regional de Saúde do Centro

- Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

- Administração Regional de Saúde do Alentejo

- Administração Regional de Saúde do Algarve

 

No plano de contingência da gripe, também foram tomadas outras medidas nos centros hospitalares, como o reforço de profissionais nas urgências e o número de camas disponíveis para o eventual afluxo de casos mais graves, nomeadamente pessoas de maior risco, como doentes crónicos, idosos e crianças.

 

Antes de se dirigir a correr para o hospital ou para o centro de saúde, caso tenha os primeiros sintomas de gripe (tosse, dores de cabeça, febre, mal-estar e dores musculares) deverá contactar, em primeiro lugar o centro de contacto SNS 24 (808 24 24 24) que o encaminhará para o serviço de saúde mais adequado.

Pode também dirigir-se à sua farmácia, que pode dar-lhe conselhos sobre o que deverá fazer para combater esse mau-estar.

 

Entretanto, como “mais vale prevenir do que remediar”, agasalhe-se (use luvas, cachecol, gorro, calçado e roupa quente), aqueça a casa, hidrate-se (beba água, chás, infusões, sopa) e alimente-se bem.

E já agora, só mais alguns conselhos do SNS:

 

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publicado às 19:05

O que já mudou na nova Lei do Tabaco

por dicasdefarmaceutica, em 05.01.18

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Já entraram em vigor as novas normas referentes à Lei do Tabaco. Sempre a pensar na saúde de todos, as regras começam a ser mais duras para quem fuma, mas ainda não suficientemente severas para proteger toda a gente deste grande mal que é o cigarrinho.

 

Podemos falar de 5 alterações relevantes:

 

1 - Proibição de fumar em locais frequentados por crianças, mesmo que ao ar livre, nomeadamente “infantários, creches e outros estabelecimentos de assistência infantil, lares de infância e juventude, centros de ocupação de tempos livres, colónias e campos de férias, parques infantis, e demais estabelecimentos similares".Esta é a principal alteração à Lei do Tabaco.

 

2 - Equiparação dos cigarros eletrónicos aos cigarros tradicionais, pelo que o seu uso vai ser proibido em espaços públicos fechados. São os cigarros da moda, os chamados e-cigarros. Como todas as modas, há muita gente a querer segui-las e esta é muitas vezes a forma de iniciar o hábito de fumar. Nos EUA os números de crianças e adolescentes a utilizar este método são assustadores. 

Além disso, segundo dizem os entendidos na matéria, apesar de serem potencialmente menos perigosos do que o cigarro convencional, “os e-cigarros podem causar dependência e não são isentos de risco para a saúde, pois contêm substâncias aditivas, tóxicas, irritantes e cancerígenas embora em menor quantidade que os cigarros convencionais”.

 

3 - Obrigatoriedade da existência de espaços para fumar no exterior de estabelecimentos de saúde, como hospitais ou clínicas, e instituições de ensino, qualquer que seja a idade dos alunos e o grau de escolaridade.

 

4 - Dever dos serviços de saúde ocupacional para “promover nos locais de trabalho ações e programas de prevenção e controlo tabágico e devem apoiar ou referenciar os trabalhadores que pretendam iniciar o tratamento de cessação tabágica para o médico de família ou para as consultas de cessação tabágica".

Também estes serviços ficam incumbidos da monitorização da "salubridade dos locais de trabalho, em particular no que refere à qualidade do ar, evitando a sua contaminação com fumo de tabaco, garantindo assim as condições de saúde, higiene e segurança adequadas".

 

5 - Proibição de "qualquer discriminação dos fumadores no âmbito das relações laborais, designadamente no que se refere à seleção e admissão, à cessação da relação laboral, ao salário ou a outros direitos e regalias". 

Esta medida não é uma alteração, pelo menos é isso que eu acho. Descriminar trabalhadores por fumarem é algo que nem deveria ser abordado, pois proibir de fumar em determinados locais é uma coisa, descriminar quem fuma é outra bem diferente...


Mantêm-se os avisos nos maços de tabaco, mas vão passar a cobrir 50% da embalagem.

 

O consumo de tabaco é, hoje, nos Países desenvolvidos, a principal causa de doença e de mortes evitáveis, sendo responsável por cerca de 20% do total de mortes verificadas anualmente nos países desenvolvidos.

 

De nada servem todas estas alterações à lei se não apostarmos fortemente na prevenção. As medidas de prevenção do tabagismo devem ser dirigidas primeiro às crianças e aos jovens. Os próprios fumadores devem ser conscientes e incutir nas crianças que fumar faz mal e cria dependência. Esta educação deveria iniciar-se no seio da família. O exemplo dos pais é fundamental, pelo que os pais fumadores devem ser alertados para não fumarem junto das crianças ou para deixarem de fumar.

 

Aos poucos, com sucessivas alterações à Lei do Tabaco, com respeito por quem é fumador e, sobretudo com maior consciência do que representa o acto de fumar, conseguiremos criar um clima social em que não fumar seja a norma

 

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publicado às 17:06

Vida Saudável para 2018

por dicasdefarmaceutica, em 02.01.18

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Primeiro post do ano: vamos reflectir sobre aquilo que nos faz bem à saúde, aquilo que é verdadeiramente importante para a nossa saúde.

 

Falo sempre de três pilares para conseguirmos ter uma vida saudável, mas para este ano novo, vou acrescentar um quarto pilar:

1 - Fazer uma alimentação saudável

2 - Praticar exercício físico

3 - Dormir bem

4 - Ser feliz

 

1 - Fazer uma alimentação saudável

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A ligação entre a alimentação e as doenças está muito bem documentada e sabemos que o que comemos tem um impacto muito grande na forma como nos sentimos.

Comer bem dá trabalho, mas é um grande investimento em termos de saúde e bem-estar. O ideal é não começarmos o ano a fazer dietas radicais, muitas vezes difíceis de prolongar no tempo e que fazem perder os quilinhos ganhos nas festas, mas não são a solução de nada em termos de saúde. Comer bem é cuidar da alimentação todos os dias do ano, comer de forma equilibrada e deixar os excessos para os dias de festa.

As regras básicas já todos sabem: cortar no açúcar, abusar das frutas e legumes, não esquecer das proteínas, reduzir o consumo de sal, beber muita água, etc...

 

2 - Praticar exercício físico

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Fazer exercício na dose certa é uma receita de todas as especialidades médicas. Para prevenir doenças, já não restam dúvidas, é necessário exercício físico regular.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física por semana para os adultos e 60 minutos por dia para as crianças e jovens. 

Procure a atividade física que mais gosta, o local ideal para a praticar e sózinho ou acompanhado, “mexa-se pela sua saúde”!

 

 3 - Dormir bem

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Dormir, em quantidade e com qualidade, é essencial para a saúde.

O sono possui uma função biológica crucial e os distúrbios de sono preocupam muitas áreas da medicina. A falta de sono pode conduzir a várias doenças, como a hipertensão arterial, o aumento do risco de enfarte e de Acidente Vascular Cerebral (AVC), a diabetes e muitas outras.

Cada pessoa deve dormir entre 7 e 9 horas por dia para garantir uma boa saúde, mas estas horas estão indicadas para os adultos, devendo ser adaptadas de acordo com a idade de cada um.

Quando alguém dorme permanentemente mal, acha sempre que vai passar, que é uma fase e demora a pedir ajuda. Se sente que alguma coisa estás mal com o seu sono, fale com o seu médico e tente dormir bem! Dormir é reparador e ajuda nas várias tarefas do dia-a-dia.

 

 4 - Ser feliz

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“Pessoas felizes adoecem menos!" Quando as nossas emoções são positivas, deixamos de nos desgastar e achar que tudo de mau nos acontece e que o mundo é verdadeiramente hostil. Pessoas felizes, não só adoecem menos, como, quando estão doentes, têm uma recuperação muito mais rápida. Sabemos que isto é evidente em muitas doenças e existem vários estudos a comprová-lo.

Deixei este pilar para último para vos dar um conselho para 2018: Sejam felizes e tenham muita saúde!

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publicado às 21:24

Destaques “Dicas de Farmacêutica” 2017

por dicasdefarmaceutica, em 29.12.17

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Chega esta altura do ano e eu gosto sempre se fazer um destaque daquilo que me pareceu mais relevante e, sobretudo, mais inovador durante o ano que está a acabar.

 

Vamos então a 6 posts para lembrar um pouco este ano:

 

1 - A importância do uso seguro dos medicamentos em crianças

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Dou destaque AQUI a este post porque durante todo o ano falei muito pouco destas ternurinhas e porque o tema é de uma enorme importância nesta época em que tanta gente “sabe tudo” e gosta tanto de se automedicar e de medicar as criancinhas porque “não têm tempo” de ir ao médico.

 

2 - Campanha “Por vezes mais é menos”

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Tenho que destacar AQUI esta campanha, cujo objetivo foi alertar os doentes para a importância da medicação responsável, para a sua saúde e o seu bem-estar. Sabendo que 50% do medicamentos não são corretamente utilizados pelos doentes, estas campanhas devem ser uma constante todos os anos nas nossas farmácias.

 

3 - A televisão pode ajudar a gerir a sua saúde

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Esta ideia foi apresentada em abril no Portugal eHealth Summit. Colmatando a dificuldade dos mais idosos não utilizarem muito o telemóvel e as novas aplicações que tanto podem ajudar a gerir a nossa saúde e aproveitando o facto de tanto usarem a televisão, a ideia é o doente estar ligado ao SNS, através da box da televisão. Através de um call center clínico, os doentes podem manter-se mais controlados, evitar idas desnecessárias às urgências ou, pelo contrário, atuar em tempo real, quando é necessário. Pode consultar o post AQUI.

 

4 - Plataforma online para tirar dúvidas sobre a composição dos cosméticos

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Com esta plataforma, é mais fácil saber sobre a segurança e eficácia dos ingredientes de determinado cosmético e também sobre a sua regulamentação. Este é o meu destaque para este ano porque em Portugal não havia nenhuma plataforma com profundidade científica e de comunicação tão fácil na área da dermocosmética. Pode consultar AQUI este portal.

 

5 - LifeinaBox, a vencedora do concurso startups da WebSummit

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Chama-se LifeinaBox a empresa francesa que venceu o concurso de startups da Web Summit, com um minifrigorífico para medicamentos. Viajar sem preocupações de saúde é agora possível. A Lifeina desenvolveu um frigorífico portátil (Life in a Box), que permite transportar medicamentos a temperaturas entre dois e oito graus centígrados. Este é verdadeiramente um produto que merece o meu destaque em 2017.

 

6 - Campanha de sensibilização para o enfarte junto dos peregrinos

 

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Foi sem dúvida, um dos pontos altos deste ano: a vinda do Papa Francisco a Fátima. Aproveitando esta ocasião, a Stent for Life, que é apadrinhada em Portugal pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) e pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), promoveu uma campanha de sensibilização para o enfarte agudo do miocárdio (ver AQUI).

Deixei este ponto para o fim propositadamente, pois quero deixar aqui a mensagem do Papa Francisco, apropriada para todos os dias e para o novo ano que aí vem:

“VIVA A VIDA AGORA. AME MAIS, VIVA MAIS, PERDOE MAIS!”

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publicado às 18:30

Imagens

Algumas das imagens presentes no blog são retiradas da Web. Na impossibilidade de as creditar corretamente agradeço que, caso alguns dos autores não autorize a sua publicação, entre em contato, para que as mesmas sejam retiradas de imediato.

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A informação contida neste blog não substitui o aconselhamento médico ou farmacêutico. O objetivo do blog, é informar sobre vários assuntos ligados à saúde em geral, e à farmácia em particular. Os vários temas são abordados de uma forma não exaustiva, acessível ao público em geral.


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